sábado, 21 de julho de 2018

Quem é Jesus? Por que ele nasceu na Terra? E por que ele retornará? Parte 6

Continuando...

Por que ele nasceu na Terra?
     
   Como vimos na nossa reflexão anterior... Jesus é uma das superconsciências cósmicas que de uma dimensão de vibração superior, paralela, no centro da galáxia,  dirige o processo evolutivo de  diversas consciências. Participou ativamente na formação do planeta Terra e após a reunião de várias consciências, degredadas de outras pátrias siderais para cá, decidiu rebaixar sua vibração energética e nasceu na dimensão mais densa num corpo físico do homo sapiens, para ancorar sua mensagem que nos mostrasse o caminho a ser seguido para a nossa redenção espiritual.

O 12º PLANETA - NIBIRU



      Observação: Vamos continuar fazendo nossa reflexão, mas analisando os fatos narrados sob uma perspectiva científica e filosófica. Para muitos que estão acostumados a lidar com este assunto numa linguagem, tão somente,  com o aspecto religioso e místico tudo poderá parecer um pouco absurdo. Mas isto é devido ao condicionamento religioso que estavam acostumados até agora. Portanto, devemos ter a mente aberta para analisar e questionar, mas sempre buscando fundamentos na ciência e procurando fazer as conexões entre as revelações, sejam bíblicas ou mediúnicas. 


Zecharia Sitchin 
  
  Primeiramente, para entendermos por que o Auto evolucionário cósmico Jesus nasceu na Terra temos que analisar a história dos primeiros seres degredados que vieram para a Terra e formaram as primeiras civilizações.

      Zecharia Sitchin, profundo conhecedor de arqueologia e história oriental, especializou-se em traduzir a escrita cuneiforme das tabuletas de argila encontradas nos sítios arqueológicos dos Sumérios. As tabuletas da cultura dos sumérios datam de 6.000 anos e foram encontradas na região do Iraque. Os seus estudos resultaram em vários livros que relatam sobre os antigos astronautas, os anunnakis (os que do céu vieram), que vieram do 12º planeta chamado Nibiru. Esse planeta faz parte do nosso sistema solar e tem sua órbita ao redor do Sol num período correspondente a  3.600 anos terrestres; ou seja, um ano nibiruense, que é chamado de 1 shar. Em seus livros Zecharia descreve o motivo da vinda dos anunnakis para o planeta Terra, as experiências genéticas que resultaram na criação do homo sapiens, as guerras entre eles e de seus descendentes e o surgimento dos deuses nas culturas antigas dos egípcios, hindus, gregos e posteriormente a influência na cultura dos hebreus.
      Profundo conhecedor do hebraico antigo e outras línguas semíticas e das escrituras fez uma confrontação entre os registros dos sumérios e os registros dos hebreus que deram origem ao antigo testamento. Chegou a conclusão que muitos registros históricos dos livros de Moisés foram baseados nos registros da cultura suméria.

Órbita de Nibiru
    Em 2014 foi publicado o livro “Os Nephilins – A Origem” – livro psicografado por Robson Pinheiro. Este livro veio complementar as obras de Zecharia, e trouxe novas informações; mas sob uma perspectiva da dimensão espiritual.  No livro o espírito Ângelo Inácio apresenta o relato de um anunnaki que na época do degredo ficou em seu planeta, Nibiru.

      Assim ele descreve sua história: O nome Nibiru foi dado pelos povos sumérios. O Planeta gira ao redor da estrela central o Sol, numa órbita de 3.600 anos terrestre. É um planeta gigante que possui uma atmosfera avermelhada com nuvens diferentes do que as da Terra. Na maior parte do tempo que fica afastado do Sol mantém sua temperatura graças a camada espessa da atmosfera que é alimentada por vulcões. Possui uma rica vegetação com chuvas que formam lagos e rios. 
     A vida que havia lá em um longo período se fundiu com raças antigas proveniente de Órion surgindo a espécie Homo Capensis que formou os atuais anunnakis. Com o decorrer do tempo, devido a alterações climáticas, atmosférica e radiações solares, formou-se dois troncos humanos com diferenças psíquicas e físicas. Essas duas raças, com o tempo se especializaram em coisas diferentes e surgiu rivalidade e briga pelo poder que resultou em grandes conflitos. Nessa época já haviam desenvolvido armas de grande destruição. Durante grande período desenvolveram a guerra disputando território e domínio das consciências. As armas utilizadas nas guerras, aos poucos, contaminaram a atmosfera.

     O que eles não percebiam é que no astral do planeta havia seres da escuridão, inteligências sombrias, que tinham vindas de outros mundos através de degredo e que estavam patrocinando as guerras e tinham como objetivo conquistar Nibiru transformando-o num centro de poder para conquistar outros povos de outros planetas.

Período de Paz

     Somente depois de destruírem quase todo o ecossistema é que começaram a desejar a paz. Então, entre os dois povos foi firmado um acordo de paz. Após vários tratados decretou-se que não haveria mais guerra e decidiram que seriam governados pela união, em matrimônio, de dois seres representante das duas raças. O filho desse casal seria o sucessor.
     Iniciou-se assim um longo período de paz e progresso com avanços científicos, astronáuticos, contato com outras civilizações, desenvolvimento da agricultura e surgimento de novas cidades. O casal governante teve 3 filhos. Mas depois de algumas gerações o trono não teve descendentes. Então, houve a necessidade de designar novo sucessor.

Novas Dificuldades

     Era o quinto reinado e AN SHAR foi o escolhido. Sob seu reinado houve grande discórdia, pois, entre os príncipes, disputava-se a legitimidade da sucessão ao trono.
      Nesse período os raios solares se tornaram mais intenso e o período de afastamento do sol se tornaram mais longo. Como consequência a agricultura foi afetada diminuindo a produção. Também o rebanho diminuiu. Começou a haver mudança na constituição fisioetérica das duas raças. Vulcões adormecidos começaram a entrar em erupção. Grandes tremores e mares revoltos. A atmosfera estava mais tênue dificultando o sistema de vida. Após muitas pesquisas descobriu-se uma grande abertura na atmosfera do planeta correndo o risco de ela  esvair-se pelo espaço.


Solução vinda do planeta Tiamat (Terra)

      Na direção do 6º governante, Anu, depois da grande guerra, começou-se a buscar, fora do planeta Nibiru, a solução para a restauração da atmosfera. A cada giro que o planeta dava ao redor do Sol os cientistas analisavam o planeta Tiamat (Terra). A diversidade de vida no planeta atraiu os cientistas, e depois de sondagens a distância enviaram naves tripuladas para Tiamat. Através de inúmeras pesquisas descobriu-se o elemento ouro o qual trabalhado poderia servir para formar uma película na atmosfera de Nibiru. Também descobriu-se algas especiais nas águas quentes do planeta, que através de manipulação genética poderiam fazer a renovação dos oceanos e rios de Nibiru.

Nova Revolta e o Exílio


     Nesse período surgiu nova revolta em Nibiru. Para evitar o desenrolar de uma grande guerra que poderia acabar com tudo o que a civilização tinha conquistada até então, os governantes do sistema decretaram o exílio de um grupo de seres dos dois povos. Esses acontecimentos ocorreram nas duas dimensões, na física e astral de Nibiru. Escolheram-se comandantes e grupos de cientistas, dentre eles muitos rebeldes, para conduzirem a missão de extrair o elemento ouro do planeta Tiamat para ser enviado para Nibiru.


TRANSMIGRAÇÃO PLANETÁRIA DOS EXILADOS DE NIBIRU

     Há 470.000 anos atrás um grande comboio de naves partiu de Nibiru para Tiamat (Terra). A viagem foi feita pelo hiperespaço utilizando trilhas energéticas do universo e o salto quântico durou alguns segundos. As naves romperam as dimensões se materializando nas bordas do sistema solar. O grande comboio de naves estruturadas em matéria etérica rompeu o campo energético que separa o universo paralelo do mundo visível e material. Esse rompimento provocou uma onda de choque gravitacional sentida em todo o sistema solar.


