sexta-feira, 9 de março de 2012

Evolução do Ser Espiritual

Estrela do Âmago - Fonte "Luz Emergente"
     Os Seres Espirituais podem evoluir na 1ª via de evolução, que é o Cosmo Espiritual, onde não há nenhum tipo de Substâncias agregadas em si, ou evoluir na 2ª via evolutiva, que é o Universo Astral, onde há as dimensões  com frequências vibratórias diferentes, e que os Seres Espirituais, usando o Livre Arbítrio, escolhem evoluir agregando em si sete veículos energéticos. O objetivo da evolução é expandir a sua consciência na compreensão da Suprema Consciência Una, Deus. 
Lau 
São Paulo (SP), 28 de setembro de1987
     Quando falamos Seres Espirituais, queremos nos referir não apenas aos Espíritos tanto encarnados como desencarnados no Reino Natural ou Universo Astral; também são Seres Espirituais aqueles que não desceram das infinitas regiões do Cosmo Espiritual ou Reino Virginal onde evoluem, como vimos, isentos de qualquer veículo composto de Substância Etérica.

     Tanto os Seres Espirituais PUROS, isto é, isentos de qualquer veículo, no Reino Virginal, como os Seres Espirituais que já estão com veículos de exteriorização de sua consciência, percepção, desejos, etc., através da Substância Etérica, são de uma natureza diferente, quer seja do Espaço Cósmico, quer seja da Substância Etérica ou da energia condensada a vários níveis. É também importante salientar que, ao contrário da matéria, os Seres Espirituais não se desintegram, não estão sujeitos aos processos associativos ou dissociativos tão comuns na matéria.

     Com isso, afirmamos que os Seres Espirituais são Eternos, Incriados e Indestrutíveis, sendo pois sua Natureza Vibratória distinta da Setessência da matéria, ou seja, os Espíritos não são nada daquilo que seja inerente à matéria, mormente em seus processos de transformação, tais como as transformações da matéria densa para as mais sutis, como por exemplo no fenômeno da morte física ou desencarne.

Seres Espirituais no Cosmo Espiritual
Os Seres Espirituais ou Espíritos, tal como cada um de nós, pois somos Seres Espirituais, são ETERNOS. Somos Eternos, pois a origem de nossa natureza Vibratória Espiritual Pura é do conhecimento único da Deidade, sendo, pois, Arcano Divino. Somos, pois, coeternos com a Divindade Suprema. Somos INCRIADOS, pois somos da mesma Natureza Vibratória da Divindade, sem sermos a própria Divindade, e muito menos centelha ou fagulha Dela. Somos, sim, Espíritos e a Divindade Suprema é o TODO-PODEROSO – o SUPREMO e IMACULADO ESPÍRITO. Somos Incriados, pois não fomos Criados.

      Há quem diga que nós, os seres Espirituais, fomos criados simples e ignorantes para, após períodos de elevação, na Lei de Causa e Efeito, alcançarmos a relativa perfectibilidade. Esta é uma assertiva que, embora respeitemos, não aceitamos em nossa Corrente Astral de Umbanda, pois se a aceitássemos estaríamos negando os atributos do Supremo Espírito – Deus. Como um Ser Supremo, infinitamente JUSTO, infinitamente BOM e SÁBIO, criaria de Si mesmo seres imperfeitos, tal qual cada um de nós?
     E mesmo que nos criasse distintos de sua Natureza Vibratória Divina, simples e ignorantes, como dizem alguns, onde estaria Sua Suprema Sabedoria?

Seres Espirituais no Universo Astral
Para que criar Seres Espirituais ignorantes que iriam desejar o Universo Astral, ou seja, a descida do Cosmo Espiritual ao Universo Astral, fazendo-se necessária, como foi, a manipulação da Substância Etérica caótica, transformando-a em Substância organizada, para dar formação ao universo Astral onde a energia tem domínio?
      Que Deus caprichoso é esse? Que Pai Sublime é esse, que gostaria de ver Seus Filhos passarem pelas mais difíceis situações, só para que eles aprendessem a dar valor à Sua Superioridade e Perfeição?

     Claro que nosso bom senso rechaça veemente essas afirmações. Assim, a Corrente Astral de Umbanda entende que os Seres Espirituais são incriados. Não foram criados por Deus, como se o Supremo Ser pudesse criar algo imperfeito. Embora todos sejamos sujeitos ao aperfeiçoamento, não foi Deus que nos criou imperfeitos, mas sim, ajustou Leis, para que essas nos regulassem e fizessem com que alcançássemos a perfectibilidade, ou através do       Cosmo Espiritual, ou do universo Astral.
     Esperamos, pois, ter deixado bem claro que nós, Seres Espirituais, não fomos criados pelo Pai Supremo, como também não somos originários da própria Natureza Divina.

      Se todos fôssemos de origem divina, por que não seríamos todos iguais? E mesmo que a Divindade nos tivesse criado simples e ignorante, por que não seríamos todos iguais? Ou será que houve privilégios?

