Seres exilados
para o planeta Terra e o processo evolutivo terreno
Fonte: Nasa
Como já vimos antes, no sistema evolutivo
do planeta Terra há mais de 52 bilhões de
consciências espirituais distribuídas em diversas dimensões vibratórias;
desde as mais rarefeitas, que se
estendem na contraparte do espaço ao
redor da terra, até as mais
densas, que se localizam na
contraparte da subcrosta terrena, próxima do seu núcleo. Cada
consciência ocupa a dimensão vibratória correspondente ao grau
de densidade de seu psicossoma ou corpo astral. À medida que vai depurando o seu psicossoma, ela
passa a viver nas dimensões de luz,
em cidades espirituais de elevada frequência vibratória , chegando até
mesmo, em determinado momento, a desvencilhar-se
do corpo astral e viver em corpo mental. Ao contrário, quanto mais a
consciência agrega ao seu psicossoma fluidos densos,
ela passa a estagiar nas colônias e cidadelas intermediarias que ficam nas
regiões conhecidas como umbral.
Esses locais vibratórios estão localizados desde a contraparte
da superfície da vida dos encarnados até as regiões de escuridão,
que se localizam na subcrosta terrena e que são conhecidos como os abismos
profundos.
Fonte: Livro Mão de Luz
Como já sabemos, pelas revelações
mediúnicas atuais, a consciência cósmica, para experienciar o caminho da
evolução, nas diversas dimensões
vibratórias do universo, tem a necessidade de utilizar-se de um veículo
de manifestação como corpo para interagir nessas dimensões. Assim, na dimensão átmica, a consciência se reveste do corpo átmico; na dimensão búdica, do corpo búdico; no plano mental, do corpo mental; na dimensão astral, do corpo astral; da dimensão etérica a consciência forma o corpo duplo
etérico, o qual, para os espíritos, é considerado físico, muito material; e ele é o elo de ligação das células astrais com as células biológicas do
corpo físico. Após o descarte do corpo biológico, o duplo
etérico se dissolve reintegrando-se na dimensão etérica.
A individualidade cósmica, em sua
trajetória evolutiva, guarda registrada em seu corpo
mentaltodas as
experiências vividas, desde outros planetas por onde estagiou até às várias
experiências vividas aqui no planeta Terra.Portanto, a verdadeira realidade da consciência cósmica está armazenada em seu
corpo mental; e em determinada circunstância ela mergulha no corpo biológico terreno passando por
um adormecimento temporário de seus registros dos arquivos mentais armazenados.
Esse processo de corporificação, de tempos em tempos, no corpo biológico, segue
um planejamento dirigido pelas consciências superiores e submetido à
justiça e a misericórdia divina, fazendo com que o espírito refaça
experiências anteriores mal sucedidas, convivendo assim com os desafetos do
passado, e dessa forma tendo a oportunidade de refazer o seu comportamento no
equilíbrio do amor e do servir. É um estágio necessário até que a consciência consiga viver em harmonia com as leis da
criação divina.
Dentre esses 52 bilhões de seres, na
atualidade, aproximadamente 7,6
bilhões estão estagiando corporificados.
Portanto, o corpo físico é um
veículo temporário que a consciência se utiliza para demonstrar
na dimensão mais densa, mais limitada, a expressão dos valores
adquiridos em suas várias existências.
Seguindo na nossa reflexão, como vimos
anteriormente, no livro “Os Nephilins” de Ângelo Inácio, psicografado por
Robson Pinheiro, há mais ou menos 445 mil anos atrás
vieram do planeta Nibiru os anunnakis. Posteriormente, vieram os
seres de Capela e houve a grande guerra entre as duas
raças provocando o afundamento da Atlântida. Após esse evento
vieram seres de Órion, Sirius, Antares, da galáxia de Andrômeda e
de outros mundos totalizando assim mais de 20 tipos
humanos distintos. Depois, na época do nascimento de Jesus no
planeta Terra, Conforme narrado no livro de Ângelo Inácio, “Os Abduzidos”, já havia mais de 50 raças de
procedências diversas do universo. A grande maioria veio manifestada em
corpo astral; mas outras vieram corporificadas em corpos físicos conforme a
materialidade de seus planetas de origem.
É interessante observar que: esses seres
que vieram exilados para a Terra apresentavam, em comum, características
humanoides, mas com aspectos muito diversos entre si. Os seres em corpo astral mantiveram as características de seus
corpos físicos dos quais viviam em seus planetas.
Vivendo no astral do planeta Terra
tiveram que submeter-se às leis do magnetismo astral e físico terrestre.
Apesar de todas as consciências, que
vieram exiladas para a Terra, terem, de tempo em tempo, de se submeter ao
esquecimento espiritual, por necessidade de estagiar no corpo físico,um
certo grupo de consciências, os dragões, conseguiram manter-se fora do processo
reencarnatório. Devido à grande capacidade mental e conhecimento das
leis que regem as dimensões astrais, durante milênios resistiram ao
magnetismo terrestre da reencarnação. Motivados por guardarem suas memórias cósmicas
e com o desejo de domínio das outras consciências terrenas
reinaram no submundo astral, influenciando na formação da civilização na
dimensão física.
Desde a chegada desses seres há mais ou
menos 445.000 anos iniciou-se o processo de evolução na escola planetária
terrena. Supervisionado
pela consciência cósmica Jesus e seus assessores, os Guardiões Superiores da humanidade,
e seguindo as diretrizes da justiça divina quanto ao livre-arbítrio e a lei de causa e
efeito, o sistema de evolução espiritual terreno se desenvolveu,
recebendo de tempo em tempo novos seres para se ajustarem aos “Princípios
do Reino Celeste”, principalmente ao que refere à “Lei do Amor”.
Como já vimos antes, nas obras do espírito
Ângelo Inácio, quando chegou o tempo cósmico, traçado pela superconsciência
que rege o destino da humanidade terrena, Jesus, ele próprio, para mostrar o caminho da redenção
aos espíritos terrenos corporificou-se na dimensão mais densa do planeta Terra.
Iniciava-se ali o processo do Juízo
Geral, onde se daria a oportunidade para as consciências terrenas de se
posicionarem diante das "diretrizes de luz" trazidas por Jesus. Iniciou-se
a interferência da justiça divina no reino das sombras que foi criado
pelos dragões e seus seguidores.
Aviso de última chance de modificação
Esses seres, os sete dragões, desenvolveram um sistema de poder onde cada um se tornou especialista em determinada área do sistema de vida planetário, tais como: política, religião, comunicações, ciência, tecnologia e guerras. Esse sistema de poder, que durante milênios comandou a humanidade, começou a ser abalado com o nascimento da consciência cósmica, que veio como Jesus. Essa derrota, do reino das sombras comandada pelo dragão número 1, é narrada por Ângelo Inácio no livro “A Marca da Besta”:
(...) Quando os dragões pensaram que
haviam matado o Cordeiro, que sua morte extinguiria a chama da fé de seus
seguidores, então notaram que a aparente derrota com a crucificação do
homem de Nazaré se traduzira na
maior expressão de vitória de sua política, de seu sistema de vida ou Reino, e, por
conseguinte, a vitória do próprio Cordeiro. Naqueles momentos em que o
representante máximo da política divina expirou no madeiro, ele próprio desceu às paragens
infernais. Desceu vibratoriamente ao círculo de poder dos
dragões e, investido de sua autoridade moral inquebrantável, enfrentou
as feras do abismo, os espíritos em prisão, e lhes falou sobre o
tempo que restava à sua semente na Terra. Na ocasião, aqueles que se julgavam os
donos do poder foram expostos, e ficou patente para todos os povos do
abismo, das regiões ínferas, que o Cordeiro era quem indubitavelmente comandava
os destinos do planeta.
Foi nesse momento que ouviram, mesmo sem querer, as palavras que saíram
da boca do emissário divino.
- Trago-vos, meus filhos, a notícia de que tereis pouco tempo para vos
inspirar nos exemplos que serão enviados ao mundo através dos meus
representantes. Desde eras antigas, quando em vossa
cegueira semeastes a destruição, a iniquidade e estabelecestes a revolta contra
o Altíssimo, que vos tenho recebido em meus braços, aconchegando-vos num mundo
novo para vos instigar à
renovação dos vossos pensamentos.
