terça-feira, 2 de maio de 2023

O Juízo Geral e o Novo Exílio - Parte 13

 

Continuando a reflexãoanterior...

 O Consolador Prometido


       Em 20 de dezembro de 1935, o Espírito Humberto de Campos, através da psicografia de Chico Xavier, descreveu no livro “Crônicas de Além-túmulo”, sob o título “A Ordem do Mestre”, o diálogo que Jesus teve com o seu apostolo João. Jesus relembrava ao seu discípulo da sua promessa de enviar, num tempo oportuno, o “Consolador”. O tempo tinha chegado; e para que sua mensagem fosse melhor compreendida, isso se daria através do envio de espíritos que revelariam   a verdade das dimensões espirituais.  

    Assim, desde 18 de abril de 1857, com o lançamento do “Livro dos Espíritos”, o movimento de esclarecimento espiritual prometido por Jesus iniciou-se Através de Allan Kardec. Após isso, nesses 166 anos que se passaram, inúmeras obras mediúnicas foram psicografadas revelando, de forma aprofundada, os mistérios do mundo espiritual.  Essas revelações consoladoras nos trouxeram esperança, pois pudemos compreender melhor sobre o verdadeiro significado da vida e a da nossa evolução no planeta Terra. Graças a esse projeto, através de revelações progressivas, sob o comando de Jesus, atualmente estamos despertando a consciência, através do autoconhecimento, para nossa verdadeira natureza espiritual.

    Fogo Higienizador


    Sob o comando de Jesus, o “Juízo Geral” está em pleno andamento; e estamos na fase de “transição planetária”, processo que levará mil anos até o início do período de “planeta de regeneração. O livro “O Fim da Escuridão” - Reurbanizações Extrafísicas, ditado pelo espírito Ângelo Inácio e psicografado por Robson Pinheiro, traz uma compreensão melhor sobre a execução desse “juízo geral” em andamento. Ângelo Inácio revela detalhes sobre determinado momento em que houve um trabalho intenso de higienização nas dimensões espirituais. Ali é descrito o trabalho realizado pelos guardiões superiores, representantes da justiça divina, e o trabalho dos grupos socorristas representando a misericórdia divina.

     O que chamou mais a atenção é sobre a ação do “fogo higienizador”, que é explicado pelo espírito guardião superior Anton, um dos responsáveis pela segurança planetária:

      (...) “O fogo higienizador ou, como é conhecido por alguns, o fogo devorador é uma emanação das labaredas do nosso Sol ou uma espécie de desdobramento do chamado vento solar. Essas irradiações eletromagnéticas observadas em nossa dimensão são canalizadas e utilizadas por espíritos especialistas com a finalidade de limpar e higienizar a atmosfera psíquica de determinadas regiões do planeta.” (...)

     O momento dessa ação coincide com o alinhamento do sistema solar com o centro da Via Láctea. Os espíritos especialistas aproveitam esse momento e utilizam-se de radiações emitidas desse alinhamento, que ainda são desconhecidas pela humanidade, junto com as energias do Sol, favorecendo que energias mais intensas sejam canalizadas para a desintegração de carga psíquica densa produzida pela mente dos espíritos humanos.

     Ângelo Inácio explica que sempre houve a ação desse fogo higienizador, mas devido ao momento favorável do alinhamento galáctico, e do juízo geral em andamento, a ação higienizadora é mais intensa.

 Matéria Mental e Astral


    Na dimensão astral a qual chamamos de umbral médio, umbral grosso e abismos há a formação de uma energia muito densificada. Os espíritos, através de seus desequilíbrios mentais e emocionais, transformam o fluído universal da dimensão em que se encontram em substâncias com características nocivas, enfermiças e tóxicas. Essas substâncias possuem cor, cheiro e peso específico e são chamadas de Larvas mentais, vibriões psíquicos, formas-pensamento com diversos formatos, placas de lama astral e outros nomes. Elas ficam impregnadas tanto no corpo espiritual dos seres como também na atmosfera, no solo, na natureza e nas construções das regiões astrais densas.

      Ângelo Inácio descreve que o fogo higienizador, que desceu naquela dimensão astral, era coordenado por espíritos superiores responsáveis pela natureza. O jato de luz possuía uma labareda comparável a um fogo atômico, e ao atingir aquele ambiente fazia uma limpeza profunda na matéria mental e astral enfermiça daquele ambiente, queimando e desintegrando tudo.

      O fogo higienizador quando atingia o corpo espiritual dos seres daquela região desfazia as formas-pensamento que há muito tempo era mantida por eles. Com isso, os espíritos presos as sensações mais animalizadas sentiam extremo desconforto ou mesmo dor. Apesar de muitos espíritos pedirem ajuda, outros corriam apavorados e praguejando.

      Em meio a todo aquele processo começou a descer do alto inúmeros seres plasmados, em sua constituição espiritual, na forma de caboclos, montados em cavalos brancos. Eram comandados pelo cacique Tupinambá, Caboclo Roxo e por Lua Nova; e eles vinham de regiões superiores da Aruanda dos caboclos para o trabalho de limpeza energética.

      Os caboclos comandavam os elementais Salamandras que completavam a limpeza nos lugares que ainda havia resíduos mentais enfermiços. Também comandavam os elementais da água, as ondinas, para que elas envolvessem os espíritos, que estavam preparados para o resgate, suavizando-lhes as emoções, os sentimentos e liberando as cargas energéticas densas de seus corpos, de forma mais suave.

    Uma falange de pais-velhos também entrava no lamaçal astral denso. Pai João de Aruanda, Pai Joaquim de Aruanda, Vovó Maria Conga e o Vovô Rei Congo movimentando seus cajados abriam brechas, que eram caminhos vibratórios, por onde resgatava-se espíritos que demonstravam potencial de reeducação. A falange numerosa de pais-velhos emergia do lamaçal trazendo em seus braços, e em sua aura, centenas de espíritos que eram entregues à falange dos samaritanos, e à outras falanges socorristas. Os espíritos necessitados e os rebeldes eram transportados para postos de socorro e hospitais espirituais.

   O fogo higienizador espalhava-se tão intensamente que muitas cidadelas, construídas por magos voltados ao mal e cientistas das sombras, eram completamente arrasadas ou aniquiladas.

     Depois da limpeza, os espíritos especialistas superiores construíam, na região higienizada, postos de socorro, hospitais e base de apoio ao trabalho dos guardiões e socorristas para a continuação do trabalho de resgate.

     Ângelo Inácio descreve que toda ação do fogo higienizador, através daquela energia intensa, parecia ser coordenada por uma inteligência superior que sabia da necessidade de cada espírito naquela dimensão. O Próprio Miguel, príncipe dos exércitos celestes, desceu pessoalmente ao mundo dos daimons e impôs limites ainda mais severos às ações dos espíritos em prisão. E a partir daquele momento estabeleceu naquela dimensão o seu quartel-general.