Individualidade
     Como vêem, Filhos de Fé, se quisermos crer que Deus nos criou, chegaremos às raias do absurdo, como o acima citado, de que o Supremo Espírito “fez” seres privilegiados.
     Assim, a Corrente Astral de Umbanda, em seus Fundamentos, tem como ponto-chave que todos os Seres Espirituais são Individualidades, e que como Individualidades têm suas Vibrações Individualizadas próprias, de maneira que a tônica espiritual que lhes seja própria possa se revelar, isso tanto no Cosmo Espiritual como no Universo Astral, obedecendo aos ditames do Livre-arbítrio, prerrogativa do Pai Supremo estendida a todos os Seres Espirituais, para que cada um se revele e evolua segundo sua própria vontade
Atributos do Ser Espiritual
     As Afinidades Virginais, tais como percepção, inteligência, desejos, vontades, são pois inerentes a cada Ser Espiritual, sendo que cada um, segundo essas mesmas Afinidades Virginais, se expressa desta ou daquela forma.
     Muitos, nessa hora, já devem estar com uma pergunta de há muito na cabeça:
- Como, se não somos criados por Deus, a Entidade que escreve o livro O chama de DEUS-PAI?
     Muito inteligente sua pergunta, Filho de Fé estudioso. Atente pois para a resposta!

      Cremos na PATERNIDADE MORAL da Divindade, pois temo-Lo como o Supremo Espírito, Inacessível, mas INFINITAMENTE MISERICORDIOSO E SÁBIO.
     Assim, aceitamos a Paternidade Suprema de Deus, no aspecto de ter Ele permitido, através de Sua Onisciência e Onipotência, meios para que evoluíssemos, criando Leis Regulativas para que nos educássemos espiritualmente.
OS PLANOS DE EVOLUÇÃO DO SER ESPIRITUAL
  (...) Interessante notar que, desde o Instante-Eternidade em que conscientemente tivemos Consciência e Inteligência, tivemos também a percepção do “Si mesmo”, consubstanciada no “EU SOU”. Sempre soubemos, no Cosmo Espiritual, o que era o “EU”, como algo intrínseco a nós, em suma, nós mesmos em Natureza Vibratória Espiritual. Diferenciávamos muito bem o que era similar à nossa Natureza, ou seja, os outros Seres Espirituais, mas também sabíamos que eles não eram “EU”. Com essas afirmativas do que é “EU” em relação ao “NÃO EU” surgiu a percepção consciente da Individualidade.

    Também distinguíamos o meio em que “habitávamos” como o “NÃO EU”, e também distinguíamos que sua Natureza Vibratória era diferente da nossa. 
     Claro está que o Cosmo Espiritual, essa Realidade onde “habitávamos”, era e é o Espaço Cósmico, o Vazio-Neutro.
     Como Seres Espirituais, diferenciávamos a nossa Individualidade, essa que também, em sentido mais genérico, pertencia a uma das “duas qualidades inerentes” à nossa Pura Vibratória Espiritual.

     Essas duas “qualidades inerentes” à nossa Vibratória faziam com que todos os Seres Espirituais se agrupassem em duas faixas de PURA VIBRATÓRIA ESPIRITUAL, diferentes entre si. Sabíamos então que a nossa Realidade Espiritual se particularizava em dois pólos. Chamamos esses pólos de “Afinidades Virginais Positivas” e “Afinidades virginais Negativas”. Assim, de forma bem inteligível, demos nomes a essas duas “qualidades inerentes” a todos os Seres Espirituais.

     Essas “Afinidades Virginais”, tanto Positivas como Negativas, faziam com que os seres Espirituais percebessem que suas propriedades individuais vibravam em sintonia com os de sua polaridade afim, na forma de percepção, desejos, inteligência, etc.  Para que fique bem claro, aquilo que denominamos como POSITIVO e NEGATIVO, também poderíamos chamar de ATIVO e PASSIVO. Reforçando nossos conceitos, reafirmamos que os Seres Espirituais são de um Princípio Dualista em suas Vibrações.

NECESSIDADE DE EVOLUIR
Assim, os Seres Espirituais também perceberam que se agrupavam em Pares Vibratórios, e que, se desejassem exteriorizar de forma concreta suas Afinidades Virginais, fariam-no através do Universo Astral, ou seja, um dos lados da “Casa do Pai”, onde a matéria ou energia-massa já havia interpenetrado, e, é claro, tudo ficando à mercê de suas propriedades e qualidades. O Ser Espiritual, portanto, de forma concreta, impregnaria na matéria suas Afinidades Virginais, surgindo assim a consciência do “ETERNO MASCULINO” ou do “ETERNO FEMININO”.

     Que fique bem claro ao Filho de Fé que, somente quando o Ser Espiritual, fazendo uso de seu livre-arbítrio, desceu do Cosmo Espiritual ou Reino Virginal, ao Universo Astral ou Reino Natural, identificou conscientemente aquilo que denominamos de Eterno Masculino ou Eterno Feminino, surgindo assim a diferenciação dos Seres Espirituais, naquilo que a posteriori veio ser denominado SEXO.

     Quando afirmamos “eterno masculino” ou “eterno feminino”, queremos dizer que os Seres Espirituais que, por exemplo, são da linha do eterno masculino, sempre (exceto casos anormalíssimos, que deixaremos para abordar detalhadamente em outro livro) foram e serão MASCULINOS, não importando se encarnarem e reencarnarem centenas de vezes, o mesmo acontecendo com os seres do eterno feminino.