“Agora venho, mais uma vez, como já o fiz no início
de vosso degredo, falar-vos aos corações. A morte foi tragada pela vitória; as
trevas se diluíram na presença da luz. Venho dizer-vos que o tempo é chegado em que não mais
sereis suportados nessas terras do exílio. Que a ampulheta do tempo
já demarcou a hora e que esta hora é agora, em que sereis pesados na balança
divina; em que sereis
conduzidos ao justo Juiz e sereis novamente deportados, a fim de reiniciar
vossa trajetória em novos mundos da imensidade.
“Ainda outra vez pesam sobre vós os crimes
perpetrados, os dramas milenares que desencadeastes neste mundo, as dores e
aflições que impingistes aos povos da Terra.
“Eis que venho para dar-vos a última chance de modificar-vos
interiormente, de refletir sobre vossos crimes - que não são
apenas hediondos, mas de uma escala cósmica muito dificilmente concebida pelos
meus filhos que habitam este mundo. Quando chegar o momento propício, e o
meu Pai assim o ordenar, recebereis a visita final, anunciando-vos definitivamente
o veredito divino. E não mais podereis postergar a justiça, que se
manifestará de forma ampla e inexorável, delimitando as vossas ações e
pondo fim ao exílio, que tanto sofrimento causou aos povos desse planeta. Será
então o joio separado do trigo; os cabritos das ovelhas; os bons, dos maus. Eis
que vos trago as boas notícias de que eu venci a morte e o reino da escuridão,
e desde já o Reino do
meu Pai está em andamento nos corações humanos, de sorte que, muito
em breve, encherá toda a Terra.” (...)
"A Marca da Besta" - Ângelo Inácio (Espírito) ; [psicografado] por Robson Pinheiro. - Contagem, MG: Casa dos Espíritos Editora, 2010. (Trilogia O Reino das sombras: v. 3)
"Os Nephilins" : a origem/ pelo Espírito Ângelo Inácio; [psicografado por] Robson Pinheiro. - 1. ed. - Contagem, MG: Casa dos Espíritos, 2014. - (Série Crônicas da Terra; v. 2)
62. Ora,
quando o Filho do Homem vier em sua majestade, acompanhado de todos os anjos,
assentar-se-á no trono de sua glória; — e, reunidas à sua frente todas as
nações, Ele separará uns dos outros, como um pastor separa dos bodes as
ovelhas, e colocará à sua direita as ovelhas e à sua esquerda os bodes. —
Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: “Vinde a mim, benditos de
meu Pai [...].” (Mateus, 25: 31 a 46; O evangelho segundo o espiritismo, cap.
XV.)
63. Tendo que
reinar na Terra o bem, necessário é sejam dela excluídos os Espíritos endurecidos no mal e
que possam acarretar-lhe perturbações. Deus permitiu que
eles aí permanecessem o tempo de que precisavam para se melhorarem;
mas, chegado o momento em que, pelo progresso moral de seus habitantes, o
globo terráqueo tem de ascender na hierarquia dos mundos, interdito será ele, como morada, a
encarnados e desencarnados que não hajam aproveitado os ensinamentos que uns
e outros se achavam em condições de aí receber. Serão exilados para mundos
inferiores, como o foram outrora para a Terra os da raça adâmica,
vindo substituí-los Espíritos melhores. Essa separação, a que Jesus
presidirá, é que se acha figurada por estas palavras sobre o juízo final: “Os
bons passarão à minha direita e os maus à minha esquerda.” (Cap. XI, itens 31
e seguintes.)
64. A doutrina de um juízo final, único e universal, pondo
fim para sempre à humanidade, repugna à razão, por implicar a
inatividade de Deus, durante a eternidade que precedeu à criação da Terra e
durante a eternidade que se seguirá à sua destruição. Que utilidade teriam
então o Sol, a Lua e as estrelas que, segundo a Gênese, foram feitos para
iluminar o mundo? Causa espanto que tão imensa obra se haja produzido para
tão pouco tempo e a benefício de seres votados de antemão, em sua maioria,
aos suplícios eternos.
65. Materialmente,
a ideia de um julgamento único seria, até certo ponto, admissível para os que
não procuram a razão das coisas, quando se cria que a humanidade toda se
achava concentrada na Terra e que para seus habitantes fora feito tudo o que
o universo contém. É,
porém, inadmissível, desde que se sabe que há milhares de milhares de mundos
semelhantes, que perpetuam as humanidades pela eternidade a fora e entre os
quais a Terra é dos menos consideráveis, simples ponto imperceptível.
Vê-se, só por este fato, que Jesus tinha razão de declarar a seus discípulos:
“Há muitas coisas que não vos posso dizer, porque não as
compreenderíeis”, dado que o progresso das ciências era
indispensável para uma interpretação legítima de algumas de suas palavras.
Certamente, os apóstolos, Paulo e os primeiros discípulos teriam
estabelecido de modo muito diverso alguns dogmas se tivessem os
conhecimentos astronômicos, geológicos, físicos, químicos, fisiológicos e
psicológicos que hoje possuímos. Daí vem o ter Jesus adiado a completação de seus ensinos e
anunciado que todas as coisas haviam de ser restabelecidas.
“A Gênese” – Allan
Kardec - Tradução Guilion Ribeiro da 5ª edição francesa. – Brasília: FEB,
2013.
Dito isto, foi elevado à vista deles, e uma nuvem o ocultou a seus
olhos. Estando a olhar atentamente para o céu, enquanto ele se ia, dois homens vestidos de branco
encontraram-se junto deles e lhes disseram: “Homens da Galileia, por que estais aí a olhar para o céu? Este Jesus,
que foi arrebatado dentre vós para o céu, assim virá, do mesmo modo como o vistes partir para o céu”.
Segundo a Bíblia de Jerusalém, na
introdução do Atos dos Apóstolos, os autores pesquisadores informam que: “O
terceiro evangelho (Lucas) e o livro dos Atos eram primitivamente as duas
partes de uma só obra, à qual daríamos hoje o nome de “História das origens
cristãs”. Logo o segundo livro ficou conhecido com o título de ‘Atos dos
apóstolos’”. Lucas escreve a um certo Teófilo, no seu evangelho, narrando os fatos
colhidos das testemunhas que conviveram com Jesus, depois, ele continua no Prólogo do Atos dos
Apóstolos, se referindo ao mesmo Teófilo. Assim, concluiu-se que quem escreveu os Atos dos Apóstolos foi Lucas.
Principalmente por ele ser médico e, portanto, capacitado na escrita; enquanto
os outros discípulos careciam de instrução como escritores.
Como ele terminou o seu evangelho
descrevendo a ascensão de Jesus, ele inicia, no Atos dos Apóstolos, narrando a ascensão novamente; mas
trás o detalhe dos dois homens
vestido de branco explicando aos discípulos que Jesus, do mesmo modo
que eles estavam vendo-o partir, retornaria novamente.
Mateus (16:27-28)
também fez o registro da promessa do retorno de Jesus: “Pois o Filho do Homem há de vir na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo
com o seu comportamento. Em verdade vos digo que alguns dos que
aqui estão não provarão a morte até que vejam o Filho do Homem vindo em seu
Reino.”
Em
1868, com advento da ciência do Espírito, conforme os conhecimentos científicos
e cultural da época, no seu livro “A Gênese”, Allan Kardec explicou o seguinte
a respeito da informação de Mateus:
Allan Kardec
45. Jesus anuncia o seu segundo advento, mas não diz que
voltará à Terra com um corpo carnal, nem que personificará o Consolador.
Apresenta-se como tendo de vir em Espírito, na glória de seu
Pai, a julgar o mérito e o demérito e
dar a cada um segundo as suas obras, quando os tempos forem chegados.
Estas palavras: “Alguns há dos que
aqui estão que não sofrerão a morte sem terem visto vir o Filho do Homem no seu
reinado” parecem encerrar uma contradição, pois é incontestável que Ele não veio em vida de nenhum daqueles
que estavam presentes. Jesus, entretanto, não podia enganar-se numa
previsão daquela natureza e, sobretudo, com relação a uma coisa contemporânea e
que lhe dizia pessoalmente respeito.
46. A grande e importante lei da reencarnação foi um dos
pontos capitais que Jesus não pôde desenvolver, porque os homens do seu tempo não se achavam
suficientemente preparados para ideias dessa ordem e para as suas
consequências. Contudo, assentou o princípio da referida lei, como o fez
relativamente a tudo mais. Estudada e posta em evidência nos dias atuais pelo
Espiritismo, a lei da reencarnação
constitui a chave para o entendimento de muitas passagens do Evangelho
que, sem ela, parecem verdadeiros contrassensos. É por meio dessa lei que se
encontra a explicação racional das palavras acima, admitidas que sejam como
textuais. Uma vez que elas não podem ser aplicadas às
pessoas dos apóstolos, é evidente que se referem ao futuro reinado do Cristo,
isto é, ao tempo em que a sua doutrina, mais bem compreendida, for lei
universal. Dizendo que alguns dos ali presentes na
ocasião veriam o seu advento, Ele forçosamente se referia aos que estarão vivos
de novo nessa época. (...)
