terça-feira, 6 de agosto de 2024

O Ser Espiritual e Seus Corpos de Manifestação – Criações Mentais e Emocionais– 1 (estudo Nível 2)

 

Energias do corpo astral *

         Após estudarmos, no nível 1, as funções básicas dos 7 corpos de expressão da nossa consciência espiritual, já podemos afirmar: “Eu não sou o corpo físico” – Isto porque, já temos consciência de que o nosso corpo físico biológico é um complexo orgânico de expressão, nesta terceira dimensão do universo, juntamente com nosso corpo etérico (corpo vital). Eles são impermanentes, temporários, mas adequados e importantes ao processo de expansão da nossa consciência.

   Já estamos entendendo que somos uma consciência espiritual manifestada em corpos dimensionais, e quando estamos desencarnados, na dimensão astral, nosso corpo de expressão mais denso é o corpo astral. Mesmo este, após inúmeras reencarnações, quando atingirmos um certo grau de elevação espiritual,  deixaremos ele e passaremos a viver manifestados no corpo mental.

CICLO REENCARNATÓRIO

     Em determinado momento cósmico, fomos trazidos para o planeta Terra, que é um planeta de expiação e prova, e por necessidade de aprendizado, tivemos que iniciar o processo de nascimento no corpo físico, na densidade da terceira dimensão.

     Mas será que não poderíamos ficar vivendo somente manifestado no corpo astral, na dimensão astral? Não, porque a característica do magnetismo do planeta Terra, pela composição de seu núcleo, exerce uma força de atração das células do corpo astral, conforme o seu grau de densidade, causando uma desfragmentação ou deformação; a consciência espiritual vai perdendo a forma de seu corpo Astral. Por isso, em determinado momento, a nossa consciência espiritual, pela força de atração magnética do planeta, foi atraída para um útero da raça que que estava sendo desenvolvida no planeta; com exceção de alguns seres que, devido às suas habilidades psíquicas, conseguiram “evitar” o processo reencarnatório.

     Outro objetivo da reencarnação é a do “esquecimento”.  A consciência espiritual, ao mergulhar no corpo físico, pela limitação do cérebro físico, fica no esquecimento de suas vidas anteriores, trazendo somente reflexos do inconsciente que mostram suas tendências, que precisam ser trabalhadas.

      No corpo físico, o aprendizado é o de exercer o domínio do instinto animal, do egoísmo e aprender a viver em harmonia com a obra do Criador, que se expressa em toda a natureza, com seus seres vivos e, principalmente, com outras consciências espirituais, que têm as mesmas necessidades evolutivas que nós. 

                                                   Fluídos da Dimensão Astral 

DIMENSÃO ASTRAL 

     A dimensão astral, na qual estamos manifestados agora em corpo astral, possui níveis vibratórios de energia que vão desde os mais sutis, radiantes, até os mais densos. Um espírito que vive numa dimensão superior, menos densa, de frequência mais elevada, pode, através de sua vontade, concentração e força mental, agregar em seu “corpo astralfluídos mais grosseiros e “descer vibratoriamente para interagir numa região mais densa, e prestar auxílio às outras consciências espirituais necessitadas. Após o trabalho ele retorna à sua dimensão original, sutilizando energeticamente o seu corpo astral. Nesse caso, ele foi em tarefa de auxílio, o que está em conformidade com a “Lei da Harmonia Geral Divina” – pois Deus quer o bem de todos.

     Agora vejamos quando uma consciência espiritual, com seu livre arbítrio, através do seu corpo mental, dá vazão ao seu desejo de poder e de domínio, causando desarmonia, gerando destruição e sofrimento, contrariando assim, a “Lei da Harmonia Geral Divina”. Neste caso, ele vai agregar em si as energias das formas pensamentos, dos sentimentos de ódio, raiva, medo, culpa, remorso etc., que são a transformação do fluído universal em energias densas, pela força da mente; seu corpo astral se manterá denso até que mude o padrão vibratório mental, através de uma postura ética moral em conformidade com a lei da harmonia divina. Os registros dos atos praticados permanecerão no seu campo mental.