A QUEDA DO COSMO ESPIRITUAL
 Este universo Astral, como vimos, é uma 2ª Via Evolutiva do Ser Espiritual, mas como veremos, o mesmo Ser Espiritual pode evoluir na 1ª Via, ou a do Cosmo Espiritual.
     Assim, fica óbvio que no Cosmo Espiritual ou Reino Virginal os Seres Espirituais também podiam evoluir, naquilo que chamamos de Karma Causal. Dentro desse Karma Causal, os Seres Espirituais, segundo suas próprias Afinidades Virginais, se posicionam em determinados graus hierárquicos. Muitos desses Seres Espirituais sentiram que, para avançar nesse sistema evolutivo (o do Reino Virginal), necessitariam “melhor se conhecerem” ou se “auto-experimentarem”. Nesse determinado instante da Eternidade Espiritual desse Ser, sentia ele a necessidade de ser envolvido em “veículos” de sua Consciência, que consubstanciariam suas vontades.

AFINIDADES VIRGINAIS
 Tinha necessidade de experimentar a si mesmo e ao seu “par kármico causal” ou par vibratório espiritual (é o Par Espiritual, ativo e passivo, que se completa. São Seres de polaridades diferentes que se tornam unos. É também denominado ou vagamente conhecido como almas gêmeas). Sentiriam suas Afinidades Virginais agregar sobre si a matéria, com suas qualidades e propriedades e, através dela, definiriam certos Enigmas-chave de sua Natureza Vibratória espiritual que obstavam a evolução na 1ª Via (Reino Virginal ou Cosmo Espiritual).

O ENIGMA CAUSAL
  Esse “Enigma Virginal” era a necessidade de completar-se, de envolver sua Individualidade, ativa ou passiva, na de seu oposto e sentir-se pleno. Essa necessidade de romper esse “Enigma Virginal” não é inerente a todos os Seres Espirituais, pois muitos daqueles que não o romperam descendo, por suas próprias qualidades individuais “quase perfeitas”, subiram ainda mais, rompendo-o por cima, se é que assim posso me expressar. No instante-luz da Eternidade em que romperam por cima, ficaram conhecendo e sendo Senhores desse “Enigma” por baixo. Conhecer e ter domínio do Universo Astral, eis a conseqüência de ter vencido o “Enigma” por cima. Não necessitaram experimentar objetivamente, mas conhecem-no e, como “Divinos Guardiães”, abrem ou fecham os portais aos Seres Espirituais que desejam e necessitam romper o “Enigma Virginal” pela 2ª Via, a do Universo Astral.

     Á primeira impressão, poderá parecer que o livre-arbítrio ou vontade de cada Ser foi cerceada, pois citei “portais” que se abrem e se fecham. Em todos os planos da “Casa do Pai Supremo” há Leis Regulativas, que obedecem a “momentos-instantes” mais favoráveis, e em obediência a essa lei é que todos os Seres Espirituais que desejarem descer, desceram, mas como afirmei, no “momento-instante” exato.

     Esses “Seres Espirituais Superiores”, também por meio de sua “quase infinita capacidade operante”, informam, através de formas-mensagens de Pura Vibração Espiritual de Espírito para Espírito, a esses Seres que quiserem romper o “Enigma Virginal” por baixo, que, se tiverem para consigo e seu oposto o “Equilíbrio Virginal” necessário, alcançarão em um determinado “Instante-Eternidade” a evolução pelo próprio hábitat, que é o Cosmo Espiritual.

     Dependendo do Ser Espiritual e seu oposto, ou melhor, do “Par Vibratório”, “aguardam” eles até o Instante-Luz bendito em que, rompendo o “Enigma Virginal” ou Causal, conseguem “equilibrar” suas Afinidades Virginais que estavam desajustadas e evoluem nessa 1ª Via de evolução ou ascensão pelo Karma Causal do Cosmo Espiritual.
O DESEQUILÍBRIO DO PAR ESPIRITUAL
     Em verdade, o que mais acontece é que há um desequilíbrio importante em todo o Par Vibratório Espiritual. Suas Puras Vibrações Espirituais, no sentido de serem unicamente de Realidade Espiritual, começam a ser abaladas, fazendo com que os Seres Espirituais percam a noção de sua própria individualidade. Nessa e só nessa condição é que o Ser Espiritual recebe “passe livre” para a descida ao Reino Natural, onde tem domínio a Substância Etérica ou energia-massa, através de um processo extremamente vertiginoso e inexprimível em linguagem humana.

      (...) Quando citamos o Par Vibratório, é claro que nos referimos a Seres de polaridades opostas e situadas em mesmo nível evolutivo, desde o Instante-Eternidade, por nós desconhecido, onde os quais, por Afinidades Virginais, se reúnem para a jornada evolutiva da perfectibilidade.

