sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Quem é Jesus? Por que Ele Nasceu na terra? E Por que Ele Retornará? - Parte 15


Continuando nossas reflexõesanteriores ...

Por que Jesus Nasceu na Terra?

      
Tumulo de Jesus


Os registros nos Evangelhos de Mateus, João, Lucas, Marcos e atos dos apóstolos nos traz informações preciosas para entendermos aquele importante momento após o martírio de Jesus. Percebemos que cada evangelista registrou, cada um à sua maneira, certos acontecimentos na condição de testemunhas ou tendo ouvido relatos de outros, formando assim, no conjunto, um registro histórico importante que se complementam e tornou-se a biografia da passagem do Mestre naquele recanto da Terra.



Mateus 27: 57-66
O sepultamento
Chegada a tarde, veio um homem rico de Arimatéia, chamado José, o qual também se tornara discípulo de Jesus. E dirigindo- se a Pilatos, pediu-lhe o corpo de Jesus. Então Pilatos mandou que lhe fosse entregue. José, tomando o corpo, envolveu-o num lençol limpo e o pôs em seu túmulo novo, que talhara na rocha. Em seguida rolando uma grande pedra para a entrada do túmulo, retirou-se. Ora, Maria Madalena e a outra Maria estavam ali sentadas em frente ao sepulcro. 

A guarda do túmulo 
No dia seguinte, um dia depois da Preparação, os chefes dos sacerdotes e os fariseus, reunidos junto a Pilatos, diziam: "Senhor, lembramo-nos de que aquele impostor disse, quando ainda vivo: 'Depois de três dias ressuscitarei!' Ordena, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até o terceiro dia, para que os discípulos não venham roubá-lo e depois digam ao povo: 'Ele ressuscitou dos mortos!' e a última impostura será pior do que a primeira". Pilatos respondeu: "Tendes uma guarda; ide, guardai o sepulcro, como entendeis". E, saindo, eles puseram em segurança o sepulcro, selando a pedra e montando guarda.
(ler também: João 19:38-42; Marcos 15:42-47; Lucas 23:50-56)

    Com a chegada da ciência do espírito, através das novas revelações, vamos ter um complemento, de forma mais ampla, sob um contexto cósmico, do que ocorreu nos bastidores espirituais daquele momento. Assim, vamos entender melhor o verdadeiro motivo do nascimento de Jesus no planeta Terra.

     Desmaterialização do corpo físico de Jesus
     
     
     Continuando o estudo das revelações trazidas por Ângelo Inácio..., ele narra que após a crucificação de Jesus, seus discípulos viveram a mais tormentosa tristeza que haviam experimentado em suas existências.
      Soldados romanos, seguindo ordens, montaram guarda ao redor do túmulo porque alguns religiosos e políticos temiam que o corpo de Jesus fosse roubado.
      Já na dimensão invisível aos olhos humanos, pairando sobre a gruta, estavam os mesmos seres que estiveram presentes no nascimento de Jesus. Eram os seres das estrelas que participaram na preparação da genética do corpo especial de Jesus.
      Jesus ao se desprender definitivamente de seu corpo físico, enquanto descia às regiões abismais das sombras, para o último chamado às multidões de seres degredados, seu corpo, sepultado na gruta, começou a desmaterializar-se. Desde a preparação genética inicial para receber o espírito da iluminada consciência cósmica, seu corpo especial fora programado para se desmaterializar. Isso foi previsto com o objetivo de evitar que o corpo se tornasse objeto de culto e adoração.
          (o que ocorreu foi diferente do que acontece aos corpos comuns dos seres humanos, a decomposição. Isso significa que não restou matéria decomposta, pois as células biológicas sofreram um processo de desmaterialização. Como vimos nas primeiras reflexões, a composição genética, para a formação do corpo de Jesus, foi trabalhada para suportar a vibração, o magnetismo e a expansão de uma parte do corpo mental da superconsciência cósmica.)
     Ao redor da gruta, inúmeros seres, representantes de civilizações avançadas do cosmos, aguardavam para saudar o Cristo cósmico. Seu retorno das profundezas do abismo seria o triunfo de sua obra relativa aos seres humanos do planeta Terra. Muitos desses seres possuíam corpos de uma fisicalidade distinta que não era tão imaterial; podiam ser vistos.

Miguel e a Abertura do Sepulcro

Mateus 28:1-8
O túmulo vazio. A mensagem do Anjo
- Após o sábado, ao raiar do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria vieram ver o sepulcro. E eis que houve grande terremoto: pois o Anjo do Senhor, descendo do céu e aproximando-se, removeu a pedra e sentou-se sobre ela. O seu aspecto era como o do relâmpago e a sua roupa, alva como a neve. Os guardas tremeram de medo dele e ficaram como mortos. Mas o Anjo, dirigindo-se às mulheres, disse-lhes: “Não temais! Sei que estais procurando Jesus, o crucificado. Ele não está aqui, pois ressuscitou, conforme havia dito. Vinde ver o lugar onde ele jazia, e, depressa, ide dizer aos seus discípulos: `Ele ressuscitou de entre os mortos, e eis que vos precede na Galileia; é lá que o vereis`. Vede bem, eu vo-lo disse!” Elas, partindo depressa do túmulo, comovidas e com grande alegria, correram a anunciá-lo aos seus discípulos.




      Ângelo Inácio descreve que: de repente, acima do local do sepulcro, ocorreu um rasgo dimensional e dele surgiu um ser com uma armadura resplandecente e portando, em sua mão, um instrumento forjado em técnica das dimensões superiores, no formato de uma espada, representando a justiça divina; era Miguel príncipe dos exércitos celestes.
      A sua passagem pelo rasgo dimensional e sua materialização no mundo visível provocou um estrondo que repercutiu em várias dimensões.  Isso era consequência do entrechoque da matéria do mundo físico e a antimatéria do universo paralelo. Surgiu um terremoto sendo percebido a quilômetros de distância do local. O templo sagrado dos judeus e o palácio de Herodes foram abalados.
     Os seres das estrelas, que protegiam o sepulcro, volitando para cima se uniram a Miguel e desceram em velocidade alucinante para a gruta.

     A medida que Miguel foi se aproximando da gruta, Jesus em puro corpo mental superior, com a forma sublime que tinha antes da corporificação, iniciava seu regresso de sua visita aos seres da escuridão. Novamente, as energias dos dois seres provocaram um enorme terremoto que sacudiu a Judeia em grande extensão.

     Os soldados que vigiavam o sepulcro e os espíritos das sombras que tentavam se aproximar do sepulcro não puderam contemplar a face poderosa de Miguel. Os soldados, com a visão humana, apenas perceberam o reflexo do rosto do príncipe da justiça divina, devido a tamanha a luminosidade. Os seres das sombras, na dimensão extrafísica, debandaram diante da força moral de Miguel e de sua luz.

     Miguel após aterrissar na gruta empunhando sua espada, instrumento de tecnologia cósmica superior, erguendo-a com a mão direita, criou um fenda dimensional no interior da gruta, abrindo assim uma passagem para Jesus que retornava das regiões do abismo com toda a sua glória, iluminando tudo ao redor.

     Miguel com apenas um gesto fez rolar a pedra que fechava o sepulcro de cujo interior irradiou uma enorme luz. Depois volitando suavemente pousou sobre a pedra que fechava o sepulcro, sentando-se sobre ela. Centenas de seres das estrelas circundava o local projetando de suas naves campos de força contribuindo assim para a passagem do coordenador evolutivo dos mundos da galáxia, Jesus. 

Jesus e os Seres Resgatados das Regiões da Escuridão


       De dentro do sepulcro saía uma forma luminosa tão intensa que as demais luzes dos seres participantes se ofuscaram. Jesus, como um sol, irradiando tamanho esplendor abrigava milhões de seres que trazia junto de si. Esses eram os espíritos que aceitaram em seus corações as palavras do Cristo durante às suas visitas nas regiões da escuridão no mundo de prisão. Fazia parte dos contingentes desses seres grande número de chefes de legião e milhares de experientes especialistas de diversos mundos que vieram para a Terra em processo de exílio.
       As legiões de Miguel, com o auxílio dos seres das estrelas, compatriotas estelares dos degredados, recolheram todos os seres trazidos no campo luminoso de Jesus que saiam através da fenda dimensional que dava passagem das profundezas da escuridão.

