quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Inspiração Musical

     Uma das alegrias da vida é a música; ela nos encanta pela harmonia dos sons emitidos pelos instrumentos musicais e, dependendo de sua melodia, faz com que fiquemos introspectivos, buscando nosso “eu superior”, e conectando-nos a algo maior além da vida perceptiva. É como se possuíssemos “antenas espirituais” sendo ativadas em busca de uma frequência maior.
     Estamos refletindo sobre músicas de qualidade, quando há a preocupação do artista em compor a letra da música com poesia e lirismo, expressando, de forma bela, as emoções de alguns momentos da vida.
      Mas nem tudo são flores; há os espinhos das canções de baixa qualidade quando, motivados pelo lucro imediato, artistas compõem letras perniciosas contendo expressões de sensualidade vulgar, apologia ao uso de drogas, álcool, erotismo, e outras vulgaridades. Também, Eles usam a música para exporem suas revoltas interiores contra a vida e a sociedade.  Ainda bem que essas músicas são “descartáveis” e são esquecidas pela ação do tempo. Elas fazem “sucesso” porque acompanham a onda do momento; “onda” essa produzida pela propaganda, e buscam satisfazerem pessoas que não se preocupam em buscarem a arte superior. Já, as boas músicas são passadas de geração em geração tornando a vida mais bela e gratificante.
     A preocupação do artista deveria ser não com o sucesso e o lucro, e sim com a qualidade da música. Ele teria que ter a consciência de que a sua criação produz efeitos nas pessoas e no ambiente. Também, deveria ter consciência de que, dependendo de suas intenções na busca de inspiração, vai se sintonizar com regiões sublimes ou inferiores.
V. Lau

                                              Andrea Bocelli e Katherine Jenkins - I Believe (Eu Acredito)
I Believe

One day I´ll hear
The laugh of children
In a world where war has been banned.

One day I´ll see
Men of all colours
Sharing words of love and devotion.

Stand up and feel
The Holy Spirit
Find the power of your faith.

Open your heart
To those who need you
In the name of love and devotion.

Yes, I believe…

I believe in the people
Of all nations
To join and to care
For love.

I believe in a world
Where light will guide us
And giving our love
We´ll make heaven on earth.
Eu Acredito

Um dia eu ouvirei
O riso da criança
Num mundo onde a guerra foi banida.

Um dia eu verei
Homens de todas as cores
Compartilhando palavras de amor e devoção.

Levante-se e sinta
O Espirito Santo
Encontre a força de sua fé.

Abra seu coração
Para aqueles que precisam de você
Em nome do amor e  da devoção.

Sim, eu acredito

Eu acredito nas pessoas
De todas as nações
Para juntarem-se e cuidarem-se
Por amor.

Eu acredito num mundo
Onde a luz nos guiará
E dando nosso amor
Nós faremos o céu na Terra.


MÚSICO: JIA PENG FANG- Playing Love (Tocando o Amor)


Hayley Westenra - Whispering Hope (Sussurrando a Esperança)
www.hayleywestenra.com/

Pedro Leopoldo (MG), 3 de outubro de 1943.
     (...) Grandemente maravilhado com a música sublime, ouvi Lísias dizer:
     - Nossos orientadores, em harmonia, absorvem raios de inspiração nos planos mais altos, e os grandes compositores terrestres são, por vezes, trazidos às esferas como a nossa, onde recebem algumas expressões melódicas, transmitindo-as, por sua vez, aos ouvidos humanos, adornando os temas recebidos com o gênio que possuem. O universo, André, está cheio de beleza e sublimidade. O facho resplendente e eterno da vida procede originariamente de Deus. (...)
Livro “Nosso Lar” – Espírito André Luiz – Psicografado por Francisco Cândido Xavier.
Curitiba (PR), junho de 1958.
     PERGUNTA: - Para nossa melhor compreensão espiritual, poderíeis vos estender mais um pouco sobre o fato dos espíritos de vossa metrópole encontrarem motivos de admiração nas composições musicais terrenas?

     ATANAGILDO: - Embora as composições clássicas do vosso orbe, que ainda admiramos, conservem o motivo musical terreno, a sua idéia central, ou seja o tema musical ou o seu motivo melódico, não passam de produtos que foram inspirados pelas altas esferas celestiais. As comunidades astrais como, por exemplo, a do Grande Coração, tornam-se verdadeiros filtros elevados, que dão um tratamento formal a essa inspiração musical, para depois enviarem-na à Terra e ser ali materializada pelos instrumentos físico. Assim sendo, as idéias da música superior descem do Alto e passam por nós, em direção ao mundo material; no entanto, a música bárbara ou luxuriosa se inspira nas regiões inferiores, onde predomina ainda a força instintiva das paixões carnais.
     Essa divina essência musical, cuja origem se processa no mundo íntimo das mais sutis regiões do espírito, só consegue aflorar tão exata e formosa à vossa percepção humana tanto quanto sejam a capacidade e delicadeza dos instrumentos materiais que devem revela-la em sons. Conforme se apura ou se melhora a instrumentação terrena, é óbvio que também progride a sua interpretação.
     Seria absurdo que a emotividade introspectiva da “Patética” de Tschaikovsky, pudesse ser melhor compreendida através de um conjunto de chocalhos, tambores e flautas de bambu, do que através de afinadíssima orquestra sinfônica moderna.
     A instrumentalidade, quanto mais sensível e aperfeiçoada, tanto mais revela com fidelidade o pensamento do compositor. A “Alta fidelidade”, que atualmente está muito em voga no vosso mundo, reproduz as execuções orquestrais com muito mais corpo e dimensão sonora do que se elas fossem gravadas nos antigos discos de carnaúba. O progresso instrumental vai revelando novos matizes e riquezas de expressões que vivem na mente do compositor, mas que não poderiam ser conhecidos através da instrumentação insuficiente de antigamente.
     O próprio Beethoven, se houvesse ficado encerrado em seu túmulo e despertasse agora, é provável que desconhecesse a sua própria obra sinfônica, tanto seria o seu enlevo e êxtase ao ouvir a sua “Heróica” ou a “Pastoral” executada na portentosidade das orquestras modernas, que ampliaram o seu pensamento sonoro e deram vida às filigranas ocultas pelos conjuntos musicais de sua época.
Livro: “A Sobrevivência do Espírito” – Ramatís e Atanagildo – Obra psicografada por Hercílio Maes.