     Ele observa que depois do evento de higienização, realizado na dimensão astral, também houve um efeito na dimensão dos encarnados, através de revoltas populares e protestos que causaram   a derrubada de governos totalitários e ditadores.

  Aprendizado

    Através das reflexões que fizemos: “Quem é Jesus?” e “Juízo Geral” pudemos perceber que:

- Apesar de haver nas regiões trevosas seres com tanta maldade desenvolvida, defendendo uma política de poder absurdo, de domínio de consciências, de sofrimento imenso causado sem medir as consequências, de se acharem como deuses infalíveis, enfrentaram uma força superior; tanto na ação do fogo higienizador quanto na intensa ação da luz de Miguel, príncipe dos exércitos celestes. A Suprema Consciência, Deus, Criador de todas as coisas tem o conhecimento do mais intimo de cada consciência dos espíritos criados por ele. Jesus, auto evolucionário cósmico, como Ângelo Inácio o chama, condutor de todas as consciências reunidas na escola terrena, com um projeto elaborado junto à outras superconsciência da galáxia, aguarda o despertar de cada consciência no atual período de juízo geral; mesmo àqueles que não permanecerão mais na Terra.

     O próprio Miguel, ao estabelecer o seu quartel-general na dimensão dos espíritos em prisão, permanecerá ali até que a Terra, ao fim deste milênio, seja renovada; e os daimons reconheçam a grandiosidade de Deus e da sua justiça.  Após isso os conduzirá pessoalmente para os planetas que já estão preparados para recebê-los.

 V. Lau

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Bibliografia:

O Fim da Escuridão” – Reurbanizações Extrafísicas/ pelo espírito Ângelo Inácio: [psicografado por Robson Pinheiro – Contagem. MG: Casa dos Espíritos Editora, 2012 – Série Crônicas da Terra 1.

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Paris, janeiro de 1868.

 

Allan Kardec

 

   GERAÇÃO NOVA

 27. – Para que os homens sejam felizes sobre a Terra, é necessário que ela seja povoada somente por bons Espíritos, encarnados e desencarnados, que quererão somente o bem. Tendo chegado esse tempo, uma grande emigração se cumpre, neste momento, entre aqueles que a habitam; aqueles que fazem o mal pelo mal, e que o sentimento do bem não toca, não sendo mais dignos da Terra transformada, dela serão excluídos, porque lhe trariam de novo a perturbação e a confusão, e seriam obstáculos ao progresso. Eles irão expiar o seu endurecimento, uns nos mundos inferiores, os outros entre as raças terrestres atrasadas, que serão o equivalente de mundos inferiores, onde levarão os seus conhecimentos adquiridos, e terão por missão fazê-las avançar. Serão substituídos por Espíritos melhores, que farão reinar, entre eles, a justiça a paz, a fraternidade.

 A Gênese: os milagres e as predições segundo o espiritismo/ Allan Kardec; nova tradução, Salvador Gentile- Catanduva, SP: Instituto Beneficente Boa Nova, 2007.


sábado, 29 de agosto de 2020

O Juízo Geral e o Novo Exílio Planetário - Parte 12

 

Continuando... a reflexão anterior...

 O Retorno do daimon número 2

      No livro: “Os Guardiões”, através da psicografia de Robson Pinheiro, o Espírito Ângelo Inácio descreve como foi o retorno do daimon número 2, o qual tinha sido levado por Miguel para que conhecesse o reino do Cordeiro de Deus e a outra realidade nos domínios do eterno (reflexão anterior parte 7).

 

Manhattan: Wordpress
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 Após algum tempo, o daimon foi trazido de volta à dimensão vibratória sobre a superfície terrena.

     Colocado sobre a cidade de New York, o número 2 ficou observando as construções humanas da cidade. Preso por conflitos internos, ele ficou em reflexão profunda e com uma preocupação em relação ao seu próprio futuro e dos que ele dominava. Ali estava o ser que tinha vivido milhares de vidas em outros mundos e tinha se tornado um genocida, exterminando mundos por onde tinha passado. Além da preocupação quanto ao futuro havia também uma reflexão interna, quando confrontava sua política inumana no reino das sombras e a política do Cordeiro que ele combateu durante a maior parte de sua vida.

    

     Durante milênios esteve preso nas regiões abissais e havia muitos séculos que ele não observava tão de perto a cidade dos homens. Ele contemplava o reino dos homens, reino do qual um dia tinha sido seu.  Também, ele trazia na memória os reflexos das luzes de sua excursão pelos reinos superiores. (O que o daimon viu nessas regiões? O que lhe foi mostrado nessas dimensões superiores?)

     Ali em reflexão, com tantas preocupações, também surgiu um medo profundo. Era o de perder a conexão com seus outros irmãos dominadores e o medo de esquecer para sempre quem ele era, a sua origem espiritual e seus planos de domínio. Jamais, em hipótese alguma, queria reencarnar para evitar o esquecimento de suas próprias memorias. Precisava ficar o máximo de tempo possível naquele corpo de natureza bizarra e inumano.

 De volta ao abismo

Triângulo das Bermudas
      Enquanto o daimon número 2 estava mergulhado em suas preocupações, observando a cidade, de repente, causando uma ruptura etérica que separa a dimensão espiritual do mundo astral inferior, surgiu três seres de alta estirpe espiritual. Dentre eles, brilhando como um raio, e cujas radiações magnéticas ao seu redor formava uma espécie de asas, estava o guerreiro a serviço de Miguel, o chefe dos guardiões Jamar.

     Após reduzir suas vibrações e iniciar o diálogo com o ser rebelde, o guardião Jamar informou:

      (...) – Isso mesmo, rei caído da antiga Atlântida, deus da Suméria que caiu de seu altar. Estou aqui com meus amigos para levá-lo, agora, ao seu mundo, onde Miguel, a quem conhece muito bem, o aguarda para ser conduzido à presença dos seus antigos comparsas. Vim acompanhado dos emissários da soberana justiça, e já conhece nossa força moral o bastante para não oferecer resistência. Aqui, entre os homens, não é mais seu lugar.

      - Então por que a tal soberana justiça me trouxe até este monumento erguido pelos filhos de Eva?

      - Para que veja uma vez mais, e talvez pela última vez, o reino dos homens, antes que seja deportado de vez para o mundo onde será sua pátria nos milênios futuros. (...)

      Ângelo Inácio descreve que: o daimon abatido moralmente, diante daquela realidade, a dor no seu peito pareceu aumentar ainda mais. Veio-lhe à memória a força dos crimes, dos extermínios em massa e todas as atrocidades cometidas por ele e seus parceiros no palco do mundo. Ele entrou numa espécie de depressão ou remorso.