      Vejamos o que nos diz o espírito Joseph Gleber no livro “Além da Matéria” – psicografado por Robson Pinheiro:

      (...) O grau de densidade do psicossoma tem relação direta com o estágio evolutivo da consciência, ou seja, quanto mais o espírito for evoluído, mais diáfano, transparente e sutil é o seu psicossoma. Quanto mais materializado ou próximo da matéria estiver, mesmo que em serviço elevado, mais denso ele deve se mostrar, em razão mesma da proximidade com as energias da dimensão material. (...)

LEI DE CAUSA E EFEITO

      A Suprema Consciência, Deus, criou leis que regem todo o universo; a Sua “Lei da Harmonia” estabelece um equilíbrio entre toda a criação, a qual caminha para um propósito divino definido. Quando a consciência espiritual, em qualquer dimensão em que se encontra, através do seu corpo mental, e de seu livre arbítrio, realiza uma ação que vai contra a “harmonia do conjunto”, um mecanismo ou sistema é acionado para o seu retorno à harmonia divina; podemos entender isso como: Lei de “Ação e Reação” ou “Causa e Efeito”.

      A seguir vamos estudar como funciona essa lei, tanto no sentido de “causa e efeito”, no aspecto ético moral, como também em nível de densidade energética.

     O espírito André Luíz, no livro “Ação e Reação”, psicografado por Francisco Cândido Xavier, narra sobre sua visita ao posto de socorro Mansão Paz, que fora fundado há mais de 300 anos e está ligado a jurisdição da colônia espiritual “Nosso Lar”. O posto de socorro, com várias casas, semelhante a uma cidadela, está situado nas regiões inferiores da dimensão astral. Ele possui recursos de segurança e defesa e mantem setores de assistência e cursos de instrução, nos quais médicos, sacerdotes, enfermeiros e professores encontram, depois da morte do corpo físico, trabalho e aprendizado. André Luíz e seus companheiros pretendiam fazer, naquele local, observações referentes à lei de causa e efeito.

     O diretor do posto de socorro, Druso, estava ali há cinquenta anos; ele fora recolhido como enfermo grave, após o desligamento do corpo físico, e depois de ser tratado resolveu trabalhar servindo como padioleiro, cooperador da limpeza, enfermeiro, professor, magnetizador e depois foi convidado a ser orientador da instituição.

     Vamos estudar alguns casos descrito por André Luiz:

CASO 1: Antônio Olímpio – Disputa de Herança. ²

     André Luís narra que um espírito enfermo fora recolhido e instalado no gabinete de socorro magnético. Ele apresentava hipertrofia com braços e pernas enormes, sendo que a parte do corpo astral mais desagradável era o rosto e a cabeça.

     Era uma pobre criatura que tinha deixado o círculo carnal por tão terrível obsessão, que não teve condições de ser socorrido pelas legiões que operam no túmulo; permanecendo, assim, sob absoluta subjugação mental de seus adversários.

Deformação no corpo astral

     Druso, o responsável pelo posto de socorro Mansão da Paz, explicou para André Luiz sobre a situação daquele espírito recolhido:

     (...) - O aspecto monstruoso resulta dos desequilíbrios dominantes na mente que, viciada por certas impressões ou torturada pelo sofrimento, perde temporariamente o controle da forma, permitindo que os delicados tecidos do corpo astral se perturbem.

- Em tal situação, a alma pode cair sob o cativeiro de inteligências perversas e daí ocorrem transitória animalização por efeito hipnótico.

- O socorrido estava sob terrível hipnose induzida por adversários temíveis que, para torturá-lo, fixaram-lhe a mente em alguma penosa recordação. (...)