sábado, 11 de agosto de 2012

Reencarnação Sacrificial


Sublime Peregrino
Independentemente de qualquer crença religiosa, o que podemos observar através das leituras das obras de esclarecimentos espirituais pela faculdade mediúnica, é o fato de que na direção da vida no planeta há uma Inteligência Superior acima dos conceitos comuns humanos, que promove o despertar da consciência dos Seres Espirituais. Os fatos demonstram que em cada época surgiu um movimento neste sentido; e ele causou maior efeito local do que universal. Podemos observar também, que os movimentos do despertar espiritual em suas essências  foram iguais; eles trouxeram uma diretriz do comportamento moral ideal para os Seres Espirituais.
Um exemplo, da Sabedoria e Compaixão Divina, foi demonstrado através da renúncia de uma Inteligência Superior que, para indicar o rumo do caminho evolutivo, se fez humilde em sua vibração pessoal e nasceu num corpo físico, deixando a diretriz do verdadeiro comportamento moral humano. Essa Inteligência Superior ficou conhecida como Jesus e, em essência, ensinou que o comportamento ideal diante das experiências da vida é o de se buscar harmonizar-se consigo mesmo, despertando o “eu superior”. Para isso, no seu “Evangelho” demonstrou que para toda a ação que sofremos devemos reagir desenvolvendo a compreensão, o perdão e o desejo de servir mais, não gerando sofrimento.

Lau
(Atualizado em 29/08/2012)
João cap. XVIII

33. Tornou, pois, a entrar Pilatos na audiência, e chamou a Jesus, e disse-lhe: Tu és o Rei dos Judeus?

34. Respondeu-lhe Jesus: Tu dizes isso de ti mesmo, ou disseram-te outros de mim?

35. Pilatos respondeu: Porventura sou eu judeu? A tua nação e os principais dos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste?

36. Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui.

37. Disse-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Jesus respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.
João 18:33-37


Paris, 1862
Allan Kardec


Pilatos, tornando a entrar, pois, no palácio, e tendo feito vir Jesus, lhe disse: Sois os rei dos Judeus? Jesus lhe respondeu: Meu reino não é deste mundo. Se meu reino fosse deste mundo, minhas gentes teriam combatido para me impedir de cair nas mãos dos Judeus; mas meu reino não é aqui. Pilatos, então, lhe disse: Sois, pois, rei? Jesus lhe replicou: Vós o dissestes; eu sou rei; eu não nasci e nem vim  a este mundo senão para testemunhar a verdade; qualquer que pertença à verdade escuta minha voz. (São João, cap. XVIII, v. 33, 36,37).

2. Por essas palavras, Jesus designa claramente a vida futura, que ele apresenta, em todas as circunstâncias, como o termo para onde tende a Humanidade, e como sendo o objeto das principais preocupações do homem sobre a Terra; todas as suas máximas se dirigem a esse grande princípio. Sem a vida futura, com efeito, a maior parte dos seus preceitos de moral não teria nenhuma razão de ser; por isso aqueles que não crêem na vida futura, imaginando que ele não fala senão da vida presente, não os compreendem ou os acham pueris.
O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec
Curitiba (PR), 15 de dezembro de 1964.

Ramatís

         PERGUNTA: - Porventura Jesus também evoluiu de modo idêntico aos demais homens, conforme vos referistes às suas encarnações noutros mundos? 
        RAMATÍS: - Jesus também foi imaturo de espírito e fez o mesmo curso espiritual evolutivo através de mundos planetários, já desintegrados no Cosmo. Isso foi há muito tempo, mas decorreu sob o mesmo processo semelhante ao aperfeiçoamento dos demais homens. Em caso contrário, o Criador também não passaria de um Ente injusto e faccioso, capaz de conceder privilégios a alguns de seus filhos preferidos e deserdar outros menos simpáticos, assemelhando-se aos políticos terrenos, que premiam os seus eleitores e hostilizam os votantes de outros partidos. Em verdade, todas as almas equacionam sob igual processo evolutivo na aquisição de sua consciência espiritual e gozam dos mesmos bens e direitos siderais!
       Jesus alcançou a angelitude sob a mesma Lei que também orienta o selvagem embrutecido para a sua futura emancipação espiritual, tornando-o um centro criador de novas consciências no seio do Cosmo. Ele forjou a sua consciência espiritual sob as mesmas condições educativas do bem e do mal, do puro e do impuro, da sombra e da luz, tal qual acontece hoje com a vossa humanidade! Os orbes que lhe serviram de aprendizado planetário já se extinguiram e se tornaram em pó sideral, mas as suas humanidades ainda vivem despertas pelo Universo, sendo ele um dos seus venturosos cidadãos. (...)
        (...) No entanto, Jesus, o Sublime Peregrino, ao baixar à Terra em missão sacrificial e sem culpas cármicas a redimir, para facilitar o seu ligamento com a matéria, viu-se obrigado a mobilizar sua vontade num esforço de reviver ou despertar na sua consciência o desejo de retorno à vida física, já extinto em si há milênios e milênios. A fim de vencer a distância vibratória existente entre o seu fulgente reino angélico e o mundo terreno sombrio, ele empreendeu um esforço indescritível de “auto-redução”, tão potencial quanto ao que um raio de Sol teria de exercer em si mesmo para conseguir habitar um vaso de barro. (...)
         Livro: “O Sublime Peregrino” – Espírito Ramatís – psicografado por Hercílio Maes