Juntando todas as informações aqui
analisadas com nossas reflexões anteriores podemos formar o seguinte conceito:
(reconhecendo que ele não é final e nem absoluto, pois devemos aguardar novas
revelações e reformulá-lo à medida que a ciência vai avançando.)
Jesus
retornará em Corpo Mental Superior,
e para materializar-se utilizará dos mesmos processos que utilizou antes, absorvendo elementos da atmosfera, da
água, da natureza e principalmente o ectoplasma extraído de pessoas que o produz em excesso, e são doadores, mesmo inconscientes. Assim se fará
visível na dimensão física dos
encarnados, conforme a necessidade de suas visitas.
Brasil Pátria do Evangelho
Na dimensão extrafísica do
planeta, ele também se fará visível conforme a dimensão em que atuará
utilizando os recursos fluídicos de cada dimensão, conforme suas leis.
Aliás, Jesus já esteve em visitas
periódicas na Terra, vindo das dimensões superiores de seu reino. É o que
relata Humberto de Campos no livro “Brasil, Coração do Mundo Pátria do
Evangelho”, quando no fim do século
14, após o fim das cruzadas, ele
veio observar os progressos de sua doutrina e de seus exemplos no coração dos
homens.
Dialogando com seu auxiliar Helil disse: (...) —, meu coração se enche de profunda amargura, vendo a
incompreensão dos homens, no que se refere às lições do meu Evangelho. (...)
A
solução encontrada para que florescesse seu evangelho, por sugestão de
Helil, foi indicando novas terras no
sul do continente americano. Assim, vendo com tristeza o que os homens
tinham feito em seu nome, nos velhos continentes, Jesus determinou: (...) — Para
esta terra maravilhosa e bendita será transplantada a árvore do meu Evangelho
de piedade e de amor. (...).
(Então, nasce o Brasil com o propósito de
florescer o evangelho de Jesus através da Ciência do Espírito revelando todas
as coisas que Jesus ensinou, e outras que ele não pôde explicar devido ao
conhecimento da época)
Por que Jesus Retornará?
Milhões de Galáxias e Seus Mundos/NASA
Além dessas visitas
periódicas na dimensão extrafísica da Terra, como foi prometido, haverá um momento em que Jesus virá e atuará diretamente
na dimensão astral e física da Terra.
Como vimos anteriormente, o planeta Terra foi formado para receber milhões de
consciências espirituais que não acompanhavam a evolução em seus
planetas. Como exilados foram trazidos para a escola evolutiva terrena
para se ajustarem às leis divinas. A Terra recebeu, no início, há
mais ou menos 445 mil anos atrás, os seres anunnakis de Nibiru, que eram
compostos por seres altamente rebeldes,
e alguns cientistas com o compromisso
de colaborar na formação da nova vida no planeta. Posteriormente,
vieram os seres de Capela causando a grande guerra entre as
duas raças e provocando o afundamento da Atlântida. Como revela Ângelo
Inácio, no livro “Os Nephilins”, a partir dessa grande guerra começou a chegar outros seres
vindo de Órion, Sirius, Antares, da galáxia Andrômeda e de outros
mundos totalizando mais de 20 de tipos humanos distintos.
Conforme objetivo dos dirigentes superiores do planeta, tanto na dimensão extrafísica
como reencarnados no corpo físico, houve uma miscigenação das raças.
(Dentre esses seres humanoides há
os que vieram de planeta que possui
um sistema de vida totalmente dominado por casta religiosa; e outros que têm um sistema de vida de índole guerreira.
O 5º planeta do sistema solar, que foi
destruído, e hoje é o cinturão de asteroides, possuía duas raças com essas características; os fanáticos religiosos
e os espectros, guerreiros e vampiros de energias. Com isso, podemos entender a
influência dessas duas características: a guerreira e a religiosa
fanática, na formação da civilização desde o início no sistema de vida terrena;
característica que permanece até hoje)
Na época que Jesus esteve corporificado
na galileia, conforme ele mesmo narra no diálogo com Miguel, revelado por Ângelo
Inácio no livro “Os Abduzidos”: (...) - Minha obra abrange todos os seres albergados
neste orbe - mais de 50
raças de distinta procedência cósmica -, cá reunidos devido à
tentativa de evitar um desastre ambiental de natureza cósmica, sideral.
(...), vê-se que o número de seres exilados já tinha aumentado significamente.
E qual o tempo para a obra de Jesus
atingir seu objetivo de renovação dos seres no planeta Terra?... No mesmo
diálogo com Miguel, ele revela: (...) “Mirando a renovação total da Terra, teremos
pela frente ao menos dois
mil anos consumidos apenas para as ideias germinarem e se espalharem de uma
latitude a outra, ainda assim, com sérias limitações. Após a fase de
sementeiras, serão no
mínimo mais mil anos de reconstrução, de trabalho intenso, em que se
definirão os valores e os
conceitos baseados na política que esposamos em forte contraposição
à política dos homens e
dos seres que os inspiram. (...)
Passados já 2.000 anos da sementeira dos princípios da política do Reino de Deus
trazida por Jesus, encontramo-nos na fase do “Juízo Geral” profetizado por João no seu
apocalipse. Está em pleno andamento a
separação do “joio” e do “trigo”.
Vivemos os primeiros momentos de transição planetária da fase de mundo de
expiação e provas para o mundo de regeneração; que durará 1.000
anos terrestre.
No sistema evolutivo terreno, há mais ou menos 52
bilhões de consciências espirituais, sendo mais ou menos 7,6 bilhões corporificados (reencarnados), e aos poucos estamos
compreendendo que a verdadeira vida é
a do espírito, que é imortal. A vida no corpo
físico é apenas um estágio temporárioe necessário para o nosso
aprendizado. Sendo assim, o “Juízo Geral” teve seu início primeiramente na região extrafísica, através das reurbanizações extrafísicas, que
é comandada por Miguel, o agente da justiça na Terra, e
seus agentes, conhecidos como Guardiões Planetários Superiores.
Engana-se quem acha que a situação é tão
simples e que os agentes da justiça irão resolver tudo num passe de mágica. O
que está acontecendo é uma complexa batalha
dos seres da luz contra os seres das trevas, para que seja restaurado o
equilíbrio na Terra.
Reurbanização Extrafísica
Espíritos no Umbral
Segundo Ângelo Inácio, no livro “Fim da
Escuridão”, a primeira fase da reurbanização extrafísica
começou após a segunda guerra mundial. Iniciou-se timidamente nos primeiros anos da década de 1940,
intensificou-se após as rendições de 1945 e tiveram seu apogeu nos meados da
década de 1970. Após a fase de reurbanização extrafísica do continente
europeu, que funcionou como um laboratório, e tinha que ser liberado da carga
tóxica acumulada após as grandes guerras, o
trabalho se estendeu de forma mundial.
Após esse período, determinado pela
Providência Divina, todos os recantos da Terra estão
passando pela higienização de forma mais ampla e intensa. O
trabalho está sendo realizado em todas os níveis dimensionais extrafísico. Os espíritos que não atingiram certo
grau de maturidade espiritual estão sendo transferidos para esferas próximas à
Terra, onde está sendo feito a identificação energética para serem
deportados para outros planetas. Portanto, como muitos ainda
pensam que haverá um momento único, em que Jesus retornará e haverá o juízo num
evento só, não é bem assim. Esse processo de identificação e seleção,
entre os espíritos que não
têm mais condições de nascerem num corpo físico, é longo, pois é
preciso identificar o tipo psíquico com
sua vibração, sentimentos, aptidões e necessidades de aprendizado para que
aguardem seus destinos. Uma das bases onde estão sendo abrigados os
seres que serão deportados se encontra no lado escuro da lua, na sua
contraparte extrafísica.
Juntamente com essa seleção, após os eventos desencadeados na esfera
física serão identificados, entre a massa de recém-desencarnados,
quais espíritos terão condições de permanecerem na Terra.