     Quando falamos do desequilíbrio do Par Vibratório Espiritual, estamos nos referindo ao desejo ardente de um dos Seres Espirituais componentes do Par expressar-se no mundo da energia-massa. Só o desejo de um dos componentes do Par desequilibra o sistema, fazendo com que haja, no componente que desejou, uma espécie de perda da Individualidade. Nessa altura, só a descida ao Reino Natural é o remédio. Perguntará o Filho de Fé: - e o outro componente do Par, como fica? Respondemos: - Embora pertença ao “Par Vibratório”, estando sujeito aos Choques Virginais do mesmo, continua com sua Individualidade. Assim, pode acontecer de ter sentido as mesmas necessidades, mas conseguido sobrepujá-las, continuando temporariamente sua evolução no Cosmo Espiritual. Temporariamente, pois, num determinado instante, não conseguirá mais evoluir, pois sentirá a necessidade de complementação, que só é conseguida com seu PAR. Nessa condição, mas já em condições muito superiores que a de seu “Par Vibratório”, desce às regiões do Universo Astral para, ao longo dos milênios, “procurar” seu par, através da “queima” do Karma Constituído, logicamente já no universo Astral. Após essa “queima”, retornam ao Reino Virginal, no ponto ou plano em que estavam quando desceram, seguindo doravante o Karma Causal.

UNIVERSO ASTRAL
          Imaginemos que o “Par Vibratório” consiga, como falamos em linhas anteriores, romper o “Enigma Virginal ou Causa” por cima, se gabaritando a ser “SENHOR e GUARDIÃO” dos portais que limitam as duas “regiões” isto é, a do Reino Virginal e a do Reino Natural. Num determinado momento-instante, um dos elementos do Par sente-se profundamente desajustado, e, num ato de insubmissão e revolta, desce do Cosmo Espiritual ao Reino Natural. Esse “Plano Virginal Superior” em que vibrava foi alterado, gerando em outros pares o desequilíbrio, que se consubstanciou na insubmissão e revolta. É esse Instante-Eternidade primeiro que as Filosofias Religiosas chamam de “Queda dos Anjos”, que gerou os conceitos do Bem e do Mal. Em verdade, aos primeiros Seres que desceram através da revolta e insubmissão, achando-se melhores e ludibriando através do orgulho as Leis Virginais, é que foi dado o comando das Zonas Condenadas de todas as regiões do Reino Natural, ou seja, das galáxias, daí aos sistemas solares e desses aos planetas.

      Entendemos que a revolta, a insubmissão às Leis Divinas, fez desses Seres Espirituais verdadeiros opositores da Divindade e Sua Corte Suprema. Mas a Suprema Misericórdia permite que o próprio Mal sane-se através de si próprio, estendendo-lhe domínios e reinos provisórios, onde as Almas insubmissas aprenderão de per si, após liberarem-se do orgulho, da vaidade e da insubmissão, que só o Bem é ETERNO, que só a COROA DIVINA é a SENHORA DE TUDO E DE TODOS.
A Proto-Síntese Cósmica – Espírito ORISHIVARA – médium Yamunisiddha Arhapiagha F. Rivas Neto– Cap. III


Nesse romance psicografado por Francisco Candido Xavier, ditado por Emmanuel, o espírito Alcione que, pelos méritos conquistados na sua trajetória evolutiva, habita uma esfera no sistema de Sírius, desce a uma região no plano espiritual da Terra. Nessa região encontra o espírito de Pólux e se compromete em auxiliá-lo na sua nova encarnação. Observe no trecho do diálogo abaixo a demonstração de serem eles almas gêmeas dentro do processo evolutivo.
Não seria, neste exemplo, a comprovação do Par Vibratório Espiritual? (Lau)

Escrito em 11 de janeiro de 1942
RENÚNCIA – História Real. Século de Luís XIV. Em França, Espanha, Irlanda e Américas. Heroísmo e Martírio de Alcíone.
Romance ditado pelo Espírito EMMANUEL, psicografado por Francisco Cândido Xavier. Pag. 18 cap. I
ALCÍONE
(...)- Jesus abençoará nossas esperanças – exclamou afetuosa. – Nós que saímos juntos do mesmo sopro de vida, chegaremos juntos aos braços amoráveis do Eterno.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Espaço Cósmico


Universo Astral
Somos um ser espiritual, utilizando veículos de manifestações tais como: corpo mental, corpo astral e o corpo físico, mais denso; e, devido às limitações de percepções do cérebro físico, não podemos perceber, em nós mesmos, o campo áurico que é a expressão destes corpos. A nossa aura reflete as vibrações de toda a soma de nossas vidas passadas e da atual, mostrando o conteúdo vibratório específico com cores, brilho e peso. Isto significa que nossa vibração particular, neste momento, está sintonizada com determinada região vibratória das dimensões do universo astral. Durante o momento do sono  desprendemo-nos do corpo físico, ficando ligados somente pelo cordão de prata, e deslocamo-nos, vibratoriamente, para as regiões correspondentes às nossas vibrações. Durante a experiência física e extrafísica, de acordo com o desequilíbrio do nosso campo mental, podemo-nos sintonizarmos com regiões mais densas. Durante a oportunidade da experimentação da vida física, na terceira dimensão, devemos procurar desenvolver um equilíbrio contínuo do nosso campo mental, emocional e manifestarmos ações harmoniosas. Para isso, o roteiro a ser seguido é vivenciar as práticas recomendas por Jesus, no seu evangelho; buscar o equilíbrio recomendado por Budha; e, manifestar o “Eu Superior” sobre o “Eu Inferior”, recomendada por Krishna. Quando chegar o momento de deixarmos, de forma definitiva, o nosso atual veículo físico, nós, com o corpo astral, habitaremos as esferas vibratórias correspondentes ao grau vibratório que possuímos. O objetivo evolutivo é, através da experimentação, depurarmos, cada vez mais, o nosso veículo astral. Por isso, os seres, que já alcançaram regiões vibratórias elevadas, trabalham para ajudar os seres que estão na retaguarda. É a manifestação do Amor de Deus, que deseja o bem de todos.
Lau
 