São Paulo, 28 de setembro de 1987.
D. REENCARNAÇÃO DO SER ESPIRITUAL QUE HABITA A 7ª ZONA DO PLANO ASTRAL SUPERIOR.

        D.1. Reencarnação sacrificial

        O Corolário do Sacrifício foi o do Mestre Jesus, o nosso OXALÁ da Umbanda. Quando digo o nosso Oxalá, quero dizer e reafirmar que a Umbanda, em seu movimento interno e mesmo externo, é Cristã, ou seja, crê e aceita OXALÁ – OSHY – como o VERBO DIVINO, o pai de nossa humanidade, o Deus do planeta Terra, pois é o Mesmo e Sua Augusta Confraria “Tutor” de nossa casa planetária. Sobre o SENHOR JESUS ou OXALÁ e Sua Hierarquia já nos ativemos, bem como em capítulos futuros O citaremos, mas fique bem claro que em todos os nossos humildes capítulos haverá o laurel do Senhor Jesus como marco de Misericórdia e Amor, e que nós da Umbanda O amamos e O veneramos, pois jamais olvidaremos o Seu Santo Sacrifício no Calvário como símbolo de Redenção e de Iniciação pela VIDA plena e espiritual e como exemplo aos Filhos da terra e aos estrangeiros, pois viram eles o próprio Deus no planeta descer e exemplificar o trabalho, o Amor, a compreensão, o entendimento, a renúncia, a humildade e o perdão.
        No tempo-espaço, vários emissários Seus, em reencarnações sacrificiais, estiveram nos 4 cantos do planeta Terra, todos preparando o advento do CRISTO JESUS, nosso OXALÁ. (...) O Cristianismo de hoje, açambarcado por alguns Filhos terrenos ainda envoltos no poder temporal, é muito diferente do professado por Oxalá, o Cristo Jesus, que era o mesmo de Rama, de Krishna, de Sidarta Gautama – o Buda (iluminado), de Fo-Hi, de Pitágoras, Sócrates, Moisés e outros.
       Todos Eles, os Missionários de Oxalá, tiveram uma reencarnação sacrificial no planeta Terra, pois é óbvio que esses Poderosos Prepostos Diretos de Jesus somente vieram por Amor ao Mestre o Qual nos envolve até hoje com Seu Amor Messiânico.
       Reencarnaram muitos Prepostos, que foram em verdade pioneiros no planeta Terra, alguns desses até de outros sítios planetários, ou mesmo de outros sistemas solares, sujeitando-se às intempéries atuais em que vive o planeta.
       A todos esses grandes Seres Espirituais devemos o progresso alcançado, pois sem Eles não teria o Cristo Jesus encontrado condições para Sua encarnação. (...)
Livro “A Proto-Síntese Cósmica” – Espírito ORISHIVARA – médium Yamunisiddha Arhapiagha F. Rivas Neto

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Corpo Astral sem Anormalidade

O Amor Divino se expressa, pela Sua Sabedoria e Justiça, em proporcionar igualdade de evolução para todos os Seres de Sua Criação.
À medida que os Seres Espirituais vão descobrindo suas potencialidades e sutilizando suas energias vão auxiliando outros Seres a se despertarem. Assim, desde as mais elevadas regiões vibratórias até às mais densas está a oportunidade de realização através do Servir ao semelhante; desenvolvendo com isso a consciência de que o Ser Espiritual é um instrumento e a extensão do Amor Divino manifestado.

Lau



Paris, 18 de abril de 1857.

Allan Kardec

        259. Se o Espírito escolhe o gênero de provas que deve sofrer, todas as tribulações da vida foram previstas e escolhidas por nós?
        - Todas, não, pois não se pode dizer que escolhestes e previstes tudo o que vos acontece no mundo, até as menores coisas. Escolhestes o gênero de provas; os detalhes são consequências da posição escolhida, e frequentemente de vossas próprias ações. Se o Espírito quis nascer entre malfeitores, por exemplo, já sabia a que deslizes se expunha, mas não conhecia cada um dos atos que praticaria; esses atos são produtos de sua vontade ou do seu livre-arbítrio. O Espírito sabe que, escolhendo esse caminho, terá de passar por esse gênero de lutas; e sabe de que natureza são as vicitudes que irá encontrar; mas não sabe quais os acontecimentos que o aguardam. Os detalhes nascem das circunstâncias e da força das coisas. Só os grandes acontecimentos, que influem no destino, estão previstos. Se tomas um caminho cheio de desvios, sabes que deves ter muitas precauções, porque corres o perigo de cair, mas não sabes quando cairás, e pode ser que nem caias, se fores bastante prudente. Se ao passar pela rua, uma telha te cair na cabeça, não penses que estava escrito, como vulgarmente se diz.
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec
São Paulo, 28 de setembro de 1987.
        C. REENCARNAÇÃO DO SER ESPIRITUAL COM O CORPO ASTRAL SEM ANORMALIDADE

