domingo, 29 de janeiro de 2012

Academia de Esperanto


Curitiba (PR), 23 de junho de 1958
PERGUNTA: - Há em vossa metrópole algum estabelecimento ou escola para o estudo do Esperanto?

ATANAGILDO: - Em todas as grandes comunidades espirituais que circundam astralmente os principais países da Terra existem círculos de estudos do Esperanto, pois que se trata de um idioma que, em verdade, deve interessar a todos os povos do globo. Na metrópole do Grande Coração há uma Academia de Esperanto, que é admirável instituição devotada ao estudo e à divulgação do generoso e fraterno idioma internacional. Os espíritos que vos têm feito ver a importância da língua Esperanto são entidades que devem merecer de vós o máximo respeito, pois pretendem colocar ao vosso alcance o mais admirável e divino recurso para o entendimento e a confraternização entre os homens, através da palavra.

PERGUNTA: - A revelação da existência de uma Academia de Esperanto, na metrópole do Grande Coração, desperta-nos certo interesse, pois, através das comunicações mediúnicas, só temos tido notícias sobre a existência de simples escolas, no Espaço, onde se estuda o Esperanto. Poderemos conhecer em detalhes a organização da Academia a que vos referis?

ATANAGILDO: - É um avançado estabelecimento de estudo e divulgação daquele idioma, pois atende a todas as necessidades dos amantes do Esperanto, quer sejam encarnados ou espíritos desencarnados. Ele administra um curso completo da língua Esperanto, com todos os detalhes de sua história desde a sua origem longínqua, bem como prevê todos os resultados futuros do progresso natural desse idioma, mantendo-se em incessante contato inspirativo com os esperantistas terrenos.
     O título que lhe deram, de “academia”, serve apenas para destacar o grau de sua responsabilidade na hierarquia dos trabalhadores esperantistas. O próprio espírito de Zamenhof teve oportunidade de orientá-la antes ainda de se encarnar na Polônia quando, em outras vidas, colhia entre as raças hebraicas e gregas, do passado, o material necessário para compor o idioma de que tratamos. A academia de Esperanto, de nossa metrópole, é uma instituição eficientemente equipada para lograr completo êxito na disseminação do nobre idioma internacional, na Terra. Ela estende a sua influência benéfica não só sobre alguns destacados esperantistas encarnados no Brasil, como sobre outros que também operam sob a inspiração dos postulados benfeitores do Espiritismo, em determinada zona geográfica sob jurisdição de nossa metrópole astral.

PERGUNTA:- Poderíeis nos descrever a função específica de cada um desses departamentos de estudos ou de trabalho, existentes na Academia de Esperanto?

ATANAGILDO: - Não posso apresentar-vos uma exposição absolutamente minuciosa do assunto, pois sou ainda um modesto aprendiz esperantista, preparando-me para a próxima reencarnação. Não participo integralmente do trabalho dos departamentos da Academia, mas tão-somente do seu setor de propaganda.
     Entretanto, poderei dar-vos uma idéia de suas funções principais, à altura de vossa compreensão, historiando a organização de seus departamentos, que são os seguintes:
     I – Departamento Histórico: É o departamento da Academia que se preocupa muitíssimo com o estudo de todos os dialetos e línguas primitivas, faladas desde a Lemúria e a Atlântida, inclusive os idiomas sagrados das classes sacerdotais de todos os tempos, destacando-se principalmente o sânscrito, que sobreviveu em grande parte. (...)
     II - Departamento de Fonação: É o setor que mais se preocupa com a sonoridade do Esperanto, tendo-se devotado principalmente ao estudo dos acordes respiratórios e à sua ação conjugada com as cordas vocais, que são responsáveis pelo mecanismo natural da fonação humana. (...)
     III – Departamento da Composição Verbal: é o departamento que se encarrega exclusivamente da aplicação específica das dezesseis regras fundamentais do idioma esperantista, quer quanto à sua natureza de fixação e suas desinências, tanto quanto ao caráter ativo e inativo dos verbos das vozes humanas e qualquer acréscimo de novos vocábulos autônomos. A sua ação tem se circunscrito particularmente ao estudo direto da composição léxica e ao da sintaxe do idioma, disciplinando o seu curso perfeito e as sua coerência no uso verbal do mundo físico. (...)
     IV – Departamento “Psicofísico”: É o órgão particularmente responsável pela entrosagem perfeita da “idéia fundamental” do Esperanto, ou seja,  a orientação psíquica do idioma e o seu efeito na organização física do homem. Trata-se de um departamento essencialmente fiscalizador do exercício da linguagem no mundo material, pois ele apresenta sugestões, determina contínuas providências e inspira os cultores esperantistas encarnados, para que o idioma esteja sempre em condições de atender às necessidades filológicas e evolutivas da humanidade. (...)
     V – Departamento Clássico: Este setor esperantista é de ação mais propriamente para o futuro quando, pela exigência evolutiva do mundo, convenha ser posta em uso uma terminologia mais clássica e à parte, como um meio de fácil entendimento através de códigos de ordem técnica, cientifica ou artística do idioma internacional. Qualquer nova modulação verbal que convenha ser incorporada ao Esperanto é objeto de cuidadosa atenção e estudo por parte desse departamento, como o responsável para que o ingresso de qualquer vocábulo autônomo não perturbe a lógica, a simplicidade, o mecanismo harmonioso e a internacionalidade do idioma. (...)
     VI – Departamento de Intercâmbio e Divulgação: É o departamento que se interessa especialmente por todos os espíritos encarnados no Brasil, ou que, desencarnados, sob a jurisdição da metrópole do Grande Coração, se mostrem interessados pelo idioma internacional elaborado por zamenhof. Mas o seu labor também se conjuga, em perfeita harmonia e intercâmbio, ao de todos os demais núcleos, departamentos, burgos e academias de Esperanto pertencentes às demais colônias e metrópoles astrais, que circundam os países terrenos e se interessam pelo Esperanto. Todos os departamentos de “Intercâmbio e Divulgação”, das comunidades astrais, em torno da Terra, possuem a relação completa de todos os espíritos que estudam e divulgam o Esperanto na sua superfície material. (...)
     VII – Departamento de Vigilância e Proteção: É o departamento da Academia de Esperanto que possui valiosa equipe de espíritos tanto adestrados no idioma esperantista como na luta contra os contrabandistas das trevas. São espíritos treinados com a máxima eficiência, para protegerem todos os esforços e movimentos de divulgação e preservação do idioma fraterno no mundo terráqueo, quer no tocante à transmissão das idéias esperantistas do mundo espiritual para o mundo material, quer favorecendo o próprio intercâmbio mediúnico entre os seus adeptos encarnados. (...)
Ramatís (Espírito) – “A Sobrevivência do Espírito” – psicografado por Hercílio Maes.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Caracteres da Revelação Espírita

Allan Kardec

 Paris (FR), janeiro de 1868
  8. –Todas as religiões tiveram os seus reveladores, e embora estivessem longe de haver conhecido toda a verdade, tiveram a sua razão de ser providencial; porque eram apropriados ao tempo e ao meio onde viviam, ao gênio particular dos povos aos quais falavam, e aos quais eram relativamente superiores. Malgrado os erros de suas doutrinas, não deixaram de agitar os espíritos, e, por isso mesmo, semeado os germens do progresso que, mais tarde, deveriam desabrochar, ou desabrocharão um dia ao sol do Cristianismo. É, pois, erradamente que se lhes lança anátemas em nome da ortodoxia, porque um dia virá no qual todas essas crenças, tão diferentes pela forma, mas que repousam, em realidade, sobre um mesmo princípio fundamental: - Deus e a imortalidade da almase fundirão em uma grande e vasta unidade, quando a razão houver triunfado sobre os preconceitos.
     Infelizmente, as religiões, em todos os tempos, foram instrumentos de dominação; o papel de profeta tentou as ambições secundárias, e se viu surgir uma multidão de pretensos reveladores, ou messias, que graças ao prestígio desse nome, exploram a credulidade, em proveito do seu orgulho, de sua cupidez ou de sua preguiça, achando mais cômodo viver às expensas de suas vítimas. A religião cristã não esteve ao abrigo desses parasitas. A esse propósito, rogamos uma atenção séria sobre o capítulo XXI de O Evangelho Segundo o Espiritismo: “Haverá falsos Cristos e falsos profetas”.



45. – A primeira revelação estava personificada em Moisés, a segunda no Cristo; a terceira não está em nenhum indivíduo. As duas primeiras são individuais, a terceira é coletiva; está aí um caráter essencial de uma grande importância. Ela é coletiva no sentido de que não foi feita como privilégio a pessoa alguma; que ninguém, por conseguinte, pode dela se dizer o profeta exclusivo. Foi feita, simultaneamente, sobre toda a Terra, a milhões de pessoas, de todas as idades, e de todas as condições, desde o mais alto da escala, segundo esta predição referida pelo autor dos Atos dos Apóstolos: “Nos últimos tempos, disse o Senhor, derramarei de meu espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão; vossos jovens terão visões e vossos velhos terão sonhos”. (Atos, cap.II, vers. 17 e 18). Não saiu de nenhum culto especial, a fim de servir, a todos, um dia, de ponto de reunião.