      Ângelo Inácio narra que: (...) O ser cósmico, que descera ao mais profundo abismo para falar a exilados de diversos mundos, onde se filiaram a uma política inumana, oposta à política divina, adquiriu poder sobre todos os homens, sobre todos os espíritos – e venceu a própria morte. Regressava do cárcere infernal como o mais brilhante conquistador de todas as épocas, sem fazer uso de espadas ou qualquer instrumento, a não ser a autoridade moral de suas palavras e a força do exemplo, que correspondiam exatamente ao discurso que proferia. (...)
      (...) Em breve, retornaria a seu Reino, levando aos governadores siderais a mensagem de que havia esperança para os seres albegardos no terceiro mundo do Sistema Solar. Ainda restava esperança para a humanidade. (...)


Testemunho dos Soldados

       Os soldados de Herodes e os soldados cedidos por Pilatos aos sacerdotes judeus caíram ao chão diante da visão que presenciaram. Miguel, para conservá-los lúcidos, para que pudessem perceber o que ocorria ali na dimensão invisível aos olhos comuns, aplicou um forte influxo magnético neles, afim de que testemunhassem a glória de Jesus.  Com suas habilidades psíquicas acentuadas, ficaram possuído por um grande medo ao perceberem o que ocorria na dimensão extrafísica ali. Viram os seres das estrelas, Miguel e a irradiação intensa de Jesus ao  entrar na crosta terrena. Alguns deles desmaiaram e outros expiraram devido ao choque emocional, sendo imediatamente amparados pelos agentes da justiça, assim que abandonaram o corpo físico.

Impacto nos Seres Dominadores da Escuridão

      Os seres da escuridão, as potestades e os príncipes das trevas ficaram estarrecidos, diante o que ocorreu, com a visita do embaixador cósmico, Jesus, em seus domínios; e nem imaginaram que Ele pudesse arrastar consigo seus súditos, os estrategistas competentes sob seus domínios. Muitos desses seres eram dominados e serviam sem saberem a quem serviam. Diante da proposta do Cristo de se redimirem e retornarem às suas pátrias de origem entregaram-se a nova chance do recomeço. Os maiorais do abismo, também, nunca imaginaram que Jesus possuía tamanho poder a ponto de impedi-los de reagirem contra aquela atuação, e libertando os seres de diversas dimensões da escuridão.


V. Lau

Continua...

Ir para  👉 a próxima
Ir para  👉 a anterior

Referência de estudo: 
- "Bíblia de jerusalém" - Paulus, 2002

Adquirir livro: - Kindle eBook - https://amzn.to/4qbBBHt
                         - Capa Comum - https://amzn.to/3KJ8mMQ
- "Os Abduzidos" -  pelo Espírito Ângelo Inácio; [psicografado por] Robson Pinheiro. - Contagem, MG: Casa dos Espíritos, 2015. - (Série Crônicas da Terra: v. 4).

Adquirir livro: - Capa Comum - https://amzn.to/4pREvAT
Boa Nova -pelo Espírito Humberto de Campos; [psicografado por] Francisco Candido Xavier. – Brasília: FEB,2013

Pedro Leopoldo (MG), 9 de novembro de 1940.

Espírito Humberto de Campos


 
Chico Xavier


       Os Quinhentos da Galileia

      Depois do Calvário, verificadas as primeiras manifestações de Jesus no cenáculo singelo de Jerusalém, apossara-se de todos os amigos sinceros do Messias uma saudade imensa de sua palavra e de seu convívio. A maioria deles se apegava aos discípulos, como querendo reter as últimas expressões de sua mensagem carinhosa e imortal.
      O ambiente era um repositório vasto de adoráveis recordações. Os que eram agraciados com as visões do Mestre se sentiam transbordantes das mais puras alegrias. Os companheiros inseparáveis e íntimos se entretinham em longos comentários sobre as suas reminiscências inapagáveis.
     Foi quando Simão Pedro e alguns outros salientaram a necessidade do regresso a Cafarnaum, para os labores indispensáveis da vida.
     Em breves dias, as velhas redes mergulhavam de novo no Tiberíades, por entre as cantigas rústicas dos pescadores.
    Cada onda mais larga e cada detalhe do serviço sugeriam recordações sempre vivas no tempo. As refeições ao ar livre lembravam o contentamento de Jesus ao partir o pão; o trabalho, quando mais intenso, como que avivava a sua recomendação de bom ânimo; a noite silenciosa reclamava a sua bênção amiga.
     Embebidos na poesia da Natureza, os apóstolos organizavam os mais elevados projetos, com relação ao futuro do Evangelho. A residência modesta de Cefas, obedecendo às tradições dos primitivos ensinamentos, continuava a ser o parlamento amistoso, onde cada um expunha os seus princípios e as suas confidências mais recônditas. No entanto, ao pé do monte, onde o Cristo se fizera ouvir algumas vezes, exalçando as belezas do Reino de Deus e da sua justiça, reuniam-se invariavelmente todos os antigos seguidores mais fiéis, que se haviam habituado ao doce alimento de sua palavra inesquecível. Os discípulos não eram estranhos a essas rememorações carinhosas e, ao cair da tarde, acompanhavam a pequena corrente popular pela via das recordações afetuosas.
      Falava-se vagamente de que o Mestre voltaria ao monte para despedir-se. Alguns dos apóstolos aludiam às visões em que o Senhor prometia fazer de novo ouvida a sua palavra num dos lugares prediletos das suas pregações de outros tempos.
      Numa tarde de azul profundo, a reduzida comunidade de amigos do Messias, ao lado da pequena multidão, reuniu-se em preces, no sítio solitário. João havia comentado as promessas do Evangelho, enquanto na encosta se amontoava a assembleia dos fiéis seguidores do Mestre. Viam-se, ali, algumas centenas de rostos embevecidos e ansiosos. Eram romanos de mistura com judeus desconhecidos, mulheres humildes conduzindo os filhos pobres e descalços, velhos respeitáveis, cujos cabelos alvejavam da neve dos repetidos invernos da vida.
       Nesse dia, como que a antiga atmosfera se fazia sentir mais fortemente. Por instinto, todos tinham a impressão de que o Mestre voltaria a ensinar as bem-aventuranças celestiais. Os ventos recendiam suave perfume, trazendo as harmonias do lago próximo. Do céu muito azul, como em festa para receber a claridade das primeiras estrelas, parecia descer uma tranquilidade imensa que envolvia todas as coisas. Foi nesse instante, de indizível grandiosidade, que a figura do Cristo assomou no cume iluminado pelos derradeiros raios do sol.
      Era Ele.
     Seu sorriso desabrochava tão meigo, como ao tempo glorioso de suas primeiras pregações, mas de todo o seu vulto se irradiava luz tão intensa que os mais fortes dobraram os joelhos. Alguns soluçavam de júbilo, presas das emoções mais belas de sua vida. As mãos do Mestre tomaram a atitude de quem abençoava, enquanto um divino silêncio parecia penetrar a alma das coisas. A palavra articulada não tomou parte naquele banquete de luz imaterial; todos, porém, lhe perceberam a amorosa despedida e, no mais íntimo da alma, lhe ouviram a exortação magnânima e profunda:
      – Amados – a cada um se afigurou escutar na câmara secreta do coração –, eis que retomo a vida em meu Pai para regressar à luz do meu Reino!... Enviei meus discípulos como ovelhas ao meio de lobos e vos recomendo que lhes sigais os passos no escabroso caminho. Depois deles, é a vós que confio a tarefa sublime da redenção pelas verdades do Evangelho. Eles serão os semeadores, vós sereis o fermento divino. Instituo-vos os primeiros trabalhadores, os herdeiros iniciais dos bens divinos. Para entrardes na posse desse tesouro celestial, muita vez experimentareis o martírio da cruz e o fel da ingratidão... Em conflito permanente com o mundo, estareis na Terra, fora de suas leis implacáveis e egoísticas, até que as bases do meu Reino de concórdia e justiça se estabeleçam no espírito das criaturas. Negai-vos a vós mesmos, como neguei a minha própria vontade na execução dos desígnios de Deus, e tomai a vossa cruz para seguir-me.
      “Séculos de luta vos esperam na estrada universal. É preciso imunizar o coração contra todos os enganos da vida transitória, para a soberana grandeza da vida imortal. Vossas sendas estarão repletas de fantasmas de aniquilamento e de visões de morte. O mundo inteiro se levantará contra vós, em obediência espontânea às forças tenebrosas do mal, que ainda lhe dominam as fronteiras. Sereis escarnecidos e aparentemente desamparados; a dor vos assolará as esperanças mais caras; andareis esquecidos na Terra, em supremo abandono do coração. Não participareis do venenoso banquete das posses materiais, sofrereis a perseguição e o terror, tereis o coração coberto de cicatrizes e de ultrajes. A chaga é o vosso sinal; a coroa de espinhos, o vosso símbolo; a cruz, o recurso ditoso da redenção. Vossa voz será a do deserto, provocando, muitas vezes, o escárnio e a negação da parte dos que dominam na carne perecível.