Motivo da Enfermidade no corpo Mental e Astral e do sofrimento

    No posto de socorro, o enfermo após ser submetido a um tratamento magnético, feito pelo socorrista, conseguiu se expressar através da fala e, sem ter lucidez plena de sua situação, pensando estar diante de um juiz, começou a narrar o que lhe torturava:

    (...) - Socorro! Socorro!... Sou culpado, culpado!... Não posso mais... Perdão! Perdão!

- Senhor juiz, senhor juiz!... Até que enfim, posso falar! Deixem-me falar!...

- Diga, diga o que deseja.

- Sou Antônio Olímpio... o criminoso!... Contarei tudo. Em verdade, pequei, pequei... por isso é justo... que eu sofra no inferno... O fogo tortura minha alma sem consumi-la... É o remorso, bem sei... Se eu soubesse, não teria... cometido a falta..., entretanto, não pude resistir à ambição... (...)

     Ele morava numa grande fazenda e tinha dois irmãos mais novos... Clarindo e Leonel. Com a morte de seu pai, iniciou-se o processo de inventário. Ele pretendia transformar a fazenda em larga fonte de renda. Mas a partilha com os irmãos atrapalhava o seu projeto, porque seus irmãos tinham ideias diferentes da dele. Então, ele começou a elaborar um plano para aniquilar seus irmãos e ficar sozinho com a propriedade.

    Quando o inventário estava prestes a ser resolvido, ele convidou os dois irmãos a passearem de barco num grande lago da fazenda. Antes, ele tinha preparado um licor entorpecente, e quando estavam numa parte mais funda do lago, vendo os dois irmãos sob o efeito do licor, mostrando-se cansados, num gesto intencional ele virou o barco, caindo os três na água. Antônio nadou até a margem, mas seus dois irmãos, estando sem condições físicas, devido ao efeito do entorpecente, morreram afogados. Ele chamou por auxílio e narrou um imaginário acidente; o qual foi aceito como causa da morte dos irmãos.

    Assim, ele apossou-se da fazenda inteira casando-se depois com Alzira, e tiveram um filho de nome Luiz, que se tornaria seu herdeiro.

    Ficou muito rico, com prestígio na sociedade e no meio político. De vez em quando ele recordava de seu crime, mas em companhia da esposa procurou, com passeios e distrações, tentar esquecer o ato criminoso que lhe pesava na consciência.

    (Como podemos perceber o ato praticado ficou gravado no seu corpo mental, ativo, vivo; apesar do esquecimento temporário com a limitação do cérebro físico)

   Após 6 anos do crime premeditado, ele perdeu a sua esposa que ficou doente durante   muitas semanas com forte febre, desenvolvendo um estado de loucura. Numa noite, em estado de perturbação mental, ela foi para o lago e se afogou. Antônio chegou a pensar se o ocorrido tinha sido obra dos fantasmas dos irmãos, mas não querendo pensar sobre essas coisas, procurou viver aproveitando a sua fortuna.

   (Na época, Antônio Olímpio não sabia, mas a perturbação mental da esposa já era um processo obsessivo feito pelos irmãos revoltados)

   Após trinta anos, do ato criminoso, quando desencarnou, seus irmãos, já no túmulo, se fizeram visíveis a ele e se transformaram em vingadores. Depois de lhe recordarem o crime, de lhe torturarem sem compaixão, levaram-no a uma gruta tenebrosa; e lá ele permaneceu torturado com as recordações, a culpa e o remorso. Nesse processo de tortura, ele ficou durante mais ou menos 20 anos.

     Quando Antônio Olímpio foi recolhido no posto de socorro iniciou-se um processo de tratamento magnético mental/astral, e um planejamento de ajuda aos seus irmãos, que guardavam um forte sentimento de vingança. Eles permaneciam na fazenda obsidiando o filho de Antônio, Luís.

Resolução do caso 

     Narra André Luís que, no posto de socorro, duas vezes por semana, num local próprio, vindo de esferas de frequências mais altas, materializavam-se orientadores que supervisionavam a instituição.

