sexta-feira, 17 de novembro de 2023

O Ser Espiritual e Seus Corpos de Manifestação - Corpo Mental – (estudo Nível 1)

 

* Corpo Mental

    Agora que estamos conscientes que somos uma centelha divinaestamos unidos a Deus, e manifestados nos corpos átmico e cósmico, vamos nos conscientizar de um outro corpo de nossa expressão: O corpo mental.

    O nosso corpo mental formou-se e é mantido graças aos corpos átmico e cósmico. Esses três corpos é o nosso “eu superior”.

    Segundo o Espírito Joseph Gleber, no livro Além da Matéria, o corpo mental geralmente apresenta-se como um corpo ovalado, nebuloso e extremamente luminoso.  E, ele pode ter variações cromáticas entre o branco, o azul e o dourado.

    Também se divide em duas frequências de energia: mental superior e mental inferior. Joseph afirma que a frequência superior - “elabora e estrutura princípios e ideias abstratas, buscando a síntese e as conclusões que definirão as ações do indivíduo”. Ela é responsável pelo raciocínio criativo e elabora as intuições para o progresso científico da humanidade.

     Já, sobre a frequência do corpo mental inferior, ele diz o seguinte: “a função intelectiva do corpo mental inferior é englobar as percepções que sensibilizam os cinco sentidos comuns ao homem terreno. É o corpo cognitivo, cujo raciocínio é naturalmente seletivo e impressiona diretamente o sistema nervoso.” Essa frequência mental, inferior, é responsável pelo domínio das emoções.

    O Espírito Ramatís, através da psicografia de Norberto Peixoto, no livro “Vozes de Aruanda”, informa também que há duas regiões no corpo mental: um nível superior, abstrato; e um nível inferior, concreto. O nível superior é composto de três subníveis, mais sutis; e o inferior possuí quatro subníveis, mais densos.

    Então, podemos perceber que esses sete subníveis são frequências gradativas de energia mental. As três frequências mais sutis recebem a influência dos corpos cósmico e átmico, formando o “eu superior”; já as quatro frequências mais densas recebem a influência dos próximos corpos que a consciência usa para evoluir: o corpo astral e o etérico/biológico.

    Assim, nós estamos sob a influência dessas duas frequências: o eu superior e o eu inferior. Se deixarmos nos levar tão somente pela influência dos fenômenos das formas perceptíveis pelos cinco sentidos comuns vamos nos tornar materialista. Se através da meditação e conscientização sintonizarmos com o nosso "eu superior" vamos nos tornar altruísta e fraterno.  A ação do nosso mental inferior intermedia os impulsos do eu superior, através da frequência do mental superior, e do corpo emocional, o nosso corpo astral.

    A seguir vamos nos conscientizar sobre a função do nosso corpo astral...

V. Lau

    Sugestão de meditação de conscientização:

    Tire um tempo diariamente para o seu despertar espiritual. Coloque uma música de que você gosta; de preferência só com instrumentos musicais.

     Silencie a mente e visualize no centro de seu peito uma esfera brilhante, irradiando luz para todos os lados. Procure sentir..., é a sua essência divina eterna..., o seu princípio coordenador..., consciência pura...

     Em seguida, procure sentir seu corpo cósmico captando a intuição pura que vem do cosmo, das esferas superiores de luz.

     Procure sentir o seu corpo mental superior em forma de esfera ovalada envolvendo todo o seu corpo. Procure captar as intuições que vem das esferas superiores.

      Afirme: “Eu sou essência divina”; eu sou Luz; eu sou Harmonia; eu sou Amor Incondicional...”

       A cada afirmação permaneça sentindo sua luz... fique assim quanto tempo achar necessário...

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Bibliografia:

Além da Matéria – pelo espírito Joseph Gleber; [psicografado por] Robson Pinheiro. – Contagem: Casa dos Espíritos, 2003

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Vozes de Aruanda – Ramatís. Trilogia: Apometria e Umbanda. Norberto Peixoto. – 2 ed. Porto Alegre: BesouroBox, 2022. Legião Publicações.

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* Imagem do livro: Mãos de Luz - Barbara Ann Brennan. Editora Pensamento

Porto Alegre, 23 de setembro de 2004.

 

 

Ramatís

 

 


     Qual o tipo de encarnado que utiliza com mais regularidade o corpo mental superior?

     Tudo obedece a uma gradação cósmica, que é toda harmonia. O estágio humano do Espírito, de encarnações sucessivas, impõe inicialmente experiências selváticas. Pouco a pouco, o homem vai se civilizando, adquirindo vivências múltiplas que vão sendo arquivada no inconsciente. Conforme as encarnações ocorrem, os pensamentos e desejos, os sentimentos e as emoções vão sendo buriladas até que o corpo astral e a mente concreta se desenvolvem. A maioria da coletividade humana tem seu corpo astral plenamente formado, mas os desejos inferiores levam quase todos, inexoravelmente, a uma viciação mental-emocional que bloqueia as atividades do corpo mental superior e o desenvolvimento abstrato e altruísta da mente.

     Os cientistas da Terra, assim como religiosos, pesquisadores, filósofos, benzedeiras, curadores e médiuns, entre outros que já interiorizaram os sentimentos superiores e o amor, sem propósito de ganho e promoção pessoal, compõem uma parcela diminuta que almeja o bem e a evolução da humanidade, apresentando atuação considerável no corpo mental superior como veículo da consciência. Esses seres são trazidos, durante o sono, ao plano mental superior para que possam receber instruções, pois apresentam o envoltório da mônada desenvolvido o suficiente para serem intuídos e inspirados por intermédio do corpo mental superior.

     Ramatís- Vozes de Aruanda. Norberto Peixoto

 


domingo, 22 de outubro de 2023

O Ser Espiritual e Seus Corpos de Manifestação - Corpo Cósmico – (Estudo nível 1)

 

Corpo Cósmico *

     Após a nossa conscientização, na reflexão anterior, sobre o nosso corpo átmico, a nossa essência divina, a nossa união com Deus, em determinado tempo cósmico, por necessidade de experienciarmos a evolução em outra dimensão do universo, revestimo-nos de um outro corpo de manifestação: o corpo cósmico (ou corpo búdico)

     Esse corpo cósmico foi formado pelo impulso do nosso corpo Átmico, nossa essência divina. E qual é a função deste nosso novo corpo?