49. – As duas primeiras revelações não poderiam ser senão o resultado de um ensinamento direto; deveriam impor-se à fé pela autoridade da palavra do Mestre, não estando os homens bastante avançados para concorrerem na sua elaboração.
     Notemos, todavia, entre elas uma nuança bem sensível que se prende ao progresso dos costumes e das idéias, se bem que tenha sido produzidas no mesmo meio, mas, após dezoito séculos de intervalo. A doutrina de Moisés é absoluta, despótica; não admite discussão e se impõe ao povo pela força. A de Jesus, essencialmente conselheira; é livremente aceita e não se impõe senão pela persuasão; foi controvertida mesmo durante a vida do seu fundador, que não desdenhava discutir com os seus adversários.

50. – A terceira revelação veio numa época de emancipação e de maturidade intelectual, onde a inteligência desenvolvida não pode reduzir-se a um papel passivo, onde o homem não aceita nada cegamente, mas quer ver onde é conduzido, saber o por quê e o como de cada coisa, devia ser, ao mesmo tempo, o produto de um ensinamento e o fruto do trabalho de pesquisa e do livre exame. Os Espíritos não ensinam senão o exatamente necessário para colocar sobre o caminho da verdade, mas abstêm-se de revelarem o que o homem pode encontrar por si mesmo, deixando-lhe o cuidado de discutir, de controlar e de tudo submeter ao cadinho da razão, deixando-o mesmo, frequentemente, adquirir experiência às sua custas. Dão-lhe o princípio, os materiais; cabe-lhe tirar deles proveito e pô-los em prática.



55 – O último caráter da revelação espírita, e que ressalta das próprias condições nas quais está feita, é que, apoiando-se sobre fatos, não pode ser senão essencialmente progressiva, como todas as ciências de observação. Por sua essência, contrai aliança com a ciência que, sendo a exposição das leis da Natureza em certa ordem de fatos, não pode ser contrária à vontade de Deus, autor dessas leis. As descobertas da ciência glorificam Deus em lugar de diminuí-lo; elas não destroem senão o que os homens estabeleceram sobre as idéias falsas que fizeram de Deus.
     O Espiritismo não coloca, pois, como princípio absoluto, senão o que está demonstrado como evidência, ou que ressalta logicamente da observação. Tocando em todos os ramos da economia social, às quais presta o apoio de suas próprias descobertas, assimilará sempre todas as doutrinas progressivas, de qualquer ordem que sejam, chegadas ao estado de verdades práticas, e saídas do domínio da utopia; sem isso se suicidaria; cessando de ser o que é, mentiria à sua origem e ao seu fim providencial. O Espiritismo, caminhando com o progresso, não será jamais ultrapassado, porque se novas descobertas lhe demonstrarem que está em erro sobre um ponto, modificar-se-á sobre esse ponto; se uma nova verdade se revela, ele a aceita (2).



       (2) diante de declarações tão claras e tão categóricas, como as que   estão contidas neste capítulo, caem todas as alegações de tendência ao absolutismo e à autocracia dos princípios, todas as falsas assimilações que pessoas prevenidas ou mal informadas, prestam à Doutrina. Estas declarações, aliás, não são novas; nós as temos repetido bastante em nossos escritos para não deixar nenhuma dúvida a esse respeito. Nos assinalam, por outro lado, o nosso verdadeiro papel, o único que ambicionamos: o de trabalhador. 


A Gênese – Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo – Cap. I - Allan Kardec

sábado, 21 de janeiro de 2012

Eventos Futuros


Janeiro de 2002, Contagem (MG)
   Crônica da história da Terra

“as estrelas do céu caíram sobre a terra(...).O céu recolheu-se como um pergaminho quando se enrola, e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares. Os reis da Terra, os grandes, os chefe militares,os ricos,os poderosos e todo escravo e todo livres se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes”. (Apocalipse 6:13-15)

“...e caiu do céu uma grande estrela, Ardendo como uma tocha”. (Apocalipse 8:10

    Dizem que ele veio como fora previsto por videntes profetas. No início, foi apenas uma possibilidade, prevista nas equações matemáticas, nos cálculos de visionários ou escondida em certas pranchetas de estudiosos e astrônomos.

    Mas ele veio, e com ele um rastro de destruição e de dor, de transformação e recomeço.
    O frio do espaço o gerou; a matéria cósmica foi o útero que o concebeu. Poeira e gás, rochas e gelo foram a matéria-prima com as quais ele fora concebido. Vinha o astro errante em direção a um local talvez esquecido num recanto qualquer da Via-Láctea. Era o símbolo do terror.

    Aproximou-se da órbita de Plutão e desde então foi esperado e identificado por uma elite dos habitantes da terra. Eram cientistas, que tentavam esconder do povo a presença do intruso.

    Silenciosamente, ele passou por Netuno, influenciando sua órbita – nenhum planeta do sistema solar ficou incólume. Onde passava, deixava atrás de si um rastro luminoso de poeira e gelo, com o reflexo do sol longínquo. Sua cauda de centenas ou milhares de quilômetros marcava a rota pela qual passara anteriormente alguns o chamavam de Marduck, outros o apelidara de intruso, e outros ainda diziam um nome estranho, cômico, diabólico, beirando o mau gosto: planeta chupão.

    Não importa o nome, não interessam mais seus efeitos profetizados e longamente esperados. O mundo não é mais o mesmo desde que ele passou.

    Aproximou-se lentamente, causando pane nos sistemas de comunicação do mundo. Satélites que estavam em órbita do planeta foram seriamente afetados pela simples influência do magnetismo desse cometa. Ou seria um asteróide? Agora não importa mais.

Sei apenas que ele veio, e com ele o fim de um sistema de crenças , de um mundo velho que já não existe mais.

         Quando ele passou próximo à terra, a velha Terra, tudo se transformou. Muitos dos poderosos se esconderam em cavernas e construções previamente preparadas para um cataclismo ou algum evento que exigisse medidas de urgência.

       Nada adiantou. Naquele dias, a humanidade apavorada perdeu certos limites impostos pela natureza, e os homens investiram uns contra os outros. Era o desespero total.

     Junto com intruso vieram alguns asteróides roubados do grande cinturão entre Marte e Júpiter. Eles causaram grandes estragos. Roma recebeu a visita de um desses asteróides, que caiu exatamente na sede da Santa Sé, no Vaticano. Em apenas um dia, todo o patrimônio da Igreja foi devastado. Nova Iorque, Tóquio, Londres, certas cidades litorâneas da chamada América do sul foram varridas durante a passagem do cometa.

    É que a inclinação do planeta foi alterada, e seu eixo imaginário, que até então era inclinado, se verticalizou devido à influência do astro intruso. Desde então, as geleiras dos pólos derreteram, e as águas inundaram muitas cidades. Foi o caos em toda parte. Mas, se por um lado foi uma situação difícil de administrar pelos humanos daquela época, por outro aspecto foi a salvação da humanidade.

    Antes da passagem do cometa, comentam os historiadores, a humanidade só vivia em guerra. Isso é difícil de acreditar, e mesmo nossos pais não compreendem como, naquele tempo, os homens não se amavam. Eles se comportavam pior do que as feras das fábulas e lendas infantis, destruindo os da sua própria espécie. Com a aproximação do cometa, o astro intruso, só restava uma alternativa: unirem-se num governo mundial.

    Passaram-se os anos, o clima do mundo se estabilizou, novas terras surgiram, e pôde-se respirar muito melhor. Não existe mais terrorismo, e as crianças agora são adotadas e amparadas por todo casal que desejar – nenhuma fica mais ao abandono.

    As antigas religiões viram-se abaladas em seus fundamentos de um dia para o outro. Hoje falam a mesma linguagem, pois, desde a passagem do astro errante, outros irmãos do espaço têm se mostrado com insistência a nós, os humanos da Terra. Os governos não têm mais como esconder certos fatos da população. Muitas convicções foram abaladas para sempre, e não existe mais lugar para os materialistas.

    O mundo não é mais o mesmo de antes. Hoje, quando estudamos a história do planeta Terra, custamos a acreditar que um dia a humanidade se comportou daquele jeito como está  escrito nos livros de história. Pudera – fala papai -; mesmo a face do mundo de hoje não corresponde mais à estrutura geográfica daquele tempo recuado dos séculos XX e XXI. Muita coisa foi refeita, e muita coisa ainda está por fazer, mas uma coisa é certa: o mundo de hoje é muito bom de se viver.

    Fico aqui imaginando, ao estudar a história da humanidade: será mesmo que os historiadores falaram a verdade quando disseram que ocorreu um dia uma guerra mundial? Não sei não, mas creio que isso é um jogo para que possamos valorizar nossa vida de hoje. Falam de crianças de rua, abandonadas, de gangues. O que significa, afinal, a palavra “gangue”? O nome é muito estranho.

