Sec. IV a.C.
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Fala Arjuna:
1 – Que é Brahman? Que é o Eu Supremo? Que é a Alma de todas as
almas? Que é a Essência de todas as existências? Que é a Realidade neste
mundo de aparências?
Fala Krishna:
3 – Eu sou Brahman, o Único, o Imperecível. Esse Brahman, o Supremo
Eu, é a alma de todas as almas. O que nasce de mim e é a causa de toda a
evolução chama-se Karma, a atividade cósmica.
4 – Quando eu me revelo nos diversos seres, sou chamado o Universo
dos fenômenos visíveis; sou então o Brahman imanente em tudo, o Espírito que
habita em todas as coisas. Eu sou a força criadora em todas as criaturas.
(...)
(Bhagavad Gita – A Sublime Canção – Krishna- Huberto Rohden)
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Maomé
(Mohammed)
De Meca, 570 d.C. ~ Medina, 8 junho de 632
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"Ele é Deus e não há outro deus senão
ele, que conhece o invisível e o visível. Ele é o Clemente, o Misericordioso!
Ele é Deus e não há outro deus senão ele.
Ele é o Soberano, o Santo, a Paz, o Fiel, o Vigilante, o Poderoso, o Forte, o
Grande! Que Deus seja louvado acima dos que os homens lhe associam!
Ele é Deus, o Criador, o Inovador, o
Formador! Para ele os epítetos mais belos"
Alcorão (Sura 59,
22-24).
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Paris, 18 de abril de 1857
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Allan Kardec |
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1. O que é Deus?
- Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as
coisas.
4. Onde podemos encontrar a prova da existência de Deus?
- Num axioma que
aplicais às vossas ciências: não há
efeito sem causa. Procurai a
causa de tudo o que não é obra do homem e vossa razão vos responderá.
Para crer em Deus é suficiente
lançar os olhos às obras da criação. O Universo existe; ele tem, portanto,
uma causa. Duvidar da existência de Deus seria
negar que todo efeito tem uma causa, e avançar que o nada pode fazer
alguma coisa.
13. Quando dizemos que Deus é eterno, infinito, imutável, imaterial,
único, todo-poderoso, soberanamente justo e bom, não temos uma idéia completa
de seus atributos?
- Do vosso ponto de vista, sim, porque acreditais abranger tudo; mas
ficai sabendo que há coisas da inteligência do homem mais inteligente, e para
as quais a vossa linguagem,
limitada às vossas idéias e às vossa sensações, não dispõe de expressões.
A razão vos diz que Deus deve ter essas perfeições em grau supremo, pois se
tivesse uma de menos, ou que não fosse em grau infinito, não seria superior a
tudo, e por conseguinte não seria Deus. Para estar acima de todas as coisas, Deus não deve estar sujeito a
vicitudes e não pode ter nenhuma das imperfeições que a imaginação é capaz de
conceber.
Deus é eterno.
Se ele tivesse tido um começo, teria saído do nada, ou, então, teria sido
criado por um ser anterior. É assim que, pouco a pouco, remontamos ao
infinito e à eternidade.
É imutável.
Se ele estivesse sujeito a mudanças, as leis que regem o Universo não teriam
nenhuma estabilidade.
É imaterial.
Quer dizer, sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria, pois de outra
forma ele não seria imutável, estando sujeito a transformação da matéria.
É o único.
Se houvesse muitos Deuses, não haveria unidade de vistas nem de poder na
organização do Universo.
É
todo-poderoso. Porque é único. Se não tivesse o poder
soberano, haveria alguma coisa mais poderosa ou tão poderosa quanto ele, que
assim não teria feito todas as coisas. E aquelas que ele não tivesse feito
seriam obras de um outro Deus.
É
soberanamente justo e bom. A sabedoria providencial das leis
divinas se revela nas menores como nas maiores coisas, e esta sabedoria não
nos permite duvidar da sua justiça, nem da sua bondade.