      “Porém, no desenrolar das batalhas, sem sangue, do coração, quando todos os horizontes estiverem abafados pelas sombras da crueldade, dar-vos-ei da minha paz, que representa a água viva. Na existência ou na morte do corpo, estareis unidos ao meu Reino. O mundo vos cobrirá de golpes terríveis e destruidores, mas, de cada uma das vossas feridas, retirarei o trigo luminoso para os celeiros infinitos da graça, destinados ao sustento das mais ínfimas criaturas!... Até que o meu Reino se estabeleça na Terra, não conhecereis o amor no mundo; eu, no entanto, encherei a vossa solidão com a minha assistência incessante. Gozarei em vós, como gozareis em mim, o júbilo celeste da execução fiel dos desígnios de Deus. Quando tombardes, sob as arremetidas dos homens ainda pobres e infelizes, eu vos levantarei no silêncio do caminho, com as minhas mãos dedicadas ao vosso bem. Sereis a união onde houver separatividade, sacrifício onde existir o falso gozo, claridade onde campearem as trevas, porto amigo, edificado na rocha da fé viva, onde pairarem as sombras da desorientação. Sereis meu refúgio nas igrejas mais estranhas da Terra, minha esperança entre as loucuras humanas, minha verdade onde se perturbe a ciência incompleta do mundo!...

       “Amados, eis que também vos envio como ovelhas aos caminhos obscuros e ásperos. Entretanto, nada temais! Sede fiéis ao meu coração, como vos sou fiel, e o bom ânimo representará a vossa estrela! Ide ao mundo, onde teremos de vencer o mal! Aperfeiçoemos a nossa escola milenária, para que aí seja interpretada e posta em prática a lei de amor do nosso Pai, em obediência feliz à sua vontade augusta!”

       Sagrada emoção senhoreara-se das almas em êxtase de ventura. Foi então que observaram o Mestre, rodeado de luz, como a elevar-se ao Céu, em demanda de sua gloriosa esfera do Infinito.

      Os primeiros astros da noite brilhavam no alto, como flores radiosas do Paraíso. No monte galileu, cinco centenas de corações palpitavam, arrebatados por intraduzível júbilo. Velhos trêmulos e encarquilhados desceram a encosta, unidos uns aos outros, como solidários para sempre, no mesmo trabalho de grandeza imperecível. Anciãs de passo vacilante, coroadas pela neve das experiências da vida, abraçavam-se às filhas e netas, jovens e ditosas, tomadas de indefinível embriaguez da alma. Romanos e judeus, ricos e pobres, confraternizavam felizes, adivinhando a necessidade de cooperação na tarefa santa. Os antigos discípulos, cercando a figura de Simão Pedro, choravam de contentamento e esperança.
      Naquela noite de imperecível recordação, foi confiado aos quinhentos da Galileia o serviço glorioso da evangelização das coletividades terrestres, sob a inspiração de Jesus Cristo. Mal sabiam eles, na sua mísera condição humana, que a palavra do Mestre alcançaria os séculos do porvir. E foi assim que, representando o fermento renovador do mundo, eles reencarnaram em todos os tempos, nos mais diversos climas religiosos e políticos do planeta, ensinando a Verdade e abrindo novos caminhos de luz, por meio dos bastidores eternos do tempo.
      Foram eles os primeiros a transmitir a sagrada vibração de coragem e confiança aos que tombaram nos campos do martírio, semeando a fé no coração pervertido das criaturas. Nos circos da vaidade humana, nas fogueiras e nos suplícios, ensinaram a lição de Jesus, com resignado heroísmo. Nas Artes e nas Ciências, plantaram concepções novas de desprendimento do mundo e de belezas do Céu e, no seio das mais variadas religiões da Terra, continuam revelando o desejo do Cristo, que é de união e de amor, de fraternidade e concórdia. Na qualidade de discípulos sinceros e bem-amados, desceram aos abismos mais tenebrosos, redimindo o mal com os seus sacrifícios purificadores, convertendo, com as luzes do Evangelho, à corrente da redenção, os Espíritos mais empedernidos. Abandonados e desprotegidos na Terra, eles passam, edificando no silêncio as magnificências do Reino de Deus, nos países dos corações e, multiplicando as notas de seu cântico de glória por entre os que se constituem instrumentos sinceros do bem com Jesus Cristo, formam a caravana sublime que nunca se dissolverá.

Boa Nova -pelo Espírito Humberto de Campos; [psicografado por] Francisco Candido Xavier. – Brasília: FEB,2013

sábado, 19 de janeiro de 2019

Quem é Jesus? Por que Ele nasceu na Terra? E por que Ele retornará? - Parte 14

Por que Jesus Nasceu na Terra?

Vamos continuar nossa reflexão anterior...

Com efeito, também Cristo morreu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, a fim de vos conduzir a Deus. Morto na carne, foi vivificado no espírito, no qual foi também pregar aos espíritos em prisão
Pedro 3:18-19

O Grande Plano de Jesus

      Continuando nossas reflexões ... com o estudo das informações trazidas pelo espírito Ângelo Inácio, no seu livro “Os Abduzidos”, vamos compreender os muitos relatos contidos no Novo Testamento e o verdadeiro motivo de Jesus ter nascido na Terra.
      Como está registrado nos evangelhos (Jo 7:1-8) havia uma grande perseguição, pelos judeus, a Jesus, os quais queriam matá-lo. Segundo Ângelo Inácio, os escribas, fariseus e os principais sacerdotes do povo e do templo do Senhor em Jerusalém, durante as festas que ocorreriam, esperavam confrontar Jesus em meio à multidão para desmascará-lo e achar um pretexto para acusá-lo e condená-lo. 
      Por parte de Jesus havia um grande plano, e esse não incluía somente enfrentar o sistema sacerdotal vigente da época, com a proposta dos novos princípios do reino celeste. Havia a questão espiritual, de ordem cósmica, que abrangia a evolução de todos os seres espirituais nas dimensões extrafísicas do planeta Terra. E, por sua vontade, ele esquivou-se de ser pego pelos representantes do sistema de poder e religioso, até que ele realizasse seu trabalho nas dimensões espirituais; e no momento certo, após pouco tempo junto aos seus discípulos, em peregrinação para ensinar os princípios do reino de Deus, entregasse seu corpo; e assim, livre em espírito, pudesse concluir seu trabalho junto a imensidão de espíritos rebeldes nas dimensões extrafísicas.
     Naquele tempo, em que os feitos de Jesus já eram conhecidos e comentados pelo povo e contestados pelos donos do poder terrestre, a sua ida à festa de Jerusalém mereceu certos cuidados quanto à sua perseguição.
     Ele fez a sua viagem sozinho preservando seus familiares e seguidores; e no momento mais solene da festa ele entrou no templo.


Nos Bastidores Extrafísico do Templo de Jerusalém


     Além do que já está registrado nos evangelhos, Ângelo Inácio revela o que ocorria na dimensão espiritual quando Jesus entrou no grande templo de Jerusalém.
     Os seres das dimensões das sombras, representantes dos dragões, os que não despertaram durante as visitas de Jesus nas regiões densas na subcrosta da Terra, ao longo dos 30 anos em que ele desceu às dimensões vibratórias extrafísicas, nos domínios dos ditadores da escuridão, resolveram subir à crosta e se infiltraram no público do templo. Eles se aproximaram das auras dos sacerdotes, dos fariseus, dos escribas e líderes populares para influenciá-los.

      Apesar da presença, na dimensão invisível, extrafísica, no ambiente do templo, e aos arredores, de Miguel e seus assessores, fazendo a vigilância espiritual, Jesus não se utilizou de sua autoridade sideral para a intervenção desses agentes da justiça divina, em seu benefício.
      Estava respeitando o livre arbítrio daqueles seres, nas duas dimensões, a física e a espiritual. Os seres das sombras, mesmo temendo a autoridade moral e o forte magnetismo que Jesus irradiava de si, sondavam, na multidão, os que ofereciam sintonia com eles para que pudessem influenciá-los.