        C.1. Reencarnação voluntária

       Após vários períodos de aprimoramento, o Ser Espiritual que venceu as barreiras de si mesmo, vencendo as correntes reencarnatórias evolutivas, já se habilita a habitar as esferas kármicas do planeta em suas mais altas expressões. Está prestes a vencer a força gravitacional karmática do planeta Terra, ou seja, a força-necessidade que sempre o impulsiona ao reencarne, através da qual está ligado, por fortes laços de “energia de ligação”, com o planeta Terra. Essa energia de ligação deverá ser vencida quando o Ser Espiritual se libertar de certos e últimos débitos para com a lei kármica. Quando se libertar, deixando para trás seus débitos, enfraquecendo-se a energia de ligação com os planos evolutivos do planeta Terra, ou seja, o mesmo consegue, karmicamente falando, libertar-se; assim, poderá estagiar nas últimas camadas do plano astral superior, podendo também estagiar em outros planetas mais elevados, acrescentando-lhe experiências e aprendizados, bem como sustentáculo para futuras incursões em outros locus da Casa do Pai, seguindo assim sua jornada evolutiva em outra casa planetária ainda de nosso sistema planetário. Alguns até podem estagiar em outro locus do Universo Astral, em sistemas diferentes do nosso.
       Esses Seres Espirituais, na verdade, de há muito já são “senhores de si mesmos”; são veneráveis Seres Espirituais, batalhadores incessantes das Hostes do Bem. Têm sua organização astral completamente plástica, podendo amoldá-la segundo seus fortes pensamentos, que vêm pelas linhas de força mento-superiores. Assim, muitos deles preferem guardar a “forma-astral” em que mais evoluíram, ou, por necessidade, ideoplastizam a forma-astral segundo lhes seja mais interessante e proveitosos para a tarefa que vão desempenhar.
        Esses Seres Espirituais são vitoriosos de si mesmos, não tendo necessidade de reencarne, a não ser que seja a pedido da Confraria dos Espíritos Ancestrais, nobre e digna Confraria ligada às Hierarquias Crísticas de nosso planeta. (...)

        C.2. Reencarnação missionária
       
        Como o próprio nome está dizendo, o Ser Espiritual que reencarna nessa condição o faz debaixo de uma séria missão, missão essa de âmbito grupal e coletivo diante da coletividade kármica afim. Diante de sua coletividade sempre está muito avançado em conhecimentos e sentimentos, por isso é o líder natural, embora a maioria deles assim não se qualifique, achando-se na verdade igual aos demais do grupo ao qual pertença. Esses Seres Espirituais são possuidores de uma excelsa modéstia, aliás, nem cogitam da soberba; agem de forma natural, seus atos não são forçados nem estereotipados. Isso o diferencia dos demais, as suas ações são sempre muito naturais e verdadeiras. Seus ideais visam o bem comum, não estão interessados na projeção pessoal. Ao contrário, esquivam-se polidamente de qualquer movimento nesse setor. Assim como para muitos fere o desdém alheio, para eles fere o elogio ou a gratidão. Não estamos afirmando com isso que são Seres Espirituais perfeitos. Não, não o são, mas estão próximos da perfectibilidade relativa aos seus planos afins. Quando encarnados, estão sempre em posição de comando vibratório e isso não é imposto. Ao contrário, os outros é que os aclamam naturalmente e se assim não fazem, pelo menos respeitam-nos, na certeza de estarem ouvindo a voz de um grande instrutor, embora eles, mais uma vez frisamos, se julguem apenas iguais. A sua conduta não difere dos demais. Às vezes poderia até ser diferente, mas para evitar o “endeusamento” e a figura extrema e prejudicial do mito, agem igual aos demais. Têm os mesmos desejos, têm os mesmos anseios, os mesmos obstáculos, as doenças às vezes os incomodam, têm dissabores, como também seus próprios desencontros afetivos e emotivos. Mas aí é que está o valor desses missionários, pois mesmo sendo iguais a todos, até nos problemas do dia-a-dia, conseguem ser instrutores dos demais. (...)
       (...) Muitos deles trouxeram grandes contribuições para as Ciências, visando melhorar o nível de vida do Ser Humano e de sua saúde; outros mudaram através de sua forma de pensar a atitude de muitos, isso no campo da filosofia; outros surgiram na política e nas ciências sociais; visando a um equilíbrio maior entre os segmentos e as classes sociais; outros nas artes e nos esportes, todos visando atrair as massas e com elas caminhar para novos padrões conscienciais; em suma, que a grande massa avance na senda da evolução. (...)
Livro “A Proto-Síntese Cósmica” – Espírito ORISHIVARA – médium Yamunisiddha Arhapiagha F. Rivas Neto
Belo Horizonte (MG), janeiro de 2012.