     Reunidos ali, após uma oração, através de dispositivo especial como câmara cristalina, materializou-se o Ministro Sânzio que exercia a função de Ministro da Regeneração na Colônia espiritual Nosso Lar.

      Foi apresentado ao Ministro 22 fichas com informações necessárias das entidades internadas na instituição, sendo uma delas a de Antônio Olímpio.

     O ministro concordava com o socorro imediato aos irmão infeliz, e breve reencarnação dele no ambiente em que tinha feito o mal, a fim de restituir aos irmãos a propriedade da qual tinham sidos expulsos.

     Antônio Olímpio não desfrutava de qualquer atenuante a seu favor, pois conservou no mundo o dinheiro e o tempo para seu próprio benefício. Não trouxe gratidão de outras pessoas que funcionasse a seu favor. Angariou apenas simpatia no mundo familiar.

     O ministro recordou que a esposa e o seu filho eram devedores de enorme carinho. Esses dois corações surgiam, ali, segundo a Lei, como valores benéficos para o delinquente, porque todo bem realizado, com quem for e seja onde for, constitui recurso vivo atuando em favor de quem o pratica

    Então, o Ministro Sânzio informou que convidaria Alzira para que ela se manifestasse em relação às medidas tomadas para o auxílio dos envolvidos naquela trama.

    O Ministro fez uma prece silenciosa e, da Câmara cristalina, surgiu Alzira; ela se oferecia de boa vontade para auxiliar no trabalho de reajuste de seu ex-companheiro.

    Ela estava ciente de que os irmãos vitimados alimentavam enorme ódio e perseguiam Antônio Olímpio, sem tréguas. Quando ele foi levado para os vales de sofrimento, os irmãos nunca permitiram que ela o ajudasse. Também, não deixaram ela se aproximar para ajudar o seu filho Luiz, que sofria uma obsessão.

    Alzira amparada por amigos de certa colônia socorrista, fazia de tudo para ajudar o filho Luís, mas este, muito apegado ao dinheiro deixou-se envolver por um processo obsessivo. Seus tios, Clarindo e Leonel, não satisfeitos em perturbar a mente de Luís, conduziram para a fazenda espíritos tiranos, apegados à riqueza terrestre, para estimular ainda mais a sua avareza. O objetivo, além da vingança, era incentivar Luís a ficar apegado ao dinheiro e preservar a fortuna que eles achavam que pertencia a eles.

    O ministro informou que a recuperação de Antônio, para a reencarnação, exigiria muito tempo. Os irmãos que foram vítimas, transformados em vingadores, moravam na propriedade que foi tomada deles, pelo irmão. Era necessário que Alzira fosse em pessoa suplicar-lhes melhores disposições mentais, para que eles pudessem receber  amparo da instituição e o preparo para o futuro nascimento no corpo físico.

    Alzira, também sabia que, por seus débitos do passado, tinha sido obsediada pelos irmãos de Antônio, e tinha perdido a vida no mesmo lago do crime.

    (Alzira por ter perdoado os cunhados, pelos seus méritos, e estar trabalhando para ajudar todos os envolvidos, estava numa esfera superior na dimensão astral. Ela estava em condições de ajudar todos os envolvidos.)

     André Luiz, narra que após as preparações iniciais para a aproximação de Alzira junto a Clarindo e Leonel, ela ajudaria Antônio Olímpio no renascimento no lar do próprio filho, como filho de Luiz.  E, logo após, ela também reencarnaria com o objetivo de casar-se novamente com  Antônio. Assim, depois, receberiam os irmãos vitimados, Clarindo e Leonel, como filhos do coração. Dessa forma Antônio Olímpio restituiria a vida e os bens para os dois, e com o amor paternal repararia o ato infeliz criminoso do passado

Conclusão 

     Esse caso que André Luiz nos apresenta demonstra como funciona a “Lei de Causa e Efeito”, quando através do nosso corpo mental criamos uma ideia e damos intensidade a ela formamos uma “forma pensamento”. Com ela vamos ter um sentimento ou emoção que, através do nosso corpo astral, atraímos da dimensão astral fluidos ou elementos transmutados em forma de energia densa ou sutil. Como o corpo astral possui a característica de plasticidade, ele vai tomar o formato correspondente a ação mental e emocional praticada.