      Diante das palavras de Jesus, que foram proferidas ali no Templo, os sacerdotes, escribas, o Sumo  Sacerdote  e os representantes do povo, da assembleia dos anciãos, ficaram extasiados diante da demonstração de conhecimento e o magnetismo que emanava dele. Ângelo Inácio destaca os trechos do evangelhos onde podemos entender melhor esses momentos: “Nunca homem algum falou assim como este homem” (Jo 7:46); “Porque  a sua palavra era com autoridade” (Lc 4:32); “Como sabe estas letras, sem ter estudado?” (Jo 7:15)

      Mas apesar de muitos terem reconhecido a autoridade moral de Jesus, alguns que ofereciam sintonia com os seres das sombras, nos momentos que se seguiram depois, serviram de instrumentos para a condenação e a crucificação de Jesus.

O que aconteceu durante os 3 dias após a crucificação de Jesus, antes da ressurreição?

      Ângelo Inácio descreve que:
(...) Com voz grave, Cristo então declarou, sabendo que cumpria parte do grande plano e que, dali, desceria às regiões mais ínferas para falar pela última vez aos espíritos rebeldes, angustiado pelo destino dos milhões de seres que, um dia, viveram entre as estrelas: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito (Lc 23:46)”.

       Assim, Jesus ao se desprender definitivamente do corpo físico, readquirindo a liberdade plena se seu espírito, desceu vibratoriamente nas dimensões das sombras no abismo da subcrosta terrena. “Morto na carne, foi vivificado no espírito, no qual foi também pregar aos espíritos em prisão”.
       Com a manifestação da luz irradiada por Jesus na escuridão do abismo, o dragão número 2, o que executava todas as ordens do dragão maioral, ficou assustado e com medo e desesperado queixou-se ao número 1:
(...) “Ó herdeiro da agonia, homem forte do abismo, senhor da tempestade que abala as nações, inimigo de todo o bem e de todo o progresso, que necessidade tinhas de nos fazer entregar este ser à morte? Como nos obrigaste e aos nossos servidores a infligir tamanho sofrimento a este que detém o poder de entrar em nossos domínios? E para que o faz? Para nos despojar de nossa autoridade e poder sobre os abismos, sobre este universo de matéria negra! Crucificamo-lo por intermédio de nossos elementos da superfície; maltratamo-lo e julgamos acabar com o seu reinado. E agora, Belzebu, príncipe das regiões ínferas? Tudo que havíamos ganhado pela ciência que detemos, pelo conhecimento que adquirimos e compartilhamos com os miseráveis deste mundo, nós o perdemos no Gólgota. Tu, príncipe da maldade, e o mais rejeitado e mórbido de todos nós, foste vencido pelo mesmo instrumento de tortura com o qual pretendeste arruinar para sempre a vida do homem das estrelas. Quanto a nós, não cuidamos que ele fosse assim tão superior, a ponto de penetrar em nossos domínios e resgatar antigos serviçais, libertando-os do jugo mental que lhes impusemos. Todo o teu júbilo por tê-lo levado ao martírio converteu-se em decepção, pois se ele aqui vem, é porque tem o poder de interferir em nosso reino, em nossa mansão e nossas cidades de poder.” (...)

     (A narração de Ângelo Inácio acima, sobre a manifestação do dragão número 2 em poder, é interessante porque ela explica a trama que se desenrolou nos bastidores espirituais do planeta Terra. Os seres encarnados, naquele momento histórico, foram instrumentos  utilizados para uma pretensa derrota do Cristo o qual apresentava uma ameaça para o reinado das sombras.)

     Naquela época o dragão número 2, dominado pelo sistema de domínio criado pelo dragão maioral, não conhecia a verdadeira identidade do número 1, mas esse não podia se esconder do pensamento do Cristo que penetrava em todas as dimensões da escuridão.
     Agora, livre da influência do corpo físico, com toda a sua majestade sublime falou ao maioral:

(...) – Uma vez te hei recebido como um principado juntamente com os teus, que subjugais o espírito humano com vossa maldade e vossos planos de domínio entre as nações. Agora, representante do Hades, grande vilão das estrelas que caiu do céu como um raio, sabes que a morte do corpo físico apenas liberou meu espírito para que todo o poder que me foi dado fosse restabelecido por forças superiores, contra as quais ainda lutas – em vão. Ó principados e potestades, poderes e tronos decaídos, vedes agora que vosso reino não prevalecerá sobre a Terra nem sobre os próprios que vos seguiam. Desde já, minhas palavras ficarão para sempre entranhadas em todas estas almas do averno. A lembrança de minha presença e minha voz jamais será obnubilada; ao contrário, reverberará em todos quantos escutaram minhas admoestações ao longo dos mais de 30 anos terrestres que aqui vos vim falar e exortar a respeito dos desígnios divinos e dos representantes de outros universos – superiores, sublimes, invisíveis aos vossos olhos. Quanto àqueles que resolveram aceitar a proposta de conhecer uma política diferente da vossa, esses ressuscitarão comigo, em espírito, pois que eu os arrebatarei de vosso poder. (...)


Jesus Convida os Espíritos Que Despertaram

   Os guardiões representantes de Miguel auxiliavam todos os espíritos que aceitaram o convite de Jesus:
(...) – Vinde. Ó vós que assentis regressar aos vossos lares entre as estrelas. Vinde comigo, ó renegados de meu Pai! O Senhor é quem vos restitui a liberdade e a honra de poder retornar aos vossos mais queridos da parentela espiritual, aos vossos clãs, às vossas famílias siderais, aos vossos compatriotas. Pois todos vós tendes neste orbe representantes de vossas sociedades de onde, um dia, fostes banidos. Vossos irmãos das estrelas, que comigo vieram a este mundo, esperam-vos no pórtico das dimensões, além da tela psíquica que aparta as realidades. Vinde e aceitai meu jugo, que é suave e brando, e encontrareis repouso para vossas consciências no trabalho proveitoso e edificante de reconstrução do vosso futuro. (...)

     Ângelo Inácio descreve que Jesus intensificou a sua luz nas regiões das sombras do abismo que até chegou a cegar todos os espíritos das trevas, chamados também de demônios, inclusive os maiorais e o principal deles.
     A reação desses seres foi de ódio, dor emocional e desprezo pela figura do Cristo e o que ele representava.
     
Revolta dos Maiorais

     A presença de Jesus irradiando a sua luz e o seu pensamento, para ser captado em todas as dimensões astrais abaixo da subcrosta terrena, abalou o sistema de reinado dos dragões principais, os maiorais das sombras. Toda a ciência que detinham de conhecimento cósmico trazida para a Terra, e aprimorada nos quase 500 mil anos, não conseguiram fazer frente à presença de Cristo naquelas regiões. Ele irradiava seu pensamento num último chamado para aqueles que, durante os 30 anos, nas suas visitas, ouviram as suas pregações no submundo da escuridão. Os sete dragões maiorais se revoltaram com urros de ódio; e o principal entre eles, o número 1, mentalmente uivava entre a dor de ser prisioneiro daquela região e a impotência em combater aquele ser que trazia tamanha autoridade moral. Todo o seu poder e conhecimento era reduzido a pó e sofria tamanha humilhação com o seu orgulho ferido.

     O dragão numero 2 em poder e domínio, revoltado, assim se expressou: (...) “- Subirei um dia até as mais distantes estrelas e lá, em meio à poeira dos mundos, levantarei meu trono, pois serei tido como o altíssimo e, então, jamais abandonarei minha morada divina. Assim, tampouco abdicarei de minha política para me render à sua, ó Filho das Estrelas, que nos vieste incomodar antes do nosso tempo.” (...)
     Era a expressão do ódio dos maiorais do abismo e também de muitos chefes de legião que permaneciam rebeldes à soberania da lei maior.

     (Por que, diante da luz e do magnetismo irradiado por Jesus naquelas dimensões, todos aqueles seres não despertaram? Talvez, esta seja a pergunta que todos nós estamos fazendo. Pelo contexto cósmico que nos foi revelado até agora já podemos perceber que estes seres, os maiorais e muitos de sua legião de seguidores, tiveram o desenvolvimento de seus corpos mentais em outros recantos do universo onde os parâmetros de sentir e pensar são totalmente diferentes do que conhecemos na Terra. Como disse Ângelo Inácio são outras “trilhas energéticas de pensamento” diferentes em que se desenvolveram. Com o desenvolvimento que tiveram de extremo poder mental e conhecimentos passaram a se julgarem como sendo deuses; mas se desviaram das leis da criação, regidas pelo grande Arquiteto do Universo, e provocaram a destruição e o sofrimento por onde passaram. Depois que chegaram à Terra construíram um sistema de poder e, dentro da característica energética do planeta, se tornaram poderosos, influenciando a humanidade terrena. Portanto, a presença de uma força superior a tudo que julgavam conhecer apresentava uma ameaça ao império por eles construído. São seres altamente perigosos, assassinos cósmicos e possuidores de uma megalomaníaca sede por poder a qual, com nossos parâmetros, não podemos ainda compreender. O tratamento para eles foi, mais uma vez, o exílio para a Terra para que pudessem, através da realidade energética do planeta modificarem suas posturas diante das leis divinas.)