(É interessante observar que esses seres de Nibiru, desde 470.000 anos atrás já possuíam uma alta tecnologia de viagens interplanetárias. Eram astronautas, cientistas, geneticistas, engenheiros, médicos, etc. Outra coisa que temos que observar é a materialidade das naves e dos corpos físicos desses seres. Eram de uma materialidade parecida com o nosso corpo etérico, ou seja, da dimensão etérica que a ciência atual ainda não descobriu, mas segundo revelação mediúnica que eu li num livro, o duplo-etérico que todos nós encarnados possuímos, no futuro, vai ser descoberto no Brasil. Então, dividiam-se em duas raças - uma com a fisicalidade de seu corpo parecido com o etérico e outra com corpo mais denso igual ao dos seres da Terra - com o tempo, desde sua chegada, a fisicalidade de seus corpos, devido a gravidade, pressão e raios solares, sofreu modificação tornando-se mais denso)

     No comando de uma das naves etérica estava Enki que transportava milhares de seres em corpos astrais. Seu irmão Enlil comandava outra nave que transportava mais de 600 seres, sendo que estes  eram extremamente rebeldes contra as leis cósmicas. Mais da metade deles eram provenientes de mundos diferentes onde tinham promovido revoltas antes de irem para Nibiru. Essa transferência de seres entre planetas era uma operação muito arriscada.

Obsessão Complexa e Motim

            
      Esses seres possuíam corpos astrais ou semifísicos ligeiramente diferentes dos corpos de matéria quase densa dos anunnakis. Estavam sendo transportados dentro de urnas de material semelhante ao cristal limpíssimo que agia como condutor mantendo o campo de contenção. As naves desenvolviam ultra velocidade e no momento que estavam próximo do maior planeta do sistema, Júpiter, ocorreu uma rebelião na nave conduzida por Enlil.
      Ele sentiu uma perturbação em seus pensamentos, que era como se algo tivesse dominado o seu cérebro. De forma automática e inconsciente acionou os botões de segurança que mantinham uma das urnas que continha um dos mais perigosos ditadores já capturados pelo seu povo e soltou-o.
     
      O que ocorreu foi o seguinte: Enlil enquanto estava em Nibiru, durante muito tempo, era simpatizante da política desumana que os cientistas e ditadores de seu planeta tentavam implementar lá. Essa sintonia de pensamentos abriu campo a ser explorado pelo ser mais hediondo que estava por trás das guerras em Nibiru. Esse ser implantou uma forma-pensamento na memoria de Enlil com o objetivo de dominá-lo por completo, quando este despertasse. Foi este o motivo de Enlil ter perdido a razão e ter agido de forma a soltar o perigoso ditador astral. Também, a ação de uma anunnaki, que estava entre os 20 técnicos que auxiliavam na nave, contribuiu para a soltura do ser perigoso principal. Ela tinha ambição e ilusão de ser uma auxiliar do ser, que estava sendo transportado, num possível reinado.

     (podemos perceber aqui a periculosidade deste ser que veio trazido de Nibiru. Ele já sabendo do seu exílio e achando campo propício no pensamento de Enlil aplicou um processo de obsessão complexa para que durante o transporte dele, mesmo estando inconsciente contido na urna, pudesse ser solto e assim continuar o seu domínio. Parece que isso não foi previsto pelos responsáveis pelo transporte. Por isso é que era uma operação arriscada, pois se estava lidando com seres de inteligência muito desenvolvida) 

     Outro fator que contribuiu para a soltura desses seres foi que quando a nave se aproximava do 5º planeta (hoje cinturão de asteroides) do sistema solar, todo o comboio começou a receber sinais de rádio com pedido de socorro. Esses sinais sobrepuseram em frequência e intensidade o sistema de alarme que foi disparado no momento da soltura do ser perigoso. O pedido de socorro vinha da zona etérica do planeta. Os dirigentes daquele planeta sabendo do possível desencarne, de forma repentina, de milhares de seres que estava para ocorrer lá, devido à grande guerra que estava acontecendo entre seus habitantes, pedia ajuda para a evacuação do planeta.

O Domínio do Maioral

      Quando o ser mais perigoso que estava sendo transportado foi solto do campo de contenção da urna  recobrando a consciência e percebendo toda a situação que se desenvolvia naquele ambiente, devido a sua característica de pensamento megalomaníaco, teve a ideia de antes de soltar os outros seres, que eram tão perigosos como ele, fazer um alto processo de hipnose para dominá-los. Após um embate de demonstração de poder criou um sistema de domínio onde selecionou 12 seres especialistas que já tinham promovido juntamente com ele, antes do exílio, a destruição de outros planetas por onde tinham passado.
     Enquanto ocorria tudo isso, devido ao pedido de socorro, a nave de Enlil se dirigiu para pousar numa das luas do 5º planeta para atender ao chamado, para depois prosseguir para o terceiro planeta, Tiamat (Terra). Entretanto, dos 12 seres submetido à tentativa de domínio do maioral, somente 6 aceitaram a supremacia dele. Ângelo Inácio narra a determinação do maioral assim: (...) – Do império dos dragões. Doravante nosso símbolo será uma serpente alada, um dragão, pois somos os maiorais. Quanto a você, o número 2 em comando, será o meu preferido, meu porta-voz para os demais.” (...) assim formou-se o concílio dos dragões e o número 1 dentre eles, o grande hipnotizador,  durante milênios exerceu o comando sobre os seis  subordinados a ele. 
V .Lau

Continua...

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"Os Abduzidos" - pelo Espírito Ângelo Inácio [psicografado por Robson Pinheiro] Casa dos Espíritos Editora.

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Boa Nova- pelo Espírito humberto de Campos; [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. - Brasília: FEB, 2013.

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“Os Nephilins: a origem” – pelo Espírito Ângelo Inácio; [psicografado por] Robson Pinheiro. Contagem, MG: Casa dos Espíritos, 2014 (Série Crônicas da Terra; v.2)

Paris,1864
Allan Kardec

185 O estado físico e moral dos seres vivos é perpetuamente o mesmo em cada globo?
        - Não; os mundos estão também submetidos à lei do progresso. Todos começaram como o vosso, por um estado inferior, e a própria Terra passará por uma transformação semelhante. Ela será um paraíso quando os homens se tornarem bons.
        É assim que as raças que hoje povoam a Terra desaparecerão um dia e serão substituídas por seres cada vez mais perfeitos. Essas raças transformadas sucederão às atuais, como as atuais sucederam a outras ainda mais atrasadas.

187 A substância do perispírito é a mesma em todos os globos?
        - Não; é mais ou menos etérea. Ao passar de um mundo para outro, o Espírito se reveste instantaneamente da matéria própria de cada um deles, com a rapidez de um relâmpago.
“O Livro dos Espíritos” – Allan Kardec
Pedro Leopoldo (MG), novembro de 1940
Humberto de Campos