O trabalho dos Guardiões Planetários
Superiores é intenso e se dá em todas as dimensões do plano extrafísico. Principalmente, nas regiões do abismo onde há o domínio e guerras pelo
poder entre facções dos seres das sombras. Há seres hipnotizados
servindo os espectros, magos negros, chefes de legiões, grupos de cientistas e os perigosos dragões que estão
acorrentados magneticamente no submundo escuro dos abismos.
A medida que esses seres são aprisionados e desmanteladas as
construções extrafísicas no império dessas regiões há um trabalho de
reconstrução nessas dimensões construindo-se algumas bases dos guardiões e
postos de socorros.
Sob a coordenação do orientador evolutivo
cósmico Jesus há a participação de seres das
estrelas em auxílio aos Guardiões Superiores da humanidade terrena.
Esses seres, com experiência em
transmigração planetária, vêm com suas tecnologias extraterrestres e com suas
naves etéricas, para auxiliar no transporte dos seres que
serão exilados do planeta Terra para outros mundos de evolução.
Diante da complexidade que envolve a seleção
e o transporte de seres para outros recantos do universo, no atual período de “Juízo
Geral”, podemos concluir sim que haverá um momento em que o
próprio governador planetário, Jesus, virá pessoalmente, diante da necessidade
de deportar da Terra os seres mais perigosos, devido às suas capacidades
mental de domínio e hipnotismo, para transportá-los para serem julgados perante
os juízes da galáxia.
Isso é o que já vimos antes quando Ângelo Inácio,
no livro “Abduzidos”, descreve a fala
do próprio Jesus quando, em espírito, já livre de seu corpo físico, que se
desmaterializava dentro do sepulcro, desceu nas
regiões onde se encontrava os daimons, os maiorais, os dragões e informou a
eles:
“Conquanto, chegará o dia em que retornarei, não mais com a mensagem da graça que
te foi concedida, mas
como justo juiz, a fim de levar-te e a teu séquito a prestar contas perante o
tribunal da galáxia e os seres mais iluminados que tua mente,
talvez, pudesse conceber. Foste jogado entre as nações e na Terra te pus, a fim
de que saibas que teu lugar, desde então, não é mais entre as estrelas, mas em
meio ao pó da terra, desta e de muitas outras terras em incontáveis eras, a fim
de que compreendas que nada
no universo pode contrariar as leis soberanas da vida e permanecer impune,
indefinidamente. Aqueles a quem hoje liberto da tua férula, ó cherub
decaído, regressarão a seus lares para testificar que teu reino é falido,
como tu mesmo faliste, Quanto às lascas do madeiro onde meu corpo foi
pregado, elas agora apontam para a imensidão como rota a esta humanidade e
testemunho de que seus integrantes são, também, filhos das estrelas.” (...)
Final
Após essas reflexões, onde somos
agraciados com o esclarecimento e o conhecimento da verdade trazido pela egregóra do Espírito Verdade, prometida
por Jesus, de que forma estamos vivenciando, em nosso coração, os “Princípios do Reino de Deus” ensinado e exemplificado por ele? Quais são os Princípios do reino?
Para entendermos melhor sobre esse princípio
vamos recordar a proposta de renovação que ele nos trouxe...
“Venho apresentar-vos outra
proposta e para isso estais aqui reunidos. Por certo, muitos de vós tereis
ainda um longo caminho a percorrer analisando minhas palavras. Mas o que trago
não me pertence, pois trago
a mensagem da generosidade, da mansuetude, aliadas à justiça, à equidade e a
uma forma de organização do mundo que remete à ética cósmica e ao
estilo de vida comum aos cidadãos do universo redimido. Nele, a interação individual com o mundo e
a sociedade denota valores, virtudes e respeito, na medida em que conjuga o
comportamento de todos os seres, de todas as raças mais evolvidas e esclarecidas
pelo bem do universo. No Reino, ao qual me refiro, o projeto individual está sempre
relacionado ao bem coletivo, pois se pauta por noções de justiça e moral cósmicas,
comuns a quaisquer civilizações, independentemente da diversidade social, como
existe, por exemplo, entre vós.”
Recordemos também a sua promessa...
“Eu mesmo retornarei ao palco do mundo um dia, não mais pelo processo de que me
utilizei ao nascer entre os homens, mas regressarei. Na companhia de
meus representantes, visivelmente,
em um corpo mais refinado, mais apropriado à manifestação de meu espírito,
virei das alturas das nuvens, em carruagens de fogo, como compreendeis agora, colher o fruto das sementes que
ora planto nos corações que me ouvem e me abrem as portas. Voltarei
um dia e, se mais eu puder auxiliar a humanidade, tudo farei par evitar que
este mundo e os demais aqui representados tenham os destinos marcado pelos mecanismos de defesa
inscritos tanto neste planeta quanto na ilha cósmica da qual faz parte.”
- "Os Abduzidos" - pelo Espírito Ângelo Inácio; [psicografado por] Robson Pinheiro. - Contagem, MG: Casa dos Espíritos, 2015. - (Série Crônicas da Terra: v. 4).
- “Brasil , Coração do Mundo, Pátria do Evangelho” - pelo Espírito Humberto de Campos; [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. 33ª ed. Brasília: FEB, 2013.
- " A Gênese" - Allan Kardec; tradução Guilon Ribeiro. 53ª ed. Brasília: FEB, 2013.
- Capa Comum - https://amzn.to/3YbeXTm - "O fim da Escuridão" - pelo Espírito Ângelo Inácio; [psicografado por] Robson Pinheiro. - Contagem, MG: Casa dos Espíritos, 2012. - (Série Crônicas da Terra 1)
Adquirir livro: - https://amzn.to/48mR80Y Crônicas de Além-Túmulo – pelo Espírito Humberto de Campos; [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. – Brasília, FEB 2013
Pedro Leopoldo (MG), 20 de dezembro de 1935.
Humberto de Campos
Chico Xavier
A Ordem do Mestre
Avizinhando-se
o Natal, havia também no Céu um rebuliço de alegrias suaves. Os anjos
acendiam estrelas nos cômoros de neblinas douradas e vibravam no ar as
harmonias misteriosas que encheram um dia, de encantadora suavidade, a noite
de Belém. Os pastores do paraíso cantavam e, enquanto as harpas divinas
tangiam suas cordas sob o esforço caricioso dos zéfiros da imensidade, o Senhor chamou o Discípulo bem-amado
ao seu trono de jasmins matizado de estrelas.
O vidente de Patmos não trazia o
estigma da decrepitude, como nos seus últimos dias entre os Espórades. Na sua
fisionomia pairava aquela mesma candura adolescente que o caracterizava no
princípio do apostolado.
— João
— disse-lhe o Mestre —, lembras-te do
meu aparecimento na Terra? —
Recordo-me, Senhor. Foi
no ano 749 da era romana, apesar da arbitrariedade de frei
Dionísio, que, calculando no século VI da era cristã, colocou erradamente o
vosso natalício em 754.
— Não,
meu João — retornou docemente o Senhor —, não é a questão cronológica que me interessa, ao te arguir sobre o
passado. É que nessas suaves comemorações vem até mim o doce murmúrio das
lembranças!...
— Ah! sim, Mestre amado
— retrucou pressuroso o discípulo —, compreendo-vos.
Falais da significação moral do acontecimento.Oh!... se me lembro... A manjedoura, a
estrela guiando os poderosos ao estábulo humilde, os cânticos harmoniosos dos
pastores, a alegria ressoante dos inocentes, afigurando-se-nos que os animais
vos compreendiam mais que os homens, aos quais ofertáveis a lição da
humildade, com o tesouro da fé e da esperança. Naquela noite divina, todas as
potências angélicas do paraíso se inclinaram para a Terra cheia de gemidos e
de amargura, por
exaltar a mansidão e a piedade do Cordeiro. Uma promessa de paz desabrochava para todas as coisas,
com o vosso aparecimento no mundo. Estabelecera-se um noivado
meigo entre a Terra e o Céu e recordo-me do júbilo com que vossa mãe vos
recebeu nos seus braços, feitos de amor e de misericórdia. Dir-se-ia, Mestre,
que as abelhas de ouro do paraíso fabricaram, naquela noite de aromas e de
radiosidades indefiníveis, um mel divino no coração piedoso de Maria!...