     Entretanto, Todos os seres que auxiliavam Jesus naquele momento, sendo representantes dos guardiões planetários, e que eram seres redimidos que vieram de outros mundos, mundos dos quais faziam parte os degredados que habitavam aquelas dimensões das sombras, auxiliaram no resgate.
   Ângelo Inácio conta que estavam presentes: Elias, Eliseu, Enoque e Moisés. Moisés é um antigo amaleque (rebelde) de Capela. Também foi exilado para a Terra e, tendo se redimido, auxiliava os guardiões, representantes da justiça divina.
    Portanto, a atuação de Cristo naquelas dimensões fez com que muitos chefes de legião, principados e autoridades, tronos e potestades, aceitassem o convite de mudança. Esses seriam reconduzidos aos seus planetas de origem. Os guardiões planetários e seus auxiliares abririam fendas dimensionais naquelas regiões da escuridão para a superfície da Terra, para que fossem transportados todos os seres que aceitaram o convite.

Derradeiras palavras de Cristo para os Dominadores das Trevas


(...) “- Tu sabes, ó filho da alva, que um dia caminhaste entre pedras afogueadas, ou seja, entre cometas e estrelas de mundos distantes; lembra-te que foste considerado por muitos povos da mesma forma como um cherub, um governador de mundo. Porém, não honraste as concessões que alguns povos lhe proporcionaram. Caíste, como uma estrela perdida no espaço. Abusaste do poder e construíste ruínas após ti e muitas humanidades foram corroídas pela tortura que lhes infligiste – tão somente pelo desejo do poder, pelo poder -, estabelecendo morte, agonia e destruição por onde andaste. Eu mesmo assisti à tua queda neste mundo, como um raio. Embora esta morada tenha sido designada como “prisão eterna” para ti e teus asseclas e adeptos, sabes muito bem, ó criatura decaída, que és apenas homem e não Deus, nem mesmo um deus de hierarquia inferior ao Grande Arquiteto. Desprezaste a tua luz, profanaste seus santuários – os mundos por onde passaste – e, por isso, foste relegado à escuridão em cadeias eternas.
 
Promessa do Retorno

“Conquanto, chegará o dia em que retornarei, não mais com a mensagem da graça que te foi concedida, mas como justo juiz, a fim de levar-te e a teu séquito a prestar contas perante o tribunal da galáxia e os seres mais iluminados que tua mente, talvez, pudesse conceber. Foste jogado entre as nações e na Terra te pus, a fim de que saibas que teu lugar, desde então, não é mais entre as estrelas, mas em meio ao pó da terra, desta e de muitas outras terras em incontáveis eras, a fim de que compreendas que nada no universo pode contrariar as leis soberanas da vida e permanecer impune, indefinidamente. Aqueles a quem hoje liberto da tua férula, ó cherub decaído, regressarão a seus lares para testificar que teu reino é falido, como tu mesmo faliste, Quanto às lascas do madeiro onde meu corpo foi pregado, elas agora apontam para a imensidão como rota a esta humanidade e testemunho de que seus integrantes são, também, filhos das estrelas.” (...)


      Ângelo Inácio descreve assim os momentos após estas últimas palavras de Jesus frente ao dragão número 1 da escuridão:
      (...) Após os momentos em que permanecera na região do averno, ele regressaria à superfície a fim de encerrar aquela etapa da missão junto aos apóstolos e discípulos, consagrando a ressurreição como o maior testemunho de imortalidade que a humanidade já conheceu. (...)

 Os seres que aceitaram o convite seriam levados até a crosta terrena, para depois serem conduzidos às suas pátrias siderais de origem. Serviram como testemunho de que há esperança para aqueles que um dia foram exilados nesta escola planetária, e mesmo tendo sido subjugados pela política dos dragões, uma vez arrependidos, foram resgatados pela superconsciência cósmica Jesus.
V. Lau

Continua...

Ir para  👉 a próxima
Ir para  👉 a anterior

Bibliografia:
- "Bíblia De Jerusalém" - Paulus, 2002.

Adqurir livro: - Kindle eBook - https://amzn.to/4qbBBHt
                       - Capa Comum - https://amzn.to/4oFVeGe
- "Os Abduzidos" - pelo Espírito Ângelo Inácio; [psicografado por] Robson Pinheiro. - Contagem, MG: Casa dos Espíritos, 2015. - (Série Crônicas da Terra: v. 4)

 A Gênese - Allan Kardec - Tradução Guilion Ribeiro FEB

 O Céu e o Inferno - Allan Kardec. Tradução Manuel Quintão . FEB - Federação Espírita Brasileira.

Paris, 6 de janeiro de 1868.

Allan kardec

       Superioridade da natureza de Jesus

     1 - Os fatos que o Evangelho relata e que foram até hoje considerados milagrosos pertencem, na sua maioria, à ordem dos fenômenos psíquicos, isto é, dos que têm como causa primária as faculdades e os atributos da alma. Confrontando-os com os que ficaram descritos e explicados no capítulo precedente, reconhecer-se-á sem dificuldade que há entre eles identidade de causa e de efeito. A História registra outros análogos, em todos os tempos e no seio de todos os povos, pela razão de que, desde que há almas encarnadas e desencarnadas, os mesmos efeitos forçosamente se produziram. Pode-se, é certo, contestar, no que concerne a este ponto, a veracidade da História; mas, hoje, eles se produzem às nossas vistas e, por assim dizer, à vontade e por indivíduos que nada têm de excepcionais. O só fato da reprodução de um fenômeno, em condições idênticas, basta para provar que ele é possível e se acha submetido a uma lei, não sendo, portanto, miraculoso.

     O princípio dos fenômenos psíquicos repousa, como já vimos, nas propriedades do fluido perispiritual, que constitui o agente magnético; nas manifestações da vida espiritual durante a vida corpórea e depois da morte; e, finalmente, no estado constitutivo dos Espíritos e no papel que eles desempenham como força ativa da natureza. Conhecidos estes elementos e comprovados os seus efeitos, tem-se, como consequência, de admitir a possibilidade de certos fatos que eram rejeitados enquanto se lhes atribuía uma origem sobrenatural.

     2.   Sem nada prejulgar quanto à natureza do Cristo, natureza cujo exame não entra no quadro desta obra, considerando-o apenas um Espírito superior, não podemos deixar de reconhecê-lo um dos de ordem mais elevada e colocado, por suas virtudes, muitíssimo acima da humanidade terrestre. Pelos imensos resultados que produziu, a sua encarnação neste mundo forçosamente há de ter sido uma dessas missões que a Divindade somente a seus mensageiros diretos confia, para cumprimento de seus desígnios. Mesmo sem supor que ele fosse o próprio Deus, mas unicamente um enviado de Deus para transmitir sua palavra aos homens, seria mais do que um profeta, porquanto seria um Messias divino.

      Como homem, tinha a organização dos seres carnais; porém, como Espírito puro, desprendido da matéria, havia de viver mais da vida espiritual, do que da vida corporal, de cujas fraquezas não era passível. A sua superioridade com relação aos homens não derivava das qualidades particulares do seu corpo, mas das do seu Espírito, que dominava de modo absoluto a matéria e da do seu perispírito, tirado da parte mais quintessenciada dos fluidos terrestres (cap. XIV, item 9). Sua alma, provavelmente, não se achava presa ao corpo, senão pelos laços estritamente indispensáveis. Constantemente desprendida, ela decerto lhe dava dupla vista, não só permanente, como de excepcional penetração e superior de muito à que de ordinário possuem os homens comuns. O mesmo havia de dar-se, nele, com relação a todos os fenômenos que dependem dos fluidos perispirituais ou psíquicos. A qualidade desses fluidos lhe conferia imensa forca magnética, secundada pelo incessante desejo de fazer o bem.