Uberaba (MG), 15 de janeiro de 1958
André Luiz

PLASMA DIVINO - O fluido cósmico é o plasma divino, hausto do Criador ou força nervosa do Todo-Sábio.

Nesse elemento primordial, vibram e vivem constelações e sóis, mundos e seres, como peixes no oceano.

CO-CRIAÇÃO EM PLANO MAIOR – Nessa substância original, ao influxo do próprio Senhor supremo, operam as Inteligências Divinas a Ele agregadas, em processo de comunhão indescritível, os grandes Devas da teologia hindu ou os Arcanjos da interpretação de variados templos religiosos, extraindo desse hálito espiritual os celeiros da energia com que constroem os sistemas da Imensidade, em serviço de Co-Criação em plano maior, de conformidade com os desígnios do Todo-Misericordioso, que faz deles agentes orientadores da Criação Excelsa.

Essas Inteligências Gloriosas tomam o plasma divino e convertem-no em habitações cósmicas, de múltiplas expressões, radiantes ou obscuras, gaseificadas ou sólidas, obedecendo a leis predeterminadas, quais moradias que perduram por milênios e milênios, mas que se desgastam e se transformam, por fim, de vez que o Espírito Criado pode formar ou co-criar, mas só Deus é o Criador de Toda a Eternidade.

CO-CRIAÇÃO EM PLANO MENOR – Em análogo alicerce, as Inteligências humanas que ombreiam conosco utilizam o mesmo fluido, em permanente circulação no Universo, para a Co-Criação em plano menor, assimilando os corpúsculos da matéria com a energia espiritual que lhes é própria, formando assim o veículo fisiopsicossomático em que se exprimem ou cunhando as civilizações que abrangem no mundo a Humanidade Encarnada e a Humanidade Desencarnada. Dentro das mesmas bases, plasmam também os lugares entenebrecidos pela purgação infernal, gerados pelas mentes desequilibradas ou criminosas nos círculos inferiores e abismais, e que valem por aglutinações de duração breve, no microcosmo em que estagiam, sob o mesmo princípio de comando mental com que as Inteligências Maiores modelam as edificações macrocósmicas, que desafiam a passagem dos milênios.
     Cabe-nos assinalar, desse modo, que, na essência, toda a matéria é energia tornada visível e que toda a energia, originariamente, é força divina de que nos apropriamos para interpor os nossos propósitos aos propósitos da Criação, cujas leis nos conservam e prestigiam o bem praticado, constrangendo-nos a transformar o mal de nossa autoria no bem que devemos realizar, porque o Bem de Todos é o seu Eterno princípio.
     Compete-nos pois, anotar que o fluido cósmico ou plasma divino é a força em que todos vivemos, nos ângulos variados da Natureza, motivo pelo qual já se afirmou, e com toda a razão, que “em Deus nos movemos e existimos” (Paulo de Tarso, em Atos, 17:28).
Evolução em dois Mundos – André Luiz (Espírito) – Francisco Candido Xavier e Waldo Vieira

São Paulo, 28 de setembro de1987
  COSMO ESPIRITUAL
     (...) É o que já definimos como as infinitas regiões do espaço cósmico onde jamais houve, por menor que fosse, interpenetração da matéria ou energia. Nesse campo espiritual ou reino virginal, o Espírito pode evoluir segundo um karma causal. É obvio que, nesse lado da “Casa do Pai”, os Seres Espirituais estão isentos de “veículos” ou Corpos. Não têm a mínima agregação sobre Si de elementos da matéria ou antimatéria.
   
 UNIVERSO ASTRAL    
     (...) É o que também já definimos como uma região do espaço cósmico que já foi interpenetrada pela substância etérica ou matéria-energia.
     Nesse Universo Astral é que há os milhões de galáxias, com seus sistemas solares, e esses com planetas, satélites, etc.
    É nesse Universo Astral que o Espírito pode evoluir segundo um karma constituído.
    Nesse lado da “Casa do Pai” é que o Ser Espiritual constitui seus 7 Corpos ou Veículos de Expressão de sua consciência, percepção, inteligência, sentimentos, etc., através dos Arquitetos Siderais. Esses 7 Corpos ou “veículos” do Espirito-Consciência são de Energia-Massa em vários níveis, obedecendo a Setessência da Matéria.