     O Perdão

     (...) Daí a alguns dias, obedecendo às circunstâncias ocorrentes naquela situação, Pedro e Filipe procuraram avistar-se com o Senhor, ansiosos pela claridade dos seus ensinos.
     - Mestre, chamaram-vos servo de Satanás e reagimos prontamente! -dizia Pedro, com sinceridade ingênua.
     -Observávamos que por vós mesmo nunca oporíes a contradita – ajuntava Filipe, convicto de haver prestado excelente serviço ao Mestre bem-amado – e por isso revidamos aos ataques com a maior força de nossas expressões.
     Não obstante o calor daquelas afirmativas, Jesus meditava com uma doce placidez no olhar profundo, enquanto os interlocutores o contemplavam, ansiando pela sua palavra de franqueza e de amor.
     Afinal, saindo de suas reflexões silenciosas, o Mestre interrogou:
     - Acaso poderemos colher uvas nos espinheiros? De modo algum me empenharia em Nazaré numa contradita estéril aos meus opositores. Contudo, procurei ensinar que a melhor réplica é sempre a do nosso próprio trabalho, do esforço útil que nos seja possível. Nesse particular, não deixei de operar na minha esfera de ação, de modo a produzir resultados a nossa excursão à cidade vizinha, tornando-a proveitosa, sem desdenhar as palavras construtivas no instante oportuno. De que serviriam as longas discussões públicas, inçadas de injurias e zombarias? Ao termo de todas elas, teríamos apenas menores probabilidades para o triunfo glorioso do amor e maiores motivos para a separatividade e odiosas dissensões. Só devemos dizer aquilo que o coração pode testificar mediante atos sinceros, porque, de outra forma, as afirmações são simples ruído sonoro de uma caixa vazia.
    -Mestre - atalhou Filipe, quase com mágoa -, a verdade é que a maioria de quantos compareceram às pregações de Nazaré falava mal de vós!
    - Não será vaidade, porém, exigirmos que toda gente faça de nossa personalidade elevado conceito? – interrogou Jesus com energia e serenidade. – Nas ilusões que as criaturas da Terra inventaram para a sua própria vida, nem sempre constitui bom atestado da nossa conduta o falarem todos bem de nós, indistintamente. Agradar a todos é marchar pelo caminho largo, onde estão as mentiras da convenção. Servir a Deus é tarefa que deve estar acima de tudo e, por vezes, nesse serviço divino, é natural que desagrademos aos mesquinhos interesses humanos. Filipe, sabes de algum emissário de Deus que fosse bem apreciado no seu tempo? Todos os portadores da Verdade do céu são incompreendidos de seus contemporâneos. Portanto, é indispensável consideremos que o conceito justo é respeitável, mas, antes dele, necessitamos obter a aprovação legítima da consciência, dentro de nossa lealdade para com Deus.
      - Mestre – obtemperou Simão Pedro, a quem as explicações da hora calavam profundamente -, nos acontecimentos mais fortes da vida, não deveremos, então, utilizar as palavras enérgicas e justas?
     - Em toda circunstância, convém naturalmente que se diga o necessário, porém, é também imprescindível que não se perca tempo.
     Deixando transparecer que as elucidações não lhe satisfaziam plenamente, perguntou Filipe:
    - Senhor, vossos esclarecimentos são indiscutíveis; entretanto, preciso acrescentar que alguns dos companheiros se revelaram insuportáveis nessa viagem a Nazaré; uns me acusaram de brigão e desordeiro, outros, de mau entendedor de vossos ensinamentos. Se os próprios irmãos da comunidade apresentam essas falhas, como há de ser o futuro do Evangelho?
     O Mestre refletiu um momento e retrucou:
     -  Estas são perguntas que cada discípulo deve fazer a si mesmo. Todavia, com respeito à comunidade, Filipe, pelo que me compete esclarecer, cumpre-me perguntar-te se já edificaste o Reino de Deus no íntimo do teu espírito.
     - É verdade que ainda não – respondeu hesitante, o Apóstolo.
    - De dentro dessa realidade, podes observar que, se o nosso colégio fosse constituído de irmãos perfeitos, teria deixado de ser irrepreensível pela adesão de um amigo que ainda não houvesse conquistado a divina edificação.
    Ambos os discípulos compreendiam e se punham a meditar, enquanto o Cristo continuava:
    - O que é indispensável é nunca perdermos de vista o nosso próprio trabalho, sabendo perdoar com verdadeira espontaneidade de coração. Se nos labores da vida um companheiro nos parece insuportável, é possível que também algumas vezes sejamos considerados assim. Temos que perdoar aos adversários, trabalhar pelo bem dos nossos inimigos, auxiliar os que zombam da nossa fé.
     Nesse ponto de suas afirmativas, Pedro atalhou-o, dizendo:
    - Entretanto, para perdoar não deveremos aguardar que o inimigo se arrependa? E que fazer, na hipótese de o malfeitor assumir a atitude dos lobos sob a pele de ovelha?
    - Pedro, o perdão não exclui a necessidade da vigilância, como o amor não prescinde da verdade. A paz é um patrimônio que cada coração está obrigado a defender, para bem trabalhar no serviço divino que lhe foi confiado. Se o nosso irmão  se arrepende e procura o nosso auxílio fraterno, amparemo-lo com as energias que possamos despender, mas em nenhuma circunstância cogites de saber se o teu irmão está arrependido. Esquece o mal e trabalha pelo bem. Quando ensinei que cada homem deve conciliar-se depressa com o adversário, busquei salientar que ninguém pode ir a Deus com um sentimento de odiosidade no coração. Não poderemos saber se o nosso adversário está disposto á reconciliação; todavia, podemos garantir que nada se fará sem a nossa boa vontade e pleno esquecimento dos males recebidos. Se o irmão infeliz se arrepender, estejamos sempre dispostos a ampará-lo e, a todo momento, precisamos e devemos olvidar o mal.
     Foi quando, então, fez Simão Pedro a sua célebre pergunta:
    - Senhor, quantas vezes pecará meu irmão contra mim, que lhe hei de perdoar? Será até sete vezes?
    Jesus respondeu-lhe, calmamente:
    - Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.

     Daí por diante, o Mestre sempre aproveitou as menores oportunidades para ensinar a necessidade do perdão recíproco, entre os homens, na obra sublime da redenção.
    Acusado de feiticeiro, de servo de Satanás, de conspirador, Jesus demonstrou, em todas as ocasiões, o máximo de boa vontade para com os Espíritos mais rasteiros de seu tempo. Sem desprezar a boa palavra, no instante oportuno, trabalhou a todas as horas pela vitória do amor, com o mais alto idealismo construtivo. E, no dia inesquecível do Calvário, em frente dos seus perseguidores e verdugos, revelando aos homens ser indispensável a imediata conciliação entre o Espírito e a harmonia da vida, foram estas as suas últimas palavras – “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem!...”

Livro: Boa Nova 
    
Belo Horizonte (MG), outubro de 2014
(...) “Mediante a intercessão do Cristo cósmico, acionaram-se as leis da física – desde as conhecidas atualmente até aquelas que imperam nas várias dimensões de cada mundo do Sistema. Foram organizadas de maneira a propiciar a ocasião ideal aos semeadores de vida, para que fizessem germinar a mônada primordial no útero terrestre. Por isso, ele foi considerado o Verbo, a manifestação principal da mente e da vontade do Supremo Arquiteto, o artífice do projeto que daria nascimento a um planeta ou a vários planetas. Em dado momento, o Verbo, a mente cósmica, resolveu se corporificar. Não se dera por satisfeito em tão somente coordenar os processos criativos da evolução; decidira imergir no âmago da obra cuja execução coordenava. Enquanto os filhos das estrelas regozijavam com o projeto do mundo e alinhavam seu pensamento com a música das esferas, ele já antevia o preparo para descer vibratoriamente ao mesmo nível do orbe nascente.
   De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual Deus, mas se esvaziou a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens.
     Contemplou o resultado de sua obra e regozijou-se por inteiro. No momento exato em que soou o clarim na escala cósmica, conforme o grande plano traçado para aquele orbe, ele mergulhou na carne e assumiu feições humanas. Humilhou-se, reduziu-se e ligou-se a um corpo inferior, de modo a conviver de perto com aqueles que eram a razão de ser de seu ministério terreno. Viera também para aqueles filhos de outras terras do espaço que foram reunidos no terceiro planeta a fim de que transmitisse ele próprio, de uma vez por todas, a mensagem de vida e redenção de vários povos. Dar à trombeta o sonido certo e trazer aos seres de tantas procedências a mensagem das estrelas mais brilhantes e vibrantes de vida, de vida superior, na Via láctea – essa era sua missão. Os representantes siderais do Reino, ou dos universos mais evoluídos, dos sistemas de vida mais elaborados e redimidos da galáxia, fariam dele porta-voz. Tudo foi feito por ele; sem ele, nada seria possível, nada teria sido como é. Assim, fez-se homem e habitou entre nós.” (...)

Livro: “Os Nephilins: a origem” 

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Quem é Jesus? Por que ele nasceu na Terra? E por que Ele retornará? - Parte 5

Continuando....nossa outra reflexão...
QUEM É JESUS?

      Como vimos anteriormente, graças aos registros, primeiramente feitos por Levi(Mateus), depois copiado por Lucas e Marcos onde acrescentaram suas narrações conforme suas perspectivas e da convivência com Maria de Nazaré e os outros discípulos diretos de Jesus, é que chegou até nós o que conhecemos como o NOVO TESTAMENTO.
     Em cada cidade que Paulo e Barnabé visitaram foram feitas muitas cópias e formaram as primeiras igrejas cristãs.


      Após o trabalho dos apóstolos e discípulos de Jesus as igrejas cristãs se desenvolveram, cada uma, absorvendo os costumes das culturas regionais em que foram instaladas.
     No livro “Gestação da Terra” – psicografado por Robson Pinheiro, o Espírito Alex Zarthù  descreve o seguinte:  “Por ocasião do ano 188, Irineu, considerado santo pela Igreja, conseguiu identificar uma variedade de mais de vinte seitas que partiam do ramo principal do Cristianismo, demonstrando quanto o homem, sem a assistência direta dos mensageiros espirituais, pode perder-se em meio a tantas interpretações.
     Depois do aparecimento dessas seitas, nos primeiros períodos do Cristianismo pós-apostólico, a força dos Dragões, entidades sombrias, conseguiu se estabelecer entre os pretensos seguidores do Nazareno. O caminho estava preparado para o “homem do pecado”, na expressão paulina. Mesmo ante os esforços do Plano Superior, enviando seus mensageiros, que reencarnavam de tempos em tempos, o homem sucumbiu ante a sede de poder. Nasceu o sincretismo com a religião romana, tendo a Igreja absorvido o seu ritual e sistema de cultos. Ela estava agora distante da simplicidade primitiva revestida do poder temporal.
    Roma deu, então, à Igreja uma forma de governo estruturado no Sumo pontífice, a quem conferiu o título de Pontifex Maximus. Os bispos de Roma substituíram os profetas romanos e passariam a dominar as cidades. Os arcebispos substituíram os metropolitanos (responsáveis pelas cidades) e os governos das províncias. Ao obter o poder do Estado, a Igreja promoveu o sepultamento de Roma. Os Dragões reinariam na Terra por um período milenar: A Era das Trevas começava.”