     Ainda, o maioral número 2 propôs compartilhar para o trabalho dos guardiões todo o conhecimento que ele trazia arquivado em sua memória espiritual, desde os tempos que foi exilado para a Terra. Mas o guardião Jamar informou-lhe que não tinha autoridade para decidir sobre aquela aliança que o daimon propunha. Ele o conduziria até a presença de Miguel que decidiria o que fazer com ele.

     Jamar elevou-se no ar com os outros guardiões e com suas irradiações magnéticas atraiu o daimon para o interior de um veículo estruturado em matéria quintessenciada. Depois de algumas manobras, o veículo mergulhou nas profundezas do abismo. (que fica no Triângulo das Bermudas)

     Miguel, de outra dimensão, acompanhava todo aquele evento e o diálogo de seus representantes com a entidade. Enquanto a nave descia às dimensões das profundezas do abismo, o príncipe dos exércitos celestes, em reconhecimento ao trabalho de seus emissários, e de ver a fidelidade deles ao trabalho em prol à humanidade, ofereceu a oportunidade ao guardião Jamar  de trabalhar ligado ao governo oculto do planeta, ao lado do guardião Anton, para que ele auxiliasse nos momentos de transição e transmigração dos espíritos para outros orbes. O guardião Watab, devido a fidelidade aos princípios do reino de Cristo, foi promovido a assumir à liderança dos guardiões da noite, no lugar de Jamar.

     Em seguida, sob o influxo do pensamento de Miguel, o dragão número 2 foi desmaterializado do ambiente onde se encontrava e foi rematerializado junto aos seus comparsas, a fim de enfrentar a triste realidade de ver seu reino dividido. (O que o número 2 faria com a experiência que guardava de ter vislumbrado outras realidades de dimensões superiores? (O que isso impactaria na influência dos seres que ele comandava? Caberia ao seu livre arbítrio aproveitar ou não a oportunidade que lhe foi concedida)

 A política do Reino do Cordeiro

     Desde quando começou a fase de esclarecimento pelo Espírito Verdade, através do trabalho de Allan Kardec, com seu primeiro livro da codificação espírita, “O Livro dos Espíritos”, lançado em 18 de abril de 1857, há 163 anos, vivemos agora uma nova fase de esclarecimento pela egrégora do Espírito Verdade: à de revelações, sob uma perspectiva cósmica, sobre o drama evolutivo no planeta Terra.

     As informações trazidas pelo Espírito Ângelo Inácio, sobre as quais estamos fazendo uma reflexão,  estão nos mostrando  a existência de uma política realizada pelos seres que habitam o reino das sombras, e o trabalho que realizam se opondo às diretrizes evolutivas trazidas pelo Autoevolucionário cósmico, que corporificou-se na Terra como Jesus.

     Chegado o tempo do atual Juízo Geral pudemos observar a estratégia dos representantes da justiça divina atuarem desestruturando o sistema de domínio dos daimons na Terra.

     O sistema hipnótico de domínio que o daimon número 1 criara, e através do qual controlava os outros 6 dragões do concílio de poder, sofreu a intervenção da justiça divina com o rompimento do elo entre eles quando foi tirado exatamente o daimon número 2, o qual fazia a ponte entre o número 1 e os demais dragões do concílio. Miguel o levou para conhecer a política do reino do Cordeiro. Depois, como já vimos em outra reflexão, o príncipe dos exércitos celestes interveio ainda mais no reino dos dragões quando revelou a verdadeira identidade do maioral número 1, que era o seu maior segredo e um grande trunfo de domínio e poder.  O maioral sofreu uma grande derrota quando ficou exposto e teve que se justificar perante seus parceiros. Depois o número 2, quando retornou de sua excursão às dimensões superiores, foi devolvido ao campo magnético das prisões do abismo diante de uma nova realidade onde o sistema de poder do maioral número 1 estava abalado.

     O que ocorrerá entre eles? Qual efeito resultará da oportunidade que ainda foi concedida aos daimons de reverem suas políticas equivocadas?

     A política do Reino do Cordeiro de Deus é a de sempre convidar à todas consciências espirituais, apesar dos erros cometidos, a reverem suas atitudes, e dar a oportunidade do recomeço, aqui e agora,  mesmo para aqueles que irão continuar sua jornada evolutiva em outros recantos do universo.

V. Lau

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Biografia:

"Os Guardiões" - pelo espírito Ângelo Inácio: [psicografado por] Robson Pinheiro. 1ª ed. Contagem, MG: Casa Dos Espíritos Editora, 2013.

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Crônicas de Além-Túmulo – pelo Espírito Humberto de Campos; [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. – Brasília, FEB 2013

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Pedro Leopoldo (MG), 20 de dezembro de 1935.


Humberto de Campos

Chico Xavier


A Ordem do Mestre

       Avizinhando-se o Natal, havia também no Céu um rebuliço de alegrias suaves. Os anjos acendiam estrelas nos cômoros de neblinas douradas e vibravam no ar as harmonias misteriosas que encheram um dia, de encantadora suavidade, a noite de Belém. Os pastores do paraíso cantavam e, enquanto as harpas divinas tangiam suas cordas sob o esforço caricioso dos zéfiros da imensidade, o Senhor chamou o Discípulo bem-amado ao seu trono de jasmins matizado de estrelas.

     O vidente de Patmos não trazia o estigma da decrepitude, como nos seus últimos dias entre os Espórades. Na sua fisionomia pairava aquela mesma candura adolescente que o caracterizava no princípio do apostolado.

      — João — disse-lhe o Mestre —, lembras-te do meu aparecimento na Terra? Recordo-me, Senhor. Foi no ano 749 da era romana, apesar da arbitrariedade de frei Dionísio, que, calculando no século VI da era cristã, colocou erradamente o vosso natalício em 754.

      — Não, meu João — retornou docemente o Senhor —, não é a questão cronológica que me interessa, ao te arguir sobre o passado. É que nessas suaves comemorações vem até mim o doce murmúrio das lembranças!...

      — Ah! sim, Mestre amado — retrucou pressuroso o discípulo —, compreendo-vos. Falais da significação moral do acontecimento. Oh!... se me lembro... A manjedoura, a estrela guiando os poderosos ao estábulo humilde, os cânticos harmoniosos dos pastores, a alegria ressoante dos inocentes, afigurando-se-nos que os animais vos compreendiam mais que os homens, aos quais ofertáveis a lição da humildade, com o tesouro da fé e da esperança. Naquela noite divina, todas as potências angélicas do paraíso se inclinaram para a Terra cheia de gemidos e de amargura, por exaltar a mansidão e a piedade do Cordeiro. Uma promessa de paz desabrochava para todas as coisas, com o vosso aparecimento no mundo. Estabelecera-se um noivado meigo entre a Terra e o Céu e recordo-me do júbilo com que vossa mãe vos recebeu nos seus braços, feitos de amor e de misericórdia. Dir-se-ia, Mestre, que as abelhas de ouro do paraíso fabricaram, naquela noite de aromas e de radiosidades indefiníveis, um mel divino no coração piedoso de Maria!...