Madre Teresa de Calcutá

      (...) Assim que a entidade terminou sua fala, observei que dois espíritos que estavam no meio da multidão se aproximaram um do outro. Eram Teresa de Calcutá e Joseph Gleber. Olharam-se, como a conhecer em profundidade os pensamentos um do outro, quando Teresa envolveu com seu braço o de Joseph Gleber, num gesto típico de amizade. Espíritos diferentes, de formação cultural diferente, com trabalhos aparentemente em campos também diferentes, mas unidos pelo amor à humanidade. Teresa tomou a palavra, dirigindo-se à emissária superior:
      - Queria fazer um pedido especial à nossa mãe Maria de Nazaré – disse Teresa, visivelmente emocionada, enquanto muitos espíritos ao redor olhavam em sua direção, inclusive eu.
      - Fale, minha querida filha – disse a entidade criança, iluminando-se toda, com uma luz até então não percebida por mim.
      - Sinto que na Terra ficarão almas mais comprometidas com o bem da humanidade que a habitará por longo período; seres já esclarecidos e fiéis aos ideais de Cristo, embora os imensos desafios que enfrentarão para a reconstrução da civilização. Por isso peço, com o amor que me inspira nossa mãe santíssima, que me conceda a oportunidade de ser a primeira a ser levada para o mundo primitivo. Sou uma mulher acostumada com os desafios de meus irmãos mais sofredores, e onde encontrarei maior sofrimento e mais pessoas necessitadas do que entre os deportados? Para mim, será uma honra estar em algum desses mundos, revestida do corpo que a Providência me proporcionar, a fim de receber em meus braços aqueles que sofrem e os oprimidos pelas culpas e remorsos. Disponho-me, como mensageira da escuridão, a acolher aqueles que estarão nas trevas da alma, precisando de apoio, orientação; de um abraço amigo. Enxugarei as lágrimas dos que se acham vencidos, dos que ainda estagiarão na angústia, nos séculos vindouros. Serei para eles a mãe que os abrigará ao colo; intercederei por eles em oração em meio aso pântanos, aos desafios, ajudando-os a cessar o pranto e incentivando-os ao recomeço e à continuidade das tarefas que os aguardam. (...)
      (...) Profundo silêncio se fez em face das duas rogativas, que não foram ignoradas pela emissária de aspecto infantil. Grande número de espíritos ali presentes se surpreendeu com os pedidos de Teresa e Joseph Gleber, e lágrimas desceram dos olhos de muitos, enquanto o silêncio só foi rompido quando uma voz, em meio à luz que descia do alto, fez-se perceptível nas mentes de cada um. (...)
      (...) - Meus amigos, meus companheiros de trabalho, assim que fizeram suas súplicas, saiu a ordem. Venho aqui em nome da misericórdia daquela que representa na Terra a bondade em forma de mãe. Venho em nome do coração amoroso que recebeu em seu seio o representante das estrelas, Cristo Jesus, nosso Senhor. O pedido de vocês foi aceito e serão meus companheiros pessoais, pois eu mesmo irei também, como representante da justiça divina, conduzir os milhões de espíritos para o novo lar, a nova morada espiritual. Durante os milênios que aguardam as novas experiências dessa parcela da humanidade, vocês serão como estrelas guias na noite dos desafios e obstáculos a serem vencidos nos mundos da imensidade. Maria aceitou a oferta sincera de suas almas. (...)
“O Fim da  Escuridão – Reurbanizações Extrafísicas” – pelo Espírito Ângelo Inácio – psicografado por Robson Pinheiro.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Corpo Astral Necessitando de Equilíbrio


Crédito: Portalodia.com

   A Sabedoria e Justiça Divina são acompanhadas de misericórdia que auxilia os Seres Espirituais a equilibrarem-se perante suas próprias consciências.
  Dentro do Universo do Amor Divino todos os Seres Espirituais encontram diversas oportunidades para expandirem-se. Não há privilégios, ninguém é superior a ninguém. O que existe é diferença do tempo de caminhada.
    No planeta Terra percebemos a diversidade de personalidades vivenciando experiências diversas dentro do sistema de vida, que é produto do nível evolutivo humano. As desigualdades sociais têm origem na falta de conscientização de que somos todos Seres Espirituais com o mesmo objetivo de vida: evoluir. O cenário de vida construído por nós, resultado do nosso nível evolutivo, obedece ao princípio do Livre arbítrio. Através das reencarnações, supervisionadas pelos nossos irmãos espirituais com mais experiência evolutiva, vamos aos poucos expandindo a nossa consciência superior e com isso melhorando a nossa postura de fraternidade e mudando o cenário planetário.   Cada vida é uma nova oportunidade que não pode ser desperdiçada para não nos tornarmos retardatários dentro do carma grupal evolutivo.
        As mensagens abaixo nos trazem uma compreensão maior sobre o significado da vida e das origens dos sofrimentos e alegrias encontradas nas experiências de vida do dia a dia.

Lau



Paris, 18 de abril de 1857.
Allan Kardec

        264. O que orienta o Espírito na escolha das provas?
        - Ele escolhe as que podem servir de expiação, segundo a natureza de suas faltas, e fazê-lo adiantar mais rapidamente. Uns podem impor-se uma vida de misérias e provações para tentar suportá-la com coragem; outros querem experimentar as tentações da fortuna e do poder, bem mais perigosas, pelo abuso e o mau emprego que se lhes pode dar e pelas más paixões que desenvolvem; outros, enfim querem ser provados nas lutas que terão de sustentar no contato com o vício.
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec
São Paulo, 28 de setembro de 1987.
B. REENCARNAÇÃO DO SER ESPIRITUAL COM O CORPO ASTRAL NECESSITANDO DE EQUILIBRIO.