     Ainda, baseando-nos nas informações trazidas pelo espírito Joseph Gleber, através da psicografia de Robson Pinheiro, no livro “Além da Matéria”, vamos compreender melhor sobre a função desse corpo.

    Ele nos informa que esse corpo detém o grande núcleo da consciência potencializado ao máximo; e nessa dimensão “são registrados toda a experiência multimilenar e todos os acontecimentos em seus mínimos detalhes”. Também, desse núcleo “partem as chamadas ordens e demais resoluções do espírito”.

      Para explicar melhor sobre a função do corpo cósmico, esse núcleo da nossa consciência, Joseph Gleber, de forma didática, dividiu-o em três partes:

 -  Núcleo consciencial: que é o grande núcleo de potenciação da consciência cósmica. Ele diz que esse núcleo, por estar estruturado numa dimensão a qual eles têm pouco acesso, ainda é estudado por eles.

- Núcleo potência intuitiva: é como a antena que capta as informações do cosmo; é a dimensão da intuição pura, da genialidade cientifica e estética do espírito, que é interpretada pelo corpo mental. 

- Núcleo potência moral: é uma dimensão estruturada nas noções do bem e do mal sob a ótica individual. Também é responsável pela relação do espírito com o meio onde ele age e atua. – “É o comando do comportamento da entidade pensante”.

    Como vimos, o nosso corpo cósmico, como consciência máxima, capta as informações do cosmo em forma de intuição pura que vão ser interpretadas pelo nosso próximo corpo, o mental. E, através da interação com o meio dimensional, com o sistema de vida, em que atuamos vamos desenvolver a noção do bem e do mal, de acordo com o nosso próprio ponto de vista.

    A nossa próxima reflexão será sobre o nosso corpo mental.

   Sugestão de meditação de conscientização:

      Tire um tempo diariamente para o seu despertar espiritual. Coloque uma música de que você gosta; de preferência só com instrumentos musicais.

       Silencie a mente e visualize no centro de seu peito uma esfera brilhante, irradiando luz para todos os lados. Procure sentir..., é a sua essência divina eterna..., o seu princípio coordenador..., consciência pura...                                

     Em seguida, procure sentir seu corpo cósmico captando a intuição pura que vem do cosmo, das esferas superiores de luz.

       Afirme: “Eu sou essência divina”; eu sou Luz; eu sou Harmonia; eu sou Amor Incondicional...”

       A cada afirmação permaneça sentindo sua luz... fique assim quanto tempo achar necessário...

V. Lau

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Bibliografia:

Além da Matéria – pelo espírito Joseph Gleber; [psicografado por] Robson Pinheiro. – Contagem: Casa dos Espíritos, 2003

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Adquira para o Kindle (eBook) Amazon: 👉 https://amzn.to/4ix0Hwq

* (imagem apenas ilustrativa)

Porto Alegre (RS), 2021

Pai Tomé

 

      (...) A “fusão” com Deus é um estado de percepção da consciência, que ao perceber-se em sua real constituição cósmica une-se em potencialidade divina ao Criador, contudo, sem aniquilação de sua individualidade, o que seria “suicídio espiritual”. Essa união não significa ser igual a Deus, mas render-se a Deus como sua eterna partícula, de maneira semelhante à uva, que não vive sem o galho da videira que a vitaliza. Somos eternamente almas individualizadas, e não meros corpos físicos temporários. Devemos nos esforçar para direcionarmos a consciência para a essência constitutiva da alma, para o purusha, a deidade interna que habita cada um de nós.

     A união com Deus é a união da consciência com o seu Eu Superior e imortal, o purusha. Esse é o ponto central que diferencia o iluminado do ignorante, o homem com discernimento espiritual do homem animalizado. A grande liberdade é quebrar as algemas da ilusão material impermanente. A preponderância da vontade associada à inteligência (budhi) não se ilude com a voracidade do tempo que a tudo consome e dá fim, assim como o ator não se confunde com a personagem de um filme.

     A alma renascerá tantas vezes quanto for necessário, em muitos corpos diferentes, em vários planetas e em infinitos Universos materiais, até que a consciência se libere integralmente da “masmorra” que ela mesma cria e a aprisiona na energia material. O primeiro passo começa em conter o domínio da mente pelos objetos dos sentidos. Isso se inicia somente após “infindáveis” renascimentos corpóreos. (...)

 Pelo Espírito Pai Tomé

Estrela Guia: o povo do oriente na Umbanda. / Norberto Peixoto. – 2ª ed. – Porto Alegre: BesouroBox, 2021.


terça-feira, 26 de setembro de 2023

O Ser Espiritual e Seus Corpos de Manifestação – Corpo Átmico - (Estudo nível 1)

 

Estrela do Âmago
                                            

     166 anos, desde quando Allan Kardec lançou o “Livro dos Espíritos” em abril de 1857, iniciou-se um grande movimento de esclarecimento sobre o significado da vida humana no planeta Terra. Allan Kardec trouxe uma nova forma de se compreender o mundo invisível, suas leis e a evolução do ser humano através da reencarnação.

      Depois, em um momento importante do aprofundamento e do conhecimento sobre o mundo espiritual surgiu através de Francisco Cândido Xavier, com diversos livros psicografados; principalmente, através da série de livros ditada pelo espírito André Luiz, as revelações da vida na Colônia espiritual Nosso Lar, trazendo com isso uma nova consciência de que somos um ser espiritual vindo de uma dimensão extrafísica, e a ela retornaremos novamente. No livro “Ação e Reação”, também psicografado por Francisco Cândido Xavier, André Luiz revela a condição de vários espíritos, na dimensão astral, que retornaram da dimensão dos encarnados após o descarte do corpo físico, vivendo manifestados em corpo mental e em corpo astral, ainda perturbados com seus dramas da vida que deixaram na última existência. Percebe-se ali a falta de entendimento sobre si mesmo, e a falta de noção de que se é um ser espiritual dotado de corpos de manifestação sendo o corpo físico um corpo transitório, impermanente.