       “Retrocedendo no tempo, meu Senhor bem-amado, vejo o transcurso da vossa infância, sentindo o martírio de que fostes objeto; o extermínio das crianças da vossa idade, a fuga nos braços carinhosos de vossa progenitora, os trabalhos manuais em companhia de José, as vossas visões maravilhosas no Infinito, em comunhão constante com o vosso e nosso Pai, preparando-vos para o desempenho da missão única que vos fez abandonar, por alguns momentos, os palácios de sol da mansão celestial, a fim de descer sobre as lamas da Terra...”

      — Sim, meu João, e, por falar nos meus deveres: como seguem no mundo as coisas atinentes à minha Doutrina?

      — Vão mal, meu Senhor. Desde o concílio ecumênico de Niceia, efetuado para combater o cisma de Ário em 325, as vossas verdades são deturpadas. Ao arianismo seguiu-se o movimento dos iconoclastas, em 787; e tanto contrariaram os homens o vosso ensinamento de pureza e de simplicidade, que eles próprios nunca mais se entenderam na interpretação dos textos evangélicos.

      — Mas, não te recordas, João, que a minha Doutrina era sempre acessível a todos os entendimentos? Deixei aos homens a lição do Caminho, da Verdade e da Vida, sem lhes haver escrito uma só palavra.

      — Tudo isso é verdade, Senhor, mas, logo que regressastes aos vossos impérios resplandecentes, reconhecemos a necessidade de legar à posteridade os vossos ensinamentos. Os evangelhos constituem a vossa biografia na Terra; contudo, os homens não dispensam, em suas atividades, o véu da matéria e do símbolo. A todas as coisas puras da Espiritualidade adicionam a extravagância de suas concepções. Nem nós e nem os Evangelhos poderíamos escapar. Em diversas basílicas de Ravenna e de Roma, Mateus é representado por um jovem; Marcos por um leão; Lucas por um touro e eu, Senhor, estou ali sob o símbolo estranho de uma águia.

       — E os meus representantes, João, que fazem eles?

       — Mestre, envergonho-me de o dizer. Andam quase todos mergulhados nos interesses da vida material. Em sua maioria, aproveitam-se das oportunidades para explorar o vosso nome e, quando se voltam para o campo religioso, é quase que apenas para se condenarem uns aos outros, esquecendo-se de que lhes ensinastes a se amarem como irmãos.

      — As discussões e os símbolos, meu querido — disse-lhe suavemente o Mestre —, não me impressionam tanto. Tiveste, como eu, necessidade destes últimos para as predicações e, sobre a luta das ideias, não te lembras quanta autoridade fui obrigado a despender, mesmo depois da minha volta da Terra, para que Pedro e Paulo não se tornassem inimigos? Se entre os meus apóstolos prevaleciam semelhantes desuniões, como poderíamos eliminá-las do ambiente dos homens, que não me viram, sempre inquietos nas suas indagações?... O que me contrista é o apego dos meus missionários aos prazeres fugitivos do mundo!...

      — É verdade, Senhor.

      — Qual o núcleo da minha Doutrina que detém, no momento, maior força de expansão?

       — É o departamento dos bispos romanos, que se recolheram dentro de uma organização admirável pela sua disciplina, mas altamente perniciosa pelos seus desvios da Verdade. O Vaticano, Senhor, que não conheceis, é um amontoado suntuoso das riquezas das traças e dos vermes da Terra. Dos seus palácios confortáveis e maravilhosos irradia-se todo um movimento de escravização das consciências. Enquanto vós não tínheis uma pedra em que repousar a cabeça dolorida, os vossos representantes dormem a sua sesta sobre almofadas de veludo e ouro; enquanto trazíeis os pés macerados nas pedras do caminho escabroso, quem se inculca como vosso embaixador traz a vossa imagem nas sandálias matizadas de pérolas e brilhantes. E junto de semelhantes superfluidades e absurdos, surpreendemos os pobres chorando de cansaço e de fome; ao lado do luxo nababesco das basílicas suntuosas, erigidas no mundo como um insulto à glória da vossa humildade e do vosso amor, choram as crianças desamparadas, os mesmos pequeninos a quem estendíeis os braços compassivos e misericordiosos. Enquanto sobram as lágrimas e os soluços entre os infortunados, nos templos, onde se cultua a vossa memória, transbordam moedas a mancheias, parecendo, com amarga ironia, que o dinheiro é uma defecação do demônio no chão acolhedor da vossa Casa.

      — Então, meu discípulo, não poderemos alimentar nenhuma esperança?

      Infelizmente, Senhor, é preciso que nos desenganemos. Por um estranho contraste, há mais ateus benquistos no Céu, do que aqueles religiosos que falam em vosso nome na Terra.

      — Entretanto — sussurraram os lábios divinos, docemente —, consagro o mesmo amor à humanidade sofredora. Não obstante a negativa dos filósofos, as ousadias da Ciência, o apodo dos ingratos, a minha piedade é inalterável... Que sugeres, meu João, para solucionar tão amargo problema?

      — Já não dissestes um dia, Mestre, que cada qual tomasse a sua cruz e vos seguisse?

     — Mas prometi ao mundo um Consolador em tempo oportuno!...

      E, os olhos claros e límpidos, postos na visão piedosa do amor de seu Pai celestial, Jesus exclamou:

       — Se os vivos nos traíram, meu discípulo bem-amado, se traficam com o objeto sagrado da nossa Casa, profligando a fraternidade e o amor, mandarei que os mortos falem na Terra em meu nome. Deste Natal em diante, meu João, descerrarás mais um fragmento dos véus misteriosos que cobrem a noite triste dos túmulos, para que a Verdade ressurja das mansões silenciosas da morte. Os que voltaram pelos caminhos ermos das sepulturas retornarão à Terra, para difundirem a minha mensagem, levando aos que sofrem, com a esperança posta no Céu, as claridades benditas do meu amor!...

      E desde essa hora memorável, há mais de cinquenta anos, o Espiritismo veio com as suas lições prestigiosas felicitar e amparar na Terra a todas as criaturas.

 Crônicas de Além-Túmulo 

 


sábado, 18 de julho de 2020

O Juízo Geral e o Novo Exílio Planetário - Parte 11


Continuando... a reflexão anterior...