        B.1. Reencarnação probatória
        (...) Dentro das reencarnações, encontramos aquelas em que o Ser espiritual necessita redimir-se e aparar arestas definitivas em seu consciencial, aperfeiçoando seus veículos de expressão, em especial os núcleos vibratórios de seu corpo astral, que presidem a forma e a função do “Corpo dos Desejos”. Para isso se processar, ainda no plano astral, o Ser Espiritual demora-se em longos aprendizados, em longas perquirições sobre as ações do passado, sempre orientado por sapientíssimos e experientes Emissários dos Senhores da Luz, que visam equilibrar-lhes emoções, sensações e sentimentos, ajustando assim suas vestimentas de matéria astral (corpo astral). Antes de reencarnarem, são estruturadas atitudes, encontros com outros Seres Espirituais, visando a reparação e a redenção; a aparência física, doenças ou debilidades físicas e psíquicas; esta ou aquela dificuldade de ordem material; acréscimos vibratórios, pois todos os que estão debaixo da reencarnação de provas, além de todos esses fatores previamente estruturados, recebem com acréscimo o assessoramento direto de um dos mentores do plano afim, o qual irá acobertá-lo, orientá-lo e, dentro do possível, responsabilizar-se pela cobertura e pelos meios para que a reencarnação de seu pupilo alcance o sucesso desejado.(...)
        (...) Voltando à reencarnação de provas, a maior parte desses Seres Espirituais, quando encarnam na Corrente Humana de Umbanda, vêm como médiuns, na dita mediunidade probatória, onde lhes custa encontrar o equilíbrio, bem como também os Princípios mais elevados da Sagrada Corrente Astral da Umbanda. Embora sejam merecedores de nossa profunda admiração, são os que nos dão maiores tarefas no âmbito da vigilância, pois, estando em reencarnação de provas, precisarão provar para si mesmos e para os Tribunais do Astral competentes que estão se regenerando e evoluindo e nem sempre consegue-se o sucesso almejado e desejado. Mesmo não tendo anormalidades no corpo astral, necessitam de equilíbrio em sua constituição mais sutil, que deverá vir através das linhas de força mentoespirituais, as quais são imantadas na constituição astral do Ser espiritual através de sua corrente de pensamentos, a qual deverá ser a melhor e mais pura possível, o que, convenhamos, não é tarefa fácil para o Ser Espiritual nessas condições. Mas terá, como vimos, o suporte vibratório-moral de seu “protetor espiritual”, no caso de ser ele médium da Corrente Astral da Umbanda. Muitos desses cavalos, quando reencarnados aqui na Terra, esquecem os compromissos assumidos e ajustados lá em cima, no plano astral, antes de encarnarem. Alguns, enleados no materialismo convencional, desviam-se completamente do proposto e até passam longe de alguma instituição terrena tipo cabana, tenda ou terreiro de Umbanda. Conseguem isso por algum tempo. Depois, cansados e desiludidos, se encaminham aos terreiros na ânsia de alcançarem lenitivos para suas Consciências sôfregas e desequilibradas. Em raras vezes, conseguem alinhar-se com as diretrizes previamente traçadas e, na maior parte das vezes, adiam seus compromissos para uma possível futura reencarnação. (...)

B. 2. Reencarnação evolutiva.
        A reencarnação evolutiva já é uma conquista dos vários Seres Espirituais que nela se enquadram. Conquistaram-na a duras provas, pois provavelmente devem ter passado pelas reencarnações probatórias e dentro delas obtiveram o respectivo passe reencarnatório.
        O passe reencarnatório é a autorização do Astral, ou melhor, dos Tribunais competentes, ao Ser Espiritual que se encontra no plano astral e necessita descer ou se internar no plano físico denso. Essa autorização sempre obedece a um estudo prévio do Tribunal competente, o qual veta ou viabiliza o pedido do passe reencarnatório, às vezes vetando por achar melhor outro momento, ou viabilizando por achar mais proveitoso o momento atual. Enfim, é de competência de seres Espirituais legisladores do Astral.
        Obtido o passe reencarnatório, são projetadas as minúcias do que concerne ao corpo mental, astral e físico.
       O corpo mental é acrescido em sua células de elementos ativadores, fazendo com que haja uma emissão, em frequências altas, de linhas de força superiores mentopsíquicas, as quais no corpo astral, darão potente resistência e ativação a certos núcleos vibratórios que se consubstanciarão no corpo físico como um organismo salutar e magneticamente bem-dotado. No corpo astral, as células de matéria astral, através de seu metabolismo ativo, formam substâncias de resistência aos entrechoques possíveis que esse Ser Espiritual poderá sofrer. Lembrando que seus méritos já estão neutralizando seus deméritos, estará ele sujeito a muitas ações contundentes, seja ele ligado ou não a qualquer corrente filorreligiosa. Sim, pois não reencarnam somente como membros da Corrente Astral de Umbanda, muitos deles reencarnam em outras correntes que mais lhes forem afins, mas sempre se sobressairão dos demais em virtude de seus conhecimentos e experiências anteriores, como também pelos laços espiríticos que os ligam com os planos ou Escolas Iniciáticas do Astral afim, através de seus Mestres ou Instrutores. (...)
        Assim, esses Seres Espirituais, os da reencarnação evolutiva, vão se credenciando a galgar novos degraus de escala evolutiva cósmica. Ajustam-se seus corpos mais sutis, suas Consciências libertas estão das paixões e das ilusões, e após 2 a 3 reencarnações, já no karma evolutivo, se credenciam, após um estágio razoavelmente longo nos planos mais elevados das zonas gravitacionais karmáticas do planeta Terra, em geral 3 a 5 séculos, a reencarnarem em reencarnações missionárias ou voluntárias dentro do seio coletivo ou comunitário em que atuaram. Continuam no mesmo meio, não como atavismo espiríticos, mas querendo ajudar os retardatários de suas coletividades afins. Muitos deles, segundo arquivos do Astral Superior, foram da Raça Atlante, reencarnando há milhares de anos, sendo que somente agora é que estão se libertando. (...)
Livro “A Proto-Síntese Cósmica” – Espírito ORISHIVARA – médium Yamunisiddha Arhapiagha F. Rivas Neto