“Retrocedendo
no tempo, meu Senhor bem-amado, vejo o transcurso da vossa infância, sentindo
o martírio de que fostes objeto; o extermínio das crianças da vossa idade, a
fuga nos braços carinhosos de vossa progenitora, os trabalhos manuais em
companhia de José, as vossas visões maravilhosas no Infinito, em comunhão constante com o
vosso e nosso Pai, preparando-vos para o desempenho da missão única que vos fez abandonar, por
alguns momentos, os
palácios de sol da mansão celestial, a fim de descer sobre as lamas da Terra...”
— Sim,
meu João, e, por falar nos meus deveres: como seguem no mundo as coisas atinentes à minha
Doutrina?
— Vão mal, meu Senhor.
Desde o concílio ecumênico de Niceia, efetuado para combater o cisma de Ário
em 325, as vossas
verdades são deturpadas. Ao arianismo seguiu-se o movimento dos
iconoclastas, em 787; e tanto contrariaram os homens o vosso ensinamento
de pureza e de simplicidade, que eles próprios nunca mais se
entenderam na interpretação dos textos evangélicos.
— Mas, não te recordas, João, que a minha
Doutrina era sempre acessível a todos os entendimentos? Deixei aos homens a lição do
Caminho, da Verdade e da Vida, sem lhes haver escrito uma só palavra.
— Tudo isso é verdade, Senhor, mas, logo que regressastes aos
vossos impérios resplandecentes, reconhecemos a necessidade de
legar à posteridade os vossos ensinamentos.Os evangelhos constituem a vossa biografia na
Terra; contudo, os homens não dispensam, em suas atividades, o véu
da matéria e do símbolo. A todas as coisas puras da Espiritualidade
adicionam a extravagância de suas concepções. Nem nós e nem os Evangelhos
poderíamos escapar. Em diversas basílicas de Ravenna e de Roma, Mateus é
representado por um jovem; Marcos por um leão; Lucas por um touro e eu,
Senhor, estou ali sob o símbolo estranho de uma águia.
— E os meus representantes, João, que
fazem eles?
—
Mestre, envergonho-me de o dizer. Andam
quase todos mergulhados
nos interesses da vida material. Em sua maioria, aproveitam-se das oportunidades
para explorar o vosso nome e, quando se voltam para o campo
religioso, é quase que apenas para se condenarem uns aos outros, esquecendo-se de que lhes
ensinastes a se amarem como irmãos.
— As
discussões e os símbolos, meu querido — disse-lhe suavemente o Mestre
—, não me impressionam tanto.
Tiveste, como eu, necessidade destes últimos para as predicações e, sobre a
luta das ideias, não te lembras quanta autoridade fui obrigado a
despender, mesmo depois da minha volta da Terra, para que Pedro e Paulo não
se tornassem inimigos? Se entre os meus apóstolos prevaleciam semelhantes
desuniões, como poderíamos eliminá-las do ambiente dos homens, que não me
viram, sempre inquietos nas suas indagações?...O que me contrista é o apego dos meus missionários aos prazeres fugitivos do mundo!...
— É
verdade, Senhor.
— Qual o núcleo da minha
Doutrina que detém, no momento, maior força de expansão?
— É
o departamento dos bispos romanos, que se recolheram dentro de uma
organização admirável pela sua disciplina, mas altamente perniciosa pelos seus desvios da
Verdade. O Vaticano, Senhor, que não conheceis, é um amontoado suntuoso das
riquezas das traças e dos vermes da Terra.Dos seus palácios confortáveis e
maravilhosos irradia-se todo um movimento de escravização das consciências.
Enquanto vós não tínheis uma pedra em que repousar a cabeça dolorida, os
vossos representantes dormem a sua sesta sobre almofadas de veludo e ouro;
enquanto trazíeis os pés macerados nas pedras do caminho escabroso, quem se
inculca como vosso embaixador traz a vossa imagem nas sandálias matizadas de
pérolas e brilhantes. E junto de semelhantes superfluidades e absurdos, surpreendemos
os pobres chorando de cansaço e de fome; ao lado do luxo nababesco das
basílicas suntuosas, erigidas no mundo como um insulto à glória da vossa
humildade e do vosso amor, choram as crianças desamparadas, os mesmos
pequeninos a quem estendíeis os braços compassivos e misericordiosos. Enquanto sobram as lágrimas e
os soluços entre os infortunados, nos templos, onde se cultua a vossa memória,
transbordam moedas a mancheias, parecendo, com amarga ironia, que o dinheiro
é uma defecação do demônio no chão acolhedor da vossa Casa.
— Então, meu discípulo, não
poderemos alimentar nenhuma esperança?
— Infelizmente,
Senhor, é preciso que nos desenganemos. Por um estranho contraste,
há mais ateus benquistos
no Céu, do que aqueles religiosos que falam em vosso nome na Terra.
— Entretanto
— sussurraram os lábios divinos, docemente —, consagro o mesmo
amor à humanidade sofredora. Não obstante a negativa dos filósofos, as
ousadias da Ciência, o apodo dos ingratos, a minha piedade é inalterável...Que sugeres, meu João, para solucionar
tão amargo problema?
— Já
não dissestes um dia, Mestre, que cada qual tomasse a sua cruz e vos
seguisse?
— Mas prometi ao mundo um Consolador
em tempo oportuno!...
E, os olhos claros e límpidos, postos na
visão piedosa do amorde seu Pai
celestial, Jesus exclamou:
—
Se os vivos nos traíram, meu
discípulo bem-amado, se traficam com o objeto sagrado da nossa Casa,
profligando a fraternidade e o amor, mandarei que os mortos falem na Terra em meu nome.
Deste Natal em diante, meu João, descerrarás mais um fragmento dos véus misteriosos
que cobrem a noite triste dos túmulos, para que a Verdade ressurja das mansões silenciosas da
morte. Os que
voltaram pelos caminhos ermos das sepulturas retornarão à Terra, para
difundirem a minha mensagem, levando aos que sofrem, com a esperança posta no
Céu, as claridades benditas do meu amor!...
E desde essa hora memorável, há mais
de cinquenta anos, o
Espiritismo veio com as suas lições prestigiosas felicitar e amparar na Terra
a todas as criaturas.
No primeiro dia da semana, Maria Madalena vai ao sepulcro, de
madrugada, quando ainda estava escuro e vê que a pedra fora retirada
do sepulcro. Corre, então, e vai a Simão Pedro e ao outro discípulo, que
Jesus amava, e lhes diz: “Retiraram
o Senhor do sepulcro e não sabemos onde o colocaram”.
Pedro saiu, então, com o outro
discípulo e se dirigiram ao sepulcro. Os dois corriam juntos, mas o outro
discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro.
Inclinando-se, viu as faixas de linho por terra, mas não entrou. Então, chega
também Simão Pedro, que o seguia, e entra no sepulcro; vê as faixas de linho
por terra e o sudário que cobrira a cabeça de Jesus. O sudário não estava com
os panos de linho no chão, mas enrolado em lugar à parte. Então entrou também o
outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: e viu e creu. Pois ainda não tinham
compreendido que, conforme a
Escritura, ele devia ressuscitar dos mortos. Os discípulos, então,
voltaram para casa.
Aparição a Maria Madalena
– Maria estava junto ao sepulcro, de fora, chorando. Enquanto chorava,
inclinou-se para o interior do sepulcro e viu dois anjos, vestidos de branco, sentados no lugar
onde o corpo de Jesus fora colocado, um à cabeceira e outro aos pés.
Disseram-lhe então: “Mulher,
por que choras?” Ela lhes diz: “Porque levaram meu Senhor e não sei onde o puseram!”
Dizendo isso, voltou-se e viu Jesus de pé. Mas não sabia que era Jesus.
Jesus lhe diz: “Mulher, por que choras? A quem
procuras?”
Pensando ser o jardineiro, ela lhe diz: “Senhor, se foste tu que o
levaste, dize-me onde o puseste e eu o irei buscar!” Diz-lhe
Jesus: “Maria! Voltando-se, ela lhe diz em
hebraico: “Rabbbuni”, que
quer dizer, “Mestre”. Jesus lhe diz: “Não me toques, pois ainda não subi
ao Pai. Vai, porém, a meus irmãos e dize-lhes: Subo a meu Pai e vosso Pai; a meu
Deus e vosso Deus”. Maria Madalena foi anunciar aos discípulos:
“Vi o Senhor, e as coisas
que ele lhe disse.
(Lendo os evangelhos de Mateus,
Marcos, Lucas e João vamos ver que que eles
se complementam, apesar da narração diferente em termos cronológico e de
conteúdo.
