Por que Jesus Nasceu na Terra?
Vamos continuar nossa
reflexão anterior...
Com efeito, também Cristo morreu uma vez pelos pecados, o justo pelos
injustos, a fim de vos conduzir a Deus. Morto na carne, foi vivificado no
espírito, no qual foi
também pregar aos espíritos em prisão
Pedro 3:18-19
O Grande Plano de Jesus
Continuando
nossas reflexões ... com o estudo das informações trazidas pelo espírito Ângelo
Inácio, no seu livro “Os Abduzidos”, vamos compreender os muitos relatos
contidos no Novo Testamento e o verdadeiro motivo de Jesus ter nascido na
Terra.
Como está registrado nos evangelhos (Jo
7:1-8) havia uma grande perseguição, pelos judeus, a Jesus, os quais queriam
matá-lo. Segundo Ângelo Inácio, os escribas, fariseus e os principais
sacerdotes do povo e do templo do Senhor em Jerusalém, durante as festas que
ocorreriam, esperavam confrontar
Jesus em meio à multidão para desmascará-lo e achar um pretexto para acusá-lo e
condená-lo.
Por parte de Jesus havia um grande
plano, e esse não
incluía somente enfrentar o sistema sacerdotal vigente da época, com a proposta dos
novos princípios do reino celeste. Havia a questão espiritual, de ordem cósmica, que abrangia a evolução de todos os seres
espirituais nas dimensões extrafísicas do planeta Terra. E, por sua vontade, ele
esquivou-se de ser pego pelos
representantes do sistema de poder e religioso, até que ele realizasse
seu trabalho nas dimensões espirituais; e no momento certo, após pouco tempo junto aos seus
discípulos, em peregrinação para ensinar os princípios do reino de Deus,
entregasse seu corpo; e assim, livre em espírito, pudesse concluir
seu trabalho junto a imensidão de espíritos rebeldes nas dimensões extrafísicas.
Naquele tempo, em que os feitos de Jesus
já eram conhecidos e comentados pelo povo e contestados pelos donos do poder
terrestre, a sua ida à festa de Jerusalém mereceu certos cuidados quanto à sua
perseguição.
Ele
fez a sua viagem sozinho preservando seus familiares e seguidores; e no momento
mais solene da festa ele entrou no templo.
Nos Bastidores Extrafísico do Templo de Jerusalém
Além do que já está registrado
nos evangelhos, Ângelo Inácio revela o que ocorria na dimensão
espiritual quando Jesus entrou no grande templo de Jerusalém.
Os seres das dimensões das sombras, representantes dos dragões, os que não despertaram durante as visitas de
Jesus nas regiões densas na subcrosta da Terra, ao longo dos 30
anos em que ele desceu às dimensões vibratórias extrafísicas, nos domínios dos
ditadores da escuridão, resolveram subir à crosta e se
infiltraram no público do templo. Eles se aproximaram das auras dos sacerdotes, dos fariseus, dos escribas e líderes
populares para influenciá-los.
Apesar da presença, na
dimensão invisível, extrafísica, no ambiente do templo, e aos arredores, de
Miguel e seus assessores, fazendo a vigilância espiritual, Jesus não se utilizou de sua autoridade sideral para a intervenção desses
agentes da justiça divina, em seu benefício.
Estava respeitando o livre arbítrio
daqueles seres, nas duas dimensões, a física e a espiritual. Os seres das sombras, mesmo temendo a autoridade moral e o
forte magnetismo que Jesus irradiava de si, sondavam, na multidão, os que ofereciam sintonia com eles para que
pudessem influenciá-los.
Diante das palavras de Jesus, que foram
proferidas ali no Templo, os sacerdotes, escribas, o Sumo Sacerdote
e os representantes do povo, da assembleia dos anciãos, ficaram
extasiados diante da demonstração de conhecimento e o magnetismo que emanava
dele. Ângelo Inácio destaca os trechos do evangelhos onde podemos entender melhor
esses momentos: “Nunca homem algum
falou assim como este homem” (Jo 7:46); “Porque a sua
palavra era com autoridade” (Lc 4:32); “Como sabe estas
letras, sem ter estudado?” (Jo 7:15)
Mas
apesar de muitos terem reconhecido a autoridade moral de Jesus, alguns que ofereciam sintonia com os
seres das sombras, nos momentos que se seguiram depois, serviram de
instrumentos para a condenação e a crucificação de Jesus.