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Corpo Astral Anômalo


         Ao olharmos para a diversidade de Seres Espirituais encarnados na Terra, cada um com uma personalidade própria, percebemos que uns demonstram superioridade moral, enquanto outros, mais acanhados, ligam-se mais aos interesses materiais e imediatos.  Na fase infantil vemos gêmeos com personalidades diferentes; e, também, outras crianças ainda com pouca idade demonstrando genialidades nas artes e nos conhecimentos gerais. Também, assistimos nascimentos com atrofias, com surdez, cegueira, pobreza extrema, crianças siamesas, etc. A Lei da Reencarnação consegue de forma lógica e sensata explicar as causas possíveis destas condições existenciais. Para quem não a aceita, motivado por preconceito religioso, fanatismo ou  falta de conhecimento literário,  surge a necessidade de apresentar, de forma refutiva, uma explicação contrária. O crente ou ateu que se propuser a isso terá, de forma sensata, que ler vários livros mediúnicos psicografados, ler vários depoimentos de cartas psicografadas de espíritos de parentes desencarnados, e, diante de centenas de evidências, formular uma teoria convincente e contrária à Lei da Reencarnação. Aí sim, poderá dizer que não acredita na reencarnação devido às evidências contrárias e não a um simples ponto de vista sem bases argumentativas.
        No cotidiano, quando assistimos pessoas dizerem que não acreditam na reencarnação percebemos, pelas respostas, que elas não têm conhecimentos literários explicativos sobre o tema. Talvez, por simples falta de interesse sobre o assunto ou por constrangimento imposto  por lideres religiosos que não permitem que as pessoas se informem com fontes literárias fora dos seus cânones religiosos.
        As revelações a seguir sobre os tipos de reencarnações nos traz uma explicação sensata e lógica sobre as diversas existências físicas, e a compreensão sobre a Justiça Divina na Lei da Causa e Efeito e na Lei da Reencarnação.
Lau

No programa Transição, Divaldo Pereira Franco fala sobre a reencarnação:



João 3
1- Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.

2- Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?

3- Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.

4- O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.

5- Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo.

6- O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.

7- Nicodemos respondeu, e disse-lhe: Como pode ser isso?

8- Jesus respondeu, e disse-lhe: Tu és mestre de Israel, e não sabes isto?

9- Na verdade, na verdade te digo que nós dizemos o que sabemos, e testificamos o que vimos; e não aceitais o nosso testemunho.

Paris, 18 de abril de 1857.
Allan Kardec


262-a. Quando o Espírito goza do seu livre-arbítrio, a escolha da existência corpórea depende sempre exclusivamente da sua vontade, ou essa existência pode lhe ser imposta pela vontade de Deus, como expiação?

- Deus sabe esperar: não precipita a expiação. Entretanto, pode impor certa existência a um Espírito, quando este, por sua inferioridade ou má vontade, não está apto a compreender o que lhe seria mais proveitoso, e quando vê que essa existência pode servir para a sua purificação, o seu adiantamento, e ao mesmo tempo servir-lhe de expiação.
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec
Uberaba (MG), 23 de julho de 1958.

Epírito André Luiz

         REENCARNAÇÕES ESPECIAIS
         Entretanto, reencarnações se processam, muitas vezes, sem qualquer consulta aos que necessitam segregação em certas lutas no plano físico, providências essas comparáveis às que assumimos no mundo com enfermos e criminosos que, pela própria condição ou conduta, perderam temporariamente a faculdade de resolver quanto à sorte que lhes convém no espaço de tempo em que se lhes perdura a enfermidade ou em que se mantenham sob as determinações da justiça.
        São os problemas especiais, em que a individualidade renasce de cérebro parcialmente inibido ou padecendo mutilações congênitas, ao lado daqueles que lhe devem abnegação e carinho.
        Incapazes de eleger o caminho de reajuste, pelo estado de loucura ou de sofrimento que evidenciam, semelhantes enfermos são decididamente internados na cela física como doentes isolados sob assistência precisa.
      Vemo-los, assim, repontando de lares faustoso ou paupérrimos, contrariando, por vezes, até certo ponto, os estatutos que regem a hereditariedade, por representarem dolorosas exceções no caminho normal.
“Evolução em Dois Mundos” – pelo espírito André Luiz – psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.
São Paulo, 28 de setembro de 1987.
         (...) Antes de darmos seguimento aos nossos informes, deveremos entender os tipos de reencarnação.  Ao Filho de Fé já dissemos que nenhuma reencarnação é igual a outra, mas, para facilitarmos o entendimento, e sem afastarmo-nos da realidade, dividiremos o reencarne em:

A. REENCARNAÇÃO DO SER ESPITITUAL COM O CORPO ASTRAL ANÔMALO.

        a.1 – Reencarnação compulsória ou inconsciente.
        Consideramos mui respeitosamente esses Seres Espirituais como se fossem doentes inconscientes que precisam de tratamento urgente; estando inconscientes não podem opinar se querem fazer ou não o tratamento. Nem o local em que farão o tratamento poderão escolher. Esses são Seres Espirituais que se encontram com a vestimenta astral completamente degradada, nas mais diversas formas. Foram Seres Espirituais endurecidos, que se encarceraram no mal, nunca cogitando de melhorar. Devido à insensibilidade, usaram e abusaram da Lei; uns foram até grandes pensadores, grandes cientistas ou sacerdotes do culto exterior. Usurparam a muitos. Os parricidas, os genocidas, os suicidas se enquadram nessa classe. Muitos deles demoram-se no “baixo mundo astral”, arraigados às falanges dos “filhos das trevas”, sendo subjugados pelos mesmos. Outros são os próprios “filhos ou gênios das trevas”, que às vezes demoram-se milênios e milênios para saírem da insubmissão e insubordinação às Leis Divinas, alcançando a bênção da reencarnação. (...)
        (...) Quem semeou ventos, só poderá colher tempestades. Reencarnação em corpos atormentados por doenças congênitas, tanto no âmbito das debilidades neuromentais (mongolismo, autismo e outras) como das doenças cardiovasculares (atresias, comunicações intercâmaras, transposições, etc.). Deformações físicas, paralisias, cegueira, além de muitas outras alterações os aguardam. Várias encarnações serão necessárias para despertá-los, encarnações em que abnegados Seres Espirituais lhes emprestarão por amor a bênção da maternidade e paternidade, visando despertar-lhes a consciência. (...)

        a.2 – Reencarnação semi-inconsciente.
        A reencarnação semi-inconsciente, segundo nossa divisão, é aquela em que o Ser Espiritual necessita ser internado não em ritmo de urgência, como o do inconsciente, mas requer às vezes os mesmos cuidados, pois se há os períodos de lucidez, há os períodos de inconsciência, verdadeiros pesadelos para o Ser Espiritual nessa situação. Na maior parte das vezes, já não mais se encontram em zonas ou regiões do submundo astral, mas sim em entrepostos avançados dos “Emissários da Luz” em plenas sombras. Essas zonas são como se fossem um “Forte” para o qual muitos Seres semi-inconscientes são levados, recebendo socorros necessários, mas não podendo dispensar o ambiente vibratório do local, pois se assim fosse feito suas constituições astrais sofreriam impactos terríveis, podendo agravar as já debilitadas condições. Muitas vezes estacionam, ou melhor, estagiam nesses “sítios intermediários” por vários anos. Raros conseguem, a par da dedicação dos mentores do sítio, melhorar rapidamente. (...)
        (...) Com  isso afirmamos que os alienados em todos os seus matizes, por imprevidentes que foram, sofrem sobre si mesmos os destinos que fizeram aos outros, e é claro que acabam por ficar alheados, dementados. Há as neuroses, as psicoses, com todo seu desencadear de fatos e atos.
       (...) Passados os primeiros tempos, já melhorados em suas constituições mentoastrais, muitos deles trabalham como auxiliares dos Guardiões Vibratórios da zona que os acolheu. Querem fortalecer-se mais e mais, e, como não poderia deixar de ser, no trabalho em favor dos outros. Trabalharão para si mesmos, tornando-se portadores de alguns créditos, os quais lhes facilitarão o ingresso ou a internação na carne, para “início do tratamento”.(...)
        (...) óbvio que não deverá esperar uma reencarnação de concessões ou facilidades. Haverá de ter momentos duríssimos; a dificuldade será a tônica central de sua reencarnação. Às vezes a doença insidiosa, os complexos, as manias, a inafetividade alheia, e mesmo a incompreensão no seio familiar, são pesados fardos que terá de levar sem esmorecer. (...)

        a.3 – Reencarnação consciente.
        A reencarnação consciente se processa quando o Ser Espiritual com o corpo astral doente está perfeitamente lúcido e consciente de sua doença e das causas dessa mesma doença, como também do medicamento-remédio para curar-se.
        São Seres Espirituais que, embora tenham débitos perante a Lei, são menos debilitados, e já procuram meios para melhorar, cogitando os seus enganos e ilusões, como também sobre atos menos felizes que tenham praticado. A lucidez desses Seres Espirituais facilita-lhes o uso da memória, e com a orientação de seus “superiores”, que manipulam em seus núcleos vibratórios certas zonas da memória ou arquivo vivo, podem eles ter ciência de seus erros não só na vida precedente, mas também nas vidas passadas, sendo que esse aprofundamento no passado é feito de acordo com o grau de alcance e entendimento do Ser Espiritual que passa pelos processos de regressão. (...)
        (...) Mas voltando a questão central, os Seres Espirituais chamados por nós de conscientes terão determinadas prerrogativas no “passe da reencarnação”, bem como poderão ter acesso aos locais onde irão se internar através dos laços consanguíneos terrenos. Têm a facilidade, por créditos, de reencarnar no mesmo grupo familiar e continuar a tarefa de resgate e regeneração. Assim vão gradativamente evoluindo e, após determinado número de reencarnações, que varia para cada Ser Espiritual, superarão as deficiências em seu corpo astral e alcançarão novos patamares da Consciência, em planos ou zonas mais elevadas. Essa é a Lei: nem castigo, nem prêmio, simplesmente aplicação da Justiça em sua mais alta expressão. (...)
Livro “A Proto-Síntese Cósmica” – Espírito ORISHIVARA – médium Yamunisiddha Arhapiagha F. Rivas Neto