Relembrando... No livro “Paulo
e Estevão”, ditado pelo Espírito Emmanuel e psicografado por Francisco Cândido
Xavier, vamos encontrar as informações de que Mateus (Levi) foi o primeiro a fazer
anotações dos acontecimentos e dos ensinos de Jesus, pois ele, após o
chamado, caminhou com Jesus. Lucas não conviveu
diretamente com Jesus. Ele, jovem
médico, de passagem pela cidade de Antioquia, aproximou-se da igreja
dirigida por Barnabé, discípulo de
Pedro que dirigia a igreja em Jerusalém, com o desejo de aprender algo
novo. Ali ele encontrou Saulo de Tarsofazendo explanação do evangelho de Jesus
e se encantou com aquelas novas ideias. Depois partiu para a Grécia e posteriormente
foi para Jerusalém onde conheceu
Pedro e os outros discípulos e depois fez suas investigações a respeito
de todos os acontecimentos em Cafarnaum e registrou em seu Evangelho.
Maria
Marcos era irmã de Barnabé; juntamente com seu filho João Marcos
eles moravam aos arredores de Jerusalém. Quando da visita de Barnabé,
juntamente com Saulo de Tarso, na casa dela, ela confiou ao seu irmão Barnabé e Saulo que Marcos se tornasse discípulo
de Jesus. Então, o jovem seguiu
junto com seu tio e Saulo para Antioquia. Saulo instruiu o jovem Marcos nos ensinamentos de Jesus.
Posteriormente, Marcos retorna à Jerusalém e convive com Pedro. Tempos depois,
por sugestão de Saulo de Tarso, que já tinha mudado seu nome para Paulo, é que os outros discípulos de Jesus
escreveram tudo que lembravam e o que viveram ao lado de Jesus. Assim,
João também fez os seus registros.
Com essas informações podemos entender
melhor as diferenças nos registros.)
Bom... mas o que nos interessa agora nesta
reflexão é que: O CORPO FÍSICO DE JESUS
SUMIU!...
Relembrando....
Mateus 27:62-66
A guarda do túmulo
No dia seguinte, um dia depois da
Preparação, os chefes dos sacerdotes e os fariseus, reunidos junto a Pilatos,
diziam: “Senhor, lembramo-nos de que aquele impostor disse, quando ainda vivo: ‘Depois de três dias
ressuscitarei!’ Ordena, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até o terceiro dia,
para que os discípulos não
venham roubá-lo e depois digam ao povo: ‘Ele ressuscitou dos mortos!’
e a última impostura será pior do que a primeira”. Pilatos respondeu: “Tendes
uma guarda; ide, guardai o sepulcro, como entendeis”. E, saindo, eles puseram
em segurança o sepulcro, selando a pedra e montando guarda.
O que os chefes dos sacerdotes temiam
aconteceu... mesmo com a proteção do sepulcro pelos guardas o corpo de Jesus desapareceu.
Diante do temor de ter acontecido o que Jesus previra de ressuscitar ao terceiro dia, e frente a ameaça
que isso representava para o sistema religioso estabelecido, eles resolveram
encobrir os fatos:
Mateus 28:11-15
A astúcia dos chefes judaicos
— Enquanto elas iam, eis que
alguns da guarda foram à cidade e anunciaram aos chefes dos sacerdotes tudo o
que acontecera. Estes, depois de se reunirem com os anciãos e deliberarem com
eles, deram aos
soldados uma vultosa quantia de dinheiro, recomendando: "Dizei que os seus
discípulos vieram de noite, enquanto dormíeis, e o roubaram. Se isso chegar aos
ouvidos do governador, nós o convenceremos e vos deixaremos sem complicação".
Eles pegaram o dinheiro e agiram de acordo com as instruções recebidas. E
espalhou-se essa história entre os judeus até o dia de hoje.
Como
vimos antes, o corpo de Jesus, desde a sua preparação inicial feita pelos técnicos
siderais, possuía uma formação genética especial, diferente dos corpos
humanos comuns. Essa condição era necessária para poder abrigar a alta vibração
energética da consciência do avatar cósmico. O corpo físico de Jesus se desmaterializouporque foi programado para isso, para não servir de culto de adoração. O Corpo
de Jesus nunca foi encontrado.
As Aparições de Jesus em Um Corpo Diferente
João 20:19-31
Aparição aos discípulos
— À tarde desse mesmo dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas onde se achavam os discípulos,
" por medo dos judeus, Jesus veio e, pondo-se no meio deles, lhes disse:
"A paz esteja convosco!" Tendo dito isso,
mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos, então, ficaram cheios de alegria
por verem o Senhor. Ele lhes disse de novo: "A paz esteja
convosco! Como o Pai me enviou, também eu vos envio". Dizendo
isso, soprou sobre eles e lhes disse: "Recebei o Espírito
Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; aqueles aos
quais retiverdes ser-lhes-ão retidos".
Um dos Doze, Tomé, chamado Dídimo, não estava com eles, quando veio
Jesus. Os outros discípulos, então, lhe disseram: "Vimos o Senhor!" Mas ele lhes disse: "Se eu não vir em suas mãos o lugar dos
cravos e se não puser meu dedo no lugar dos cravos e minha mão no seu lado, não
crerei".
Oito dias depois, achavam-se
os discípulos, de novo, dentro de casa, e Tomé com eles. Jesus veio, estando as portas fechadas, pôs-se no meio
deles e disse: "A paz esteja
convosco!" Disse depois a Tomé: "Põe teu dedo aqui e vê minhas mãos! Estende tua mão e põe-na no meu
lado e não sejas incrédulo, mas crê!" Respondeu-lhe Tomé: "Meu Senhor e meu Deus!" Jesus lhe
disse: "Porque viste, creste.
Felizes os que não viram e creram!"
Jesus fez ainda, diante de seus discípulos, muitos outros
sinais, que não se acham escritos neste livro. Esses, porém, foram escritos para crerdes
que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu
nome.
Diante dos fatos registrados nos
evangelhos, em relação ao desaparecimento do corpo de Jesus, e depois o seu
aparecimento aos discípulos, onde puderam abraçá-lo e até dividir a simples
refeição com ele, houve uma
interpretação de que Jesus apareceu com o próprio corpo físico que possuía
antes de morrer. Com a promessa de ele
ressuscitar dos mortos ao terceiro dia, formou-se a crença de
que ele voltou com o mesmo corpo. E
por consequência estabeleceu-se uma fé mística de que aqueles que seguem Jesus, no dia em que Ele
retornar, todos que morreram também ressuscitarão. Ou seja, os corpos que já entraram em
decomposição terão suas células recomposta e ressuscitarão dos mortos.
Mas vamos observar o seguinte:
- No início, nem mesmo os discípulos acreditavam
de que o que estavam vendo era real. Como eles poderiam explicar o fenômeno da aparição em si, se
estavam impressionados com aquele fato inusitado. Não havia elementos científicos e conhecimento
para que pudessem se utilizar para explicar tudo aquilo. Só restava deixar-se
levar pela fé. A experiência era real, e o que importava era o cumprimento da promessa dele ter ressuscitado dos
mortos.
- Mas o
corpo era diferente, apesar da densidade material, pois é descrito que
ele possuía uma luminosidade. Os seres (anjos)
que foram vistos no sepulcro também possuíam essa luminosidade.
- É possível o espírito materializar um corpo aparente tão sólido a ponto
de ser tocado?
No livro “Nos domínios da Mediunidade” – psicografado por Francisco Cândido
Xavier no mês de outubro de 1954, o Espírito André Luiz narra o seguinte:
(...) O
veículo físico, assim
prostrado, sob o domínio dos técnicos do nosso plano, começou a expelir o
ectoplasma, qual pasta flexível, à maneira de uma geleia viscosa e
semilíquida, através de todos os poros e, com mais abundância, pelos orifícios
naturais, particularmente da boca, das narinas e dos ouvidos, com
elevada percentagem a exteriorizar-se igualmente
do tórax e das extremidades dos dedos. A substância, caracterizada por
um cheiro especialíssimo, que não conseguimos descrever, escorria em movimentos
reptilianos, acumulando-se na parte inferior do organismo medianímico, onde
apresentava o aspecto de grande massa protoplásmica, viva e tremulante.
(...)