O que aconteceu durante os 3 dias após a crucificação de Jesus, antes da ressurreição?
Ângelo Inácio descreve que:
(...) Com voz grave, Cristo então declarou, sabendo que cumpria parte
do grande plano e que, dali, desceria às regiões mais ínferas para falar pela última vez aos espíritos
rebeldes, angustiado pelo destino dos milhões de seres que, um dia,
viveram entre as estrelas: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito (Lc
23:46)”.
Assim, Jesus ao se desprender
definitivamente do corpo físico, readquirindo
a liberdade plena se seu espírito, desceu vibratoriamente nas
dimensões das sombras no abismo da subcrosta terrena. “Morto
na carne, foi vivificado no espírito, no qual foi também pregar aos espíritos
em prisão”.
Com a manifestação da luz irradiada por
Jesus na escuridão do abismo, o dragão número 2,
o que executava todas as ordens do dragão maioral, ficou assustado e com medo e
desesperado queixou-se ao número 1:
(...) “Ó herdeiro da agonia,
homem forte do abismo, senhor da tempestade que abala as nações, inimigo de todo o bem e de todo
o progresso, que necessidade tinhas de nos fazer entregar este ser à
morte? Como nos obrigaste e aos nossos servidores a infligir tamanho sofrimento
a este que detém o poder de entrar em nossos domínios? E para que o faz? Para
nos despojar de nossa autoridade e poder sobre os abismos, sobre este universo
de matéria negra! Crucificamo-lo
por intermédio de nossos elementos da superfície; maltratamo-lo e julgamos
acabar com o seu reinado. E agora, Belzebu, príncipe das regiões ínferas? Tudo
que havíamos ganhado pela ciência que detemos, pelo conhecimento que adquirimos
e compartilhamos com os miseráveis deste mundo, nós o perdemos no Gólgota.
Tu, príncipe da maldade, e o mais rejeitado e mórbido de todos nós, foste
vencido pelo mesmo instrumento de tortura com o qual pretendeste arruinar para
sempre a vida do homem das estrelas. Quanto a nós, não cuidamos que ele fosse assim tão superior, a
ponto de penetrar em nossos domínios e resgatar antigos serviçais, libertando-os do jugo mental que
lhes impusemos. Todo o teu júbilo por tê-lo levado ao martírio converteu-se em decepção,
pois se ele aqui vem, é porque tem o poder de interferir em nosso reino, em
nossa mansão e nossas cidades de poder.” (...)
(A narração de Ângelo Inácio acima, sobre
a manifestação do dragão número 2 em poder, é interessante porque ela explica a
trama que se desenrolou nos bastidores espirituais do planeta Terra. Os seres
encarnados, naquele momento histórico, foram instrumentos utilizados para uma
pretensa derrota do Cristo o qual apresentava uma ameaça para o reinado das
sombras.)
Naquela época o dragão número 2, dominado
pelo sistema de domínio criado pelo dragão maioral, não conhecia a
verdadeira identidade do número 1, mas esse não podia se
esconder do pensamento do Cristo que penetrava em todas as dimensões da
escuridão.
Agora, livre da influência do corpo
físico, com toda a sua majestade sublime falou ao maioral:
(...) – Uma vez te hei recebido
como um principado juntamente com os teus, que subjugais o espírito humano com
vossa maldade e vossos planos de domínio entre as nações. Agora, representante
do Hades, grande vilão das estrelas que caiu do céu como um raio, sabes que a morte do corpo físico
apenas liberou meu espírito para que todo o poder que me foi dado fosse restabelecido
por forças superiores, contra as quais ainda lutas – em vão. Ó
principados e potestades, poderes e tronos decaídos, vedes agora que vosso
reino não prevalecerá sobre a Terra nem sobre os próprios que vos seguiam.
Desde já, minhas palavras
ficarão para sempre entranhadas em todas estas almas do averno. A
lembrança de minha presença e minha voz jamais será obnubilada; ao contrário,
reverberará em todos quantos
escutaram minhas admoestações ao longo dos mais de 30 anos terrestres que aqui
vos vim falar e exortar a respeito dos desígnios divinos e dos
representantes de outros universos – superiores, sublimes, invisíveis aos
vossos olhos. Quanto àqueles
que resolveram aceitar a proposta de conhecer uma política diferente da vossa, esses ressuscitarão comigo, em
espírito, pois que eu os arrebatarei de vosso poder. (...)