     Agiria como médium nas curas que operava? Poder-se-á considerá-lo poderoso médium curador? Não, porquanto o médium é um intermediário, um instrumento de que se servem os Espíritos desencarnados e o Cristo não precisava de assistência, pois que era ele quem assistia os outros. Agia por si mesmo, em virtude do seu poder pessoal, como o podem fazer, em certos casos, os encarnados, na medida de suas forças. Que Espírito, ao demais, ousaria insuflar-lhe seus próprios pensamentos e encarregá-lo de os transmitir? Se algum influxo estranho recebia, esse só de Deus lhe poderia vir. Segundo definição dada por um Espírito, ele era médium de Deus.

Livro: A Gênese 
Paris, 1865
     Os demônios segundo o Espiritismo

     20. Segundo o Espiritismo, nem anjos nem demônios são entidades distintas, por isso que a criação de seres inteligentes é uma só. Unidos a corpos materiais, esses seres constituem a humanidade que povoa a Terra e as outras esferas habitadas; uma vez libertos do corpo material, constituem o mundo espiritual ou dos Espíritos, que povoam os Espaços. Deus criou-os perfectíveis e deu-lhes por escopo a perfeição, com a felicidade que dela decorre. Não lhes deu, contudo, a perfeição, pois quis que a obtivessem por seu próprio esforço, a fim de que também e realmente lhes pertencesse o mérito. Desde o momento da sua criação que os seres progridem, quer encarnados, quer no estado espiritual. Atingido o apogeu, tornam-se puros Espíritos ou anjos segundo a expressão vulgar, de sorte que, a partir do embrião do ser inteligente até o anjo, há uma cadeia na qual cada um dos elos assinala um grau de progresso.
     Do exposto resulta que há Espíritos em todos os graus de adiantamento, moral e intelectual, conforme a posição em que se acham, na imensa escala do progresso. Em todos os graus existe, portanto, ignorância e saber, bondade e maldade.
     Nas classes inferiores destacam-se Espíritos ainda profundamente propensos ao mal e comprazendo-se com o mal. A estes pode-se denominar demônios, pois são capazes de todos os malefícios aos ditos atribuídos. O Espiritismo não lhes dá tal nome por se prender ele à ideia de uma criação distinta do gênero humano, como seres de natureza essencialmente perversa, votados ao mal eternamente e incapazes de qualquer progresso para o bem.

     21. Segundo a doutrina da Igreja os demônios foram criados bons e tornaram-se maus por sua desobediência: são anjos colocados primitivamente por Deus no ápice da escala, tendo dela decaído.
     Segundo o Espiritismo os demônios são Espíritos imperfeitos, suscetíveis de regeneração e que, colocados na base da escala, hão de nela graduar-se.
     Os que por apatia, negligência, obstinação ou má vontade persistem em ficar, por mais tempo, nas classes inferiores, sofrem as consequências dessa atitude, e o hábito do mal dificulta-lhes a regeneração. Chega-lhes, porém, um dia a fadiga dessa vida penosa e das suas respectivas consequências; eles comparam a sua situação à dos bons Espíritos e compreendem que o seu interesse está no bem, procurando então melhorarem-se, mas por ato de espontânea vontade, sem que haja nisso o mínimo constrangimento.
     Submetidos à lei geral do progresso, em virtude da sua aptidão para o mesmo, não progridem, ainda assim, contra a vontade. Deus fornece-lhes constantemente os meios, porém, com a faculdade de aceitá-los ou recusá-los. Se o progresso fosse obrigatório não haveria mérito, e Deus quer que todos tenhamos o mérito de nossas obras. Ninguém é colocado em primeiro lugar por privilégio, mas o primeiro lugar a todos é franqueado à custa do esforço próprio. Os anjos mais elevados conquistaram a sua graduação, passando, como os demais, pela rota comum.

Livro: O Céu e o Inferno 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Quem é Jesus? Por que Ele Nasceu na Terra? E por que Ele Retornará? - Parte 13


Continuando... a reflexão anterior!...

Por que Jesus nasceu na Terra?

A Natureza, espiritual e física, diferente de Jesus

Jesus caminha sobre as águas e Pedro com ele
 Logo em seguida, forçou os discípulos a embarcar e aguardá-lo na outra margem,  até que ele despedisse as multidões. Tendo-as despedido, subiu ao monte, a fim de orar a sós. Ao chegar a tarde, estava ali, sozinho. O barco, porém, já estava a uma distância de muitos estádios da terra, agitado pelas ondas, pois o vento era contrário. Na quarta vigília da noite, ele dirigiu-se a eles, caminhando sobre o mar. Os discípulos, porém, vendo que caminhava sobre o mar, ficaram atemorizados e diziam: “É um fantasma!” e gritaram de medo. Mas Jesus lhes disse logo: “Tende confiança, sou eu, não tenhais medo”. Pedro, interpelando-o, disse: “Senhor, se és tu, manda que eu vá ao teu encontro sobre as águas”. E jesus respondeu: “Vem”. Descendo do barco, Pedro caminhou sobre as águas e foi ao encontro de Jesus. Mas, sentindo o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” jesus estendeu a mão prontamente e o segurou, repreendendo-o: “Homem fraco na fé, por que duvidaste? Assim que subiram ao barco, o vento amainou. Os que estavam no barco prostaram-se diante dele, dizendo:
“Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!”
Mateus 14:22-33


     Podemos observar no relato de Mateus que, diante daquela aparição de Jesus andando sobre as águas, nem mesmo seus discípulos acreditaram no que estavam vendo. Pensaram que era um fantasma. Pedro, para tirar a dúvida sobre a identidade de Jesus, se ofereceu arriscando-se a andar sobre a água também. Após a comprovação da identidade de Jesus eles reconheceram a superioridade de Jesus. Nem naquela época e nem na atualidade andar sobre as águas é uma coisa possível por um ser humano. Por isso a grande descrença sobre o fenômeno.
    Diante da franqueza do relato podemos observar que Jesus realmente possuía uma natureza humana com capacidade acima da comum dos homens terrenos. Ele não era normal como os homens comuns...

     Como já vimos antes no livro “Abduzidos”, do Espírito Ângelo Inácio, psicografado por Robson Pinheiro, Jesus possuía uma formação genética diferente do ser humano comum. E por ele ser o organizador da evolução humana no planeta Terra e conhecer as leis da genética de todos os seres planetários possuía a capacidade de provocar alterações nos fluidos energéticos e elementos físicos do planeta.
     Ângelo Inácio relata que Jesus possuía a capacidade de se transportar fisicamente a outros recantos do planeta. Concentrando sua atividade mental e vontade podia desmaterializar seu corpo e rematerializá-lo em outras partes do planeta para ensinar sobre os princípios do Reino. Também possuía a capacidade de bilocação, bicorporeidade, transmutação ou transfiguração, levitação e outros atributos que a ciência atual não pode explicar ainda. Assim podemos entender melhor sobre suas realizações: a “transformação da água em vinho”, “andar sobre a água”, “desaparecer entre as multidões”, “realizar curas”, “transfiguração”, “a desmaterialização final de seu corpo físico sepultado no túmulo esculpido na rocha” e “a ressurreição num corpo fluídico, não material”.
     Se ele tinha essa capacidade de alterar a matéria do corpo físico também, é relatado, que ele quando desdobrado em espírito, possuía o dom da ubiquidade e com a possibilidade de tornar-se tangível a qualquer pessoa. (O termo que usamos hoje como desdobramento do espírito ou projeção astral, naquela época era usado como “arrebatado em espírito”.)
    
Jesus desdobrado em espírito atua nas dimensões extrafísicas da Terra

 

     Jesus em suas peregrinações físicas, para ensinar os princípios do Reino à multidão utilizava-se das parábolas; já, junto aos seus discípulos, falava de forma mais aprofundada, na medida que pudessem entendê-lo.  Desmaterializava seu corpo físico e rematerializava-o em outras terras do planeta, ensinando a outros povos conforme suas culturas.

      Além disso tudo, Ângelo Inácio destaca que o maior trabalho de Jesus foi realizado nas dimensões extrafísicas, onde pode atingir milhões de espíritos, com sua mensagem.
      Ele projetado nas dimensões extrafísicas do planeta, falava aos espíritos motivando-os a abandonarem os planos inferiores e os vales de sofrimento. Esses relatos não aparecem nos Evangelhos devido a limitação dos discípulos de Jesus, enquanto no corpo físico, de entenderem as coisas transcendentes, espirituais.