      
Novo testamento/Internet

     Podemos observar, também, através da história que o cristianismo não foi absorvido pelos Judeus. A religião judaica permaneceu com sua tradição forte rejeitando Jesus como o enviado prometido pelos profetas antigos. Apenas àqueles que se deixaram ser tocados pela “Boa Nova” da renovação aderiram às novas seitas criadas e assim mesmo mescladas com a “tradição judaica”. Até chegar nos dias de hoje houve a união do “Antigo testamento” e o “Novo Testamento” que se tornou, também, uma nova tradição com suas interpretações limitadas a respeito da vida de Jesus. O conhecimento sobre Jesus de hoje, devido a essa nova “tradição cristã”, representada pela religião católica, as do movimento protestante e ortodoxas , se deve às interpretações dos relatos dos Evangelhos do Novo Testamento e dos relatos dos apóstolos. Não se incorporou, e nem é admitida, as novas revelações dos “novos profetas”, de carácter mediúnico.

     Para os espiritualistas que conseguem unir os relatos antigos do Novo Testamento e os registros atuais, de cunho mediúnico, sobre a vida  de Jesus, há uma compreensão mais aprofundada formando assim um conceito histórico, mais real e não “religiosoe mistico, sobre quem realmente é JESUS.

JESUS CÓSMICO


Jesus Cósmico

     Alex Zarthú, através da psicografia de Robson Pinheiro, ainda no livro “Gestação da Terra”, abre uma nova visão mais aprofundada sobre quem é JESUS: “a personalidade do Mestre é ainda uma incógnita para quantos se fazem apologistas de sua vontade. A razão desse fato é a grandeza da alma do Senhor, que transcende a evolução de todos os espíritos que se encontram comprometidos com o planeta Terra. A grandeza e excelência desse avatar cósmico só pode ser compreendida mediante comparações. É um espírito puro, e, para se divisar a magnitude de sua alma cândida e bela, é preciso compreender o grau de evolução que tinha antes da formação do vosso mundo; analisar sua relação com seus contemporâneos; visualizar a extensão de sua mensagem renovadora.
      Ele existia desde época imemoriais. De onde viria? Qual mundo foi o palco de suas lutas, de seus anseios, de sua história? Não importa. Com certeza os mundos que o viram crescer e nos quais caminhou sobre a superfície não mais existem; estão dispersos na poeira cósmica. A alma de Jesus paira entre as estrelas, numa espécie de holo-existência. Seu ser banha-se na luz das luzes, pois ele próprio é o ser, cuja existência supera todos os conceitos que se possam fazer ou desenvolver a seu respeito.”

     A explanação acima e as “revelações” mediúnicas mais atuais abrem uma nova visão sobre a personalidade de Jesus. Elas nos levam a uma visão espiritualista cósmica. De repente, aquela visão que tínhamos de Jesus vivendo em uma das esferas espirituais, ou planos energéticos dimensionais, da Terra foi ampliada para uma existência de Jesus para fora da Terra e até mesmo do sistema solar.


ESPAÇO CÓSMICO

Crédito: SPACETELESCOPE
      Esta imagem, capturada pelo Telescópio Hubble, é a visão mais profunda de luz visível do cosmos; nela há aproximadamente 10.000 galáxias. É apenas uma amostra de um foco do espaço profundo do cosmo. A luz destas galáxias levou bilhões de anos  atravessando o espaço cósmico até serem captadas pelo telescópio. E, segundo o The Astrophysical Journal, no universo todo, calcula-se que há 2 trilhões de galáxias.

 GALÁXIA M31 - ANDRÔMEDA/ SPACETELESCOPE


    A imagem ao lado, que foi captada por um astrônomo amador, é a da galáxia M31 que está localizada na constelação de Andrômeda. A galáxia pode ser vista a olho nu. Ela é a galáxia mais próxima da nossa galáxia, a Via láctea. Para se ter noção de sua distância, a sua luz leva 2 milhões de anos para chegar até nós. A nossa galáxia, Via Láctea, é bem parecida com a M31.





Via Láctea/NASA
   Com o auxílio de telescópios e radiotelescópios este é o universo observável, e com todas estas informações  ficamos perplexos diante da imensidão do espaço cósmico com os seus trilhões de galáxias. 
  Agora imaginem, se cada galáxia contém milhões de planetas e se formos multiplicar pelos 2 trilhões de galáxias, então aí é que a nossa mente começa a dar um "nó", devido  a grandeza do universo


   A nossa galáxia, Via Láctea, está representada neste gráfico ao lado feito pelos astrônomos da NASA  onde pode-se observar  o sistema solar que se localiza numa espiral chamada Orion Spur.
     Entretanto é necessário termos esta noção da imensidão do universo para podermos perceber a grandiosidade da mente criadora de toda esta realidade, o Grande Arquiteto do Universo (Deus). Esta realidade toda é a observável, mas, segundo inúmeras revelações mediúnicas, desde os antigos profetas até os atuais, existem outras realidades do universo que não são captadas pelos sentidos comuns humanos e nem pelos instrumentos científicos modernos. Uma pequena parte desta outra realidade só pode ser observada através da projeção astral do ser humano encarnado ou através de percepções psíquicas paranormais. Graças a essas percepções é que temos uma enorme literatura desvendando o mistério extrafísico do universo.

ALÉM DO OBSERVÁVEL


     Em agosto de 2015, no livro “Os Abduzidos”, o Espírito Ângelo Inácio, através da psicografia de Robson Pinheiro nos dá uma noção sobre a existência dessas outras dimensões do universo, e isso nos vai facilitar a compreensão sobre a origem cósmica de Jesus. Ele descreve o diálogo dos seres que se reuniram, numa dimensão extrafísica do Sol, para planejarem o nascimento do avatar cósmico que teria o nome Jesus (Sobre os detalhes desse planejamento já fizemos uma reflexão anterior no “Auto evolucionário Cósmico,Jesus”):

    (...) “Mais de mil anos antes do nascimento do avatar da nova era, que seria conhecido como Filho do homem, já se iniciaram os preparativos, as pesquisas e a programação genética da encarnação ou corporificação daquele ser bastante conhecido em outros mundos. O orientador evolutivo da humanidade era membro do seleto grupo de evolucionários, ou seja, as consciências cósmicas que já não vivem em mundos materiais e têm seu habitat entre as estrelas – em muitos casos, pode-se considerar, em universos paralelos, de uma estrutura energética diferente daquela em que vibra o universo físico dos homens da Terra.
    Na verdade, os universos paralelos, ou multiversos, podem ser comparados a outras dimensões onde existem planetas, sistemas estelares inteiros, sistemas de vida que vibram em faixa diferente da frequência do universo físico. Em tais universos, não se encontram simplesmente duplicatas dos seres vivos que vivem no mundo, muito pelo contrário, há civilizações inteiras, outras consciências, e, em alguns deles, os mesmos indivíduos que partiram da Terra no processo de descarte biológico final ao qual os terrícolas dão o nome de morte. A dimensão que os abriga, tida como imaterial, não é tão imaterial assim. É todo um universo, cujas distâncias não podem ser medidas em termos de anos-luz, tampouco suas leis podem ser compreendidas tendo-se por base as leis do mundo propriamente físico.
     Logo, em determinado planeta do universo físico, pode não haver vida cuja fisicalidade e cuja materialidade sejam análogas às da Terra, entretanto, o mesmo orbe pode vibrar numa dimensão ou num universo paralelo -  um multiverso – no qual exista toda uma civilização estruturada em matéria quintessenciada ou, até, de natureza absolutamente distinta da matéria conhecida e reconhecida como tal pelos terráqueos. Para os mais apegados a conceitos espiritualistas, a linguagem empregada para definir o outro universo talvez seja o outro lado da vida; quem está habituado à linguagem da ciência do espírito ou às teorias da física contemporânea há de preferir expressões como universo paralelo ou multiverso. Tais universos são interligados e não ocupam lugares distintos no espaço, mas situações distintas, frequências diferentes, ou seja, interpenetram uns aos outros em dimensões diversas. Em certas circunstâncias, tais mundos estabelecem sintonia, interligam-se e podem ser mutuamente acessados por seus habitantes, desde que estes disponham de um sentido especial, extra-sensorial, apropriado à captação de tais vibrações e sistemas de vida. Em um ou outro mundo tecnicamente mais adiantado, há até tecnologia capaz de substituir as faculdades extra-sensoriais.” (...) 