    No caso acima apresentado, observamos que o ato criminoso praticado pelo espírito provocou um desequilíbrio mental, ficando assim, preso e torturado pelas recordações, através do sentimento de culpa, remorso e arrependimento, intensificado pelo processo hipnótico de suas vítimas, causando a deformação do seu corpo astral.   

    Esse fenômeno ocorre tanto em quem praticou a ação, como também em quem recebeu a ação. As vítimas alimentam o sentimento de ódio e desejo de vingança, quando não possuem condições espirituais elevadas para perdoar o mal que receberam. Por sintonia vibratória, os seus corpos astrais são atraídos para regiões densas da dimensão astral.

     Após serem resgatados, a “Justiça e Misericórdia Divina” dá uma nova oportunidade para que os espíritos corrijam suas ações que foram contrárias à “Lei da Harmonia Geral”. Assim, os espíritos, através da convivência fraterna, vão arquivar em seus corpos mentais e astrais novas ações que não geram sofrimento e desequilíbrios. Como tudo fica registrado no corpo mental da consciência espiritual, é interessante que haja maior quantidade de registros de ações que causam sentimentos de alegria, gratidão e felicidade; em harmonia com as Leis Divinas que regem tudo no Universo.

 V. Lau

     Na próxima reflexão vamos estudar novos casos...

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Bibliografia:

A Gênese” – por  Allan Kardec; {tradução de Guillon Ribeiro da 5ª edição francesa], - 53 ed. 1.imp. – Brasília: FEB 2013.

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"Ação e Reação" / pelo Espírito André Luiz; [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. - 30. ed. -15. imp. - Brasília: FEB, 2003.

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"Além da Matéria - pelo espírito Joseph Gleber; [psicografado por] Robson Pinheiro. - Contagem: Casa dos Espíritos, 2003.

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* Imagem do livro: Mão de Luz - Barbara Ann Brenan

² “Ação e Reação” – cap. 3, pag. 39; cap. 8, pag.103; cap. 9, pg.121

Paris, janeiro de 1868

Allan Kardec


     14. Os Espíritos atuam sobre os fluidos espirituais, não manipulando-os como os homens manipulam os gases, mas empregando o pensamento e a vontade. Para os Espíritos, o pensamento e a vontade são o que é a mão para o homem. Pelo pensamento, eles imprimem àqueles fluidos tal ou qual direção, os aglomeram, combinam ou dispersam, organizam com eles conjuntos que apresentam uma aparência, uma forma, uma coloração determinadas; mudam-lhes as propriedades, como um químico muda a dos gases ou de outros corpos, combinando-os segundo certas leis. É a grande oficina ou laboratório da vida espiritual. (...)

    15. Sendo os fluidos o veículo do pensamento, este atua sobre os fluidos como o som sobre o ar; eles nos trazem o pensamento, como o ar nos traz o som. Pode-se pois dizer, sem receio de errar, que há, nesses fluidos, ondas e raios de pensamentos, que se cruzam sem se confundirem, como há no ar ondas e vibrações sonoras.

     Há mais: criando imagens fluídicas, o pensamento se reflete no envoltório perispirítico, como num espelho; toma nele corpo e aí de certo modo se fotografa. Tenha um homem, por exemplo, a ideia de matar a outro: embora o corpo material se lhe conserve impassível, seu corpo fluídico é posto em ação pelo pensamento e reproduz todos os matizes deste último; executa fluidicamente o gesto, o ato que intentou praticar. O pensamento cria a imagem da vítima e a cena inteira é pintada, como num quadro, tal qual se lhe desenrola no espírito. (...)

 A Gênese