     Estudando essas obras, e tantas outras que descrevem sobre a dimensão espiritual, percebemos a necessidade dos seres humanos, encarnados em corpo físico na terceira dimensão, conscientizar-se de que são espíritos manifestados em 7 corpos; ainda que limitados, nessa compreensão, pelos sentidos comuns do cérebro físico.

     A maior parte dos autores dos livros que tratam desse assunto procura explicar a composição do ser espiritual a partir do corpo físico; seguindo depois para os corpos mais sutis.

   Como o objetivo dessa reflexão é o “despertar da consciência espiritual”, o entendimento, em tempo real, do indivíduo integral, do seu todo, vamos começar a analisar as revelações a partir dos corpos mais sutis e, depois, como esses corpos vão modelando ou determinando a formação dos corpos subsequentes, até chegar no mais denso, o corpo físico.

Estrela do Âmago de várias pessoas **
                                  

Corpo Átmico (Mônada)

   Barbara Ann Brennan, em seu livro “Luz Emergente” de 1993, através da Percepção Sensorial Superior, conseguiu perceber uma frequência de energia a qual deu o nome de “Estrela do Âmago”. Ela explica que é uma dimensão do âmago mais profundo do ser. É a fonte interna do divino. Ela narra que seu guia espiritual, Heyoam, explica que: “Essa luz é uma assinatura da eterna essência de cada pessoa. Ela existe fora do tempo, do espaço, da encarnação física e, até mesmo, do conceito de alma. Ela parece ser a fonte da própria vida. Ela é o Deus individual singular que existe dentro de cada um de nós.”

      Na imagem acima ela mostra como percebe a “Estrela do Âmago” das pessoas, o eu divino, a essência do ser humano.

      Parece se tratar do mesmo Corpo Átmico ou Mônada explicado por outras escolas do conhecimento.

     No livro “Além da Matéria”, psicografado por Robson Pinheiro, o espírito Joseph Gleber, narra o seguinte sobre a Consciência, o Ser espiritual: (...) “para se relacionar com a vida e o universo em suas várias dimensões, o Ser precisa se revestir de corpos compatíveis com essas dimensões ou planos existenciais, mesmo porque ele precisa vivenciar fases de aprendizado e trabalho nessas mesmas dimensões em que a vida se manifesta. Dessa forma, o ser humano, em sua constituição corpo físico, duplo etérico, psicossoma e corpo mental, além dos outros corpos superiores, não é a consciência em si, que está além da forma e da energia e além de suas próprias faculdades intelectivas, emocionais e sentimentais.”

     Dentre esses corpos superiores a que Joseph Gleber se refere, ele descreve sobre o corpo átmico da seguinte forma:

 “Essência divina, consciência pura. O corpo átmico é a própria partícula da vida, o princípio coordenador. Também chamado de eu cósmico, mônada e semente da vida. É o espírito puro. Impossível de descrever sua essência divina. Imanente, transcendente, inexplicável e indescritível – ao menos segundo os padrões humanos. Apenas é.

     O corpo átmico é o ser principal, criação direta do Todo-Sábio. Tanto quanto seu criador, só pode ser sentido. Parcialmente e palidamente poderá ser analisado, pois faltam bases para que possa ser associado a algo que se conheça. É a parte imortal e fonte de toda a vida, a causa criada e eterna, que é ao mesmo tempo ator e ato, o espectador e o produtor do grande drama evolutivo. É imortal, consciência pura.”

Despertar Espiritual

      Com essas explicações podemos nos conscientizar que o corpo Átmico não está fora de nós, num local além. Então, voltemos nossa atenção para o “eu interior”, para a nossa essência de luz, para o “eu divino”, com sua irradiação única e eterna. Estamos manifestados aqui e agora, nesta dimensão, em união com a Suprema Consciência, Deus. Assim, mesmo estando manifestado nos outros corpos subsequentes que servem de instrumento para a nossa consciência, sendo que o físico orgânico é o mais denso, podemos diariamente fazer a conscientização de que somos essa essência de luz em união com o Criador.

      Nós, como consciência espiritual que somos, recebemos a benção divina de renascermos no corpo físico novamente para aprendermos nesta dimensão física, através de vários desafios que a vida nos apresenta, a conviver em harmonia com a natureza, com todos os seres vivos, e principalmente com os nossos semelhantes. Devemos preservar, de forma inteligente, o nosso corpo físico biológico, que é um instrumento sagrado, através de uma alimentação natural e saudável, sem aditivos químicos, sem a ingestão de substância entorpecentes, como o álcool e as drogas; e mantermos o nosso pulmão saldável, sem o vício do fumo. Também, temos que nos esforçar para o controle dos desequilíbrios emocionais, tais como: a raiva, o ódio, o rancor, sentimento de vingança, a ingratidão, e outros sentimentos negativos. Devemos cumprir com dignidade, com estudos, com trabalho e com a prática da fraternidade o propósito de vida ao qual escolhemos na presente encarnação. Vamos ativar a consciência do nosso "eu divino", o nosso "eu superior" no comando da nossa personalidade no corpo físico para termos uma vida com CONFIANÇA numa força superior divina que dirige tudo; com ESPERANÇA, de que vamos conseguir vencer as nossas imperfeições, tendo como modelo o nosso instrutor cósmico Jesus. O  exemplo Dele de vida, o Caminho; os Seus ensinamentos, a Verdade; e a Sua renúncia em nascer num corpo denso, nesta dimensão física, a Vidanos mostrou o roteiro evolutivo para nossa ascensão espiritual. Também, vamos observar os ensinos de todos os mestres espirituais que nasceram com o mesmo propósito de nos impulsionar para a evolução.

     O “eu divino”, o corpo átmico é o que coordena o nosso próximo corpo de manifestação: o corpo búdico ou corpo cósmico.

       Veremos esse corpo na nossa próxima reflexão.

 Sugestão de meditação de conscientização:

    Tire um tempo diariamente para o seu despertar espiritual. Coloque uma música de que você gosta; de preferência só com instrumentos musicais ou de meditação:

    Silencie a mente e visualize no centro de seu peito uma esfera brilhante, irradiando luz para todos os lados. Procure sentir..., é a sua essência divina eterna..., o seu princípio coordenador..., consciência pura...