     Para desfazer um pouco o “nó” no raciocínio quando tentamos entender o abstrato, vamos observar que vivemos com o "abstrato" ao nosso redor; isto é, estão circulando ondas de rádios e micro-ondas em diversas frequências diferentes; elas se interpenetram, mas não se misturam, ou seja coexistem. São sons, imagens, em forma de ondas eletromagnéticas, que não percebemos pelos sentidos comuns; mas se ligarmos um celular, um rádio ou uma televisão, estes aparelhos captam e decodificam estas ondas e transformam-nas em imagens, sons e arquivos digitais. Porém, sabemos que estas ondas de energias, mesmo sendo abstratas, fazem parte da nossa dimensão física; isto é, a que a ciência descobriu até agora. Mas as dimensões citadas acima pelo espírito Ângelo Inácio vão além disso; elas são as outras realidades energéticas ainda longe de serem descobertas pela ciência, mas existem. A expressão “Universos paralelos” ou “Multiversos” talvez se encaixem melhor para entendermos estas outras realidades. Como ele explica, nesses universos há vida com materialidade, natureza e espíritos corporificados com corpos físicos sutis. 

QUEM É JESUS E ONDE ELE HABITA 


“No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. No princípio, ele estava com Deus. Tudo foi feito por meio dele e sem ele nada foi feito.

O que foi feito nele era a vida e a vida era a luz dos homens; e a luz brilha nas trevas, mas as trevas não a apreenderam.”   João 1; 1- 5

      No livro “Os Abduzidos”, há diversos trechos que nos dá uma ideia mais real sobre quem é Jesus. Vejamos:

“Cristo, como Autoevolucionário, uma das consciências cósmicas diretamente comprometida com a formação e o projeto educativo de vários mundos, incluindo a Terra, é puro espírito; ele e os cientistas cósmicos conhecem o código genético de todas as coisas vivas do planeta; portanto, a equipe que o assessora, composta por seres mais antigos e experientes da Via láctea (...)”    

“(...) uma vez que esse avatar não tem seu processo evolutivo desencadeado nem consumado no âmbito do planeta em questão (...)”

“(...) já que suas últimas existências físicas, além de remotas, ocorreram em ambientes onde a matéria grosseira era completamente desconhecida, ou melhor, desnecessária e até inoportuna ao estágio evolutivo e às habilidades com quais conviviam tais inteligências. (...)

(...) A realidade além-física e de outro universo, onde vivem, vibram e transitam espíritos desse porte sideral, justifica a metáfora empregada pelo evangelista a fim de descrever o grande avatar cósmico que assumiria a figura do Nazareno: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus [ou com os deuses, os eleoins]; e o verbo era Deus”. (...)

   
Superconsciência Cósmica/Fonte: internet
  Ainda mais, Ângelo Inácio, com sua explanação abaixo,   amplia a nossa compreensão do que disse o apostolo João: 

  “No princípio, ele era um deus, um dos deuses, um eloin. Desde a concepção da nebulosa solar, estivera entre seus semelhantes, existindo na forma de uma das inteligências sublimes que governavam sistemas e constelações. Tal como seus pares, era um dos admiráveis senhores de sistemas solares, uma superconsciência cósmica e, por essa razão, poderia ser concedido como se fosse um deus.
     Sem ele, nada teria se formado neste recanto do universo, em meio à poeira cósmica espalhada por determinada região interestelar, onde veio a ganhar corpo o Astro Rei e seu cortejo de planetas. Sem a participação ativa dessa inteligência junto aos criadores de mundos, a Terra não teria existido. Foi ele uma das consciências que auxiliou a concretizar o projeto elaborado na mente do Profundo, do Grande Arquiteto. Foi quem traduziu o pensamento gerador da vida, decifrou o código genético de todo um mundo e de uma família de mundos e, então, agiu sobre os fluidos dispersos no espaço.  Auxiliou a aglutiná-los, envolvendo, diretamente com a força do próprio pensamento, o remoinho de energia e matéria esparsas nesse quadrante da galáxia, até fundir tais elementos numa coesão celular incrivelmente forjada por várias mentes. Sob sua coordenação, deram origem a mais uma supernova, que respondeu ao comando dos eloins cósmicos, os criadores de mundos, os quais a fizeram explodir e derramar-se por inteiro dentro da nebulosa original, assinalando, assim, o princípio desse Sistema.” (...)


    Sintetizando as informações, Ângelo Inácio nos revela que o Auto evolucionário Cósmico, o Cristo, faz parte de uma elite de Consciências Cósmicas que dirigem vários mundos em evolução na nossa galáxia. Ele habita uma dimensão, um universo paralelo, correspondente ao centro da Via Láctea.  Ele evoluiu em planetas cujas existência física já nem existem mais. Ele manifesta-se em corpo mental superior e sua aura envolve todo o sistema solar.  Da dimensão que ele habita, onde há leis físicas totalmente diferente da nossa dimensão, ele participou da criação do sistema solar. Sob sua orientação foi escolhido o terceiro planeta, a Terra, para receber espíritos degredados (nós) de vários planetas para evoluírem aqui nesta escola planetária. O próprio avatar cósmico nunca tinha vivido no planeta Terra, mas ele com espírito de renúncia reduziu sua energia vibratória e se fez menor para habitar um corpo físico denso, para servir de modelo no processo evolutivo ao qual todos nós estamos inseridos.
V. Lau

Continua...

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Bibliografia:

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 "Os Abduzidos" - pelo Espírito Ângelo Inácio [psicografado por Robson Pinheiro] , Editora Casa dos Espíritos.

" O Livro dos Espíritos" /Allan Kardec. Brasília; FEB, 2017

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Boa Nova” / pelo Espírito Humberto de Campos; [psicografado por] Francisco Cândido Xavier.  Brasília: FEB, 2013

Paris, 1864

Allan Kardec

172 Nossas diferentes existências corporais se passam todas na Terra? – Não, nem todas, mas em diferentes mundos. As que passamos na Terra não são nem as primeiras nem as últimas, embora sejam das mais materiais e mais distantes da perfeição.

173 A alma, a cada nova existência corporal, passa de um mundo para outro ou pode ter várias existências num mesmo globo? – Ela pode reviver diversas vezes num mesmo globo, se não for suficientemente avançada para passar a um mundo superior.

173 a Desse modo, podemos reaparecer muitas vezes na Terra? – Certamente.

173 b Podemos voltar à Terra após ter vivido em outros mundos? – Seguramente. Já vivestes em outros mundos além da Terra.

174 Voltar a viver na Terra é uma necessidade? – Não; mas se não avançardes, podereis ir para um outro mundo que não seja melhor e que pode até ser pior.