Jesus Convida os Espíritos Que Despertaram
Os guardiões representantes de Miguel
auxiliavam todos os espíritos que aceitaram o convite de Jesus:
(...) – Vinde. Ó vós que assentis
regressar aos vossos lares
entre as estrelas. Vinde comigo, ó renegados de meu Pai! O Senhor é
quem vos restitui a liberdade e a honra de poder retornar aos vossos mais
queridos da parentela espiritual, aos vossos clãs, às vossas famílias siderais,
aos vossos compatriotas. Pois
todos vós tendes neste orbe representantes de vossas sociedades de onde, um
dia, fostes banidos. Vossos irmãos das estrelas, que comigo vieram a
este mundo, esperam-vos no pórtico das dimensões, além da tela psíquica que
aparta as realidades. Vinde e aceitai meu jugo, que é suave e brando, e encontrareis repouso para vossas
consciências no trabalho proveitoso e edificante de reconstrução do vosso
futuro. (...)
Ângelo Inácio descreve que Jesus intensificou a sua luz nas
regiões das sombras do abismo que até chegou
a cegar todos os espíritos das trevas, chamados também de demônios, inclusive os maiorais e o principal deles.
A reação desses seres foi de
ódio, dor emocional e desprezo pela figura do Cristo e o que ele representava.
Revolta dos Maiorais
A presença de Jesus irradiando a sua luz e
o seu pensamento, para ser captado em todas as dimensões astrais abaixo da
subcrosta terrena, abalou o sistema
de reinado dos dragões principais, os maiorais das sombras. Toda a ciência que detinham de conhecimento cósmico
trazida para a Terra, e aprimorada nos quase 500 mil anos, não conseguiram fazer frente à presença
de Cristo naquelas regiões. Ele irradiava seu pensamento num último
chamado para aqueles que, durante os 30 anos,
nas suas visitas, ouviram as suas pregações no submundo da escuridão. Os sete dragões maiorais se revoltaram com
urros de ódio; e o principal entre eles, o número 1, mentalmente uivava
entre a dor de ser prisioneiro
daquela região e a impotência em combater aquele ser que trazia tamanha autoridade moral. Todo o seu poder e
conhecimento era reduzido a pó e sofria tamanha humilhação com o seu orgulho
ferido.
O dragão numero 2 em poder e
domínio, revoltado, assim se expressou: (...) “-
Subirei um dia até as mais distantes estrelas e lá, em meio à poeira dos
mundos, levantarei meu trono, pois serei tido como o altíssimo e, então, jamais
abandonarei minha morada divina. Assim, tampouco abdicarei de minha política
para me render à sua, ó Filho das Estrelas, que nos vieste incomodar antes do
nosso tempo.” (...)
Era a expressão do ódio dos maiorais do
abismo e também de muitos chefes de
legião que permaneciam rebeldes à soberania da lei maior.
(Por que, diante da luz e do magnetismo irradiado
por Jesus naquelas dimensões, todos aqueles seres não despertaram? Talvez, esta
seja a pergunta que todos nós estamos fazendo. Pelo contexto cósmico que nos foi revelado até agora já podemos
perceber que estes seres, os maiorais e muitos de sua legião de seguidores,
tiveram o desenvolvimento de seus corpos mentais em outros
recantos do universo onde os parâmetros de sentir e pensar
são totalmente diferentes do que conhecemos na Terra. Como disse
Ângelo Inácio são outras “trilhas
energéticas de pensamento” diferentes em que se desenvolveram. Com o
desenvolvimento que tiveram de extremo poder mental e conhecimentos passaram a se
julgarem como sendo deuses; mas se desviaram das leis da criação, regidas pelo
grande Arquiteto do Universo, e provocaram a destruição e o sofrimento por onde
passaram. Depois que chegaram à Terra
construíram um sistema de poder e, dentro
da característica energética do planeta, se tornaram poderosos, influenciando a
humanidade terrena. Portanto, a presença de uma força superior
a tudo que julgavam conhecer apresentava
uma ameaça ao império por eles construído. São seres altamente perigosos,
assassinos cósmicos e possuidores de uma megalomaníaca sede por poder a qual,
com nossos parâmetros, não podemos ainda compreender. O tratamento para
eles foi, mais uma vez, o exílio para a Terra para que pudessem,
através da realidade energética do planeta modificarem suas posturas diante das
leis divinas.)