     Afirme: “Eu sou essência divina”; eu sou Luz; eu sou Harmonia; eu sou Amor Incondicional...”

     A cada afirmação permaneça sentindo sua luz... fique assim quanto tempo achar necessário...

V. Lau

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 Bibliografia:

Além da Matéria – pelo espírito Joseph Gleber; [psicografado por] Robson Pinheiro. – Contagem: Casa dos Espíritos, 2003

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 Luz Emergente - A Jornada da Cura Pessoal. Autora Barbara Ann Brennan. Cultrix/Pensamento 1993

 Ação e Reação - A Vida no Mundo Espiritual – pelo espírito André Luiz; [psicografado por] Chico Xavier. FEB Editora, 2013.

 Evolução em dois mundos / Pelo Espírito André Luiz; [psicografado por] Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira. – 27 ed. 1. Imp. Brasília: FEB, 2013.

* Imagem do livro: Cura pela Luz Interior- Barbara Ann Brennan

** Imagem do livro: Luz Emergente


Uberaba, 15-1-1958.


Espírito André Luiz



       Chico Xavier


Chico e Waldo Vieira

 

     (...) Plasma divino – O fluido cósmico é o plasma divino, hausto do Criador ou força nervosa do Todo-Sábio.

     Nesse elemento primordial, vibram e vivem constelações e sóis, mundos e seres, como peixes no oceano.

     Cocriação em plano maior – Nessa substância original, ao influxo do próprio Senhor supremo, operam as Inteligências divinas a Ele agregadas, em processo de comunhão indescritível, os grandes devas da teologia hindu ou os arcanjos da interpretação de variados templos religiosos, extraindo desse hálito espiritual os celeiros da energia com que constroem os sistemas da imensidade, em serviço de cocriação em plano maior, de conformidade com os desígnios do Todo-Misericordioso, que faz deles agentes orientadores da Criação excelsa.

 

     Essas Inteligências gloriosas tomam o plasma divino e convertem-no em habitações cósmicas, de múltiplas expressões, radiantes ou obscuras, gaseificadas ou sólidas, obedecendo a leis predeterminadas, quais moradias que perduram por milênios e milênios, mas que se desgastam e se transformam por fim, uma vez que o Espírito criado pode formar ou cocriar, mas só Deus é o Criador de toda a eternidade.

 

     Cocriação em plano menor – Em análogo alicerce, as Inteligências humanas que ombreiam conosco utilizam o mesmo fluido cósmico, em permanente circulação no Universo, para a cocriação em plano menor, assimilando os corpúsculos da matéria com a energia espiritual que lhes é própria, formando assim o veículo fisiopsicossomático em que se exprimem ou cunhando as civilizações que abrangem no mundo a Humanidade encarnada e a Humanidade desencarnada. Dentro das mesmas bases, plasmam também os lugares entenebrecidos pela purgação infernal, gerados pelas mentes desequilibradas ou criminosas nos círculos inferiores e abismais, e que valem por aglutinações de duração breve, no microcosmo em que estagiam, sob o mesmo princípio de comando mental com que as Inteligências maiores modelam as edificações macrocósmicas, que desafiam a passagem dos milênios.

     Cabe-nos assinalar, desse modo, que, na essência, toda matéria é energia tornada visível e que toda energia, originariamente, é força divina de que nos apropriamos para interpor os nossos propósitos aos propósitos da Criação, cujas leis nos conservam e prestigiam o bem praticado, constrangendo-nos a transformar o mal de nossa autoria no bem que devemos realizar, porque o Bem de Todos é o seu Eterno Princípio.

     Compete-nos, pois, anotar que o fluido cósmico ou plasma divino é a força em que todos vivemos, nos ângulos variados da natureza, motivo pelo qual já se afirmou, e com toda a razão, que “em Deus nos movemos e existimos”.

 Pelo Espírito André Luiz - psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira


terça-feira, 2 de maio de 2023

O Juízo Geral e o Novo Exílio - Parte 13

 

Continuando a reflexãoanterior...

 O Consolador Prometido


       Em 20 de dezembro de 1935, o Espírito Humberto de Campos, através da psicografia de Chico Xavier, descreveu no livro “Crônicas de Além-túmulo”, sob o título “A Ordem do Mestre”, o diálogo que Jesus teve com o seu apostolo João. Jesus relembrava ao seu discípulo da sua promessa de enviar, num tempo oportuno, o “Consolador”. O tempo tinha chegado; e para que sua mensagem fosse melhor compreendida, isso se daria através do envio de espíritos que revelariam   a verdade das dimensões espirituais.  

    Assim, desde 18 de abril de 1857, com o lançamento do “Livro dos Espíritos”, o movimento de esclarecimento espiritual prometido por Jesus iniciou-se Através de Allan Kardec. Após isso, nesses 166 anos que se passaram, inúmeras obras mediúnicas foram psicografadas revelando, de forma aprofundada, os mistérios do mundo espiritual.  Essas revelações consoladoras nos trouxeram esperança, pois pudemos compreender melhor sobre o verdadeiro significado da vida e a da nossa evolução no planeta Terra. Graças a esse projeto, através de revelações progressivas, sob o comando de Jesus, atualmente estamos despertando a consciência, através do autoconhecimento, para nossa verdadeira natureza espiritual.

    Fogo Higienizador


    Sob o comando de Jesus, o “Juízo Geral” está em pleno andamento; e estamos na fase de “transição planetária”, processo que levará mil anos até o início do período de “planeta de regeneração. O livro “O Fim da Escuridão” - Reurbanizações Extrafísicas, ditado pelo espírito Ângelo Inácio e psicografado por Robson Pinheiro, traz uma compreensão melhor sobre a execução desse “juízo geral” em andamento. Ângelo Inácio revela detalhes sobre determinado momento em que houve um trabalho intenso de higienização nas dimensões espirituais. Ali é descrito o trabalho realizado pelos guardiões superiores, representantes da justiça divina, e o trabalho dos grupos socorristas representando a misericórdia divina.