(...) — O ectoplasma está situado entre
a matéria densa e a matéria perispirítica, assim como um produto
de emanações da alma pelo filtro do corpo, e
é recurso peculiar não somente ao homem, mas a todas as formas da Natureza.Em certas organizações fisiológicas especiais da raça
humana, comparece em maiores
proporções e em relativa madureza para a manifestação necessária aos
efeitos físicos que analisamos. É um elemento amorfo, mas de grande
potência e vitalidade. Pode ser comparado a genuína massa protoplásmica, sendo
extremamente sensível, animado de princípios criativos que funcionam como
condutores de eletricidade e magnetismo, mas que se subordinam, invariavelmente, ao pensamento e à vontade do médium
que os exterioriza ou dos Espíritos desencarnados ou não que sintonizam com a
mente mediúnica, senhoreando-lhe o modo de ser. Infinitamente
plástico, dá forma parcial ou total às entidades que se fazem visíveis aos
olhos dos companheiros terrestres ou diante da objetiva fotográfica,
dá consistência aos fios, bastonetes e outros tipos de formações, visíveis ou
invisíveis nos fenômenos de levitação, e substancializa as imagens criadas pela
imaginação do médium ou dos companheiros que o assistem mentalmente afinados
com ele. Exige-nos, pois, muito cuidado para não sofrer o domínio de
Inteligências sombrias, uma vez que manejado por entidades ainda cativas de
paixões deprimentes poderia gerar clamorosas perturbações. (...)
Como vimos, se nos dias de hoje, através de um médium de efeitos físicos, com
exteriorização de grande cota de ectoplasma pelo
duplo etérico, um espírito pode materializar-se, imaginem Jesus, que tendo participado ativamente na formação de todo o sistema solar, e sendo portador de uma enorme força mental, pode tornar as suas aparições em um processo fácil e consistente.
Na continuação de nossas reflexões
baseadas no livro “Os Abduzidos”, Ângelo Inácio descreve como Jesus se
materializava perante os discípulos; e fala sobre os momentos finais antes da ascensão
de Jesus rumo às dimensões superiores:
Ectoplasma Captado dos Discípulos
Jesus ao retornar à condição de espírito livre, durante 40 dias e 40 noites visitou
aqueles com quem conviveu e amou. Visitou a Pérsia, a Índia, o Egito e
algumas tribos perdidas de Israel; e em outros lugares onde já estivera antes.
Foi acompanhado por mais de 500 seres anunciando a boa nova
em diversas culturas, conforme o entendimento de cada uma. Para desempenhar suas visitas em todo o
planetautilizou-se de um corpo aparente
semelhante ao que teve na vida física.
Em
suas aparições Jesus concentrava seu pensamento e reunia os fluidos ambientes da
atmosfera, das águas do oceano, do bioplasma e o elemento principal que era o ectoplasmacaptado dos discípulos. Com isso, ele se
tornava tão materializado a ponto de ser tocado. Assim que terminava a
necessidade, conforme sua vontade, ele
desaparecia retornando a sua condição de espírito livre.
A Despedida Final dos Discípulos
Após suas aparições e suas visitas em
todo o recanto do globo terrestre, em determinado monte, ele reuniu os amigos
de trabalho e falou-lhes pela última vez.
(...) Volto
ao meu Pai e vosso Pai, ao meu Reino, no qual vos receberei um dia, com grande
festa e alegria genuína. Mas
não vos deixarei órfãos. Enviarei um representante meu, o espírito Verdade,
que vos guiará e vos revelará a verdade, relembrando o significado
de muitas coisas que disse e fiz e esclarecendo outras que por ora não podeis compreender.
(...)
Comitiva Crística para o Regresso à Pátria Celeste
Ângelo Inácio descreve que inúmeras naves
etéricas, transportando seres iluminados vindos das estrelas, compunham a
comitiva crística para o regresso à pátria celestial. Em meio aos
clarões, que os discípulos não compreendiam, Jesus, com seu corpo fluídico, se elevou até as nuvens; e
ao sair da atmosfera terrestre,reassumiu o aspecto que apresentava antes de nascer no planeta Terra.
O embaixador das consciências sublimes foi seguido pela comitiva de filhos das
estrelas deixando um rastro luminoso por onde passava.
O Testemunho da Ascensão do Cristo
As pessoas que estavam presentes naquele
momento de esplendor, e esses eram os amigos, sua mãe e as mulheres que o seguiam
e algumas crianças ficaram observando ele elevar-se na atmosfera.
Nem
mesmo seus discípulos, devido aos conhecimentos científicos que a ciência da
época oferecia, podiam entender com maior profundidade a natureza do corpo espiritual ou mental superior de Jesus e aquelas
manifestações.
Por isso, talvez para amenizar aquela
falta de entendimento, junto a eles estavam seres das
estrelas; e um deles, quando da sua fala, foi percebido possuir uma natureza diferente, com um
corpo diferenciado quanto à sua natureza física. Ele disse:
(...) Que mirais, varões e varoas
da Galileia? O próprio Jesus que vistes erguer-se entre nuvens e cintilações regressará ao vosso mundo,
tão seguramente como presenciastes sua ascensão. Assim mesmo, em meio a luzes eternas,
secundado por seus emissários, ele retornará! Não fiqueis saudosos, pois ele não vos abandonou.
- "Os Abduzidos" - pelo Espírito Ângelo Inácio; [psicografado por] Robson Pinheiro. - Contagem, MG: Casa dos Espíritos, 2015. - (Série Crônicas da Terra: v. 4).
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por] Francisco Cândido Xavier. Brasília:
FEB, 2013.
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- "Paulo e Estevão" - episódios histórico do Cristianismo primitivo: romance/pelo Espírito Emmanuel; [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. 54 ed. Brasília: FEB, 2013.
Pedro Leopoldo (MG), 9 de novembro de 1940.
Chico Xavier
Humberto de Campos
Maria
(...)A esse tempo, o filho de Zebedeu,
tendo presentes as observações que o Mestre lhe fizera da cruz, surgiu na
Bataneia, oferecendo àquele
Espírito saudoso de mãe o refúgio amoroso de sua proteção. Maria aceitou o
oferecimento, com satisfação imensa.
E
João lhe contou a sua nova vida. Instalara-se definitivamente
em Éfeso, onde as ideias cristãs
ganhavam terreno entre almas devotadas e sinceras. Nunca
olvidara as recomendações do Senhor e, no íntimo, guardava aquele título de
filiação como das mais altas expressões de amor universal para com aquela que
recebera o Mestre nos braços veneráveis e carinhosos. (...)
(...) Decorridos alguns meses, grandes fileiras de necessitados
acorriam ao sítio singelo e generoso. A notícia de que Maria
descansava, agora, entre eles, espalhara um clarão de esperança por todos os
sofredores. Ao passo que João pregava na cidade as verdades de Deus, ela atendia, no pobre santuário
doméstico, aos que a procuravam exibindo-lhe suas úlceras e
necessidades.
Sua choupana era, então,
conhecida pelo nome de “Casa da Santíssima”.
O fato tivera origem em certa ocasião,
quando um miserável leproso, depois de aliviado em suas chagas, lhe osculou
as mãos, reconhecidamente murmurando:
– Senhora, sois a mãe de nosso Mestre e nossa Mãe Santíssima!
A tradição criou raízes em todos os
espíritos. Quem não lhe devia o favor de uma palavra maternal nos momentos
mais duros? (...)
(...) Diariamente, acorriam os
desamparados, suplicando a sua assistência espiritual. Eram velhos trôpegos e
desenganados do mundo, que lhe vinham ouvir as palavras confortadoras e
afetuosas, enfermos que invocavam a sua proteção, mães infortunadas que
pediam a bênção de seu carinho.
(...) A
igreja de Éfeso exigia de João a mais alta expressão de sacrifício pessoal,
pelo que, com o decorrer do tempo, quase sempre Maria estava só, quando a
legião humilde dos necessitados descia o promontório desataviado, rumo aos
lares mais confortados e felizes. (...)
(...) Súbito recebeu notícias de que um período de dolorosas perseguições se
havia aberto para todos os que fossem fiéis à doutrina do seu Jesus divino.
Alguns cristãos banidos de Roma traziam a Éfeso as tristes informações. Em obediência aos éditos mais
injustos, escravizavam-se os seguidores do Cristo, destruíam-se-lhes os
lares, metiam-nos a ferros nas prisões.Falava-se de festas públicas, em que seus corpos eram dados como
alimento a feras insaciáveis, em horrendos espetáculos.
Então, num crepúsculo estrelado, Maria entregou-se às orações, como de costume, pedindo a
Deus por todos aqueles que se encontrassem em angústias do coração, por amor
de seu filho. Embora a soledade do ambiente, não se sentia só:
uma como força singular lhe banhava a alma toda. (...)