     (...) Cada círculo ou esfera corresponderá a um plano onde se agitam várias Consciências – gloriosas e vitoriosas, ou culpadas e derrotadas. Se por um lado a glória do Bem e da Vitória traz a humildade, a pureza e a sabedoria, a culpa ou remorso dos encarcerados no Mal os encaminha para a própria falência ou derrota, embora jamais queiram admiti-las, pois para essas Consciências das Trevas eles são os certos, e errados são os outros.
      (...) dissemos que são concêntricos, mas na realidade podem até coexistir numa determinada região. Eles se entrelaçam, as diferenças e fronteiras são apenas vibratórias. São e estão em freqüências dimensionais diferentes, mas, para fácil assimilação, entenderemos como regiões.






ASTRAL SUPERIOR
7ª CAMADA
ZONAS LUMINOSAS
Seres iluminados, isentos das reencarnações. Cumprem missão no planeta – estão se libertando deste planeta, muitos já estagiam em outros.
6ª CAMADA
5ª CAMADA

4ª CAMADA
ZONA DE TRANSIÇÃO
Espíritos elevados, que colaboram com a evolução de seus irmãos menores. Há também verdadeiros mundos de regeneração e transição.
3ª CAMADA
ZONAS FRACAMENTE ILUMINADAS
A maior parte dos homens que desencarnam no planeta. Estão em reparação e aprendizagem para novas encarnações.
2ª CAMADA
1ª CAMADA
SUPERFÍCIE

Homens encarnados



ASTRAL INFERIOR
7ª CAMADA
ZONA SUBCROSTRAL SUPERIOR
Zona das Sombras
Zona “purgatorial” e de trabalhos regeneradores.
6ª CAMADA
5ª CAMADA

4ª CAMADA
ZONA DE TRANSIÇÃO
Entre Sombras e Trevas
Zona dos seres revoltados e dementados
3ª CAMADA
ZONA SUBCROSTRAL INFERIOR
Zonas das Trevas
Zona dos seres insubmissos e renitentes ostensivos à Lei Divina.
2ª CAMADA
1ª CAMADA
          (camada = regiões vibratórias)
    Essa divisão das zonas ou camadas, fizemo-la para que houvesse um relacionamento entre as camadas da esfera física com as da esfera hiper-física. Todos esses planos, com suas camadas, são de uma densidade peculiar da matéria. Partindo da superfície terrestre, em que a matéria se agrega em sólidos, gasosos e etéricos, subindo para planos superiores, teremos a matéria mais rarefeita em densidade, surgindo assim a matéria astral e a matéria mental. Interessante que, em todos os planos ou zonas, possuímos as duas matérias, ou seja, astral e mental. Somente no plano físico denso é que possuímos as três, ou seja, física, astral e mental. È claro que essa matéria se subdivide em sete, diminuindo sua densidade e aumentando sua freqüência quando passamos da matéria física para a astral e dessa para a mental.
    Essas três qualidades de matéria-energia é que basicamente formam ou interpenetram respectivamente o plano físico, o plano astral e o plano mental.
A Proto-Síntese Cósmica – Espírito ORISHIVARA – médium Yamunisiddha Arhapiagha F. Rivas Neto– Cap. V

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Hierarquia Divina

Galáxia NGC 628- Imagem: NASA, ESA, (STScI/AURA)
Dentro da realidade que percebemos, a que mais nos impressiona, dos cinco sentidos, é a visão, depois a audição.  O nosso foco de atenção está voltado sempre para o efeito, e não para as causas das coisas. Um exemplo claro disso é quando usamos um celular moderno; quando estamos falando com alguém que está muito distante,  o foco de nossa atenção é no teor da conversa, não nos preocupamos de que forma a conversa chega até nós. Com a televisão e computadores, também, é a mesma coisa; não nos preocupa de que forma a imagem chega até nós. Se pararmos para raciocinar um pouco, sobre a causa dos fenomenos, vamos perceber que estamos mergulhados num espaço onde circula, simultaneamente, diversas ondas eletromagnéticas, com comprimentos de ondas e frequencias diferentes entre si, e que não se misturam. Além das frequencias da luz visível e do som que percebemos, há as frequencias de rádio, microondas, infravermelho, ultravioleta, e outras,  que são captadas por aparelhos específicos, tais como o rádio, televisão, celular, computador, etc. Após esse simples raciocínio, já não podemos afirmar  que acreditamos só no que vemos e ouvimos. Porque a realidade que percebemos através dos sentidos comuns e da instrumentação cientifica é o mundo que conhecemos como sendo da terceira dimensão, onde há a altura, largura e o tempo. Na Atualidade, sabemos que há outras realidades, que ainda não podemos perceber através dos sentidos comuns, e nem pela instrumentação cientifica, pois elas vibram em outras frequencias ainda não descobertas. Mas, estas outras realidades podem ser pecebidas pela razão, fazendo-se uma reflexão sobre as revelações que a espiritualidade maior nos transmitem, através do fenômeno mediúnico. Com a fé raciocinada, unida ao conhecimento científico, podemos ampliar o nosso conceito sobre Deus, nós e o universo.
Lau
 
Pedro Leopoldo (MG), 17 de agosto de 1938.