    Gostaria muito de saber como os historiadores inventaram coisas como, por exemplo, dizer que no mundo se brigava por dinheiro, enquanto em muitos lugares gente passava fome. Dizem até que as religiões, que pretendiam adorar a Deus, brigavam entre si! Os religiosos eram inimigos íntimos. Isso meu pai vai ter de me explicar... Não consigo compreender, pois desde que nasci ou me entendo por gente vejo todos falarem a mesma linguajem; cada um adora Deus conforme pode entender. Todos se respeitam. É cada coisa que está escrita nos livros de história...

    Hoje o vovô veio me visitar. Todos lá de casa o viram. Há muito tempo que eu vejo meu avô, que já partiu para outra dimensão da vida. Que bom que a gente pode ver aqueles que aprendemos a amar. Ah! Mamãe me chama; escuto seu chamado pelo pensamento. Tenho de parar por aqui meu dever de casa. Outro dia pedirei ao papai para me explicar melhor esse negócio que os historiadores inventaram sobre o passado do nosso planeta Terra. Quero que me conte de onde tiraram que os rios foram poluídos no passado, se hoje todos estão tão limpinhos assim...

    Mas deixa pra lá! Devo atender ao chamado mental da mamãe. Ela quer que eu vá com ela fazer compras em Marte.

    Júnior
    Estudante da Escola de Aprendizes da Nova Terra
    Local: Nova Atlântida – onde um dia existiu a Groelândia.
   Livro: "Crepúsculo dos Deuses" - Ângelo Inácio (espírito) – psicografado por Robson Pinheiro Santos

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Cinturão de Asteroides

 Na imagem ao lado, vemos  o "Cinturão de Asteroides"  que orbita o Sol, e fica  entre as órbitas de Marte e Júpiter. Os quatros objetos maiores no cinturão são: Ceres, 4 Vesta, 2 Palas e 10 Hígia. Ceres possui um diâmetro de aproximadamente 950 km. 
 Também vemos o Cinturão de Kuiper ou Asteroides Troianos que orbitam o sol, na mesma orbita de Júpiter.

Os asteroides são corpos rochosos e metálicos, sem atmosfera, e que orbitam o Sol,  mas que são pequenos demais para serem classificados como planetas. Conhecidos como "planetas menores", dezenas de milhares de asteroides  se reúnem no  conhecido "cinturão de asteroides" , um  vasto anel em forma de rosca,  localizado entre  as orbitas de Marte e Júpiter,  e que mede aproximadamente  de  2 a 4 UA ( 300 a 600 milhões de quilômetros).  Gaspra e Ida são os principais asteroides do cinturão.

Os asteroides conhecidos variam de tamanho; há desde  Ceres, que é o maior  e  o primeiro asteroide descoberto em 1801, com 1000 quilômetros de diâmetro,  até outros com diâmetro de seixos. Dezesseis asteroides tem diâmetros de 240 quilômetros ou mais. A maioria dos asteroides do cinturão principal seguem, ligeiramente , orbitas estáveis e elípticas,  girando na mesma direção da Terra, e levando de 3 a 6 anos para completar um circuito completo ao redor do Sol.

Asteroides com orbitas que traga -os dentro de 1,3 UA (195 milhões de quilômetros) do Sol são conhecidos como NEAs (Asteroides  Próximos da Terra) .
Acredita-se que a maioria  dos NEAs são fragmentos provenientes do principal cinturão, por uma combinação de colisões de asteroides e a influencia gravitacional de Júpiter.
Alguns NEAs podem ser núcleos mortos  de cometas de curtos-períodos.
A população de NEA parece ser a representação da maioria de todos os tipos de asteroides encontrados no cinturão principal.

Muitos corpos têm atingido a Terra e a Lua no passado, e uma teoria amplamente aceita  culpa o impacto, há 65 milhões de anos atrás,  de um asteroide ou cometa, com , pelo menos,  10 quilômetros de diâmetro,  que causou a extinção em massa de muitas formas de vida, incluindo os dinossauros. Outras teorias sugerem que os  blocos químicos  construtores da vida, e grande parte da agua da Terra, vieram em asteroides ou cometas, que bombardearam a Terra  em sua juventude.

Em 30 de junho de 1908, um pequeno asteroide,  de 100 metros de diâmetro,  explodiu sobre  a região remota de Tunguska , na Siberia, devastando mais de meio milhão de hectares de floresta.
 Um dos mais recente acontecimento ocorreu em 23 de março de 1989, quando um asteroide com 0,4 quilômetros  de largura aproximou-se  há  640.000 quilômetros da Terra.
Os cientistas, surpresos, estimaram que a Terra e o asteroide, pesando 50 milhões de toneladas, e viajando a 74.000 km/h, passaram, no mesmo ponto no espaço, com apenas seis horas de intervalo.
NASA\ Planetary Science  - Traduzido por: Lau




 A sonda espacial Galileu capturou esta imagem do asteroide 951 Gaspra, em 1991. Foi a primeira vez que uma sonda espacial fez uma foto  aérea  de um asteroide.
Gaspra possuí um corpo  com formato irregular de 19 x 12 x 11 km. A parte iluminada nesta imagem mede aproximadamente 18 km, a partir da parte inferior esquerda para a superior direita.
Credito da Imagem: NASA (NSSDC Photo Gallery)






Imagem obtida em 28 de agosto de 1993, pela sonda espacial Galileu, quando voava há 2.400 quilômetros  de distância do asteroide 243 IDA. IDA é o segundo asteroide encontrado por uma sonda espacial, e tem aproximadamente 52 quilômetros de comprimento, mais de duas vez mais que o asteroide GASPRA.
Credito da Imagem: NASA (NSSDC Photo Gallery)




terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Missionários da Luz

Plêiades
As Plêiades, localizada há mais que 400 anos-luz (1AL= 9,46 x 10¹² Km) na constelação de Touros, composta de sete estrelas, pode ser vista a olho nu; e, nos faz refletir sobre a imensidão do universo e na grandiosidade da criação de Deus.

Para nós, que estamos manifestados num corpo biológico, na terceira dimensão, sabemos que é impossível viajar em uma nave em direção às plêiades, para a estrela de Alcíone, com essa distância de 400 x 9,46 quatrilhões de kilometros.
Através das revelações espiritualistas, estamos conhecendo que o universo possui várias dimensões e o deslocamento nessas dimensões é bem diferente do que o da terceira dimensão.
Os seres que fazem o deslocamento interestelar, tanto podem deslocar-se “encarnados”, num corpo físico da quarta dimensão, usando naves especiais de viagens interplanetárias, como também podem viajar somente com o corpo Astral; também, utilizando naves especiais, mas em dimensões mais sutis. Ocorre que, o tempo e o espaço nessas outras dimensões são diferentes do qual conhecemos na terceira dimensão.
Através das mensagens que estamos estudando podemos compreender melhor a manifestação da Vontade de Deus proporcionando a evolução de todos os seres de Sua criação. Deus está enviando seres, moralmente mais evoluídos, para trazerem novos conhecimentos, e impulsionar os seres que estão estagiando na Terra para suas ascensões evolutivas. Enquanto estão sendo retirados do planeta, aqueles seres que não conseguiram atingir um determinado grau de vibração, e que possam permanecer nesta nova freqüência vibratória do planeta Terra; eles terão que continuar suas evoluções em uma nova morada planetária que possui vibração energética correspondente aos seus corpos astrais.

Os seres vindos de outros planetas, e que já estavam reencarnando na Terra , mas, que agora nascerão em massa aqui na Terra, não serão como novos “gurus” ou “profetas”, tal qual conhecemos na história do passado; eles estarão inseridos em todos os setores da sociedade,  impulsionando todos os ramos da ciência, da política, artes, religião e outros setores. 
(Crédito da imagem: Jornal Foto Planetário da NASA)
Lau