  
   Como vimos anteriormente, revelado pelo Espírito Ângelo Inácio, no livro “O Fim da Escuridão”, diante da ameaça da grande investida à humanidade por parte dos dragões, sob o comando do maioral número 1, Miguel, príncipe dos exércitos celestes, representante da justiça soberana no planeta Terra, interferiu desmantelando o plano diabólico dos maiorais do abismo. Em seguida ele instalou seu quartel-general na dimensão dos dragões informando-lhes que ele próprio permaneceria ali vigiando a atitude deles. Naquela dimensão ele trabalharia até o fim do milênio, até que a Terra fosse renovada e os pretensiosos daimons reconhecessem publicamente a grandiosidade do reino de Deus e de sua justiça. Ele somente sairá dali quando chegar a hora dos daimons serem levados para outro lar, que já está preparado para recebê-los. O próprio Miguel conduzirá esses seres; e lá entre as estrelas da imensidão, ao longo dos milênios, guiará eles nas propostas de renovação ofertadas pelo grande arquiteto do universo aos filhos rebeldes.

   
Com essas informações trazidas para nós até agora, as quais dão prosseguimento ao trabalho do “Espírito Verdade”, podemos refletir sobre quatro aspectos:

    Primeiro – desde a chegada desses seres, há mais ou menos 450.000 anos, foi estabelecido pela justiça divina um prazo para que eles compreendessem e aceitassem as diretrizes de um mundo superior. Com o decorrer do tempo, com a chegada de outros seres exilados para a Terra surgiu entre eles uma disputa de poderes para se ter o domínio dos seres da humanidade, nas duas dimensões, a física e a extrafísica. O sistema de vida terreno em que vivemos é o resultado da influência da política desses seres. Na dimensão dos viventes formou-se a divisão em nações, com idiomas diferentes, com sistemas políticos com nomes diferentes, mas com o ponto em comum de domínio de consciências. Surgiu os sistemas religiosos combatendo uns aos outros e formou-se um sistema econômico de desigualdade sociais.  Não fosse a interferência da justiça divina, o planeta Terra já teria sido destruído há muito tempo.
     Devido a essa interferência de domínio é que os seres mais perigosos foram aprisionados magneticamente numa dimensão chamada de abismo. Na época da vinda do grande orientador evolutivo da humanidade, o cristo cósmico, a ação desses seres hediondos foi restringida ainda mais. Essas inteligências cósmicas hediondas trazem uma característica própria de inteligência forjada em outros mundos do universo por onde passaram e deixaram um rastro de destruição. Parece que sofrem de uma “doença cósmica” de grande magnitude: a de querer ter o poder e o domínio, se achando deuses. Devido a grande força mental desenvolvida e conhecimentos de certas leis do cosmo espiritual desenvolveram um grande poder hipnótico de domínio de outros seres. Na Terra tentaram implantar sua visão de política de domínio, que é contrária as diretrizes divinas.

     Segundo – Chegou o final do tempo de uma fase de aprendizado na escola terrena.  A nível mundial, a justiça divina iniciou o processo de limpeza nas dimensões densas extrafísicas. Esse trabalho é feito pelos agentes da justiça e da misericórdia divina através da limpeza das criações mentais densas e das construções extrafísicas feitas pelos seres das sombras. Os espíritos que oferecem condições de serem resgatados são auxiliados e levados para estações de tratamento. Aqueles que se endureceram no mal, e persistem nessa condição, são aprisionados e levados para bases dos guardiões onde são selecionados por grupos, para serem levados para outros planetas de aprendizado, no próximo exílio planetário.
    O próprio Miguel, representante maior da justiça divina no planeta, se instalou na dimensão dos dragões para restringir ainda mais a atuação deles, enquanto o trabalho de limpeza e reurbanização é executado. Durante os próximos mil anos ele permanecerá lá, enquanto a política do cordeiro é implantada na Terra. A justiça e a misericórdia divina, atuando juntas, oferecem a oportunidade do recomeço para os seres que querem modificar seu modo de vida. Para esses, mesmo conscientes que irão recomeçar o aprendizado em outros mundos, podem ajudar a si mesmo através do trabalho de auxílio aos guardiões na renovação da Terra.

     Terceiro - Mil anos?... ainda vai levar todo este tempo para ser feita  a higienização planetária? Não é muito tempo?
     Realmente, para nós, que raciocinamos sobre os acontecimentos baseando-se numa existência física corpórea somente, e desenvolvemos a crença que de repente haverá uma intervenção divina para resolver todos os problemas da humanidade, mil anos é muita coisa. Mas com as revelações atuais, de ordem cósmica, trazendo informações sobre os seres que vieram exilados para cá e formaram a civilização terrena, e o tempo do Juízo Geral que fará a seleção dos seres que permanecerão na Terra e os que serão expatriados para outros planetas, outras escolas, esse tempo de mil anos, comparado aos  450.000 anos do drama terrestre, é pouco. Devemos levar em conta também a certeza da preexistência do espírito, que é uma questão de “bom senso”; pois já temos maturidade consciencial suficiente para admitirmos que somos uma consciência espiritual habitando temporariamente um corpo físico. Essa certeza independe de termos uma percepção mais dilatada além dos cinco sentidos comum, pois basta estudarmos as revelações espirituais mediúnicas e analisá-las usando o raciocínio lógico, científico, confrontando as informações, questionando-as e procurando perceber a coerência entre elas. À medida que abrimos a mente para o estudo através dessa forma, nos livramos do hipnotismo sectário e partidarista; pois devemos ver a vida com a compreensão do “todo”. Já temos informações suficientes que demonstram a existência de outras realidades, além da física que percebemos.

    Quarto – Mas ainda podemos questionar..., por que Deus, com sua justiça, não intervém de uma vez por todas pondo fim a rebeldia e aos desatinos dos seres das sombras, evitando assim todo este longo milênio de trabalho de renovação?
     Como já percebemos nas revelações, a Terra é uma escola evolutiva onde estão reunidas mais de 50 bilhões de consciências espirituais em diversos níveis de despertar consciencial. Há desde os seres mergulhados nas trevas de suas consciências, e que praticam o mal pelo mal, e defendem uma política contrária aos princípios trazidos pelo orientador evolutivo, o Autoevolucionário cósmico (como o Espírito Ângelo Inácio denomina), que é conhecido nas esferas espirituais como o “Cordeiro de Deus”, e são representados, na escala de poder, pelos maiorais, os dragões, juntamente com seus seguidores mais próximos, e são seres conscientes da maldade que praticam; como também há milhares de seres hipnotizados por esses maiorais. Existem também milhares de espíritos mergulhados nas trevas sem saberem a quem servem, mas que oferecem sintonia para a ação dos milenares daimons.
    Depois, de forma gradativa, há os seres que ocupam as dimensões espirituais conforme a depuração de seus espíritos; existido os planos dimensionais sutis de pura luz.
    A política divina utiliza-se das consciências mais evoluídas para ajudarem as que estão na retaguarda. Até mesmo para  os seres das regiões extrafísicas da escuridão e do abismo é dada a oportunidade de trabalho, são aqueles que resolvem abandonar o sistema de vida  a serviço da política das sombras; a esses, mesmo com o fato de estarem designados ao novo exílio, por não terem condições de permanecerem no novo ciclo evolutivo terreno, podem trabalhar auxiliando os guardiões no despertar de outras consciências.