Emmanuel
Rezam as tradições do mundo espiritual que na direção de todos os fenômenos, do nosso sistema, existe uma Comunidade de Espíritos Puros e Eleitos pelo Senhor Supremo do Universo, em cujas mãos se conservam as rédeas diretoras da vida de todas as coletividades planetárias.
     Essa Comunidade de seres angélicos e perfeitos, da qual é Jesus um dos membros divinos ao que nos foi dado saber, apenas já se reuniu, nas proximidades da Terra, para a solução de problemas decisivos da organização e da direção do nosso planeta, por duas vezes no curso dos milênios conhecidos.
     A primeira, verificou-se quando o orbe terrestre se desprendia da nebulosa solar, a fim de que se lançassem, no Tempo e no Espaço, as balizas do nosso sistema cosmogônico e os pródromos da vida na matéria em ignição, do planeta, e a segunda, quando se decidia a vinda do Senhor à face da Terra, trazendo à família humana a lição imortal do seu Evangelho de amor e redenção.
 (A Caminho da Luz – Emmanuel – Francisco Cândido Xavier Cap.I – A Comunidade dos Espíritos Puros)

Curitiba (PR), 15 de dezembro de 1964.

Ramatís
JESUS DE NAZARÉ E O CRISTO PLANETÁRIO
     (...) PERGUNTA:- Conforme deduzimos de vossas palavras, então Jesus é uma entidade e o Cristo outra? Porventura tal concepção não traz mais confusão entre os católicos, protestantes e espíritas, já convictos de que Jesus e o Cristo são a mesma pessoa?
     RAMATÍS:- Em nossas singelas atividades espirituais, nós transmitimos mensagens baseadas em instruções recebidas dos altos mentores do orbe. Portanto, já é tempo de vos afirmar que o Cristo Planetário é uma entidade arcangélica, enquanto Jesus de Nazaré, espírito sublime e angélico, foi o seu médium mais perfeito na Terra! O excessivo apego aos ídolos e às fórmulas religiosas do vosso mundo terminam por cristalizar a crença humana, sob a algema dos dogmas impermeáveis a raciocínios novos e para não chocar o sentimentalismo da tradição. As criaturas estratificam no subconsciente uma crença religiosa, simpática, cômoda ou tradicional, e, obviamente, terão de sofrer quando, sob o imperativo do progresso espiritual, têm de substituir sua devoção primitiva e saudosista por outras revelações mais avançadas sobre a Divindade. Os religiosos de tradição, herdeiros e repetidores da crença dos seus avoengos e preferida pela família, habituados a “adorar” e jamais “pensar”, sentem-se amargurados quando têm de abandonar as imagens preferidas de sua devoção, e substituí-las por outras mais estranhas!
     Assim, correspondendo à assimilação progressiva humana, Deus primeiramente foi devocionado pelos homens primitivos através dos fenômenos principais da Natureza, como o trovão, a chuva, o vento, o mar e o Sol! Em seguida, evoluíram para a figura dos múltiplos deusinhos do culto pagão. Mais tarde, as pequenas divindades fundiram-se, convergindo para a idéia unitária de Deus. Na Índia honrava-se Brahma, e Osíris, no Egito; e Júpiter na Olímpia; enquanto os Druídas, no seu culto à Natureza, cultuavam também uma só unidade! Moisés expressa em Jeová a unidade de Deus, embora ainda o fizesse bastante humanizado e temperamental, pois todos os sentimentos e emoções dos hebreus, no culto religioso, fundiam-se com as próprias atividades do mundo profano! Com o aparecimento de Jesus, a mesma idéia unitária de Deus evoluiu então para um Pai transbordante de Amor e Sabedoria, que pontificava acima das quizílias humanas, embora os homens ainda o considerassem um doador de “graças” para os seus simpatizantes e um juiz inexorável para os seus contrários. (...)
     Livro: “O Sublime Peregrino” - Ramatís (Espírito), psicografado por Hercílio Maes.
     PERGUNTA:- Em face dessa distinção de Jesus ser o intermediário do Cristo Planetário da Terra, gostaríamos que nos désseis maiores esclarecimentos sobre o assunto.
     RAMATÍS:- Jesus, como dissemos, não é o Cristo, mas a consciência angélica mais capacitada para recepcionar e cumprir a sua vontade em cada plano descendente do reino angélico até a Terra. Em sua missão sublime, Jesus foi a “janela viva” aberta para o mundo material, recebendo do Cristo as sugestões e inspirações elevadas para atender à salvação das almas, em educação na crosta terráquea. No entanto, Jesus também ascenciona ininterruptamente pela expansão ilimitada de sua Consciência e libertação definitiva das formas dos mundos planetários transitórios. É provável, portanto, que no próximo “Manvantara” ou “Grande Plano” ele também já se gradue na escala arcangélica; e então participará diretamente da criação dos mundos sob a inspiração do Arcanjo, do Logos ou do Cristo do vosso sistema solar.(...)
     (...) Em consequência, o divino Logos ou Cristo já atuou através de Moisés, Crisna, Isaías, Zaratrusta, Zoroastro, Buda, Maomé, Confúcio, Fo-Hi, Anfión, Numu e muitos outros instrumentos humanos. Mas Jesus foi o mais fiel intérprete do Cristo planetário, na Terra; ao completar 30 anos de idade física, quando lhe baixa sobre a cabeça a pomba simbólica do Espírito Santo, durante o batismo efetuado por João Batista, Jesus passou a viver, minuto a minuto, as fases messiânicas do plano espiritual, traçado pelo seu elevado mentor, o Cristo ou Arcanjo do orbe.
Livro: “O Sublime Peregrino” - Ramatís (Espírito), psicografado por Hercílio Maes.
São Paulo (SP), 28 de setembro de 1987.
     (...) Mas de volta onde nos posicionamos hoje, no Universo Astral, enquanto aqui estivermos teremos a supervisão da Hierarquia Galáctica – ou Divindade Galáctica -, a qual está em Sintonia Espiritual Pura com a Consciência do Supremo Espírito, através da Coroa Divina. Essa Divindade Galáctica ou Colegiado Galáctico estende Suas poderosas vibrações a outros Seres Espirituais de Altíssima relevância, os quais dão formação à Hierarquia Constituída Galáctica.(...)
    