Porto Alegre, janeiro de 1995
    (Jesus na cidade astral Império do Amor Universal)
(...)- Queridos irmãos, que Deus vos abençoe com Seu infinito amor!
Todos, em uma só voz, disseram: - Que Assim Seja!
     -Eu gostaria de poder vir aqui, neste belo entardecer, apenas para confraternizarmos e darmos graças a Deus pela beleza da vida que Ele, em sua Sublime Sabedoria, nos oferece.
     Mas, irmãos, todos sabemos do grave momento por que passa a humanidade terrena. Momento este que foi profetizado por mim e pelos profetas das antigas escrituras, e que depois foi confirmado, claramente, através da mediunidade de João. – Jesus colocou a mão direita sobre o ombro de João, em sinal de agradecimento por aquele maravilhoso trabalho realizado há quase dois mil anos atrás, o livro do Apocalipse. – Não podemos esquecer, também, o trabalho do iluminado Nostradamus, que aliou a ciência à religião, demonstrando à humanidade de que as profecias de “Final dos Tempos” não são alucinações de religiosos fanáticos, e sim, uma verdade incontestável.
     O Cristo, então, repetiu o mesmo gesto que dedicou a João com um irmão que estava ao seu outro lado. Hermes disse-me que era Nostradamus. Não o reconheci, pois estava com uma forma espiritual bem mais jovem do que aquela em que o conhecemos, através dos livros. 
     - As grandes transformações que confirmam o momento profetizado já estão ocorrendo. E o período de separação do joio e do trigo durará cem anos terrenos. Nesse período, os espíritos que ainda não alcançaram a evolução necessária terão que se esforçar, através de sua última oportunidade na carne, para obter o ingresso para o terceiro milênio na Terra. Estes serão os trabalhadores da última hora. – O Cristo baixou a cabeça procurando refletir, e, com um olhar triste, continuou: - Creio que poucos irmãos conseguirão vencer suas inferioridades.
      Atualmente, a humanidade terrena despreza os ensinamentos que o Céu lhe alcançou. O conforto e a tecnologia cegaram os homens para os valores da alma. Os encarnados acreditam que não podem mais compactuar com ideologias que não consigam explicar, devido ao grande avanço que encontraram em todas as áreas do conhecimento humano. O homem permitiu que o orgulho e a prepotência o dominasse. Acreditou ser maior que Deus. Hoje, os poucos que acreditam no Pai Maior, trabalham arduamente pela conquista dos valores divinos, enquanto a grande maioria esconde-se através de uma falsa fé, apenas para ocultarem a sua arrogância de acharem-se melhores que Deus, no qual já não mais acreditam. Segundo eles próprios, em uma sociedade moderna já não há mais espaço para este sentimentalismo religioso. É uma pena que assim pensem! Se, ao menos, cultivassem uma vida regrada, segundo as elementares normas de bem-viver em sociedade. Mas não; entregam-se a todo tipo de crimes contra o direito alheio. Assassinatos, roubos, seqüestros, calúnias, traições, inveja, ódio, intolerância e todos os atos contrários ao “Amai-vos uns aos outros”. Querem, estes, apenas desfrutar os prazeres da carne, custe o que custar, mesmo que tenham que causar sérios prejuízos aos seus semelhantes.
     Deus ilumine a estes irmãos, para que eles acordem enquanto ainda há tempo. Que despertem para o momento chegado e encontrem em seus corações o tesouro perdido devido à invigilância. Que possam eles verem em seus filhos, em seus pais e mães, o Deus em que já não acreditam mais, porque o Criador está em tudo e em todos. Ele é o combustível que move a vida! Com certeza, irmãos, não existe uma religião específica para alcançar Deus; basta que acreditemos na Força Maior da Vida e que trabalhemos pela nossa reforma interior, tornando-nos criaturas de paz e de luz.
     Sereno, o Cristo continuou:
     - Enquanto eu estava na Terra, Tomé perguntou-me: “Qual era o caminho que deveríamos seguir?” E respondi-lhe: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida e ninguém vai ao Pai se não for por mim.” Estas palavras tinham o objetivo de demonstrar que a luz se encontra na forma de viver que o Pai permitiu que eu testemunhasse. Aqueles que buscam a glória espiritual devem procurar viver de acordo com os ensinamentos contidos no Evangelho, sem fanatismo e sem falsas interpretações para acobertar seus caprichos e interesses.
     Felizmente, muitos irmãos nossos, que já alcançaram a luz, encontram-se no plano físico, buscando auxiliar os irmãos lentos na caminhada, através da propagação dos ensinamentos do meu Evangelho. O Pai jamais abandona seus filhos! Através de abnegados irmãos, a luz sobrevive nos ambientes mais depravados. Por meio daqueles que abdicaram da glória destes reinos, o plano físico ainda consegue receber diretamente a luz divina. Diversos moradores do Império do Amor Universal, e de outras cidades astrais iluminadas, encontram-se na terra em tarefa humilde, procurando auxiliar os irmãos perturbados na batalha íntima contra os vícios de conduta. Outros irmãos daqui, do plano espiritual, também auxiliam através do contato mediúnico, que a Doutrina Espírita propicia ao mundo confirmando o “Advento do Consolador Prometido”.
     Estes irmãos, que desceram à Terra, estão auxiliando aos atrasados da caminhada e, ao mesmo tempo, preparando o solo para o plantio do terceiro milênio na Terra, onde haverá paz e harmonia a todos que seguirem as palavras do Sermão das Bem-aventuranças, contido no Novo Testamento.
     Neste instante, Jesus mudou o semblante. Com um olhar de grande contentamento, prosseguiu com sua palestra:
     - Falo-lhes sobre estes assuntos, neste belo entardecer desta cidade maravilhosa, porque estamos projetando uma grande tarefa que envolverá a todos aqui presentes. É da vontade de Deus que a luz penetre com mais força no plano físico. Para isto, precisamos de uma personalidade marcante na Terra para demonstrar o poder e a glória de Deus. Encarnará entre os homens, em breves anos, um irmão nosso que será a personificação da Luz na Terra. Este irmão despertará os homens novamente, para os ensinamentos do Evangelho. Auxiliado por todos nós, fará vibrar no âmago das criaturas mais insensíveis os sentimentos mais puros e elevados.
     Ele viverá no Brasil, a pátria de meu Evangelho, terra escolhida para a transformação mundial da humanidade, a partir do terceiro milênio. Junto com ele descerão, a princípio, trezentos e dezoito trabalhadores que o auxiliarão a transformar o mundo. Por diversas nações sua voz será ouvida, e esses, que descerem com o Grande Emissário, propagarão pelos quatro cantos do globo a palavra de Deus, sem aprisionamento a qualquer religião e sem envolvimento com partidos desta ou daquela linha política. O enviado de Deus procurará, em um primeiro momento, aliar os ensinamentos da religião Espírita com a religião Católica. Ele unirá a religião das verdades espirituais com a força da maior estrutura em meu nome na Terra. A sabedoria da Doutrina Espírita aliada à respeitabilidade da Igreja Católica, permitirá que conquistemos nosso objetivo maior: o engajamento do homem moderno à filosofia Divina.
     Apesar de todas as religiões cristãs serem respeitáveis e possuírem todo o meu afeto e consideração, a Doutrina Espírita traz-nos conhecimentos espirituais atuais e a fé baseada no conhecimento, o que é muito importante para o momento em que vivemos. Os homens já atingiram uma maturidade intelectual que não permite mais conceitos abstratos como o Céu e Inferno, eles necessitam de conhecimentos como os que estão sendo trazidos pelos instrutores espirituais, há mais de um século, através das obras espíritas. Além da Doutrina Espírita, precisamos reforçar a Igreja Católica por toda a imensa contribuição que ela trouxe à humanidade nestes dois mil anos. Através dela, minha Mãe Santíssima muito pode auxiliar o progresso evolutivo da humanidade. Quantas almas alcançaram o progresso espiritual graças ao amparo da Igreja Católica? Não podemos esquecer, também, a poderosa estrutura que o Catolicismo possui na terra. Das religiões que seguem meu Evangelho é a que mais fiéis possui por Toto o mundo. O enviado de Deus trabalhará motivando os fiéis dessas duas crenças, que a meu ver, são irmãs. E quando esta união estiver concretizada, todas as religiões cristãs, sinceras, se unirão por identidade de objetivos. (...)
  Jesus, livro “A Historia de Um Anjo”- médium Roger Bottini Paranhos
Salvador (BA), abril de 2010

Manoel Philomeno de Miranda (Espírito)