    Na próxima reflexão vamos ver como atua a justiça divina, e o motivo da necessidade do enorme trabalho que desempenham os guardiões superiores da humanidade, no equilíbrio do processo evolutivo terreno.
V. Lau

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Bibliografia:
O Fim da Escuridão: reurbanização extrafísicas/ pelo espírito Ângelo Inácio; [psicografado por] Robson Pinheiro – Contagem, MG: Casa dos Espíritos Editora, 2012. – Série Crônicas da Terra, 1. 

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Belo Horizonte (MG), 2009.

Madre Teresa de Calcutá

     A MAIS BELA DE TODAS AS COISAS? – O AMOR

     Amor… Palavra que foi exageradamente empregada, comentada, interpretada, discutida e profanada ao longo da história humana. Nunca se falou tanto de algo como do amor, de tal sorte que o sentido original da palavra, nos dias de hoje, confunde-se com outras coisas que deveriam, no máximo, gravitar em seu entorno, mas que acabaram ganhando maior importância do que o sentimento em si.

     Paulo de Tarso fala do amor quase como uma vocação, um dom, algo mais divino do que a religião. Ele decanta o amor com tal esmero e cuidado que o transforma em ação, amor-ágape, amor que realiza, que imuniza, que se consome em chamas; amor que enfrenta obstáculos, desafios, conceitos morais – e o próprio tempo.

     Quando diz que o amor é longânime, ele o eterniza e o faz desafiar conceitos de tempo e espaço. O amor não dependeria de interpretações, mas, mesmo diante das possíveis interpretações, permanece sendo o cerne, o móvel das ações humanitárias – oferecer o corpo para ser queimado, dar aos pobres, na palavra de Paulo. Amor: o elemento não interpretado, não manipulado pelas religiões, não enquadrado no sistema, impossível de ser corrompido; o amor sublime do “Amai-vos uns aos outros”.

     As “línguas dos homens e dos anjos” – o amor como algo que supera as barreiras do nacionalismo, dos limites da pátria e da religião; que em seu imo é maior do que o conceito de nação, estado ou crença.

     O apóstolo refere-se a uma espécie de amor que sobrepuja inclusive a moral. Trata-se do amor ético. “O amor não inveja, não se vangloria, não se ensoberbece”, ou seja, o amor incondicional é ético. A moral edita regras; a ética questiona as regras. A moral proíbe; são os dez mandamentos. A ética do amor vai além. Permite, com consciência mais ampla. É o sermão da montanha. Paulo nos diz desse amor que excede a interpretação da moral e atravessa o espaço e o tempo em que vige essa moral, convertendo-a em compromisso humanitário, em ética crística.

      Um tipo de amor que é mais excelente do que a esperança que anima a humanidade tem de ser mais que o amor-eros; bem mais que amor-ágape. Terá de ser amor spiritualis, cósmico, mais amplo do que nossas religiões no mundo podem traduzir e até conceber. Muitíssimo maior em sua amplitude do que podemos entender, ao menos por ora.

     Há de ser amor do quilate daquele que induziu o construtor do mundo, o Verbo divino, a vir ao próprio mundo que erigiu e a misturar-se ao próprio povo habitante desse mundo e, mesmo assim, não se confundir com ele. Há de ser tal espécie de amor capaz de motivar e levar alguém a abandonar suas origens, seus pais e mães, sua família, a fim de vivê-lo conforme um conceito muito mais abrangente. Como cidadão do infinito, e não de um país; como componente da família universal, e não apenas de uma família consanguínea.

     Amor tão forte que projetará o indivíduo no rumo das estrelas, que fará registrar para sempre na retina espiritual de uma alma perdida a imagem daquele que foi seu representante soberano; o amor feito carne, feito homem, feito deus.
     Que é o amor? Não se pode traduzi-lo, mas perceber sua força e sua energia; a forma como ele anima e movimenta mundos e seres, fazendo com que tudo gire e se revolucione em torno de si. Alguns poderão chamar essa força de gravidade, de big bang, de Alá, Jeová, Jesus, ou do que quiserem, mas ninguém conseguirá esquadrinhar, definir essa força motriz, em si mesma.

     Para mim, em poucas palavras, é a força que me motiva, há mais de 2 mil anos, a prosseguir em busca daqueles olhos e daquele olhar que um dia banharam minha alma com as claridades da Via Láctea, que encantaram meu ser e arrebataram meu espírito para sempre, o qual se encontra vencido e conquistado pela força eterna do amor.

 A força eterna do amor / pelo espírito Teresa de Calcutá; [psicografia] Robson Pinheiro. – Contagem, MG: Casa dos Espíritos Editora, 2009.

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quarta-feira, 1 de abril de 2020

O Juízo Geral e o Novo Exílio Planetário - Parte 10

Continuando... a reflexão anterior...

     Continuando os nossos estudos sobre as informações do Espírito Ângelo Inácio, narradas no livro “Fim da Escuridão”, psicografado por Robson Pinheiro, publicado em 2012, vamos ver o trabalho dos  representantes da justiça divina, os guardiões superiores, no processo de desestruturação do império de poder dos daimons e a reurbanização extrafísica que seguiu depois do ano 2011.

Novas estratégias de investida dos dragões contra a humanidade

 
Triângulo das Bermudas
     No tempo determinado pela justiça divina iniciou-se a interferência mais intensa dos guardiões, e do próprio Miguel, no sistema de poder dos dragões. Dentre os sete maiorais, o número 1, devido a sua inteligência e sagacidade, durante milênios dominou e controlou os seis outros do concílio tenebroso de poder. Ele, por um processo hipnótico, desde quando chegou aqui na Terra pelo processo de exílio, fez com que nenhum abaixo dele na hierarquia conhecesse sua verdadeira identidade. Somente ele sabia a identidade dos demais companheiros de exílio.
     Desde que Miguel levou o número 2, o senhor da guerra, para conhecer a realidade sublime do plano superior, seu reino sofrera um duro golpe; e depois, com os ultimatos levado pelos guardiões e a ação do fogo higienizador, o seu sistema de poder ficou desestruturado.
     Devido a isso, o dragão número 1 convocou uma reunião de urgência com os cinco do concílio, pois precisava definir estratégias para uma investida contra as obras do progresso da humanidade; o objetivo era o de atrasar o quanto pudesse o novo exílio deles para mundos mais primitivos do que a Terra.
     Quando estavam todos reunidos, o número 1, como sempre ocultando sua identidade, fazendo-se representar por duas serpentes entrelaçadas, pronunciou:
  