     O que chamou mais a atenção é sobre a ação do “fogo higienizador”, que é explicado pelo espírito guardião superior Anton, um dos responsáveis pela segurança planetária:

      (...) “O fogo higienizador ou, como é conhecido por alguns, o fogo devorador é uma emanação das labaredas do nosso Sol ou uma espécie de desdobramento do chamado vento solar. Essas irradiações eletromagnéticas observadas em nossa dimensão são canalizadas e utilizadas por espíritos especialistas com a finalidade de limpar e higienizar a atmosfera psíquica de determinadas regiões do planeta.” (...)

     O momento dessa ação coincide com o alinhamento do sistema solar com o centro da Via Láctea. Os espíritos especialistas aproveitam esse momento e utilizam-se de radiações emitidas desse alinhamento, que ainda são desconhecidas pela humanidade, junto com as energias do Sol, favorecendo que energias mais intensas sejam canalizadas para a desintegração de carga psíquica densa produzida pela mente dos espíritos humanos.

     Ângelo Inácio explica que sempre houve a ação desse fogo higienizador, mas devido ao momento favorável do alinhamento galáctico, e do juízo geral em andamento, a ação higienizadora é mais intensa.

 Matéria Mental e Astral


    Na dimensão astral a qual chamamos de umbral médio, umbral grosso e abismos há a formação de uma energia muito densificada. Os espíritos, através de seus desequilíbrios mentais e emocionais, transformam o fluído universal da dimensão em que se encontram em substâncias com características nocivas, enfermiças e tóxicas. Essas substâncias possuem cor, cheiro e peso específico e são chamadas de Larvas mentais, vibriões psíquicos, formas-pensamento com diversos formatos, placas de lama astral e outros nomes. Elas ficam impregnadas tanto no corpo espiritual dos seres como também na atmosfera, no solo, na natureza e nas construções das regiões astrais densas.

      Ângelo Inácio descreve que o fogo higienizador, que desceu naquela dimensão astral, era coordenado por espíritos superiores responsáveis pela natureza. O jato de luz possuía uma labareda comparável a um fogo atômico, e ao atingir aquele ambiente fazia uma limpeza profunda na matéria mental e astral enfermiça daquele ambiente, queimando e desintegrando tudo.

      O fogo higienizador quando atingia o corpo espiritual dos seres daquela região desfazia as formas-pensamento que há muito tempo era mantida por eles. Com isso, os espíritos presos as sensações mais animalizadas sentiam extremo desconforto ou mesmo dor. Apesar de muitos espíritos pedirem ajuda, outros corriam apavorados e praguejando.

      Em meio a todo aquele processo começou a descer do alto inúmeros seres plasmados, em sua constituição espiritual, na forma de caboclos, montados em cavalos brancos. Eram comandados pelo cacique Tupinambá, Caboclo Roxo e por Lua Nova; e eles vinham de regiões superiores da Aruanda dos caboclos para o trabalho de limpeza energética.

      Os caboclos comandavam os elementais Salamandras que completavam a limpeza nos lugares que ainda havia resíduos mentais enfermiços. Também comandavam os elementais da água, as ondinas, para que elas envolvessem os espíritos, que estavam preparados para o resgate, suavizando-lhes as emoções, os sentimentos e liberando as cargas energéticas densas de seus corpos, de forma mais suave.

    Uma falange de pais-velhos também entrava no lamaçal astral denso. Pai João de Aruanda, Pai Joaquim de Aruanda, Vovó Maria Conga e o Vovô Rei Congo movimentando seus cajados abriam brechas, que eram caminhos vibratórios, por onde resgatava-se espíritos que demonstravam potencial de reeducação. A falange numerosa de pais-velhos emergia do lamaçal trazendo em seus braços, e em sua aura, centenas de espíritos que eram entregues à falange dos samaritanos, e à outras falanges socorristas. Os espíritos necessitados e os rebeldes eram transportados para postos de socorro e hospitais espirituais.

   O fogo higienizador espalhava-se tão intensamente que muitas cidadelas, construídas por magos voltados ao mal e cientistas das sombras, eram completamente arrasadas ou aniquiladas.

     Depois da limpeza, os espíritos especialistas superiores construíam, na região higienizada, postos de socorro, hospitais e base de apoio ao trabalho dos guardiões e socorristas para a continuação do trabalho de resgate.

     Ângelo Inácio descreve que toda ação do fogo higienizador, através daquela energia intensa, parecia ser coordenada por uma inteligência superior que sabia da necessidade de cada espírito naquela dimensão. O Próprio Miguel, príncipe dos exércitos celestes, desceu pessoalmente ao mundo dos daimons e impôs limites ainda mais severos às ações dos espíritos em prisão. E a partir daquele momento estabeleceu naquela dimensão o seu quartel-general.

     Ele observa que depois do evento de higienização, realizado na dimensão astral, também houve um efeito na dimensão dos encarnados, através de revoltas populares e protestos que causaram   a derrubada de governos totalitários e ditadores.

  Aprendizado

    Através das reflexões que fizemos: “Quem é Jesus?” e “Juízo Geral” pudemos perceber que:

- Apesar de haver nas regiões trevosas seres com tanta maldade desenvolvida, defendendo uma política de poder absurdo, de domínio de consciências, de sofrimento imenso causado sem medir as consequências, de se acharem como deuses infalíveis, enfrentaram uma força superior; tanto na ação do fogo higienizador quanto na intensa ação da luz de Miguel, príncipe dos exércitos celestes. A Suprema Consciência, Deus, Criador de todas as coisas tem o conhecimento do mais intimo de cada consciência dos espíritos criados por ele. Jesus, auto evolucionário cósmico, como Ângelo Inácio o chama, condutor de todas as consciências reunidas na escola terrena, com um projeto elaborado junto à outras superconsciência da galáxia, aguarda o despertar de cada consciência no atual período de juízo geral; mesmo àqueles que não permanecerão mais na Terra.

     O próprio Miguel, ao estabelecer o seu quartel-general na dimensão dos espíritos em prisão, permanecerá ali até que a Terra, ao fim deste milênio, seja renovada; e os daimons reconheçam a grandiosidade de Deus e da sua justiça.  Após isso os conduzirá pessoalmente para os planetas que já estão preparados para recebê-los.