Livro: “O Livro dos Espíritos” – Allan Kardec

Pedro Leopoldo (MG), novembro de 1940

Espírito Humberto de Campos

       Amor e Renúncia

     “O manto da noite caía de leve sobre a paisagem de Cafarnaum, e Jesus, depois de uma das grandes assembleias populares do lago, se recolhia à casa de Pedro em companhia do Apóstolo. Com a sua palavra divina havia tecido luminosos comentários em torno dos mandamentos de Moisés; Simão, no entanto, ia pensativo como se guardasse uma dúvida no coração.
      Inquirido com bondade pelo Mestre, o Apostolo esclareceu: - Senhor, em face dos vossos ensinamentos, como deveremos interpretar a vossa primeira manifestação, transformando a água em vinho, nas bodas de Caná? Não se tratava de uma festa mundana? O vinho não iria cooperar para o desenvolvimento da embriaguez e da gula?
     Jesus compreendeu o alcance da interpelação e sorriu.
     - Simão – disse Ele -, conheces a alegria de servir a um amigo?
     Pedro não respondeu, pelo que o Mestre continuou:
     - As bodas de Caná foram um símbolo da nossa união na Terra. O vinho, ali, foi bem o da alegria com que desejo selar a existência do Reino  de Deus nos corações. Estou com os meus amigos e amo-os a todos. Os afetos da alma, Simão, são laços misteriosos que nos conduzem a Deus. Saibamos santificar a nossa afeição, proporcionando aos nossos amigos o máximo da alegria; seja o nosso coração uma sala iluminada onde eles se sintam tranquilos e ditosos. Tenhamos sempre júbilos novos que os reconfortem, nunca contaminemos a fonte de sua simpatia com a sombra dos pesares! As mais belas horas da vida são as que empregamos em amá-los, enriquecendo-lhes as satisfações íntimas.
     Contudo, Simão Pedro, manifestando a estranheza que aquelas advertências lhe causavam, interpelou ainda o Mestre, com certa timidez:
     - E como deveremos proceder quando os amigos não nos entendam, ou quando nos retribuam com ingratidão?
     Jesus pôs nele o olhar lúcido e respondeu:
     - Pedro, o amor verdadeiro e sincero nunca espera recompensas. A renúncia é o seu ponto de apoio, como o ato de dar é a essência de sua vida. A capacidade de sentir grandes afeições já é em si mesma um tesouro. A compreensão de um amigo deve ser para nós a maior recompensa. Todavia, quando a luz do entendimento tardar no espírito daqueles a quem amamos, deveremos lembrar-nos de que temos a sagrada compreensão de Deus, que nos conhece os propósitos mais puros. Ainda que todos os nossos amigos do mundo se convertessem, um dia, em nossos adversários, ou mesmo em nossos algozes, jamais nos poderiam privar da alegria infinita de lhes haver dado alguma coisa...
     E com o olhar absorto na paisagem crepuscular, onde vibravam sutis harmonias, Jesus ponderou, profeticamente:
     - O vinho de Caná poderá transformar-se um dia, no vinagre da amargura; contudo, sentirei, mesmo assim, júbilo em sorvê-lo, por minha dedicação aos que vim buscar para o amor do Todo-Poderoso.
     Simão Pedro, ante a argumentação consoladora e amiga do Mestre, dissipava as suas derradeiras dúvidas, enquanto a noite se apoderava do ambiente, ocultando o conjunto das coisas no seu leque imenso de sombras.” (...)
livro: “Boa Nova” 

domingo, 20 de maio de 2018

Quem é Jesus? Por que Ele Nasceu na Terra? E por que Ele Retornará? - Parte 4


Continuando....nossa reflexão anterior.


QUEM É JESUS?

    
Viagem de Damasco para Palmira (Atual Tadmor)
No livro “Paulo e Estevão”, Emmanuel continua descrevendo a trajetória de Saulo:
     De Damasco Saulo vai para Palmira e lá encontra seu antigo mestre de Jerusalém, Gamaliel; este lhe deu uma cópia integral das anotações de Levi. Gamaliel a tinha ganhado diretamente de Pedro pela simpatia e amizade que com este tinha feito nas visitas na Igreja do “Caminho”.
     Depois da viagem de Damasco para Jerusalém ele fez questão de passar em Cafarnaum e ali interagir com o ambiente onde o Mestre tinha vivido e feito suas pregações. Encontrou-se pessoalmente com Levi, em Dalmanuta conheceu Madalena, visitou Nazaré e depois chegou em Jerusalém.

     
Palmira /Wikipédia
Saulo depois de três anos de viagens voltou a Jerusalém, e ali procurou a Igreja de Pedro. Ali se encontrava João, Tiago, Filipe e Barnabé. Recebido por Pedro e após os primeiros momentos de constrangimento por ter sido o perseguidor dos membros daquela casa, Saulo contou tudo que havia vivenciado na estrada de Damasco. Depois da relutância, por alguns, de ser aceito ou não naquela instituição Saulo começou a fazer parte como um servidor humilde na assistência daquela igreja.
      Em Jerusalém, diante dos conhecidos de outrora da religião judaica, Saulo foi tido como demente por estar divulgando uma nova doutrina diferente da tradicional das leis mosaicas. Devido a isso, como podia ser preso, por conselho de Pedro, partiu para Cesareia.
      Depois foi para Damasco para visitar sua família. Seu pai, com formação religiosa nas Leis de Moisés, não o compreendeu naquela nova vida devotado a Jesus e foi expulso da casa paterna. Foi para Antioquia (Atual Antakia- Turquia)
      Saulo permaneceu ali na igreja que fora fundada por discípulos de Israel sob orientações de Pedro. Naquela igreja em noites determinadas ocorria o fenômeno de “vozes diretas” e havia estudo organizado do Evangelho nos campos junto à natureza e na margem do rio Orontes.

      Evangelista Lucas

     
Antioquia (Antakya)/Internet

Ali em Antioquia apareceu um médico jovem de nome Lucas que, após entrar em contato com Saulo, ficou conhecendo o Evangelho de Jesus. Lucas viveu junto àquela comunidade e foi absorvendo todo aquele novo aprendizado e depois, por sugestão dele, foi adotado eles se chamarem de “cristãos”, por serem seguidores de Cristo.
      Após uma convivência com aquela comunidade Lucas parte para a Grécia.

      Barnabé, discípulo de Pedro, responsável pela aquela igreja de Antioquia, recebeu uma carta de Pedro onde este informou-lhe que Tiago, filho de Zebedeu, tinha sido executado com uma pena de morte determinada por Herodes. Tiago, que era irmão de João, trouxe de suas experiências da Galiléia, junto a Jesus, a pregação entusiasmada do Evangelho, o que desagradava as autoridades religiosas farisaicas.
      Diante das perseguições, com dificuldades financeiras para manutenção da Igreja de Jerusalém, Pedro solicitava ajuda à Igreja de Antioquia. Barnabé reuniu recursos e se prontificou a levar a ajuda à Pedro. Saulo se ofereceu para acompanhá-lo.
      Quando lá chegaram Pedro havia sido preso, logo após a execução de Tiago, por ter pedido pessoalmente o cadáver de Tiago para poder sepultá-lo. Foi neste episódio que Pedro se livrou da cadeia libertado pela visita de um “anjo”. Por prudência, Pedro tinha saído de Jerusalém e ido para a igreja de Jope; e também João e Filipe haviam deixado Jerusalém.
      Com a ausência de Pedro, e para a atividade da igreja ser tolerada pelas autoridades, Tiago filho de Alfeu, fez algumas modificações nela: criou novas disciplinas e não se podia falar do Evangelho sem se referir as Leis de Moisés; e as pregações só poderiam ser ouvidas pelos circuncisos.
      Com tantas modificações e por eles, Saulo e Barnabé, não terem sido convidados para ficarem ali, foram se hospedar na casa da irmã de Barnabé que se chamava Maria Marcos. Ali se reuniram de forma oculta os irmãos do Evangelho dando prosseguimento as atividades da antiga igreja de Jerusalém.