Entretanto, Todos os seres que auxiliavam Jesus naquele momento, sendo representantes dos guardiões planetários, e que eram seres redimidos que vieram de outros mundos, mundos dos quais faziam parte os degredados que habitavam aquelas dimensões das sombras, auxiliaram no resgate.
Ângelo Inácio conta que estavam presentes: Elias, Eliseu, Enoque e Moisés. Moisés é um antigo amaleque (rebelde) de Capela. Também foi exilado para a Terra e, tendo se redimido, auxiliava os guardiões, representantes da justiça divina.
Portanto, a atuação de Cristo naquelas
dimensões fez com que muitos chefes
de legião, principados e autoridades, tronos e potestades, aceitassem o convite
de mudança. Esses seriam reconduzidos aos seus
planetas de origem. Os guardiões planetários e seus auxiliares abririam fendas dimensionais naquelas
regiões da escuridão para a superfície da Terra, para que fossem transportados
todos os seres que aceitaram o convite.
Derradeiras palavras de Cristo para os Dominadores das Trevas
(...) “- Tu sabes, ó filho da
alva, que um dia caminhaste entre pedras afogueadas, ou seja, entre cometas e
estrelas de mundos distantes; lembra-te que foste considerado por muitos povos
da mesma forma como um cherub, um governador de mundo. Porém, não honraste as
concessões que alguns povos lhe proporcionaram. Caíste, como uma estrela
perdida no espaço. Abusaste
do poder e construíste ruínas após ti e muitas humanidades foram corroídas pela
tortura que lhes infligiste – tão somente pelo desejo do poder, pelo poder
-, estabelecendo morte, agonia e destruição por onde andaste. Eu mesmo assisti
à tua queda neste mundo, como um raio. Embora esta morada tenha sido designada
como “prisão eterna” para ti e teus asseclas e adeptos, sabes muito bem, ó
criatura decaída, que és apenas homem e não Deus, nem mesmo um deus de
hierarquia inferior ao Grande Arquiteto. Desprezaste a tua luz, profanaste seus santuários – os mundos
por onde passaste – e, por isso, foste relegado à escuridão em cadeias
eternas.
Promessa do Retorno
“Conquanto, chegará o dia em que retornarei, não mais com a mensagem da graça que
te foi concedida, mas
como justo juiz, a fim de levar-te e a teu séquito a prestar contas perante o
tribunal da galáxia e os seres mais iluminados que tua mente, talvez,
pudesse conceber. Foste jogado entre as nações e na Terra te pus, a fim de que
saibas que teu lugar, desde então, não é mais entre as estrelas, mas em meio ao
pó da terra, desta e de muitas outras terras em incontáveis eras, a fim de que compreendas que nada no universo
pode contrariar as leis soberanas da vida e permanecer impune, indefinidamente.
Aqueles a quem hoje liberto da tua férula, ó cherub decaído, regressarão a
seus lares para testificar que teu reino é falido, como tu mesmo faliste,
Quanto às lascas do madeiro onde meu corpo foi pregado, elas agora apontam para
a imensidão como rota a esta humanidade e testemunho de que seus integrantes
são, também, filhos das estrelas.” (...)
Ângelo Inácio descreve assim os momentos
após estas últimas palavras de Jesus frente ao dragão número 1 da escuridão:
(...) Após
os momentos em que permanecera na região do averno, ele regressaria à superfície a fim de encerrar aquela etapa da
missão junto aos apóstolos e discípulos, consagrando a ressurreição como o maior testemunho de
imortalidade que a humanidade já conheceu. (...)
Os seres que aceitaram o convite seriam levados até a crosta terrena, para depois serem conduzidos às suas pátrias
siderais de origem. Serviram como
testemunho de que há
esperança para aqueles que um dia foram exilados nesta escola planetária,
e mesmo tendo sido subjugados pela
política dos dragões, uma vez arrependidos, foram resgatados pela superconsciência cósmica Jesus.
V. Lau
Continua...
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Bibliografia:
- "Bíblia De Jerusalém" - Paulus, 2002.
- "Bíblia De Jerusalém" - Paulus, 2002.
- "Os Abduzidos" - pelo Espírito Ângelo Inácio; [psicografado por] Robson Pinheiro. - Contagem, MG: Casa dos Espíritos, 2015. - (Série Crônicas da Terra: v. 4)
A Gênese - Allan Kardec - Tradução Guilion Ribeiro FEB
O Céu e o Inferno - Allan Kardec. Tradução Manuel Quintão . FEB - Federação Espírita Brasileira.