(...) Temos de tomar uma atitude inadiável, pois os guardiões detêm o conhecimento de nossas mais importantes bases de poder: as cidades milenares controladas por cada um de nós. Proponho lançarmos mão de mais agêneres, além daqueles já em ação no mundo físico.
Guerra no Iraque

     Os daimons mantinham entre os encarnados espíritos chamados de agêneres – que eram seres que se materializavam de modo intermitente no mundo físico. Esses seres estavam sob forte processo hipnótico e escravizados pelos daimons para cumprir determinadas tarefas. Eles foram colocados em posições estratégicas de certos governos, corporações e em algumas famílias poderosas. O objetivo era interferir na política, na economia e em setores importantes da sociedade humana.
      O daimon número 1 propunha enviar mais agêneres para:
      - Precipitarem uma crise mais aguda na região incendiária do Oriente Médio provocando uma guerra total entre os encarnados;
      - Tomarem parte ativa na formação do governo de alguns países da Europa, fazendo com que eles influenciassem e criassem o caos total e irreversível na economia dessas nações;
      - Servirem junto ao Conselho de Segurança da ONU.

      Além dessa infiltração dos novos agêneres, o daimon número 1 informou que em seus planos tinha três outros agentes para os quais tinha reservado o papel principal da grande investida. Ele não revelou ali no concílio qual seria o seu plano central, pois temia que os guardiões tivessem implantado alguma tecnologia na dimensão deles para espionar. Isso, ele revelaria depois para cada um em particular através de recursos específicos.
      Ele informou que as ofensivas planejadas não eram o alvo principal; elas eram somente para manter os guardiões ocupados com o grande transtorno criado. Enquanto isso, eles agiriam na surdina; e quando os representantes do Cordeiro fossem agir ostensivamente contra a política deles, ele se utilizaria do trunfo reservado.

      (...) – Com efeito, a criação desses novos agêneres atrasará em séculos o abominável processo iniciado pelos guardiões, naquilo que chamam de limpeza energética. Não disporão de tempo para se dedicar à higienização do planeta – complementou o número 4 dos maiorais dos dragões. (...)

     Na ideia dos daimons, promover um grande conflito armado na região mais instável do planeta, e isso tomar proporções internacionais, envolvendo diversas nações, provocaria um forte abalo no trabalho dos poderosos guardiões, e com isso:
-  Conseguiriam abalar a fé infantil dos seguidores encarnados do Cordeiro;
-  Provocariam um caos econômico e social – pois muitos pretensos seguidores do programa divino, economicamente arruinados, abandonariam a fé em troca da subsistência;
- A produção de livros que promovem a cultura espiritual, trazendo novos conhecimentos, seria devastada e levaria anos para reerguer-se.

     O maioral disse que mesmo que os eventos fossem abortados pelos guardiões, o rastro de destruição que eles desencadeariam, através do grande conflito, seria apenas subterfúgios para despistarem os guardiões do projeto maior que seria lançado em seguida. Ele informou aos demais daimons que naquele momento estava sendo transmitido para as pirâmides negras, as quais eram o centro de controle e comunicação, e ficavam na base de cada um dos daimons, todo o conteúdo dos planos de ação contra a civilização terrena. Era todo o planejamento estratégico que ele tinha desenvolvido há milênios e guardava em segredo a sete chaves em seu reduto principal.

     
Intervenção do Alto

 
Pirâmide Negra

     Ângelo Inácio narra que o que o maioral não sabia naquele momento é que também havia, programada pelo Alto, uma investida mais intensa na dimensão em que se encontravam aprisionados os dragões.

      Alguns minutos após a fala do número 1, um exército de espíritos adentrou os domínios dos dragões. Uma luz fortíssima, de procedência espiritual, penetrou em cada recanto desconhecido daquela dimensão. Os daimons, por um tempo prolongado, ficaram em silêncio, pois em suas mentes percebiam uma transmissão telepática que vinha de um ser muito superior.
     Enquanto a mensagem era transmitida a cada um, a luz intensa penetrou nos recantos mais preciosos dos daimons. As 7 pirâmides negras, que eram o quartel-general de cada um, e possuíam um complexo sistema de comunicação com os representantes dos dragões, aqueles que atuavam na esfera física e os de outras dimensões astrais, foram atingidas pela luz sideral. Uma a uma explodiu sendo destruídos aqueles centros de controle e poder dos dragões.
     As informações que tinham sido transmitidas anteriormente pelo maioral para aqueles centros de comunicações foram destruídas para sempre, abortando assim os planos de ataque que os daimons realizariam contra as obras da civilização terrena. Com isso, também, perdeu-se o mecanismo de acesso aos agêneres materializados na dimensão dos encarnados,  aos chefes de legião e aos servidores direto que estavam a serviço dos daimons. O sistema de comunicação foi destruído de forma irreversível, e o único, entre os dragões, que saberia como reconstruí-lo era exatamente o número 2, que fora levado tempos atrás, por Miguel, para conhecer o reino superior.

Proclamação do Alto a todos os espíritos

     Os emissários do Alto, sobrevoando toda aquela dimensão, proclamaram a todos os seguidores dos dragões a mensagem final, o ultimato, esclarecendo que o reino de Cristo, do bem e do amor, estava próximo. Agora, não somente os daimons e seus principados ficariam cientes de que o juízo geral, que para eles era o juízo final, estava próximo e o exílio planetário ocorreria, mas a informação era transmitida também a todos os subordinados deles e aos espíritos prisioneiros naquela dimensão.

Intervenção de Miguel
 
Guardião Miguel
      Logo após a proclamação aos espíritos rebeldes sobre o juízo geral próximo, uma luz com amplitude, calor e intensidade ainda maiores que as luzes anteriores desceu de regiões elevadas da espiritualidade.
      Enquanto o fogo higienizador fazia uma limpeza nas dimensões próximas à habitação dos encarnados, Miguel, o príncipe dos exércitos celestes, descia pessoalmente ao mundo dos daimons. Enquanto pousava, com sua luz irradiante, numa das mais altas montanhas daquela paisagem astral, os seis daimons, impotentes, eram elevados por uma força incompreensível por eles, pairando acima do local onde se reuniam.
      Logo em seguida, diante da força moral de Miguel, o número 1 sofreu mais uma grande derrota. A sua verdadeira identidade, guardada há milênios desde que chegou exilado na Terra, ficou estampada diante dos demais daimons. O maioral perdia, de uma vez por todas, o maior trunfo que possuía para dominar e enganar os demais dragões. A partir daquele momento ele não poderia mais agir escondido, ocultando a sua verdadeira identidade.
      A reação do Maioral foi de emitir, de forma mental, um enorme urro de ódio e revolta que foi captado por todos.
      Desta vez, Miguel, recebendo ordens expressas dos dirigentes espirituais da humanidade, descera naquela dimensão prisão para impor limites ainda mais severos às ações dos dragões. Desde que foram aprisionados ali pelo próprio Cristo, agora era tirada a capacidade deles de influenciarem tanto a vida dos encarnados na superfície terrena.   A Terra seria finalmente renovada e o bem, representando a política divina do amai-vos uns aos outros, seria estabelecido entre os seres humanos nos próximos milênios.
     Ângelo Inácio narra que da intensa luminosidade, quase insuportável à visão espiritual dos dragões, surgia uma forma vaporosa de contornos humanos; era Miguel em pessoa proclamando uma mensagem puramente mental:

(...) – Venho como representante do governo oculto do mundo, do próprio Cordeiro e do sistema de vida representado por ele. A partir de agora, estabelecerei aqui, nesta dimensão, meu quartel-general. Aqui permanecerei orando e vigiando pessoalmente os ditadores do abismo, os dragões, seus aliados e aqueles que representam os daimons junto aos renegados. Aqui será meu local de trabalho até que a Terra seja completamente renovada e que os pretensiosos daimons reconheçam publicamente a grandiosidade do reino de Deus e da sua justiça. Daqui somente sairei quando todos vocês forem desterrados para o novo lar, que, desde séculos, está preparado para recebê-los, abrigando-os entre as estrelas da imensidão. Então, eu mesmo irei conduzindo os dragões, e lá, junto às estrelas da imensidade, farei também a minha nova morada, sob as bênçãos do Altíssimo, para recebê-los em meus braços e conduzi-los, ao longo dos milênios, às propostas de renovação que serão prodigalizadas pelo pai amantíssimo aos seus filhos rebeldes.

- A partir de agora até a consumação deste milênio, estarão acorrentados ao abismo, e não mais influenciarão os destinos das nações do mundo. Que os nossos irmãos encarnados acertem ou errem por conta própria, mas jamais, a partir deste momento, serão manipulados pelos daimons, cuja ação será restrita somente a esta dimensão ínfera. Aqui ficarei e orarei e trabalharei, preparando a quem quiser e sentir-se inspirado, para a grande viagem do degredo cósmico. É chegada a hora do juízo!

- Este milênio será de suma importância, a fim de que revejam as ações que praticam, reavaliem a política que professam e reconheçam, para todo o sempre, que não se pode enganar a justiça divina. Pois tanto neste mundo dos infernos, nas regiões ínferas do globo, quanto na Terra, nos biomas abissais e nos altiplanos superiores da espiritualidade, todos absolutamente todos os seres hão de reconhecer que Jesus é o Senhor e o Cristo de Deus, para toda a eternidade. (...)

       Após o pronunciamento de Miguel, os daimons desceram à superfície e o número 1 teve que dar explicações aos demais do motivo de ele ter ocultado a sua verdadeira identidade durante longos milênios.
       Em seguida Miguel ergueu sua espada em direção a determinado recanto do submundo e para lá seguiram seus exércitos de emissários celestes. Era o local onde o daimon, durante milênios, mantinha aprisionados mais de 650 seres que formavam uma mente coletiva e eram escravizados por ele. Esses espíritos tinham perdido o corpo espiritual e se transformados em ovoides. Eles eram espíritos componentes do grupo de antigos dragões que foram deportados juntamente com o maioral número 1, e este mantinha o cativeiro deles em segredo dos demais do concílio.
      Ângelo Inácio descreve que após isso, pela primeira vez, em vez do demônio gritar, blasfemar, ele chorou...; e chorou muito..., de impotência diante das leis divinas. O choro foi de desespero por ele não dispor de meios para impedir que Miguel permanecesse naquela dimensão durante todo o próximo milênio. A atitude de Miguel orando e vigiando, como se fora um mentor do próprio número 1, com certeza influenciaria os milhares de seres que estiveram longo tempo sob o império do maioral dos infernos.
     Os seres libertos foram amparados pelos auxiliares do arcanjo e logo deveriam receber a derradeira mensagem enviada pelo governo oculto do mundo, informando-lhes quanto ao próximo degredo e o pouco tempo que lhes restavam.
     Desde aquela época, o próprio Miguel permanece nas regiões inferiores, na dimensão dos dragões, enquanto espíritos esclarecidos e superiores percorrem os umbrais fazendo o trabalho de limpeza junto com o fogo higienizador, o relocamento de espíritos, a reconstrução e a reurbanização nas dimensões astrais.
 V. Lau
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Para entender melhor o trabalho dos guardiões, em andamento, assista as entrevistas dos guardiões através da mediunidade de Robson Pinheiro:
- Guardião Anton: Assista aqui
- Exoconsciência Goúlan: Assista aqui
- Espírito Joseph Gleber: Assista aqui
- Espírito Veludo: Assista aqui
- Pai João de Aruanda: Assista aqui

Obs.: O Encontro Mundial dos Guardiões da Humanidade foi adiado para 31 de outubro a 2 de novembro de 2020, devido ao surto de epidemia do Coronavírus (Covid-19).

Bibliografia:
O Fim da Escuridão: reurbanização extrafísicas/ pelo espírito Ângelo Inácio; [psicografado por] Robson Pinheiro – Contagem, MG: Casa dos Espíritos Editora, 2012. – Série Crônicas da Terra, 1.  

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Pedro Leopoldo (MG), 9 de novembro de 1940.
Continuando...

A luta contra o mal

     (...) Tadeu guardou os esclarecimentos de Jesus, para retirar de sua substância o mais elevado proveito no futuro.
      No dia seguinte, desejando destacar, perante a comunidade dos seus seguidores, a necessidade de cada qual se atirar ao esforço silencioso pela sua própria edificação evangélica, o Mestre esclareceu com seus apólogos singelos, como se encontra dentro da narrativa de Lucas: “Quando o Espírito imundo sai do homem, anda por lugares áridos, procurando, e não o achando diz: - Voltarei para a casa donde saí; e, ao chegar, acha-a varrida e adornada. Depois, vai e leva consigo mais sete Espíritos piores do que ele, que ali entram e habitam; e o último estado daquele homem fica sendo pior do que o primeiro.”
      Então, todos os ouvintes das pregações do lago compreenderam que não bastava ensinar o caminho da Verdade e do bem aos Espíritos perturbados e malfazejos; que indispensável era edificasse cada um a fortaleza luminosa e sagrada do Reino de Deus, dentro de si mesmo.

Boa Nova – pelo Espírito Humberto de Campos; [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. – Brasília: FEB, 2013

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