    (...) Essa dita Hierarquia Constituída Galáctica, por sua vez, supervisiona as Hierarquias solares ou dos sistemas planetários como um TODO.
     No sistema solar, tomado isoladamente, temos a DIVINDADE SOLAR ou o Verbo Divino, o qual promove Hierarquias afins nos sistemas solares de uma galáxia.
     Dentro do sistema solar, temos os planetas, nos quais encontraremos o “DEUS PLANETÁRIO”, o qual já promove a Hierarquia Planetária Superior e Inferior. A Hierarquia Planetária Superior é composta de todos os Seres Espirituais ligados diretamente, em vibrações, com a DIVINDADE PLANETÁRIA. São Seres Espirituais distintos da coletividade planetária. São esses Seres Espirituais que “mediunizaram” no espaço-tempo, os Grandes Condutores de Raça, os Profetas ou Grandes Iniciados. Raros deles já desceram até a crosta planetária. São Seres Espirituais de outros planetas mais elevados que, por Amor e Misericórdia, se dignaram a vir ajudar seus irmãos, menos evoluídos, que se demoram no turbilhão do erro e da consciência culpada. Enfim, são grandes Seres Espirituais, que entendem que grande é a FAMÍLIA CÓSMICA UNIVERSAL.

     A Hierarquia Planetária Inferior é formada por Seres Espirituais que se encontram em planos superiores do planeta, mas fizeram parte desta coletividade planetária. É o que podemos chamar de Confraria dos Espíritos Ancestrais, os quais foram grandes Tubaguaçus, como se expressa no NHEENGATU, os Grandes Condutores de Raça em todas as épocas ou eras do planeta.
    
     (...) Outrossim, nossos Filhos de Fé devem ter percebido que, desde a Hierarquia do Cosmo Espiritual até a Planetária, já no Universo Astral, todas essas Hierarquias, através de seus Dirigentes Maiores, se encontram em sintonia vibratória com a Hierarquia imediatamente superior, até alcançarem a Hierarquia Divina. É o que entendemos por Consciência Una, isto é, as várias Potências Espirituais que em seus planos afins vibram em sintonia com o Divino Espírito.

     Ao citarmos HIERARQUIA PLANETÁRIA, entraremos aqui diretamente nos conceitos relativos ao nosso planeta Terra.
    Essa Hierarquia Planetária, relativa ao nosso planeta, 3º de nosso sistema solar, que caminha no espaço entre as órbitas de Vênus e Marte, tem também promovido de há muito sua função em conjunto com a Divindade Planetária.
    A Divindade Máxima de nosso planeta é o CRISTO JESUS, o OXALÁ de nossa Umbanda. De fato, ele é, por misericórdia, o Tutor, o responsável Kármico pelo nosso planeta, quer seja da 1ª à 7ª esfera do Astral Superior como da 1ª à 7ª esfera do Astral Inferior, dirigindo-se às regiões subcrostais. O CRISTO JESUS é o “SENHOR DO PLANETA TERRA”, promovendo HIERARQUIAS, SUB-HIERARQUIAS, COMANDOS, SUBCOMANDOS, etc.

     Lembrando o que já explicamos em relação à Hierarquia Planetária, queremos ressaltar que a Hierarquia Planetária Superior do Planeta Terra é o que chamamos de “Hierarquia Crística”, a qual é responsável, em nível muitíssimo elevado, pela supervisão do planeta.
     (...) Após nossa exposição, queremos deixar patenteado que de forma alguma o pensamento interno da Corrente Astral de Umbanda é politeísta, ou seja, fragmenta a Divindade em Divindades menores. Somos totalmente monoteístas, mas no sentido que aqui empregamos, no sentido de Suprema Consciência Una. Já nos fica difícil entender as Hierarquias relativas ao nosso planeta, que diremos então das Hierarquias de outros planetas em nosso próprio sistema solar, ou mesmo de outro sistema solar, e daí até as várias galáxias? Começa a ficar impossível para nosso mental tornar inteligível ou acessível. (...)
Livro “A Proto-Síntese Cósmica” – Espírito ORISHIVARA – médium Yamunisiddha Arhapiagha F. Rivas Neto