          (...) Ainda não saíramos do quase êxtase, quando o nosso dirigente acercou-se  do visitante ilustre e saudou-o com deferência e carinho.
          Ato contínuo, levou-o à tribuna e concedeu-lhe a palavra.
          O nobre Espírito agradeceu com um sorriso jovial e iniciou a sua exposição:
          “- Veneráveis administradores, almas nossas de todas as dimensões:
          “Saudamo-vos a todos em nome do Senhor do Universo.
          “Representando a formosa Esfera de amor que se encontra instalada numas das Plêiades, envolta em vibrações especiais constituídas de fótons que formam uma luminosidade em tons azuis, aqui estamos, atendendo à invitação do Sublime Governador do Planeta terrestre.
          (...) Esta não é a primeira vez que o mundo terreno recebe viajores de outras moradas, atendendo à solicitação de Jesus-Cristo, qual aconteceu no passado, no momento da grande transição das formas, quando modeladores do vaso orgânico mergulharam na densa massa física fixando os caracteres que hoje definem os seus habitantes... Da constelação do Cocheiro vieram aqueles nobres embaixadores da luz que contribuíram para a construção da Humanidade atual, inclusive outras inteligências, todavia, não moralizadas, que após concluídos alguns estágios evolutivos retornaram, felizes, aos lares queridos...(...)
         (...) Periodicamente, por sua vez, o planeta experimenta mudanças climáticas, sísmicas em geral, com profundas alterações na sua massa imensa, ou sofre o impacto de meteoros que lhe alteram a estrutura, tornando-o mais belo e harmônico, embora as destruições que, na ocasião, ocorrem, tendo sempre em vista o progresso, assim obedecendo à planificação superior com o objetivo de alcançar o seu alto nível de mundo de regeneração.
         “Concomitantemente, a fim de poderem viajar na grande nave terrestre que avança moralmente nas paisagens dos orbes felizes, incontáveis membros das tribos bárbaras do passado, que permaneceram detidos em regiões especiais durante alguns séculos, de maneira que não impedissem o desenvolvimento do planeta, renascem com formosas constituições orgânicas, fruto da seleção genética natural, entretanto, assinalados pelo primitivismo em que se mantiveram.
         “Apresentam-se exóticos uns, agressivos outros, buscando as origens primevas em reação inconsciente contra a sociedade progressista, tendo, porém, a santa oportunidade de refazerem conceitos, de aprimorarem sentimentos e de participarem da inevitável marcha ascensional... Expressivo número, porém, permanece em situações de agressividade e indiferença emocional, tornando-se instrumentos de provações rudes para a sociedade que desdenha. Fruem da excelente ocasião que, malbaratada, os recambiará a mundos primitivos, nos quais contribuirão com os conhecimentos de que são portadores, sofrendo, no entanto, as injunções rudes que serão defrontadas. Repete-se, de certo modo, o exílio bíblico de Lúcifer e dos seus comparsas, no rumo de estâncias compatíveis com o seu nível emocional grosseiro, onde a saudade e a melancolia se lhes instalarão, estimulando-os à conquista do patrimônio de amor desperdiçado na rudeza, e então lutarão com afã para a conquista do bem.
          “Ei-los, em diversos períodos da cultura terrestre, desfrutando de chances luminosas, mas raramente aproveitadas, cuja densidade vibratória já não lhes permite, por enquanto, o renascimento em o novo mundo em construção.”
          (...) “As moradas do Pai são em número infinito, mantendo, como é compreensível, intercâmbio de membros, de modo a ser preservada a fraternidade sublime, porquanto, aqueles mais bem aquinhoados devem contribuir em benefício dos menos enriquecidos. A sublime lei de permuta funciona em intercâmbio de elevado conteúdo espiritual.
         (...) “Da mesma forma que, da nossa Esfera, descerão ao planeta terrestre, como já vem sucedendo, milhões de Espíritos enobrecidos para o enfrentamento inevitável entre o amor abnegado e a violência destrutiva, dando lugar a embates caracterizados pela misericórdia e pela compaixão, outros missionários da educação e da solidariedade, que muito se empenharam em promovê-las, em existências pregressas, estarão também de retorno, contribuindo para a construção da nova mentalidade desde o berço, assim facilitando as alterações que já estão ocorrendo, e sucederão com maior celeridade...

         (...) – Qual seria, então, a razão por que deveriam vir Espíritos de outro Orbe, para o processo de moralização do planeta? Primeiro, porque, não tendo vínculos anteriores como defluentes de existências perturbadoras, não enfrentariam impedimentos interiores para os processos de doação, para os reencontros dolorosos com aqueles que permanecem comprometidos com o mal, que têm interesse em manter o atraso moral das comunidades, a fim de explorá-las psiquicamente em perversos fenômenos de vampirização, de obsessão individual e coletiva... Estrangeiros em terras preparadas para a construção do progresso, fazem-no por amor, convocados para oferecer os seus valores adquiridos em outros planos, facilitando o acesso ao desenvolvimento daqueles que são os nacionais anelantes pela felicidade. Segundo, porque mais adiantados moralmente uns, podem contribuir com exemplos edificantes capazes de silenciar as forças da perversidade e obstaculá-las com os recursos inexcedíveis do sacrifício pessoal, desde que, as suas não são as aspirações imediatas e interesseiras do mundo das formas. Enquanto outros estarão vivenciando uma forma de exílio temporário, por serem desenvolvidos intelectualmente, mas ainda necessitados da vivência do amor, e em contato direto com os menos evoluídos, sentirão a necessidade do afeto e do carinho, aprendendo, por sua vez, o milagroso fenômeno da solidariedade. Tudo se resume, portanto, no dar, que é receber e no receber, que convida ao doar.
           Manoel Philomeno de Miranda (Espírito)- livro “transição Planetária”- médium Divaldo Pereira Franco
          (...) È certo que outras caravanas já vinham visitando a Terra com o mesmo objetivo, desde os anos da década de 1970/80, tomando as providências compatíveis para as reencarnações valiosas. Agora, no entanto, soava o momento de intensificar o intercâmbio entre os terrícolas e os visitantes de Alcione, que já se movimentavam em torno da psicosfera do planeta, aguardando o momento adequado.
          Tomei conhecimento de que um grande número deles encontrava-se em Colônias próximas da Terra, assimilando o psiquismo do orbe, assim como dos seus habitantes, visitando sociedades espíritas que mantêm ligação com as Esferas superiores, onde alguns se comunicavam, explicando a razão de ali se encontrarem. (...)
          (...) A nossa primeira atividade estava programada para a noite seguinte, quando estariam reunidos em uma praia do litoral brasileiro, mais de dez mil alienígenas desencarnados para ouvirem a palavra do Dr. Artêmio, a respeito dos compromissos de autoiluminação e de desenvolvimento espiritual da Terra. (...)
          (...) desde há alguns anos do século passado, os nossos irmãos de Alcíone estão reencarnando-se na Terra, sem alarde, tornando-se expoentes de sabedoria e portadores de grande contribuição cultural e espiritual. À medida que os anos se passaram desde as primeiras ocorrências, estamos agora vivenciando o período para os renascimentos em massa, enquanto tem lugar, a princípio lentamente, o expurgo dos irmãos infelizes vinculados à revolta e à truculência de que se utilizam em tentativa inútil para impedir a felicidade dos seres humanos. De maneira equivalente, à medida que os anos se sucederam, número bem expressivo de desatinados será encaminhado ao exílio temporário, de forma que irão contribuir para o desenvolvimento dos seres que encontrarão em os novos ninhos domésticos, para volverem em triunfo, quando se depurarem das graves imperfeições que lhes dificultam a marcha do progresso.                
  Divaldo Pereira Franco – livro “transição Planetária”- Espírito Manoel Philomeno de Miranda
Lau

domingo, 8 de janeiro de 2012

Plêiades


Plêiades - (Foto Journal Planetary -NASA)
As estrelas brilhantes, vistas nesta imagem, são membros do popular aglomerado de estrelas abertas conhecidas como Plêiades, ou Sete Irmãs.

Os Sensores Sensíveis de Orientações do Telescópio Espacial Hubble definiu que a distância às Plêiades é de aproximadamente 440 anos-luz. Os Sensores Sensíveis de Orientações ficam na parte periférica do campo de visão do Hubble. Eles traçam uma circunferência que é aproximadamente o tamanho angular da Lua vista no céu. Eles estão sobreposto nesta imagem, para indicar uma escala da apurada visão do Hubble sobre o céu.
Os Sensores Sensíveis de Orientações do Hubble mediu ligeiras mudanças nas posições aparentes das três estrelas dentro do aglomerado, quando vistas a partir de diferentes lados da orbita da Terra.  Os astrônomos fizeram suas medidas, num intervalo de seis meses, durante um período de dois anos e meio.
Aproximadamente, 1.000 estrelas compõem o aglomerado, localizado na constelação de Touros.
A imagem, com composição de cores do aglomerado de estrelas das Plêiades, foi obtida pelo telescópio Schmidt, de 48 polegadas, do Monte Palomar. A imagem é do segundo Observatório de Exames do Céu de Palomar, e é parte do Exame Digitalizado do Céu. As fotos das Plêiades foram feitas a partir de três imagens separadas, obtidas com filtros vermelho, verde e azul. As imagens separadas foram obtidas entre 5 de novembro de 1986 e 11 de setembro de 1996.
tradução: Lau  (Foto Journal Image -NASA)

O Ano-Luz (AL) é a distância percorrida pela luz em um ano. Essa distância equivale a:

1 AL = 9,46 x 10¹² Km


Imagem de "Campo Profundo" das Plêiades - (21 de setembro de 2011). Credito da imagem: Stanislav Volskiy





DESCOBRINDO O COSMOS
Cada dia, uma imagem ou fotografia diferente, do nosso fascinante universo é caracterizada, junto com uma breve explanação escrita por um astrônomo profissional.
Você tem visto, sempre, o aglomerado de estrelas das Plêiades? Mesmo que você tenha, provavelmente, você nunca as viu assim: todas empoeiradas. Talvez, o mais famoso aglomerado de estrelas no céu, as estrelas brilhantes das Plêiades, possa ser visto sem binóculos, mesmo a partir das profundezas de poluições de luzes da cidade. Com uma exposição longa, a partir de uma localização escura, embora, a nuvem de poeira esteja envolvendo o aglomerado de estrelas das Plêiades, elas se tornam muito evidentes.
A exposição acima tomou aproximadamente 30 horas, e cobriu uma área do céu, diversas vezes o tamanho da lua cheia.
Também, conhecidas como “Sete Irmãs”, e M45, as Plêiades estão a 400 anos-luz, na constelação de Touros.
Um senso comum, com uma versão moderna, é que uma das estrelas brilhantes desvaneceu-se desde que o aglomerado foi nomeado, deixando somente seis estrelas visíveis a olho nu.
Entretanto, o atual numero de estrelas das Plêiades, visíveis, pode ser, mais ou menos, sete, dependendo da escuridão que envolve o céu, e a claridade no local da visão do observador.
                                                                                         Tradução: Lau (Foto Journal Image - NASA)



domingo, 1 de janeiro de 2012

Situação dos Exílados no Planeta-Exílio

Foto: Revista Veja
(Atualizado em: junho de 2012)

Porto Alegre, outubro de 2002.