 V. Lau

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Bibliografia:

O Fim da Escuridão” – Reurbanizações Extrafísicas/ pelo espírito Ângelo Inácio: [psicografado por Robson Pinheiro – Contagem. MG: Casa dos Espíritos Editora, 2012 – Série Crônicas da Terra 1.

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Paris, janeiro de 1868.

 

Allan Kardec

 

   GERAÇÃO NOVA

 27. – Para que os homens sejam felizes sobre a Terra, é necessário que ela seja povoada somente por bons Espíritos, encarnados e desencarnados, que quererão somente o bem. Tendo chegado esse tempo, uma grande emigração se cumpre, neste momento, entre aqueles que a habitam; aqueles que fazem o mal pelo mal, e que o sentimento do bem não toca, não sendo mais dignos da Terra transformada, dela serão excluídos, porque lhe trariam de novo a perturbação e a confusão, e seriam obstáculos ao progresso. Eles irão expiar o seu endurecimento, uns nos mundos inferiores, os outros entre as raças terrestres atrasadas, que serão o equivalente de mundos inferiores, onde levarão os seus conhecimentos adquiridos, e terão por missão fazê-las avançar. Serão substituídos por Espíritos melhores, que farão reinar, entre eles, a justiça a paz, a fraternidade.

 A Gênese: os milagres e as predições segundo o espiritismo/ Allan Kardec; nova tradução, Salvador Gentile- Catanduva, SP: Instituto Beneficente Boa Nova, 2007.


sábado, 29 de agosto de 2020

O Juízo Geral e o Novo Exílio Planetário - Parte 12

 

Continuando... a reflexão anterior...

 O Retorno do daimon número 2

      No livro: “Os Guardiões”, através da psicografia de Robson Pinheiro, o Espírito Ângelo Inácio descreve como foi o retorno do daimon número 2, o qual tinha sido levado por Miguel para que conhecesse o reino do Cordeiro de Deus e a outra realidade nos domínios do eterno (reflexão anterior parte 7).

 

Manhattan: Wordpress
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 Após algum tempo, o daimon foi trazido de volta à dimensão vibratória sobre a superfície terrena.

     Colocado sobre a cidade de New York, o número 2 ficou observando as construções humanas da cidade. Preso por conflitos internos, ele ficou em reflexão profunda e com uma preocupação em relação ao seu próprio futuro e dos que ele dominava. Ali estava o ser que tinha vivido milhares de vidas em outros mundos e tinha se tornado um genocida, exterminando mundos por onde tinha passado. Além da preocupação quanto ao futuro havia também uma reflexão interna, quando confrontava sua política inumana no reino das sombras e a política do Cordeiro que ele combateu durante a maior parte de sua vida.

    

     Durante milênios esteve preso nas regiões abissais e havia muitos séculos que ele não observava tão de perto a cidade dos homens. Ele contemplava o reino dos homens, reino do qual um dia tinha sido seu.  Também, ele trazia na memória os reflexos das luzes de sua excursão pelos reinos superiores. (O que o daimon viu nessas regiões? O que lhe foi mostrado nessas dimensões superiores?)

     Ali em reflexão, com tantas preocupações, também surgiu um medo profundo. Era o de perder a conexão com seus outros irmãos dominadores e o medo de esquecer para sempre quem ele era, a sua origem espiritual e seus planos de domínio. Jamais, em hipótese alguma, queria reencarnar para evitar o esquecimento de suas próprias memorias. Precisava ficar o máximo de tempo possível naquele corpo de natureza bizarra e inumano.

 De volta ao abismo

Triângulo das Bermudas
      Enquanto o daimon número 2 estava mergulhado em suas preocupações, observando a cidade, de repente, causando uma ruptura etérica que separa a dimensão espiritual do mundo astral inferior, surgiu três seres de alta estirpe espiritual. Dentre eles, brilhando como um raio, e cujas radiações magnéticas ao seu redor formava uma espécie de asas, estava o guerreiro a serviço de Miguel, o chefe dos guardiões Jamar.

     Após reduzir suas vibrações e iniciar o diálogo com o ser rebelde, o guardião Jamar informou:

      (...) – Isso mesmo, rei caído da antiga Atlântida, deus da Suméria que caiu de seu altar. Estou aqui com meus amigos para levá-lo, agora, ao seu mundo, onde Miguel, a quem conhece muito bem, o aguarda para ser conduzido à presença dos seus antigos comparsas. Vim acompanhado dos emissários da soberana justiça, e já conhece nossa força moral o bastante para não oferecer resistência. Aqui, entre os homens, não é mais seu lugar.

      - Então por que a tal soberana justiça me trouxe até este monumento erguido pelos filhos de Eva?

      - Para que veja uma vez mais, e talvez pela última vez, o reino dos homens, antes que seja deportado de vez para o mundo onde será sua pátria nos milênios futuros. (...)

      Ângelo Inácio descreve que: o daimon abatido moralmente, diante daquela realidade, a dor no seu peito pareceu aumentar ainda mais. Veio-lhe à memória a força dos crimes, dos extermínios em massa e todas as atrocidades cometidas por ele e seus parceiros no palco do mundo. Ele entrou numa espécie de depressão ou remorso.

     Ainda, o maioral número 2 propôs compartilhar para o trabalho dos guardiões todo o conhecimento que ele trazia arquivado em sua memória espiritual, desde os tempos que foi exilado para a Terra. Mas o guardião Jamar informou-lhe que não tinha autoridade para decidir sobre aquela aliança que o daimon propunha. Ele o conduziria até a presença de Miguel que decidiria o que fazer com ele.