     Ângelo Inácio descreve um momento que Jesus, enquanto dormia, desdobrado em espírito, desceu, vibratoriamente, nas dimensões extrafísicas do planeta, nas regiões densas, e foi levar o seu ministério para inúmeras almas com o objetivo de despertá-las para uma nova postura perante a vida.
    Próximo a uma colina desconhecida de Cafarnaum, na subcrosta daquela região, reuniu-se Miguel, Elias e o profeta Eliseu. Além deles estavam muitos auxiliares de Miguel, todos com o objetivo de reunir centenas de milhares de seres para conhecerem a proposta do Cristo.
    Entretanto, a presença daqueles seres nas dimensões densas e sombrias do plano extrafísico, para as forças da escuridão, representava uma ameaça em seus domínios. Por isso, por ordem dos dragões, seus generais investiram contra os representantes da justiça divina. Acreditando que pudessem vencê-los partiram pra cima deles, mas sofreram uma imensa baixa.
    Auxiliados pelos guardiões superiores, Elias e Eliseu desceram, vibratoriamente, a uma região onde se alojava o dragão número 2. Naquela dimensão ocorreu uma enorme explosão acompanhada de uma luz muito forte; com isso o número 2 foi arremessado a quilômetros do local. Isso fez com que os chefes e comandantes das trevas, urrando de ódio, batessem em retirada do local.
    A função daquela investida dos seres representantes da justiça divina era de colocar fim aos abusos cometidos pelos seres das trevas durante milênios e milênios.
    A derrota daqueles seres atraiu uma enorme quantidade de espíritos curiosos que queriam saber que força superior era aquela. Os guardiões, com suas naves espirituais e etéricas, visitavam as regiões daquela dimensão informando onde os espíritos deveriam se reunir. Porém, nem todos admitiam a derrota e a superioridade perante os  seres da luz; é o que descreve Ângelo Inácio da fala de um deles: (...) “-Desgraçados, miseráveis e prepotentes filhos do Cordeiro! Hão de experimentar nossa ira quando dominarmos as nações...” (...)

    (Alguém poderia imaginar que com a atuação dos seres da luz naquela região, todos os espíritos pudessem despertar e reconhecer a superioridade daqueles seres; mas como vimos, não foi bem assim. Em muitos a revolta e o ódio trazido de outros mundos e alimentados na Terra, durante milênios, nas regiões dos submundos extrafísicos, era tão grande que a derrota, ao invés de despertá-los, alimentou mais ainda esse ódio.)


     Após os guardiões da justiça, auxiliares de Cristo, reunirem mais de 100 milhões de espíritos nas regiões extrafísicas, Jesus, desdobrado na dimensão extrafísica fez seu pensamento ser ouvido em várias regiões inferiores:

Anunciação de outro caminho de evolução: Projeto individual relacionado ao bem coletivo

(...) “- Estou aqui para vos dizer de uma política diferente daquela a que estais submetidos em vossos mundos”. (...)

(...) - Em vosso cotidiano, vos submetestes a um tipo de disciplina imposta pelos ditadores; outros entre vós acostumaram-se a participar de rebeliões, intrusões psíquicas e experimentos antiéticos das mais variadas formas, crimes hediondos e comportamentos tais que determinaram sua expatriação a este orbe. (...)

(...) – “Desde longas eras vós tendes permanecido alheios aos recursos prodigalizados em vossos orbes pela sabedoria da vida e do universo. Há milênios e eras tendes desenvolvido atitudes, ações e uma política draconina, que impediu o progresso de suas sociedades. Mesmo assim, a Providência Divina, por meio dos representantes evolutivos de um universo superior, tem observado, trabalhado incansavelmente para culminar neste exato momento, em que me enviaram como porta-voz para falar-vos. Venho aqui como embaixador de uma organização de vida diferente, superior, comprometida com a ordem do cosmo, especialmente para vos anunciar este outro caminho, embora procedais de sociedades planetárias distintas. São inúmeras moradas na casa do Pai, o Profundo ou Supremo Arquiteto de todos os universos.
Venho apresentar-vos outra proposta e para isso estais aqui reunidos. Por certo, muitos de vós tereis ainda um longo caminho a percorrer analisando minhas palavras. Mas o que trago não me pertence, pois trago a mensagem da generosidade, da mansuetude, aliadas à justiça, à equidade e a uma forma de organização do mundo que remete à ética cósmica e ao estilo de vida comum aos cidadãos do universo redimido. Nele, a interação individual com o mundo e a sociedade denota valores, virtudes e respeito, na medida em que conjuga o comportamento de todos os seres, de todas as raças mais evolvidas e esclarecidas pelo bem do universo. No Reino, ao qual me refiro, o projeto individual está sempre relacionado ao bem coletivo, pois se pauta por noções de justiça e moral cósmicas, comuns a quaisquer civilizações, independentemente da diversidade social, como existe, por exemplo, entre vós.

Guerra interna, espiritual, para um tipo de vida diferente

Contudo, não penseis que vim oferecer uma paz que nada resolva, ilusória por definição. Minha presença entre vós, nesta dimensão, será intensa por todos os dias em que eu estiver neste orbe. Vim apresentar uma proposta de natureza política, que naturalmente redundará numa guerra interna, colocando-vos diretamente em conflito com o sistema a que estais acostumados, o que se estabelecerá de imediato, pois que não venho impor, mas propor. Proponho algo a vossos pensamentos; peço que cogitem um tipo de vida diferente daquele a que estais habituados. Não espero o impossível nem pretendo trata-los de maneira a ignorar e menosprezar vossa inteligência e capacidade de raciocínio. Trago, portanto, intensa guerra interna, espiritual, na qual os exércitos celestes, sob o comando de Miguel, um dos meus mais diletos amigos, transmitirão a todos vós, mesmo àqueles que não quiserem me ouvir, a essência das palavras que escutais. Não tereis descanso, no sentido de que não podereis olvidar o que vos trago nem tampouco a mensagem que deixo inscrita na memória espiritual de todos vós, as diversas raças albergadas neste mundo, em tudo preparado para vos receber.

Viver em comunidades empenhadas no aprendizado das leis universais

Minhas palavras ficarão gravadas em vossa memória espiritual, independentemente da cultura que representais ou das sociedades planetárias a que pertenceis, de modo que provocarão uma guerra interna, uma crise sem precedentes em vossa consciência. Essa é a guerra à qual me refiro, e ela ocorrerá até que tenhais tomado a decisão que, para vosso futuro, é muito relevante. Se ficareis prisioneiros deste mundo ainda em estágio acanhado de evolução, adotando os mesmos estratagemas de vosso passado, as mesmas atitudes desenvolvidas em vossos orbes, dependereis de vós. Quem sabe possais experimentar a natureza do Reino, de mundos mais felizes, onde se adotou por política viver em comunidades mais elaboradas e sadias, mais empenhadas no aprendizado das leis universais que coordenam os elementos evolutivos da galáxia?
   
     Conforme explica Ângelo Inácio, dentre os espíritos reunidos, os quais eram atingidos pelo pensamento de Jesus, em diversas dimensões, muito deles eram seres especialistas, estudiosos da ciência, da magia e das artes, representantes de governos de mundos perdidos na imensidão do cosmo. Até de mundos que não existiam mais, por terem sidos destruídos pelos seus habitantes.  Esses especialistas arregimentaram adeptos que sintonizavam com suas ideias e objetivavam estabelecer domínio por onde se passavam. Assim, Havia seres que tinham consciência do motivo de terem sidos deportados; e também havia aqueles que não entendiam o motivo de terem vindo parar no planeta Terra, e porque obedeciam aos ditadores e dominadores. Então, havia os que realmente eram maus, e os que eram manipulados e nem tinham noção de terem praticado o mal em grande escala motivando seus degredos.



     As palavras transmitidas pelo pensamento de Jesus atingiam os revoltados chefes de legião que não tinham como não ouvi-lo.
     Também, estendendo mais seu pensamento, alcançou os dragões, "acorrentados" magneticamente nas regiões do abismo,  onde tentavam se esconder:

Ultima oportunidade de redenção ou serem exilados para mundos mais primitivos

(...) “– Digo-vos que pouco tempo resta a vós que seduzis as nações. Todo o vosso pretendido poder e toda a vossa inteligência, desenvolvida ao longo dos milênios e eras, não são suficientes para aplacar as leis universais. Todo o vosso saber apenas vos serve para aumentar a dor interna, a culpa por haverdes vilipendiado as raças com as quais travastes contato. Como estrela da alva, caístes dos céus a esta terra a fim de que aprendais que sois homens, sois limitados diante da suprema lei, que a tudo regula e encaminha em direção ao progresso. Cuidai, filhos de Yaveh, arautos da política inumana, para que aproveitais esta oportunidade de redenção, talvez vossa última antes que se ativem os mecanismos de regulagem das consciências, inseridos pelo grande Arquiteto Universal no âmago da própria criação, ou quem sabe desceis ainda mais? Como raios caem dos céus, mergulhareis em mundos bem mais primários que a Terra, sendo impedidos, indefinidamente, de ter contato com civilizações minimamente desenvolvidas. Será mesmo necessário chegar a tal ponto?”