Poderias esclarecer-nos sobre o sentimento de arrependimento e a precariedade que os exilados encontrarão no planeta-exílio?

HERMES: - A nova morada dos exilados será literalmente um mundo onde a “dor e o ranger de dentes” será uma constante, como preceituou Jesus. O planeta absinto não possui o conforto e a relativa serenidade da Terra; ele ainda é um mundo instável com profundas oscilações climáticas e sísmicas. Tais variações inesperadas dificultarão, nos primeiros séculos da migração, qualquer tentativa de estruturação de uma sociedade primitiva harmonizada, baseada na agricultura. Os exilados necessitarão buscar alimento e abrigo como nômades, procurando novas terras a cada novo cataclismo regional que vivenciarão, e terão de adaptar-se às bruscas mudanças de temperatura: tanto ao frio causticante quanto ao calor literalmente infernal. Além do mais, haverá uma incompatibilidade inicial entre os seus moldes perispirituais, ainda afinados aos corpos terráqueos, e os futuros veículos de manifestação física gerados nesse novo mundo, o que gerará deformidades e desajustes orgânicos nas primeiras encarnações. Em meio a tanto caos, esses espíritos clamarão por clemência e finalmente procurarão respeitar e seguir a Lei de Evolução Espiritual do Criador. Infelizmente, esse processo se dará com dor e sofrimento, e não por meio do amor e da sabedoria, caminho escolhido pelos eleitos do Cristo que prosseguirão na Terra para encarnações mais felizes.

PERGUNTA:- Gostaríamos de saber mais sobre essa incompatibilidade dos futuros corpos físicos em relação ao períspirito dos exilados.

HERMES:- O corpo espiritual é um veículo de interligação entre o espírito imortal e os corpos de natureza física para manifestação na vida humana. Assim sendo, ele é um molde adaptável ao corpo a que irá dar vida durante uma nova encarnação física. Como os exilados possuirão um molde perispiritual adaptado aos moldes da Terra, que é um corpo mais avançado em relação aos do planeta-exílio, isso causará, a princípio, uma incompatibilidade na união perispírito-corpo físico. Seria o mesmo que colocássemos um motor potente, mas adequado a veículos com aerodinâmica perfeita, em uma carroça ou carro antiquado. Fatalmente haveria graves disfunções nesse veículo. Resumindo: ocorrerá com os exilados dificuldades motoras e mentais, além de dores orgânicas intensas, em decorrência da precariedade dos novos corpos físicos do planeta-exílio. È provável que haja uma adaptação aceitável, permitindo-lhes uma vida menos sofrida, somente a partir da terceira encarnação no novo molde.
Hermes, Livro: A Nova Era – médium Roger Bottini Paranhos

Belo Horizonte (MG), janeiro de 2012.
(...) “Convém levar em consideração algo de vital importância. Se a solução para certos espíritos é o degredo do orbe e a consequente relocação noutras comunidades do universo, é porque já passaram por todas as etapas prévias a esta medida e esgotaram a totalidade dos recursos reeducativos e reencarnatórios possíveis no ambiente terrestre. Talvez o expatriamento soe como providência drástica, mas não é, em nenhuma hipótese, descabida ou fruto de destempero. Já o dissemos antes: a justiça divina não é jamais dissociada da misericórdia. Em termos gerais, só serão expatriados ou sofrerão a transmigração aqueles que passaram por absolutamente todos os níveis de tentativa de reintegração no mundo original. É preciso registrar, porém, que também serão expatriados alguns benfeitores que pediram para acompanhar os renitentes, visando auxiliar os grupos cármicos – conforme explicamos, compostos por indivíduos com necessidade parecidas.”
        “Essas almas que esgotaram os recursos da escola terrestre renascerão compulsoriamente em mundos onde as comunidades de espíritos primitivos cultivem valores semelhantes, senão iguais aos dos grupos de seres relocados, inclusive com as perturbações e posturas antiéticas que lhes são peculiares. E essa é uma questão natural, imposta não como punição, mas como elemento organizador do sistema de vida de cada mundo. A Terra, como acontece em qualquer lugar, suporta abrigar somente os espíritos situados dentro de determinada faixa de aprendizado, que é oferecida pelo próprio planeta. Atingido o limite máximo de tentativas, ocorre o expatriamento dos seres de comportamento contrário à ética cósmica, que passarão a viver noutras terras, noutras habitações, afinadas à sua natureza e às patologias espirituais que lhes acometem.” (...)

        (...) – O chamado mundo primitivo não é apenas um planeta, senão vários, conforme temos notícia em nossa dimensão – respondeu o espírito transfigurado em criança. – Algumas moradas estão reservadas ao filhos da Terra que irão recomeçar sua trajetória entre as estrelas da imensidade. Na verdade, a classificação de mundo primitivo não guarda relação direta com a natureza boa ou má de seus habitantes. Esses planetas para onde serão transferidos os humanos do planeta Terra representa um novo lar, uma nova oportunidade de trabalho para quem não mede esforços ao lidar com os problemas humanos, assim como um belo campo de aprimoramento intelectual e moral para aqueles que, lá, assumirão papel de referência perante os irmãos de humanidade. Ou seja, serão planetas exultantes de vida, de trabalho, de desafios sublimes, de campo experimental para a inteligência, a alma e o coração humanos. Não consideremos o expurgo algo ruim ou mesmo punição divina; sobretudo o consideremos abençoada ocasião de lutas. Por certo será interpretado por muitos como castigo, principalmente entre os futuros degredados, mas, entre as almas mais esclarecidas, deve ser visto como oportunidade de elevação e ajuda humanitária. (...)


        (...) – E quanto àqueles que partirão? Como ficarão no novo mundo, em relação ao aprendizado acumulado aqui na Terra, frente aos choques culturais naturalmente esperados, no local onde passarão a viver?
       - Bem pensado, Ângelo; bem elaborada a pergunta. O espírito que for transmigrado, seja ele espírito comum ou um dos milenares opositores ao sistema do Cordeiro, sem dúvida enfrentarão sérios desafios, mas que poderão ser catalogados como elemento de aprendizado.
       “Inicialmente, enfrentarão um tipo de choque inevitável, de cunho mais pessoal, pois terão de conviver, aprender e interagir num ambiente físico diverso daquele a que estão acostumados, durante milênios de permanência no lar então perdido, do qual partiram. Falo da construção de moradias, de adaptar-se a alimentos e hábitos alimentícios diferentes, entre outros aspectos. Isso não é algo fácil de encarar.”
       “Outros sofrerão uma crise incomum, profundamente complexa e inédita para a consciência de grande parte, ao depararem com uma ecologia diferente, com leis naturais possivelmente distintas das que o espírito conheceu na Terra, o que demandará um  tempo dilatado até que aprenda a lidar com o novo sistema ecológico e os desafios que lhe são inerentes.  Considere que as características tanto da fauna quanto da flora locais provavelmente diferirão, em larga escala, daquilo com que estavam familiarizados.
        “Diante do desafio da ecologia e da vida material no novo mundo, é natural pensar que terão de empregar a quase totalidade do potencial mental para a sobrevivência na nova morada. Essa realidade fará com que as possíveis reminiscências da memória espiritual fiquem prejudicadas ou em segundo plano. Dito de outra forma: os novos moradores daquele orbe terão pouco tempo para se dedicar, durante séculos, às memórias extrafísicas. Isso sem mencionar as dificuldades de se adaptarem aos novos corpos, que, embora humanoides, até onde sabemos, em muitos e muitos aspectos serão diferentes e menos elaborados que os corpos deixados no planeta Terra. Em função dessa mudança marcante, drástica e compulsória, restará aos habitantes recém-chegados apenas se unirem, em pequenos grupos de afinidade de gostos e ideias, o que não será tão fácil nos primeiros momentos, mas, com certeza, será de extrema importância para o aprendizado no novo ambiente planetário.”
O Fim da EscuridãoReurbanizações Extrafísicas – pelo espírito Ângelo Inácio – psicografado por Robson Pinheiro.