     Jamar elevou-se no ar com os outros guardiões e com suas irradiações magnéticas atraiu o daimon para o interior de um veículo estruturado em matéria quintessenciada. Depois de algumas manobras, o veículo mergulhou nas profundezas do abismo. (que fica no Triângulo das Bermudas)

     Miguel, de outra dimensão, acompanhava todo aquele evento e o diálogo de seus representantes com a entidade. Enquanto a nave descia às dimensões das profundezas do abismo, o príncipe dos exércitos celestes, em reconhecimento ao trabalho de seus emissários, e de ver a fidelidade deles ao trabalho em prol à humanidade, ofereceu a oportunidade ao guardião Jamar  de trabalhar ligado ao governo oculto do planeta, ao lado do guardião Anton, para que ele auxiliasse nos momentos de transição e transmigração dos espíritos para outros orbes. O guardião Watab, devido a fidelidade aos princípios do reino de Cristo, foi promovido a assumir à liderança dos guardiões da noite, no lugar de Jamar.

     Em seguida, sob o influxo do pensamento de Miguel, o dragão número 2 foi desmaterializado do ambiente onde se encontrava e foi rematerializado junto aos seus comparsas, a fim de enfrentar a triste realidade de ver seu reino dividido. (O que o número 2 faria com a experiência que guardava de ter vislumbrado outras realidades de dimensões superiores? (O que isso impactaria na influência dos seres que ele comandava? Caberia ao seu livre arbítrio aproveitar ou não a oportunidade que lhe foi concedida)

 A política do Reino do Cordeiro

     Desde quando começou a fase de esclarecimento pelo Espírito Verdade, através do trabalho de Allan Kardec, com seu primeiro livro da codificação espírita, “O Livro dos Espíritos”, lançado em 18 de abril de 1857, há 163 anos, vivemos agora uma nova fase de esclarecimento pela egrégora do Espírito Verdade: à de revelações, sob uma perspectiva cósmica, sobre o drama evolutivo no planeta Terra.

     As informações trazidas pelo Espírito Ângelo Inácio, sobre as quais estamos fazendo uma reflexão,  estão nos mostrando  a existência de uma política realizada pelos seres que habitam o reino das sombras, e o trabalho que realizam se opondo às diretrizes evolutivas trazidas pelo Autoevolucionário cósmico, que corporificou-se na Terra como Jesus.

     Chegado o tempo do atual Juízo Geral pudemos observar a estratégia dos representantes da justiça divina atuarem desestruturando o sistema de domínio dos daimons na Terra.

     O sistema hipnótico de domínio que o daimon número 1 criara, e através do qual controlava os outros 6 dragões do concílio de poder, sofreu a intervenção da justiça divina com o rompimento do elo entre eles quando foi tirado exatamente o daimon número 2, o qual fazia a ponte entre o número 1 e os demais dragões do concílio. Miguel o levou para conhecer a política do reino do Cordeiro. Depois, como já vimos em outra reflexão, o príncipe dos exércitos celestes interveio ainda mais no reino dos dragões quando revelou a verdadeira identidade do maioral número 1, que era o seu maior segredo e um grande trunfo de domínio e poder.  O maioral sofreu uma grande derrota quando ficou exposto e teve que se justificar perante seus parceiros. Depois o número 2, quando retornou de sua excursão às dimensões superiores, foi devolvido ao campo magnético das prisões do abismo diante de uma nova realidade onde o sistema de poder do maioral número 1 estava abalado.

     O que ocorrerá entre eles? Qual efeito resultará da oportunidade que ainda foi concedida aos daimons de reverem suas políticas equivocadas?

     A política do Reino do Cordeiro de Deus é a de sempre convidar à todas consciências espirituais, apesar dos erros cometidos, a reverem suas atitudes, e dar a oportunidade do recomeço, aqui e agora,  mesmo para aqueles que irão continuar sua jornada evolutiva em outros recantos do universo.

V. Lau

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Biografia:

"Os Guardiões" - pelo espírito Ângelo Inácio: [psicografado por] Robson Pinheiro. 1ª ed. Contagem, MG: Casa Dos Espíritos Editora, 2013.

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Crônicas de Além-Túmulo – pelo Espírito Humberto de Campos; [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. – Brasília, FEB 2013

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Pedro Leopoldo (MG), 20 de dezembro de 1935.


Humberto de Campos

Chico Xavier


A Ordem do Mestre

       Avizinhando-se o Natal, havia também no Céu um rebuliço de alegrias suaves. Os anjos acendiam estrelas nos cômoros de neblinas douradas e vibravam no ar as harmonias misteriosas que encheram um dia, de encantadora suavidade, a noite de Belém. Os pastores do paraíso cantavam e, enquanto as harpas divinas tangiam suas cordas sob o esforço caricioso dos zéfiros da imensidade, o Senhor chamou o Discípulo bem-amado ao seu trono de jasmins matizado de estrelas.

     O vidente de Patmos não trazia o estigma da decrepitude, como nos seus últimos dias entre os Espórades. Na sua fisionomia pairava aquela mesma candura adolescente que o caracterizava no princípio do apostolado.

      — João — disse-lhe o Mestre —, lembras-te do meu aparecimento na Terra? Recordo-me, Senhor. Foi no ano 749 da era romana, apesar da arbitrariedade de frei Dionísio, que, calculando no século VI da era cristã, colocou erradamente o vosso natalício em 754.

      — Não, meu João — retornou docemente o Senhor —, não é a questão cronológica que me interessa, ao te arguir sobre o passado. É que nessas suaves comemorações vem até mim o doce murmúrio das lembranças!...

      — Ah! sim, Mestre amado — retrucou pressuroso o discípulo —, compreendo-vos. Falais da significação moral do acontecimento. Oh!... se me lembro... A manjedoura, a estrela guiando os poderosos ao estábulo humilde, os cânticos harmoniosos dos pastores, a alegria ressoante dos inocentes, afigurando-se-nos que os animais vos compreendiam mais que os homens, aos quais ofertáveis a lição da humildade, com o tesouro da fé e da esperança. Naquela noite divina, todas as potências angélicas do paraíso se inclinaram para a Terra cheia de gemidos e de amargura, por exaltar a mansidão e a piedade do Cordeiro. Uma promessa de paz desabrochava para todas as coisas, com o vosso aparecimento no mundo. Estabelecera-se um noivado meigo entre a Terra e o Céu e recordo-me do júbilo com que vossa mãe vos recebeu nos seus braços, feitos de amor e de misericórdia. Dir-se-ia, Mestre, que as abelhas de ouro do paraíso fabricaram, naquela noite de aromas e de radiosidades indefiníveis, um mel divino no coração piedoso de Maria!...