“Vossa política não se coaduna com a política dos reinos superiores, e a maioria dos povos e ilhas siderais vibram em sintonia com a sinfonia sideral. Por meio de minhas palavras, proferidas diariamente nesta dimensão, tendes oportunidades equivalentes às que se apresentam aos habitantes da Crosta, embora para eles não possam ser tão significativas como para vós, uma vez que elas ressoam em vossas mentes. Trata-se de uma oportunidade de avaliação, de fazerdes uma leitura diferente a respeito de vossas vidas, vossos propósitos e vossa política.”

“Sabei, ó militantes da causa vencida, que nem vós, que vos considerais maiorais, tampouco vossos aliados mais próximos, sereis capazes de impedir que a vontade suprema se cumpra, embora possais adiar vossa resposta aos apelos santificantes do Alto. Vossa oportunidade é agora e vossa redenção é aguardada pelos enviados de vossos povos, que vos vigiam desde seus carros de fogo, esperando que se tornareis aptos a regressar a vossos mundos de origem.”

     Como pudemos perceber, Jesus não veio tão somente para o povo daquela região da Palestina. Ele, no corpo físico, apresentou os princípios do Reino, uma ética superior, através das palavras da bem-aventurança, que eram interpretadas conforme a influência das tradições religiosas, social, política e econômica daquela região. Mas a sua atuação maior foi na dimensão extrafísica do planeta onde alcançou milhões de espíritos nas regiões densas e sombrias despertando-os para um novo comportamento perante as leis divinas. Mesmo aqueles principais ditadores do abismo não tiveram como não serem atingidos pela palavra de Jesus. Muitos despertaram, outros permaneceram na revolta e no ódio e patrocinaram a perseguição para boicotar a tarefa de Jesus no plano físico dos encarnados. Muitos desses seres ainda até hoje não aceitaram a proposta  para se ajustarem às leis divinas de evolução.
V. Lau

Continua....

Ir para  👉 a próxima 
Ir pra  👉 a anterior 

Bibliografia:
- "Bíblia De Jerusalém" - Paulus, 2002.

Adquirir livro: - Kindle eBook - https://amzn.to/4rFgdeV
                         - Capa Comum - https://amzn.to/4oFVeGe
- "Os Abduzidos" - pelo Espírito Ângelo Inácio; [psicografado por] Robson Pinheiro. - Contagem, MG: Casa dos Espíritos, 2015. - (Série Crônicas da Terra: v. 4)
.
“Luz Acima” - Irmão X, psicografado por Francisco Cândido Xavier. FEB - Federação Espírita Brasileira. Ebook

Pedro Leopoldo (MG), 14 de dezembro de 1947.

Espírito Irmão X

Os Maiores Inimigos

       Certa feita, Simão Pedro perguntou a Jesus:
       — Senhor, como saberei onde vivem nossos maiores inimigos? Quero combatê-los, a fim de trabalhar com eficiência pelo Reino de Deus.
      Iam os dois de caminho, entre Cafarnaum e Magdala, ao sol rutilante de perfumada manhã.
      O Mestre ouviu e mergulhou-se em longa meditação.
      Insistindo, porém, o discípulo, Ele respondeu benevolamente:
      — A experiência tudo revela no momento preciso.
      — Oh! — exclamou Simão, impaciente — a experiência demora muitíssimo...
      O Amigo divino esclareceu imperturbável:
      — Para os que possuem “olhos de ver” e “ouvidos de ouvir”, uma hora, às vezes, basta ao aprendizado de inesquecíveis lições.
      Pedro calou-se, desencantado.
      Antes que pudesse retornar às interrogações, notou que alguém se esgueirava por trás de velhas figueiras, erguidas à margem. O Apóstolo empalideceu e obrigou o Mestre a interromper a marcha, declarando que o desconhecido era um fariseu que procurava assassiná-lo. Com palavras ásperas desafiou o viajante anônimo a afastar-se, ameaçando-o, sob forte irritação. E quando tentava agarrá-lo, à viva força, diamantina risada se fez ouvir. A suposição era injusta. Em vez de um fariseu, foi André, o próprio irmão dele, quem surgiu sorridente, associando-se à pequena caravana.
      Jesus endereçou expressivo gesto a Simão e obtemperou:
      — Pedro, nunca te esqueças de que o medo é um adversário terrível.
      Recomposto o grupo, não haviam avançado muito, quando avistaram um levita que recitava passagens da Torá e lhes dirigiu a palavra, menos respeitoso.
      Simão inchou-se de cólera. Reagiu e discutiu, longe das noções de tolerância fraterna, até que o interlocutor fugiu amedrontado.
     O Mestre, até então silencioso, fixou no aprendiz os olhos muito lúcidos e inquiriu:
     — Pedro, qual é a primeira obrigação do homem que se candidata ao Reino celeste?
     A resposta veio clara e breve:
     — Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
     — Terás observado a regra sublime, neste conflito? — continuou o Cristo, serenamente.
     — Recorda que, antes de tudo, é indispensável nosso auxílio ao que ignora o verdadeiro bem e não olvides que a cólera é um perseguidor cruel.
     Mais alguns passos e encontraram Teofrasto, judeu grego dado à venda de perfumes, que informou sobre certo Zeconias, leproso curado pelo profeta nazareno e que fugira para Jerusalém, onde acusava o Messias com falsas alegações.
     O pescador não se conteve. Gritou que Zeconias era um ingrato, relacionou os benefícios que Jesus lhe prestara e internou-se em longos e amargosos comentários, amaldiçoando-lhe o nome.
     Terminando, o Cristo indagou-lhe:
     — Pedro, quantas vezes perdoarás a teu irmão?
     — Até setenta vezes sete — replicou o Apóstolo, humilde.
     O Amigo celeste contemplou-o, calmo, e rematou:
     — A dureza é um carrasco da alma.
     Não atravessaram grande distância e cruzaram com Rufo Grácus, velho romano semiparalítico, que lhes sorriu, desdenhoso, do alto da liteira sustentada pelos escravos fortes.
     Marcando-lhe o gesto sarcástico, Simão falou sem rebuços:
     — Desejaria curar aquele pecador impenitente, a fim de dobrar-lhe o coração para Deus.
     Jesus, porém, afagou-lhe o ombro e ajuntou:
     — Por que instituiríamos a violência no mundo, se o próprio Pai nunca se impôs a ninguém?
     E, ante o companheiro desapontado, concluiu:
     — A vaidade é um verdugo sutil.
     Daí a minutos, para repasto ligeiro, chegavam à hospedaria modesta de Aminadab, um seguidor das ideias novas.
     À mesa, um certo Zadias, liberto de Cesareia, se pôs a comentar os acontecimentos políticos da época. Indicou os erros e desmandos da corte imperial, ao que Simão correspondeu, colaborando na poda verbalística. Dignitários e filósofos, administradores e artistas de além-mar sofreram apontamentos ferinos. Tibério foi invocado com impiedosas recriminações.
     Finda a animada palestra, Jesus perguntou ao discípulo se acaso estivera alguma vez em Roma.
     O esclarecimento veio depressa:
     — Nunca.
     O Cristo sorriu e observou:
     — Falaste com tamanha desenvoltura sobre o Imperador que me pareceu estar diante de alguém que com ele houvesse privado intimamente.
      Em seguida, acrescentou:
      — Estejamos convictos de que a maledicência é algoz terrível.
      O pescador de Cafarnaum silenciou desconcertado.
      O Mestre contemplou a paisagem exterior, fitando a posição do astro do dia, como a consultar o tempo, e, voltando-se para o companheiro invigilante, acentuou, bondoso:
     — Pedro, há precisamente uma hora procuravas situar o domicílio de nossos maiores adversários. De então para cá, cinco apareceram entre nós: o medo, a cólera, a dureza, a vaidade e a maledicência... Como reconheces, nossos piores inimigos moram em nosso próprio coração.
     E, sorrindo, finalizou:
     — Dentro de nós mesmos, será travada a guerra maior.

Livro: “Luz Acima”