domingo, 25 de dezembro de 2011

O Evangelho de Jesus

Jesus e o Sermão da Montanha
Nós, espíritos encarnados, neste momento, estamos manifestados com os nossos sete corpos: Átmico, Budico, Mental Superior, Mental Inferior, Astral Superior, Astral Inferior, Etérico e Físico. Por estarmos encarnados no corpo biológico e com a limitação perceptiva do cérebro físico, não podemos perceber em nós mesmo esses corpos e nem a aura que irradia ao nosso redor. Somente algumas pessoas dotadas de sensibilidade mediúnica é que conseguem perceber os corpos mais densos, tais como o duplo etérico, o astral e o mental inferior.  Justamente, devido a essa nossa limitação perceptiva, é que o foco constante de nossas vidas está voltado mais para a matéria; por isso, temos a tendência de crermos somente no que é visível e tangível.
Estamos vivenciando a experiência evolutiva na realidade da terceira dimensão; e, nessa realidade, onde interagimos com outras pessoas e situações diversas, é que está o nosso aprendizado.  As ressonâncias que vem do nosso corpo Mental Concreto, onde está o registro de todas as nossas experiências de encarnações passadas, e que dá a densidade e coloração específica de nosso corpo espiritual, refletem a nossa personalidade. Melhorar essa personalidade é a meta que traçamos antes de nascer. O objetivo de se viver manifestado nesta realidade da terceira dimensão é pensar, sentir e agir de forma que possamos agregar em  nossos corpos mental, astral e etérico, energias radiantes para torná-los cada vez menos densos. Para se conseguir isso é necessário praticar o amor incondicional. Jesus reduziu a sua vibração energética e nasceu num corpo biológico e ensinou e vivenciou esse amor incondicional. Nas mensagens a seguir vamos perceber que o caminho para conquistarmos a luz é vivenciarmos esse amor incondicional  exemplificado por Ele.
Lau
(Atualizado em: 12/08/2012)

(70 d.C.)
(S.Mateus, cap. 5 - O Sermão da montanha).
39 Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;
40 E ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te o vestido, larga-lhe também a capa;
41 E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas.
42 Dá a quem te pedir, e não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes.
44 Eu, porém, vos digo: amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem;
48 Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus.

(S.Mateus, cap. 22 - O grande mandamento).
36 Mestre, qual é o grande mandamento na lei?
37 E Jesús disse-lhe: amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.
38 Este é o primeiro e grande mandamento.
39 E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

(S. Marcos 12 – O primeiro de todos os mandamentos)
28 Aproximou-se dele um dos escribas que os tinha ouvido disputar, e sabendo que lhes tinha respondido bem, perguntou-lhe: Qual é o primeiro de todos os mandamentos?
29 E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos o mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor.
30 Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toada a tua alma, e de todo o teu pensamento, e de todas as tuas forças: este é o primeiro mandamento.
31 E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.

(S.Lucas 6 – O sermão da  Montanha)
27 Mas a vós, que ouvis, amai a vossos inimigos, fazei bem ao s que vos aborrecem.
28 Bendizei os que vos maldizem, e orai pelos que vos caluniam.
29 Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra: e ao que te houver tirado a capa, nem a túnica recuses.
30 E dá a qualquer que te pedir; e, ao que tomar o que é teu, não lho tornes a pedir.
31 E, como vós quereis que o homens vos façam, da mesma maneira lhes fazei vós também.
32 E, se amardes aos que vos amam, que recompensa tereis? Também os pecadores amam aos que os amam.
33 E, se fizerdes bem aos que vos fazem bem, que recompensa tereis? Também os pecadores fazem o mesmo.
34 E, se emprestardes àqueles de quem esperais tornar a receber, que recompensas terão? Também os pecadores emprestam aos pecadores, para tornarem a receber outro tanto.
35 Amai, pois a vossos inimigos, e fazei bem, e emprestai, sem nada esperardes, e será grande o vosso galardão, e sereis filhos do altíssimo; porque Ele é benigno até para com os ingratos e maus.
36 sede, pois misericordiosos, como também vosso pai é misericordioso
Paris (FR), abril de 1864

Allan Kardec

“Os Fariseus, tendo sabido que ele tinha feito calar a boca aos Saduceus, reuniram-se; e um deles, que era doutor da lei, veio lhe fazer esta pergunta para o tentar: Mestre, qual é o maior mandamento da lei? Jesus lhe respondeu: Amareis o Senhor vosso Deus de todo o vosso coração, de toda a vossa alma e de todo o vosso espírito; é o maior e o primeiro mandamento. E eis o segundo, que é semelhante àquele: amareis vosso próximo como a vós mesmos. Toda a lei e os profetas estão contidos nesses dois mandamentos”. (são Mateus, cap. XXII, v.34 a 40).

Amar o próximo como a si mesmo: fazer para os outros o que quereríamos que os outros fizessem por nósé a mais completa expressão da caridade, porque resume todos os deveres para com o próximo. Não se pode ter guia mais seguro, a esse respeito, que tomando por medida, do que se deve fazer para os outros, o que se deseja para si. Com qual direito se exigiria dos semelhantes mais de bons procedimentos, de indulgência, de benevolência e de devotamento do que se os tem para com eles? A prática dessas máximas tende à destruição do egoísmo; quando os homens as tomarem por normas de sua conduta e por base de suas instituições, compreenderão a verdadeira fraternidade e farão reinar, entre eles, a paz e a justiça; não haverá mais nem ódios nem dissensões, mas união, concórdia e benevolência mútua.
Allan Kardec – “O Evangelho Segundo o Espiritismo”- Cap. XI, item 1 e 4
Trecho do livro publicado em1958

Mahatma Gandhi

MAHATMA GANDHI 
(Gandhi, Mohandas Karamchand (ou Mahatma) (1869-1948).


(...) Não ocorre, ao sermão da Montanha, uma única palavra que justifique a idéia da redenção do homem por fator externo, fora dele; cada palavra afirma a redenção vinda de dentro do homem.
Podemos proclamar perfeitamente que o sermão da Montanha é o mais completo programa e a maior apoteose da auto-redenção ou auto-realização; e, se é verdade que o Sermão da Montanha é a alma do Cristianismo, então a auto-redenção é a quintessência dos ensinamentos do Nazareno. (Huberto Rohden ).

Pensamentos de Gandhi
348. Cristo não pertence só ao cristianismo, pertence ao mundo inteiro.
349. Estou convencido de que se Cristo voltasse abençoaria a vida de muitos que nunca ouviram seu nome, mas que com sua vida foram um exemplo vivo das virtudes que ele praticou: amar o próximo mais que a si mesmos e fazer bem a todos e mal a ninguém.
350. Bebam nas fontes do Evangelho
352. Não confundam os ensinamentos de Jesus com aquilo que acontece na civilização de hoje... Não obstante toda a fé que vocês têm em sua civilização, conservem um bocadinho de humildade. Bebam na fonte do Sermão da Montanha, ouçam o que Cristo ensinou. Seus ensinamentos são válidos para cada um de nós.
353. O Sermão da Montanha foi-me direto ao coração.
354. Eu estava transbordando de alegria lendo o Evangelho: encontrava a confirmação de minhas idéias exatamente onde esperava encontrá-la.
(Mahatma Gandhi – O apóstolo da Não-Violência - Huberto Rohden)
Uberaba, 20 de janeiro de 1964

Humberto de Campos (Irmão X)

