Paris, 18 de abril de 1857.
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Allan Kardec |
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259. Se o Espírito escolhe o gênero
de provas que deve sofrer, todas as
tribulações da vida foram previstas e escolhidas por nós?
- Todas, não, pois não se pode dizer que escolhestes e
previstes tudo o que vos acontece no mundo, até as menores coisas. Escolhestes o gênero de provas; os
detalhes são consequências da posição escolhida, e frequentemente de vossas
próprias ações. Se o Espírito quis nascer entre malfeitores, por
exemplo, já sabia a que deslizes se
expunha, mas não conhecia cada um dos atos que praticaria; esses atos são produtos de sua vontade ou do seu livre-arbítrio.
O Espírito sabe que, escolhendo esse caminho, terá de passar por esse gênero de lutas; e sabe de que natureza são as vicitudes
que irá encontrar; mas não sabe
quais os acontecimentos que o aguardam. Os detalhes
nascem das circunstâncias e da força das coisas. Só os grandes acontecimentos, que influem no destino,
estão previstos. Se tomas um caminho cheio de desvios, sabes
que deves ter muitas precauções, porque corres o perigo de cair, mas não
sabes quando cairás, e pode ser que nem caias, se fores bastante prudente. Se
ao passar pela rua, uma telha te cair na cabeça, não penses que estava
escrito, como vulgarmente se diz.
O
Livro dos Espíritos – Allan Kardec
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São Paulo, 28 de setembro de 1987.
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C. REENCARNAÇÃO DO SER ESPIRITUAL COM O CORPO ASTRAL SEM ANORMALIDADE
C.1. Reencarnação voluntária
Após vários períodos de aprimoramento,
o Ser Espiritual que venceu as barreiras de si mesmo, vencendo as correntes reencarnatórias evolutivas, já se
habilita a habitar as esferas kármicas do planeta em suas mais altas
expressões. Está prestes a vencer a
força gravitacional karmática do planeta Terra, ou seja, a força-necessidade que sempre o impulsiona ao
reencarne, através da qual está ligado, por fortes laços de
“energia de ligação”, com o planeta Terra. Essa energia de ligação deverá ser
vencida quando o Ser Espiritual se
libertar de certos e últimos débitos para com a lei kármica. Quando
se libertar, deixando para trás seus débitos, enfraquecendo-se a energia de ligação com os planos
evolutivos do planeta Terra, ou seja, o mesmo consegue, karmicamente falando,
libertar-se; assim, poderá estagiar
nas últimas camadas do plano astral superior, podendo também estagiar em outros planetas mais
elevados, acrescentando-lhe experiências e aprendizados, bem como
sustentáculo para futuras incursões em outros locus da Casa do Pai, seguindo
assim sua jornada evolutiva em outra casa planetária ainda de nosso sistema
planetário. Alguns até podem estagiar em outro locus do Universo Astral, em
sistemas diferentes do nosso.
Esses Seres Espirituais, na verdade,
de há muito já são “senhores de si mesmos”; são veneráveis Seres Espirituais,
batalhadores incessantes das Hostes do Bem. Têm sua organização astral completamente plástica, podendo
amoldá-la segundo seus fortes pensamentos, que vêm pelas linhas de
força mento-superiores. Assim, muitos
deles preferem guardar a “forma-astral” em que mais evoluíram, ou,
por necessidade, ideoplastizam a
forma-astral segundo lhes seja mais interessante e proveitosos para a tarefa
que vão desempenhar.
Esses Seres Espirituais são vitoriosos de si mesmos,
não tendo necessidade de reencarne, a não ser que seja a pedido da Confraria
dos Espíritos Ancestrais, nobre e digna Confraria ligada às Hierarquias
Crísticas de nosso planeta. (...)
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C.2. Reencarnação
missionária
Como o próprio nome está dizendo, o
Ser Espiritual que reencarna nessa condição o faz debaixo de uma séria
missão, missão essa de âmbito grupal e coletivo diante da coletividade
kármica afim. Diante de sua coletividade sempre está muito avançado em
conhecimentos e sentimentos, por isso é o líder natural, embora a maioria
deles assim não se qualifique, achando-se na verdade igual aos demais do
grupo ao qual pertença. Esses Seres
Espirituais são possuidores de uma excelsa modéstia, aliás, nem
cogitam da soberba; agem de forma natural, seus atos não são forçados nem
estereotipados. Isso o diferencia dos demais, as suas ações são sempre muito naturais e verdadeiras. Seus ideais visam o bem comum, não estão interessados na
projeção pessoal. Ao contrário, esquivam-se polidamente de qualquer movimento nesse setor.