       “Retrocedendo no tempo, meu Senhor bem-amado, vejo o transcurso da vossa infância, sentindo o martírio de que fostes objeto; o extermínio das crianças da vossa idade, a fuga nos braços carinhosos de vossa progenitora, os trabalhos manuais em companhia de José, as vossas visões maravilhosas no Infinito, em comunhão constante com o vosso e nosso Pai, preparando-vos para o desempenho da missão única que vos fez abandonar, por alguns momentos, os palácios de sol da mansão celestial, a fim de descer sobre as lamas da Terra...”

      — Sim, meu João, e, por falar nos meus deveres: como seguem no mundo as coisas atinentes à minha Doutrina?

      — Vão mal, meu Senhor. Desde o concílio ecumênico de Niceia, efetuado para combater o cisma de Ário em 325, as vossas verdades são deturpadas. Ao arianismo seguiu-se o movimento dos iconoclastas, em 787; e tanto contrariaram os homens o vosso ensinamento de pureza e de simplicidade, que eles próprios nunca mais se entenderam na interpretação dos textos evangélicos.

      — Mas, não te recordas, João, que a minha Doutrina era sempre acessível a todos os entendimentos? Deixei aos homens a lição do Caminho, da Verdade e da Vida, sem lhes haver escrito uma só palavra.

      — Tudo isso é verdade, Senhor, mas, logo que regressastes aos vossos impérios resplandecentes, reconhecemos a necessidade de legar à posteridade os vossos ensinamentos. Os evangelhos constituem a vossa biografia na Terra; contudo, os homens não dispensam, em suas atividades, o véu da matéria e do símbolo. A todas as coisas puras da Espiritualidade adicionam a extravagância de suas concepções. Nem nós e nem os Evangelhos poderíamos escapar. Em diversas basílicas de Ravenna e de Roma, Mateus é representado por um jovem; Marcos por um leão; Lucas por um touro e eu, Senhor, estou ali sob o símbolo estranho de uma águia.

       — E os meus representantes, João, que fazem eles?

       — Mestre, envergonho-me de o dizer. Andam quase todos mergulhados nos interesses da vida material. Em sua maioria, aproveitam-se das oportunidades para explorar o vosso nome e, quando se voltam para o campo religioso, é quase que apenas para se condenarem uns aos outros, esquecendo-se de que lhes ensinastes a se amarem como irmãos.

      — As discussões e os símbolos, meu querido — disse-lhe suavemente o Mestre —, não me impressionam tanto. Tiveste, como eu, necessidade destes últimos para as predicações e, sobre a luta das ideias, não te lembras quanta autoridade fui obrigado a despender, mesmo depois da minha volta da Terra, para que Pedro e Paulo não se tornassem inimigos? Se entre os meus apóstolos prevaleciam semelhantes desuniões, como poderíamos eliminá-las do ambiente dos homens, que não me viram, sempre inquietos nas suas indagações?... O que me contrista é o apego dos meus missionários aos prazeres fugitivos do mundo!...

      — É verdade, Senhor.

      — Qual o núcleo da minha Doutrina que detém, no momento, maior força de expansão?

       — É o departamento dos bispos romanos, que se recolheram dentro de uma organização admirável pela sua disciplina, mas altamente perniciosa pelos seus desvios da Verdade. O Vaticano, Senhor, que não conheceis, é um amontoado suntuoso das riquezas das traças e dos vermes da Terra. Dos seus palácios confortáveis e maravilhosos irradia-se todo um movimento de escravização das consciências. Enquanto vós não tínheis uma pedra em que repousar a cabeça dolorida, os vossos representantes dormem a sua sesta sobre almofadas de veludo e ouro; enquanto trazíeis os pés macerados nas pedras do caminho escabroso, quem se inculca como vosso embaixador traz a vossa imagem nas sandálias matizadas de pérolas e brilhantes. E junto de semelhantes superfluidades e absurdos, surpreendemos os pobres chorando de cansaço e de fome; ao lado do luxo nababesco das basílicas suntuosas, erigidas no mundo como um insulto à glória da vossa humildade e do vosso amor, choram as crianças desamparadas, os mesmos pequeninos a quem estendíeis os braços compassivos e misericordiosos. Enquanto sobram as lágrimas e os soluços entre os infortunados, nos templos, onde se cultua a vossa memória, transbordam moedas a mancheias, parecendo, com amarga ironia, que o dinheiro é uma defecação do demônio no chão acolhedor da vossa Casa.

      — Então, meu discípulo, não poderemos alimentar nenhuma esperança?

      Infelizmente, Senhor, é preciso que nos desenganemos. Por um estranho contraste, há mais ateus benquistos no Céu, do que aqueles religiosos que falam em vosso nome na Terra.

      — Entretanto — sussurraram os lábios divinos, docemente —, consagro o mesmo amor à humanidade sofredora. Não obstante a negativa dos filósofos, as ousadias da Ciência, o apodo dos ingratos, a minha piedade é inalterável... Que sugeres, meu João, para solucionar tão amargo problema?

      — Já não dissestes um dia, Mestre, que cada qual tomasse a sua cruz e vos seguisse?

     — Mas prometi ao mundo um Consolador em tempo oportuno!...

      E, os olhos claros e límpidos, postos na visão piedosa do amor de seu Pai celestial, Jesus exclamou:

       — Se os vivos nos traíram, meu discípulo bem-amado, se traficam com o objeto sagrado da nossa Casa, profligando a fraternidade e o amor, mandarei que os mortos falem na Terra em meu nome. Deste Natal em diante, meu João, descerrarás mais um fragmento dos véus misteriosos que cobrem a noite triste dos túmulos, para que a Verdade ressurja das mansões silenciosas da morte. Os que voltaram pelos caminhos ermos das sepulturas retornarão à Terra, para difundirem a minha mensagem, levando aos que sofrem, com a esperança posta no Céu, as claridades benditas do meu amor!...

      E desde essa hora memorável, há mais de cinquenta anos, o Espiritismo veio com as suas lições prestigiosas felicitar e amparar na Terra a todas as criaturas.

 Crônicas de Além-Túmulo