(Allan Kardec- O Livro dos Espíritos- Cap. I)
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Paris, janeiro de 1868
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2.- É princípio elementar
que se julgue uma causa por seus
efeitos, mesmo quando não se vê a causa.(...)
3.- Um outro princípio também elementar,
passado ao estado de axioma, por força de verdade, é que todo efeito inteligente deve ter uma causa inteligente.(...)
NATUREZA DIVINA
8.- Não é dado ao homem
sondar a natureza íntima de Deus.
Para compreender Deus nos
falta, ainda, o sentido que não se adquire senão pela completa depuração do Espírito. Mas o homem
não pode penetrar a sua essência, sendo a sua existência dada como premissa,
pode, pelo raciocínio, chegar ao
conhecimento dos seus atributos necessários; porque, em vendo o que
não pode deixar, sem cessar, de ser Deus, disso conclui o que deve ser.
Sem o conhecimento dos atributos de Deus seria impossível compreender a
obra da criação; é o ponto
de partida de todas as crenças religiosas, e foi pela falta de a ela
se referirem, como farol que poderia dirigi-las, que a maioria das religiões errou em seus dogmas. As que
não atribuíram a Deus a onipotência,
imaginaram vários deuses;
as que não lhe atribuíram a soberana
bondade, dele fizeram um deus
ciumento, colérico, parcial e vingativo.
(Allan Kardec- A
Gênese – Cap. II)
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São Paulo, 28 de setembro de 1987.
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Há uma realidade que é universalmente aceita em todos os planos do
Espírito: a eterna existência do
Supremo Espírito – Deus.
Na Umbanda, cremo-Lo como de Perfeição
Absoluta, a Suprema Consciência-Una.
Também
afirmamos que o Supremo Espírito domina e dirige TUDO. Como TUDO, entendemos
todos os Seres Espirituais, a
substância etérica (matéria, energia), o Espaço Cósmico e a Eternidade.
Também ensinamos que o Supremo Espírito é o Único Conhecedor em Causas do
Arcano Divino, sendo pois o Único que pode saber do “ser ou não-ser”, da
origem-causa de tudo que temos como Realidades
incriadas e criadas.
Entendemos
que o Supremo Espírito estende Seu Poder sobre as várias Consciências Espirituais, criando hierarquias Galácticas,
solares e Planetárias.
Ensinamos
também que o Supremo Espírito é o Divino Manipulador
da Substância Etérica, “criando”, com seus Arquitetos
Divinos, todo o Universo. Que fique claro ao filho de Fé que
como criar, entendemos transformar.
A
Cúpula da Corrente Astral de Umbanda tem como ponto fechado da Doutrina,
principalmente ensinada aos Filhos de Fé mais adiantados, que existem 3 realidades extrínsecas,
coeternas e coexistentes, aquém do Poder Divino; essas 3 Realidades são os Seres Espirituais, o Espaço Cósmico
e a Substância Etérica. Ao afirmarmos que são realidades
eternas, somente a Divindade, como o “Único Senhor das Realidades”, é quem
sabe das origens delas.
O que podemos dizer é que essas
3 realidades são extrínsecas entre si, isto é, nenhuma foi
“gerada” da outra. Tampouco
são partes da Divindade, como se a Divindade Suprema pudesse ser dividida.
A Umbanda e seus emissários têm como ponto fechado de nossa singela
Doutrina que o Supremo Espírito, tendo Seu primeiro Nome Sagrado em Tupã, é
Eterno, Indivisível, nunca tendo recebido sobre Si qualquer agregação ou
sopro-vibração de nenhum outro Ser ou Realidade. Entendemo-Lo como
Onisciente, Onipotente e Onipresente. Ressalvamos que, como onipresente, entendemos não como se Ele, em
Espírito estivesse presente em tudo e em todos, mas sim por meio das Hierarquias por Ele constituídas.
Entendemos também que o Supremo Espírito FOI, É e SERÁ no sempre ATEMPORAL –
ETERNO.
Livro
“A Proto-Síntese Cósmica” – Espírito ORISHIVARA – médium Yamunisiddha
Arhapiagha F. Rivas Neto
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