Assim como para muitos fere o desdém alheio, para eles
fere o elogio ou a gratidão. Não estamos afirmando com isso
que são Seres Espirituais perfeitos. Não, não o são, mas estão próximos da
perfectibilidade relativa aos seus planos afins. Quando encarnados, estão sempre em posição de comando
vibratório e isso não é imposto. Ao contrário, os outros é que os
aclamam naturalmente e se assim não fazem, pelo menos respeitam-nos, na
certeza de estarem ouvindo a voz de um grande instrutor, embora eles, mais
uma vez frisamos, se julguem apenas iguais. A sua conduta não difere dos
demais. Às vezes poderia até ser diferente, mas para evitar o “endeusamento” e a figura extrema e prejudicial do
mito, agem igual aos demais. Têm os mesmos desejos, têm os mesmos
anseios, os mesmos obstáculos, as doenças às vezes os incomodam, têm
dissabores, como também seus próprios desencontros afetivos e emotivos. Mas
aí é que está o valor desses missionários, pois mesmo sendo iguais a todos, até nos problemas do dia-a-dia,
conseguem ser instrutores dos demais. (...)
(...) Muitos deles trouxeram grandes
contribuições para as Ciências, visando melhorar o nível de vida do Ser
Humano e de sua saúde; outros mudaram
através de sua forma de pensar a atitude de muitos, isso no campo da
filosofia; outros surgiram na política e nas ciências sociais; visando a um
equilíbrio maior entre os segmentos e as classes sociais; outros nas artes e
nos esportes, todos visando atrair as massas e com elas caminhar para novos
padrões conscienciais; em suma, que a grande massa avance na senda da
evolução. (...)
Livro
“A Proto-Síntese Cósmica” – Espírito ORISHIVARA – médium Yamunisiddha
Arhapiagha F. Rivas Neto
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Belo Horizonte (MG), janeiro de 2012.
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Madre Teresa de Calcutá |
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(...) Assim que a entidade terminou sua
fala, observei que dois espíritos que estavam no meio da multidão se
aproximaram um do outro. Eram Teresa
de Calcutá e Joseph Gleber. Olharam-se, como a conhecer em
profundidade os pensamentos um do outro, quando Teresa envolveu com seu braço
o de Joseph Gleber, num gesto típico de amizade. Espíritos diferentes, de formação cultural diferente, com
trabalhos aparentemente em campos também diferentes, mas unidos pelo amor à
humanidade. Teresa tomou a palavra, dirigindo-se à emissária
superior:
- Queria
fazer um pedido especial à nossa mãe Maria de Nazaré – disse Teresa,
visivelmente emocionada, enquanto muitos espíritos ao redor olhavam em sua
direção, inclusive eu.
- Fale, minha querida filha – disse a
entidade criança, iluminando-se toda, com uma luz até então não percebida por
mim.
- Sinto que na Terra ficarão almas mais
comprometidas com o bem da humanidade que a habitará por longo período; seres já esclarecidos e fiéis aos
ideais de Cristo, embora os imensos desafios que enfrentarão para a
reconstrução da civilização. Por isso peço, com o amor que me inspira nossa mãe santíssima, que me conceda a oportunidade
de ser a primeira a ser levada para o mundo primitivo. Sou uma
mulher acostumada com os desafios de meus irmãos mais sofredores, e onde
encontrarei maior sofrimento e mais pessoas necessitadas do que entre os
deportados? Para mim, será uma
honra estar em algum desses mundos, revestida do corpo que a Providência me
proporcionar, a fim de receber em meus braços aqueles que sofrem e os oprimidos pelas culpas e remorsos.
Disponho-me, como mensageira da escuridão, a acolher aqueles que estarão nas
trevas da alma, precisando de apoio, orientação; de um abraço amigo.
Enxugarei as lágrimas dos que se acham vencidos, dos que ainda estagiarão na
angústia, nos séculos vindouros. Serei
para eles a mãe que os abrigará ao colo; intercederei por eles em oração
em meio aso pântanos, aos desafios, ajudando-os a cessar o pranto e incentivando-os
ao recomeço e à continuidade das tarefas que os aguardam. (...)
(...) Profundo silêncio se fez em face
das duas rogativas, que não foram ignoradas pela emissária de aspecto infantil. Grande número de espíritos
ali presentes se surpreendeu com os pedidos de Teresa e Joseph Gleber, e
lágrimas desceram dos olhos de muitos, enquanto o silêncio só foi rompido
quando uma voz, em meio à luz que descia do alto, fez-se perceptível nas
mentes de cada um. (...)
(...) - Meus amigos, meus companheiros de trabalho,
assim que fizeram suas súplicas, saiu a ordem. Venho aqui em nome da misericórdia daquela que
representa na Terra a bondade em forma de mãe. Venho em nome do
coração amoroso que recebeu em seu seio o representante das estrelas, Cristo
Jesus, nosso Senhor. O pedido de vocês foi aceito e
serão meus companheiros pessoais, pois eu mesmo irei também, como
representante da justiça divina, conduzir os milhões de espíritos para o novo
lar, a nova morada espiritual. Durante os milênios que aguardam as
novas experiências dessa parcela da humanidade, vocês serão como estrelas guias na noite dos desafios e obstáculos
a serem vencidos nos mundos da imensidade. Maria aceitou
a oferta sincera de suas almas. (...)
“O
Fim da Escuridão – Reurbanizações Extrafísicas”
– pelo Espírito Ângelo Inácio – psicografado por Robson Pinheiro.
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