     Evangelista Marcos

 
Jerusalem/Internet
 
Maria Marcos, que tinha aberto sua casa para as reuniões evangélicas e assistência aos necessitados, manifestou seu desejo de entregar seu filho João Marcos, que ainda era muito jovem e adolescente, a Jesus. Seu filho, consultado por Saulo sobre aquele novo propósito de vida, mostrou-se animado e preparado para o trabalho do Evangelho. Então, ficou combinado que ele partiria com seu tio Barnabé para a nova missão.
    Partiram os três de retorno à Igreja de Antioquia. Durante a viajem Saulo e Barnabé fizeram uma avaliação sobre a situação da Igreja de Jerusalém e da obra de Jesus. Saulo argumentou que não podiam restringir o Evangelho de Jesus somente na igreja de Jerusalém porque após a morte de Pedro os inimigos do evangelho encontrariam facilidade para deturpá-lo, era necessário leva-lo às outras terras. Também propôs que fossem feitas anotações, por outros discípulos, do que se conhecia sobre Jesus; pois sentia que muitas coisas não foram registradas por Levi. Nas visitas as várias regiões para divulgar o Evangelho montaria sua tenda e se manteriam com o trabalho de artesão consertando e fabricando tapetes.
      João Marcos participou daquelas ideias e tomou a decisão de seguir o trabalho de Jesus onde fosse necessário.
     Barnabé, após expor as dificuldades da Igreja de Jerusalém, e apresentar as ideias por ele e Saulo traçadas, recebendo a aprovação dos membros da igreja de Antioquia partiram para a cidade de Selêucia. Dali embarcaram para Chipre, e lá visitaram sinagogas e várias cidades. Barnabé, como chefe da missão, procurou divulgar o Evangelho, mas sempre com uma linguagem que não chocassem tanto a tradição dos judeus locais.
     Ainda naquela ilha visitaram a cidade de Nea-Pafos que era a sede do Governo provincial; ali sendo bem acolhidos organizaram reuniões em casas particulares atendendo doentes, órfãos, sofredores e realizaram muitas curas impondo as mãos com preces a Jesus e distribuindo água pura em nome em seu nome.
    Devido a essas realizações Barnabé e Saulo foram convidados a irem até a casa do procônsul Sérgio Paulo que se encontrava doente. Saulo ao encontrar com o procônsul tentou se lembrar de onde já tinha ouvido sobre o nome do procônsul... aí reconheceu que estava diante do salvador de Estevão. Saulo, quando estava na Igreja de Jerusalém, com Pedro, conheceu a história passada de Estevão quando este era escravo na embarcação em que viajava Sérgio Paulo. Estevão ajudou a curar o romano Sérgio Paulo e este ajudou a dar liberdade a ele.
          Saulo se lembrando do ocorrido omitiu seu conhecimento; e quando tomou a palavra para explicar para Sérgio Paulo sobre a obra de Jesus, ao ser indagado de como a bondade de Jesus assistia  a todos mesmo antes de conhecê-lo, e como ele podia provar isso, começou a narrar que não era a primeira vez em que ele estava muito doente, e que há dez anos atrás, quando viajava na embarcação e estava gravemente enfermo ao ser abandonado pelos amigos, Jesus enviou-lhe um simples escravo para lhe ajudar na sua cura; e narrou todos os detalhes que ocorreu naquela viagem na embarcação. Sérgio Paulo ficou muito impressionado e reconheceu que os discípulos de Jesus traziam a notícia do Salvador. Barnabé também ficou impressionado com a fé fervorosa com que Saulo falou sobre Jesus. Outro fato importante no despertar do procônsul foi a cura do mago judeu que há muito tempo estava  junto com ele tentando curá-lo. Este, durante a visita dos discípulos, perdeu a visão e foi curado por Saulo.
     Devido a esses acontecimentos, e sabendo do real objetivo dos discípulos, que era expandir o Evangelho, o procônsul Sergio Paulo patrocinou a construção de uma igreja ali em Nea-Pafos. Também, Barnabé totalmente admirado pelos feitos ali realizados por Saulo, que reconheceu estar ele iluminado pelo mestre Jesus, propôs que seu nome fosse mudado a partir dali. Saulo aceitando a sugestão, em homenagem àquele feitor romano, mudou seu nome para Paulo.

      Barnabé, Paulo e João Marcos permaneceram alguns dias ali em Nea-Pafos; e apesar do jovem João Marcos desejar servir a Jesus, ele ainda era fiel as tradições do Judaísmo. Quando Paulo e Barnabé manifestou o desejo de levar o Evangelho para outras regiões da Panfília ele ficou contrariado por achar que esta região era habitada por pessoas muito ignorantes e era perigosa e cheia de ladrões. Mesmo contrariado João Marcos seguiu junto ao tio e a Paulo para Atália. Ali pregaram a Boa Nova e distribuíram cópias do Evangelho.
       
       Depois foram para outa cidade de nome Perge; ali pregaram o evangelho e realizaram curas e distribuíram cópias das anotações de Levi. Depois quando resolveram ir para Antioquia da Pisídia, pois Paulo possuía intenso entusiasmo e energia em querer levar o Evangelho de Jesus para muitos lugares, João Marcos sentindo dificuldades, diante da falta de recursos, para acompanhar as longas viagens manifesta o desejo de voltar para Jerusalém.

      
Viagem de Paulo e Barnabé/Internet
Paulo e Barnabé prosseguiram sozinhos enfrentando os desafios da viagem, dormindo ao relento, sendo assaltados tendo até mesmo as cópias do evangelho e alimentos roubados.
       Chegando em Antioquia de Pisídia alugaram um quarto simples e Paulo conseguiu um trabalho de tecelão numa tenda. Ali pregaram o evangelho e promoveram curas, mesmo sofrendo preconceito e ameaças dos orgulhosos judeus fariseus. A nova palavra foi bem aceita entre os gentios que eram a grande classe média do local.
       Depois foram para Icônio, Licaônia, Listra, Derbe regressando para Perge, Atália,  Selêucia e Antioquia.
       Após inúmeras viagens onde em meio a aceitação de uns e rejeição de outros foram formando as igrejas com agregação em suas tradições dos ensinamentos de Jesus através das cópias de Levi. Até que Paulo chega a Roma levando a pregação da Boa Nova de Jesus.

        Não é minha intenção aqui descrever toda a história das viagens de Paulo e o desfecho do martírio de cada discípulo. Vocês poderão ler e estudar o livro: “Paulo e Estevão” – psicografado por Francisco Cândido Xavier, onde é mostrado todas as dificuldades de se trazer a nova doutrina dentro de uma cultura milenar com tradição tão forte.
       O livro descreve também sobre as “Cartas de Paulo” que posteriormente ele escreveu para todas as igrejas formadas por eles dando novas diretrizes a elas.

      O objetivo da pequena síntese que fiz da narrativa do espírito Emanuel sobre Paulo e Estevão foi de complementar o estudo feito pelos teólogos quando descreveram que os registros dos Evangelistas não foram feitos ao mesmo tempo.
      Como vimos, o primeiro a registrar sobre a vida de Jesus foi Levi (Mateus), depois Lucas e Marcos tiveram acesso a esses registros e narraram conforme suas interpretações. João, por ter vivido  diretamente com Jesus, também fez seus registros com novas descrições.

      No livro percebermos que para o Evangelho ser aceito ele teve que se adaptar à tradição judaica; principalmente em Jerusalém, devido às perseguições, as pregações eram acompanhadas das escrituras antigas.
      Graças aos esforços dos discípulos e seguidores de Jesus em divulgar a “Boa Nova”, o Evangelho, é que hoje nós conhecemos sobre a  vida de jesus e os seus ensinamentos.                                                                                                                                                                                                      V. Lau

Continua...

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Bibliografia:

“O Evangelho Segundo o Espiritismo” – Allan Kardec; tradução de Salvador Gentile, revisão de Elias Barbosa. Araras, SP,IDE, 309 edição, 2005.

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“BOA NOVA” – pelo Espírito Humberto de Campos – psicografado por Francisco Cândido Xavier – 37ª edição. FEB , Brasília 2013

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"Paulo e Estevão": episódios históricos do Cristianismo primitivo: romance / pelo Espírito Emmanuel; [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. - 45.ed. - 11. imp. - Brasília: FEB, 2017

Paris, 1864

Allan Kardec

8. Deus consola os humildes e dá forças aos aflitos que a pedem. Seu poder cobre a Terra e, por toda parte, ao lado de uma lágrima Ele colocou um bálsamo consolador. O devotamento e a abnegação são uma prece contínua e encerram um ensinamento profundo. A sabedoria humana reside nessas duas palavras. Possam todos os Espíritos sofredores compreender essa verdade, em vez de clamarem contra suas dores, contra os sofrimentos morais que são o vosso quinhão neste mundo. Tomai, pois, por divisa estas duas palavras: devotamento e abnegação, e sereis fortes, porque elas resumem todos os deveres que a caridade e a humildade vos impõem. O sentimento do dever cumprido vos dará repouso ao espírito e resignação. O coração bate melhor, a alma se asserena e o corpo já não sente desfalecimentos, porque o corpo sofre tanto mais, quanto mais profundamente o espírito é golpeado. – O Espírito de Verdade. (Le Havre, 1863.)
“O Evangelho Segundo o Espiritismo”

Pedro Leopoldo (MG), 9 de novembro de 1940.