Enlevada
nas suas meditações, Maria
viu aproximar-se o vulto de um pedinte.
– Minha mãe – exclamou o
recém-chegado, como tantos outros que recorriam ao seu carinho –, venho fazer-te companhia e receber a
tua bênção.
Maternalmente,
ela o convidou a entrar, impressionada com aquela voz que lhe inspirava
profunda simpatia. O
peregrino lhe falou do Céu, confortando-a delicadamente. Comentou as
bem-aventuranças divinas que aguardam a todos os devotados e sinceros filhos
de Deus, dando a entender que lhe compreendia as mais ternas saudades do
coração. Maria sentiu-se empolgada por tocante surpresa. Que mendigo seria aquele que lhe acalmava as dores
secretas da alma saudosa, com bálsamos tão dulçorosos?Nenhum lhe surgira até então para dar; era sempre para
pedir alguma coisa. No entanto, aquele viandante desconhecido
lhe derramava no íntimo as mais santas consolações. Onde ouvira aquela voz meiga e carinhosa, noutros tempos?!
Que emoções eram aquelas que lhe faziam pulsar o coração de tanta carícia?
Seus olhos se umedeceram de ventura, sem que conseguisse explicar a razão de sua
terna emotividade.
Foi quando o hóspede anônimo lhe estendeu
as mãos generosas e lhe falou com profundo acento de amor:
- Minha mãe, vem aos meus
braços!
Nesse instante, fitou as mãos nobres que
se lhe ofereciam, num gesto da mais bela ternura. Tomada de comoção profunda,
viu nelas duas chagas, como as que
seu filho revelava na cruz e, instintivamente, dirigindo o olhar
ansioso para os pés do peregrino amigo, divisou
também aí as úlceras causadas pelos cravos do suplício. Não pôde
mais. Compreendendo a visita amorosa que Deus lhe enviava ao coração, bradou
com infinita alegria:
- Meu filho! Meu filho! As úlceras
que te fizeram!...
E precipitando-se para ele, como mãe
carinhosa e desvelada, quis
certificar-se, tocando a ferida que lhe fora produzida pelo último lançaço,
perto do coração. Suas mãos ternas e solícitas o abraçaram na sombra
visitada pelo luar, procurando sofregamente a úlcera que tantas lágrimas lhe
provocara ao carinho maternal. A chaga lateral também lá
estava, sob a carícia de suas mãos. Não conseguiu dominar o
seu intenso júbilo. Num ímpeto de amor, fez um movimento para se ajoelhar.
Queria abraçar-se aos pés do seu Jesus e osculá-los com ternura. Ele, porém, levantando-a, cercado de um halo de luz
celestial, se lhe ajoelhou aos pés e, beijando-lhe as mãos, disse em carinhoso
transporte:
- Sim, minha mãe, sou
eu!... Venho buscar-te, pois meu Pai quer que sejas no meu Reino a Rainha dos
Anjos...
Maria cambaleou, tomada de inexprimível
ventura. Queria dizer da sua felicidade, manifestar seu agradecimento a Deus;
mas o corpo como que se lhe
paralisara, enquanto aos seus ouvidos chegavam os ecos suaves da
saudação do Anjo, qual se a entoassem mil vozes cariciosas, por entre as harmonias
do Céu.
No outro dia, dois
portadores humildes desciam a Éfeso, de onde regressaram com João, para
assistir aos últimos instantes daquela que lhes era a devotada Mãe santíssima.
Maria já não falava. Numa inolvidável expressão
de serenidade, por longas horas ainda esperou
a ruptura dos derradeiros laços que a prendiam à vida material.
A alvorada desdobrava o seu formoso leque
de luz quando aquela alma eleita se elevou da
Terra, onde tantas vezes chorara de júbilo, de saudade e de
esperança. Não mais via seu filho
bem-amado, que certamente a esperaria, com as boas-vindas, no seu Reino de
amor; mas, extensas multidões de entidades
angélicas a cercavam cantando hinos de glorificação.
Experimentando a sensação de se estar
afastando do mundo, desejou rever a
Galileia com os seus sítios preferidos. Bastou a manifestação de sua vontade para que a
conduzissem à região do lago de Genesaré, de maravilhosa beleza. Reviu todos
os quadros do apostolado de seu filho e, só agora, observando do alto a paisagem,
notava que o Tiberíades, em seus contornos suaves, apresentava a forma quase
perfeita de um alaúde. Lembrou-se, então, de que naquele instrumento da Natureza, Jesus cantara o mais belo poema
de vida e amor, em homenagem a Deus e à Humanidade. Aquelas águas mansas,
filhas do Jordão marulhoso e calmo, haviam sido as cordas sonoras do cântico
evangélico.
Dulcíssimas alegrias lhe invadiam o
coração e já a caravana espiritual
se dispunha a partir, quando Maria se lembrou dos discípulos
perseguidos pela crueldade do mundo e desejou abraçar os que ficariam no vale
das sombras, à espera das claridades definitivas do Reino de Deus.
Emitindo esse pensamento, imprimiu
novo impulsos às multidões espirituais que a seguiam de perto. Em
poucos instantes, seu olhar divisava uma cidade soberba e maravilhosa,
espalhada sobre colinas enfeitadas de carros e monumentos que lhe provocavam
assombro. Os mármores mais ricos esplendiam nas magnificentes vias públicas,
onde as liteiras patrícias passavam sem cessar, exibindo pedrarias e peles,
sustentadas por misérrimos escravos. Mais alguns momentos e seu olhar descobria outra multidão
guardada a ferros em escuros calabouços. Penetrou os sombrios
cárceres do Esquilinho, onde centenas de rostos amargurados retratavam
padecimentos atrozes. Os condenados experimentaram no
coração um consolo desconhecido.
Maria
se aproximou de um a um, participou de suas angústias e orou com as suas
preces, cheias de sofrimento e confiança. Sentiu-se mãe daquela assembleia de torturados pela injustiça
do mundo. Espalhou a claridade misericordiosa de seu Espírito entre
aquelas fisionomias pálidas e tristes. Eram anciães que confiavam no cristo,
mulheres que por Ele haviam desprezado o conforto do lar, jovens que depunham
no Evangelho do Reino toda a sua esperança. Maria aliviou-lhes o coração e,
antes de partir, sinceramente desejou deixar-lhes nos espíritos
abatidos uma lembrança perene. Que possuía para lhes dar?
Deveria suplicar a Deus para eles a liberdade?! Jesus ensinara, porém, que
com Ele todo jugo é suave e todo fardo seria leve, parecendo-lhe melhor a
escravidão com Deus do que a falsa liberdade nos desvãos do mundo. Recordou que seu filho deixara a força da oração como
um poder incontrastável entre os discípulos amados. Então,
rogou ao Céu que lhe desse a possibilidade de deixar entre os cristãos oprimidos
a força da alegria. Foi quando, aproximando-se de uma jovem encarcerada, de
rosto descarnado e macilento, lhe disse ao ouvido:
- Canta, minha filha! Tenhamos
bom ânimo!... Convertamos as nossas dores da terra em alegrias para o Céu!...
A triste prisioneira nunca saberia
compreender o porquê da emotividade que lhe fez vibrar subitamente o coração.
De olhos extáticos, contemplando o firmamento luminoso, por meio das grades
poderosas, ignorando a razão de sua
alegria, cantou um hino de
profundo e enternecido amor a Jesus, em que traduzia sua gratidão
pelas dores que lhe eram enviadas, transformando todas as suas amarguras em consoladoras
rimas de júbilo e esperança. Daí a
instantes, seu canto melodioso era acompanhado pelas centenas de vozes dos
que choravam no cárcere, aguardando o glorioso testemunho.
Logo, a caravana
majestosa conduziu ao Reino do mestre a bendita entre as mulheres
e, desde esse dia, nos tormentos mais duros, os discípulos de Jesus têm
cantado na Terra, exprimindo o seu bom ânimo e a sua alegria, guardando a
suave herança de nossa Mãe santíssima.
Por essa razão, irmãos meus, quando ouvirdes o cântico nos templos das diversas
famílias religiosas do Cristianismo, não vos esqueçais de
fazer no coração um brando silêncio, para que a Rosa Mística de Nazaré
espalhe aí o seu perfume!
“Boa Nova” – pelo Espírito Humberto de Campos;
[psicografado por] Francisco Cândido Xavier. 37ª ed. Brasília, FEB, 2013.