Aprendizes e Adversários

          Jonathan, Jessé e Eliakim, funcionários do Templo de Jerusalém, passando por Cafarnaum, procuraram Jesus no singelo domicílio de Simão Pedro.
          Recebidos pelo Senhor, entregaram-se de imediato, à conversação.
         - Mestre – disse o primeiro -, soubemos que a tua palavra traz ao mundo as Boas Novas do Reino de Deus e, entusiasmados com as tuas concepções, hipotecamos ao teu ministério o nosso aplauso irrestrito. Aspiramos, Senhor, à posição de discípulos teus... Não obstante as obrigações que nos prendem ao Sagrado Tabernáculo de Israel, anelamos servir-te, aceitando-te as idéias e lições, com as quais seremos colunas de tua causa na cidade eleita do povo escolhido... Contudo, antes de solenizar nossos votos, desejamos ouvir-te quanto à conduta que nos compete à frente dos inimigos...
          - Messias, somos hostilizados por terríveis desafetos, no Santuário – exclamou o segundo -, e, extasiados com os teus ensinamentos, estimaríamos acolher-te a orientação.
          - Filho de Deus – pediu o terceiro -, ensina-nos como agir...
          Jesus meditou alguns instantes, e respondeu:
          - Primeiramente, é justo considerar nossos adversários como instrutores. O inimigo vê junto de nós a sombra que o amigo não deseja ver e pode ajudar-nos a fazer mais luz no caminho que nos é próprio. Cabe-nos, desse modo, tolerar-lhe as admoestações, com nobreza e serenidade, tal qual o ferro, que após sofrer, paciente, o calor da forja, ainda suporta os golpes do malho com dignidade humilde, a fim de se adaptar à utilidade e à beleza.
          Os visitantes entreolharam-se, perplexos, e Jonathan retornou a palavra, perguntando:
         - Senhor, e se somos injuriados?
         - Adotemos o perdão e o silêncio – disse Jesus. – Muita gente que insulta é vítima de perturbação e enfermidade.
         - E se formos perseguidos? – indagou Jessé.
         - Utilizemos a oração em favor daqueles que nos afligem, para que não venhamos a cair no escuro nível da ignorância a que se acolhem.
        - Mestre, e se nos baterem, esmurrarem? – interrogou Eliakim. – Que fazer se a violência nos avilta e confunde?
        - Ainda assim – esclareceu o brando interpelado -, a paz íntima deve ser nosso asilo e o amor fraterno a nossa atitude, porquanto, quem procura seviciar o próximo e dilacerá-lo está louco e merece compaixão.
        - Senhor – insistiu Jonathan -, que resposta oferecer, então, à maledicência, à calúnia e à perversidade?
        O Cristo sorriu e precisou:
        - O maledicente guarda consigo o infortúnio de descer à condição do verme que se alimenta com o lixo do mundo, o caluniador traz no coração largas doses de fel e veneno que lhe flagelam a vida, e o perverso tem a infelicidade de cair nas armadilhas que tece para os outros. O perdão é a única resposta que merecem, porque são bastante desditosos por si mesmos.
        - E que reação assumir perante os que perseguem? – inquiriu Jessé, preocupado.
        - Quem persegue os semelhantes tem o espírito em densas trevas e mais se assemelha ao cego desesperado que investe contra os fantasmas da própria imaginação, arrojando-se ao fosso do sofrimento. Por esse motivo, o socorro espiritual é o melhor remédio para os que nos atormentam...
        - E que punição reservar aos que nos ferem o corpo, assaltando-nos o brio? Perguntou Eliakim, espantado. – Refiro-me àqueles que nos vergastam a face e fazem sangrar o peito...
        - Quem golpeia pela espada, pela espada será golpeado também, até que reine o Amor Puro na terra – explicou o Mestre, sem pestanejar. – Quem se rende às sugestões do crime é um doente perigoso que devemos corrigir com reclusão e com o tratamento indispensável. O sangue não apaga o sangue e o mal não retifica o mal...
         - E, espraiando o olhar doce e lúcido pelos circunstantes, continuou:
         - É imperioso saibamos amar e educar os semelhantes com a força de nossas convicções e conhecimentos, a fim de que o Reino de Deus se estenda no mundo... As Boas Novas de Salvação esperam que o santo ampare o pecador, que o são ajude ao enfermo, que a vítima auxilie o verdugo... Para isso, é imprescindível que o perdão incondicional, com o olvido de todas as ofensas, assegure a paz e a renovação de tudo...
        Nesse ínterim, uma criança doente chorou em alta voz num aposento contíguo.
       O mestre pediu alguns instantes de espera e saiu para socorrê-la, mas, ao regressar, debalde buscou a presença dos aprendizes fervorosos e entusiastas.
       Na sala modesta de Pedro não havia ninguém.
Espírito Irmão X – Chico Xavier, “Contos Desta e Doutra Vida”

 Porto Alegre, janeiro de 1995
(Na cidade astral do Império do Amor Universal)
     (...) digam-me, por que devemos perdoar aos nossos semelhantes?
Mal Gabriel terminou a pergunta e um dos jovezinhos levantou-se para melhor ser ouvido, e solicitou a oportunidade de dar a resposta, no que foi autorizado pelo divino instrutor.
       Devemos perdoar aos nossos irmãos, porque compreender as falhas alheias é um ato de amor e respeito a Deus e àqueles que o nosso Pai colocou em nosso caminho. O perdão ilumina o pecador e o ofendido, enquanto a revolta e a crítica alimentam o ódio e afastam-nos da verdade e do amor de Deus.
      O irmão Hermes teve que me segurar para que eu não caísse sentado, assombrado com o que via, ou melhor ouvia. Divertindo-se com a minha surpresa, o nobre instrutor esclareceu-me:
     - Calma: lembra, eles são espíritos iluminados, estão apenas temporariamente vivendo a fase infantil. Por detrás destes rostinhos inocentes brilha a luz imortal de grandes sábios.
     A explicação não poderia ser mais clara, mas era difícil manter-me calmo e sereno vendo uma criança, que aparentava uns oito anos de idade, dissertar com tanta sabedoria sobre assuntos de que raros idosos na Terra possuem noção tão clara.
     Observei Gabriel, na forma mais natural e descontraída do mundo, aplaudir e parabenizar o jovenzinho com uma expressão de grande reconhecimento pela bela resposta.
     - Parabéns! Parabéns! Disseste bem. Ganhaste mais dois pontos.
     E, então, o sábio professor acalmou o burburinho do aplauso geral e questionou a todos com um olhar sério, mas fraterno.
     - Mas... digam-me. O que é melhor do que perdoar?
     Fez um silêncio geral, entre as crianças; todas sabiam que não era momento de responder e, sim, de aprender. Gabriel levantou-se e começou a caminhar entre as crianças sentadas no extenso gramado. Sua luz estava realmente impressionante, naquela tarde; tudo nele parecia mais vivo e mais belo. Tudo nele parecia divino! Seu olhar envolveu os pequeninos com um profundo amor, que imediatamente os cativou. O ato fez-me lembrar Jesus. E, então, aquela voz tranquila e agradável invadiu nossos ouvidos:
     - Minhas crianças, melhor que perdoar é não se sentir ofendido. O perdão implica em receber uma ofensa e guardar mágoa, para após exercitar o ato de perdoar, desculpando o agressor. Mas a beleza maior está em não se magoar quando ofendido! Devemos manter nossos braços abertos para receber o agressor e, envolvidos em luz, encaminharmos este irmão para a paz de Deus através do amor, e, não através da defesa doentia de um determinado ponto de vista.
Anjo Gabriel, livro “A história de Um Anjo” - médium Roger Bottini Paranhos
Salvador (BA), 30 de junho de 2000

Joanna de ângelis (Espírito)

Libertação pelo Amor

...Amarás o teu próximo como a ti mesmo.
S. Mateus, cap. XXII, v. 39

         Toda a essência da vida encontra-se estabelecida no amor, que é de procedência divina. Alcançar esse clímax do processo da evolução é o cometimento mais audacioso que o ser inteligente encontra pelo caminho ascensional. (...)
         Jesus, o Homem, fez-se o exemplo mais vívido do amor de que o mundo tem notícias.
         Submetido às injunções porque passam todas as criaturas, a Sua trajetória fez-se assinalada pelas mais vigorosas páginas de compreensão e brandura para com todos, exercendo autoridade e carinho em perfeita harmonia, mesmo nas situações mais chocantes, sem perder o equilíbrio nem a afetividade. Quando austero, educava amorosamente e com energia; quando meigo, orientava com ternura e segurança; ante a hipocrisia insidiosa e perversa, assumia a atitude de enfrentamento sem descer à condição infeliz do seu antagonista, repreendendo-o e desmascarando-o com o objetivo de educá-lo.
         A ausência do amor no ser humano e, por conseqüência, no mundo, demonstra o estágio de primarismo ainda predominante, que dificulta o processo de evolução, gerando conflitos perfeitamente dispensáveis, mas que se demoram perturbadores como ferretes impelindo para a frente e para a conquista desse atributo superior do ser.
         Amar é abrir o coração sem reservas, encontrar-se desarmado de sentimentos de oposição, sempre favorável ao bem e ao progresso mesmo quando discordando das colocações que são apresentadas. (...)
         Somente o amor permite que se vejam as pessoas como são. Sem ele, percebem-se os reflexos da personalidade que deseja impressionar e conquistar lugar e afeto, sem a qualidade essencial que é o sentimento profundo de doar para depois receber, ou ofertar sem o escuso interesse de negociar uma recompensa. Por isso, quando não está vitalizado esse desejo pelo hálito do amor real, a frustração e a amargura sempre acompanham os insucessos, que são decorrentes da ausência de pureza do ofertório.
         Amando-se, ultrapassa-se a própria humanidade na qual se encontra o ser, para alcançar-se uma forma de angelitude, que o alça do mundo físico ao espiritual mesmo que sem ruptura dos laços materiais.
        Todo esse concerto de afetividade inicia-se no respeito por si mesmo, na educação da vontade e no bom direcionamento dos sentimentos, de forma que a autodescoberta trace conduta saudável que irradie harmonia e alegria de viver, tornando a existência física aprazível seja em que forma se apresente, não sofrendo as alterações dos estados apaixonados e dos gostos atrabiliários.
         Esse sentido de auto-amor que se transmuda em alo-amor, alcança a etapa mais elevada que é o amor a Deus acima de todas as coisas e condições, por significar a perfeita identificação da criatura com o seu Criador, haurindo sempre mais força e beleza para o autoconhecimento.
Joanna de Ângelis (Espírito) – do livro “Jesus e o Evangelho – À luz da psicologia profunda”  Médium Divaldo Pereira Franco