 
Espírito Humberto de Campos
COMUNHÃO COM DEUS
     As elucidações do Mestre, relativamente à oração, sempre encontravam nos discípulos certa perplexidade, quase que invariavelmente em virtude das ideias novas que continham, acerca da concepção de Deus como Pai carinhoso e amigo. Aquela necessidade de comunhão com o seu amor, que Jesus não se cansava de salientar, lhes aparecia como problema obscuro, que o homem do mundo não conseguiria realizar. A esse tempo, os essênios constituíam um agrupamento de estudiosos das ciências da alma, caracterizando as suas atividades de modo diferente, porque sem públicas manifestações de seus princípios. Desejoso de satisfazer à curiosidade própria, João procurou conhecer-lhes, de perto, os pontos de vista, em matéria das relações da comunidade com Deus e, certo dia, procurou o Senhor, de modo a ouvi-lo mais amplamente sobre as dúvidas que lhe atormentavam o coração:

     Mestre – disse ele, solícito –, tenho desejado sinceramente compreender os meus deveres atinentes à oração, mas sinto que minha alma está tomada de certas hesitações. Anseio por esta comunhão perene com o Pai; todavia, as ideias mais antagônicas se opõem aos meus desejos. Ainda agora, manifestando meu pensamento, acerca de minhas necessidades espirituais, a um amigo que se instrui com os essênios, asseverou-me ele que necessito compreender que toda edificação espiritual se deve processar num plano oculto. Mas suas observações me confundiram ainda mais. Como poderei entender isso? Devo, então, ocultar o que haja de mais santo em meu coração?
     O Messias, arrancado de suas meditações, respondeu com brandura: – João, todas as dúvidas que te assaltam se verificam pelo motivo de não haveres compreendido, até agora, que cada criatura tem um santuário no próprio espírito, em que a sabedoria e o amor de Deus se manifestam, por intermédio das vozes da consciência. Os essênios levam muito longe a teoria do labor oculto, pois, antes de tudo, precisamos considerar que a Verdade e o bem devem ser patrimônio de toda a Humanidade em comum. No entanto, o que é indispensável é saber dar a cada criatura, de acordo com as suas necessidades próprias. Nesse ponto, estão muito certos quanto ao zelo que os caracteriza, porque os unguentos reservados a um ferido não se ofertam ao faminto que precisa de pão. Também eu tenho afirmado que não poderei ensinar tudo o que desejara aos meus discípulos, sendo compelido a reservar outras lições do Evangelho do Reino para o futuro, quando a magnanimidade divina permitir que a voz do Consolador se faça ouvir entre os homens sequiosos de conhecimento. Não tens observado o número de vezes em que necessito recorrer a parábolas para que a revelação não ofusque o entendimento geral? No que se refere à comunhão de nossas almas com Deus, não me esqueci de recomendar que cada espírito ore no segredo do seu íntimo, no silêncio de suas esperanças e aspirações mais sagradas. É que cada criatura deve estabelecer o seu próprio caminho para mais alto, erguendo em si mesma o santuário divino da fé e da confiança, onde interprete sempre a vontade de Deus, com respeito ao seu destino. A comunhão da criatura com o Criador é, portanto, um imperativo da existência e a prece é o luminoso caminho entre o coração humano e o Pai de Infinita Bondade.
      O Apóstolo escutou as observações do Mestre, parecendo meditar austeramente. Entretanto, obtemperou: – Mas a oração deve ser louvor ou súplica? Ao que Jesus respondeu com bondade: – Por prece devemos interpretar todo ato de relação entre o homem e Deus. Devido a isso mesmo, como expressão de agradecimento ou de rogativa, a oração é sempre um esforço da criatura em face da Providência divina. Os que apenas suplicam podem ser ignorantes, os que louvam podem ser somente preguiçosos. Todo aquele, porém, que trabalha pelo bem, com as suas mãos e com o seu pensamento, esse é o filho que aprendeu a orar, na exaltação ou na rogativa, porque em todas as circunstâncias será fiel a Deus, consciente de que a vontade do Pai é mais justa e sábia do que a sua própria.

– E como ser leal a Deus, na oração? – interrogou o Apóstolo, evidenciando as suas dificuldades intelectuais. – A prece já não representa em si mesma um sinal de confiança? Jesus contemplou-o com a sua serenidade imperturbável e retrucou: – Será que também tu não entendes? Não obstante a confiança expressa na oração e a fé tributada à providência superior, é preciso colocar acima delas a certeza de que os desígnios celestiais são mais sábios e misericordiosos do que o capricho próprio; é necessário que cada um se una ao Pai, comungando com a sua vontade generosa e justa, ainda que seja contrariado em determinadas ocasiões. Em suma, é imprescindível que sejamos de Deus. Quanto às lições dessa fidelidade, observemos a própria Natureza, em suas manifestações mais simples. Dentro dela, agem as Leis de Deus e devemos reconhecer que todas essas leis correspondem à sua amorosa sabedoria, constituindo-se suas servas fiéis, no trabalho universal. Já ouviste falar, alguma vez, que o Sol se afastou do céu, cansado da paisagem escura da Terra, alegando a necessidade de repousar? A pretexto de indispensável repouso, teriam as águas privado o globo de seus benefícios, em certos anos? Por desagradável que seja em suas características, a tempestade jamais deixou de limpar as atmosferas. Apesar das lamentações dos que não suportam a umidade, a chuva não deixa de fecundar a terra! João, é preciso aprender com as Leis da Natureza a fidelidade a Deus! Quem as acompanha, no mundo, planta e colhe com abundância. Observar a lealdade para com o Pai é semear e atingir as mais formosas searas da alma no Infinito! Vê, pois, que todo o problema da oração está em edificarmos o Reino do céu entre os sentimentos de nosso íntimo, compreendendo que os atributos divinos se encontram também em nós. O Apóstolo guardou aqueles esclarecimentos, cheio de boa vontade no sentido de alcançar a sua perfeita compreensão. – Mestre – confessou, respeitoso –, vossas elucidações abrem uma estrada nova para minha alma; contudo, eu vos peço, com a sinceridade da minha afeição, me ensineis, na primeira oportunidade, como deverei entender que Deus está igualmente em nós. O Messias fixou nele o olhar translúcido e, deixando perceber que não poderia ser mais explícito com o recurso das palavras, disse apenas: – Eu to prometo. A conversação que vimos de narrar verificara-se nas cercanias de Jerusalém, numa das ausências eventuais do Mestre do círculo bem-amado de sua família espiritual em Cafarnaum. No dia seguinte, Jesus e João demandaram Jericó, a fim de atender ao programa de viagem organizado pelo primeiro. Na excursão a pé, ambos se entretinham em admirar as poucas belezas do caminho, escassamente favorecido pela Natureza. A paisagem era árida e as árvores existentes apresentavam as frondes recurvadas, entremostrando a pobreza da região, que não lhes incentivava o desenvolvimento. Não longe de uma pequena herdade, o Mestre e o Apóstolo encontraram um rude lavrador, cavando grande poço à beira do caminho. Bagas de suor lhe desciam da fronte; mas seus braços fortes iam e vinham à terra, na ânsia de procurar o líquido precioso. Ante aquele quadro, Jesus estacionou com o discípulo, a pretexto de breve descanso, e, revelando o interesse que aquele esforço lhe despertava, perguntou ao trabalhador: – Amigo, que fazes?Busco a água que nos falta – redarguiu com um sorriso o interpelado. – A chuva é assim tão escassa nestas paragens? – tornou Jesus, evidenciando afetuoso cuidado. – Sim, nas proximidades de Jericó, ultimamente, a chuva se vem tornando uma verdadeira graça de Deus. O homem do campo prosseguiu no seu trabalho exaustivo; mas, apontando para ele, o Messias disse a João, em tom amigo: – Este quadro da Natureza é bastante singelo; porém, é na simplicidade que encontramos os símbolos mais puros. Observa, João, que este homem compreende que sem a chuva não haveria mananciais na Terra, mas não para em seu esforço, procurando o reservatório que a Providência divina armazenou no subsolo. A imagem é pálida; todavia, chega para compreenderes como Deus reside também em nós. Dentro do símbolo, temos de entender a chuva como o favor de sua misericórdia, sem o qual nada possuiríamos. Esta paisagem deserta de Jericó pode representar a alma humana, vazia de sentimentos santificadores. Este trabalhador simboliza o cristão ativo, cavando junto dos caminhos áridos, muitas vezes com sacrifício, suor e lágrimas, para encontrar a luz divina em seu coração. E a água é o símbolo mais perfeito da essência de Deus, que tanto está nos céus, como na Terra. O discípulo guardou aquelas palavras, sabendo que realizara uma aquisição de claridades imorredouras. Contemplou o grande poço, onde a água clara começava a surgir, depois de imenso esforço do humilde trabalhador que a procurava desde muitos dias, e teve nítida compreensão do que constituía a necessária comunhão com Deus. Experimentando indefinível júbilo no coração, tomou das mãos do Messias e as osculou, com a alegria do seu espírito alvoroçado. Confortado, como alguém que vencera grande combate íntimo, João sentiu que finalmente compreendera.
“BOA NOVA”