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quinta-feira, 20 de junho de 2019

Juízo Geral e o Novo Exílio Planetário - Parte 1



Seres exilados para o planeta Terra e o processo evolutivo terreno

     
Fonte: Nasa
Como já vimos antes, no sistema evolutivo do planeta Terra há mais de 52 bilhões de consciências espirituais distribuídas em diversas dimensões vibratórias; desde as mais rarefeitas, que se estendem na contraparte do espaço ao redor da terra, até as mais densas, que se localizam na contraparte da subcrosta terrena, próxima do seu núcleo. Cada consciência ocupa a dimensão vibratória correspondente ao grau de densidade de seu psicossoma ou corpo astral. À medida que vai depurando o seu psicossoma, ela passa a viver nas dimensões de luz, em cidades espirituais de elevada frequência vibratória , chegando até mesmo, em determinado momento, a desvencilhar-se do corpo astral e viver em corpo mental. Ao contrário, quanto mais a consciência agrega ao seu psicossoma fluidos densos, ela passa a estagiar nas colônias e cidadelas intermediarias que ficam nas regiões conhecidas como umbral. Esses locais vibratórios estão localizados desde a contraparte da superfície da vida dos encarnados até as regiões de escuridão, que se localizam na subcrosta terrena e que são conhecidos como os abismos profundos.

    
Fonte: Livro Mão de Luz
Como já sabemos, pelas revelações mediúnicas atuais, a consciência cósmica, para experienciar o caminho da evolução, nas diversas dimensões vibratórias do universo, tem a necessidade de utilizar-se de um veículo de manifestação como corpo para interagir nessas dimensões. Assim, na dimensão átmica, a consciência se reveste do corpo átmico; na dimensão búdica, do corpo búdico; no plano mental, do corpo mental; na dimensão astral, do corpo astral; da dimensão etérica a consciência forma o corpo duplo etérico, o qual, para os espíritos, é considerado físico, muito material; e ele é o elo de ligação das células astrais com as células biológicas do corpo físico. Após o descarte do corpo biológico, o duplo etérico se dissolve reintegrando-se na dimensão etérica.

     A individualidade cósmica, em sua trajetória evolutiva, guarda registrada em seu corpo mental todas as experiências vividas, desde outros planetas por onde estagiou até às várias experiências vividas aqui no planeta Terra.  Portanto, a verdadeira realidade da consciência cósmica está armazenada em seu corpo mental; e em determinada circunstância ela mergulha no corpo biológico terreno passando por um adormecimento temporário de seus registros dos arquivos mentais armazenados. Esse processo de corporificação, de tempos em tempos, no corpo biológico, segue um planejamento dirigido pelas consciências superiores e submetido à justiça e a misericórdia divina, fazendo com que o espírito refaça experiências anteriores mal sucedidas, convivendo assim com os desafetos do passado, e dessa forma tendo a oportunidade de refazer o seu comportamento no equilíbrio do amor e do servir. É um estágio necessário até que a consciência consiga viver em harmonia com as leis da criação divina.

      Dentre esses 52 bilhões de seres, na atualidade, aproximadamente 7,6 bilhões estão estagiando corporificados.
     Portanto, o corpo físico é um veículo temporário que a consciência se utiliza para demonstrar na dimensão mais densa, mais limitada, a expressão dos valores adquiridos em suas várias existências.
    
    Seguindo na nossa reflexão, como vimos anteriormente, no livro “Os Nephilins” de Ângelo Inácio, psicografado por Robson Pinheiro, há mais ou menos 445 mil anos atrás vieram do planeta Nibiru os anunnakis. Posteriormente, vieram os seres de Capela e houve a grande guerra entre as duas raças provocando o afundamento da Atlântida. Após esse evento vieram seres de Órion, Sirius, Antares, da galáxia de Andrômeda e de outros mundos totalizando assim mais de 20 tipos humanos distintos. Depois, na época do nascimento de Jesus no planeta Terra, Conforme narrado no livro de Ângelo Inácio, “Os Abduzidos”, já havia mais de 50 raças de procedências diversas do universo. A grande maioria veio manifestada em corpo astral; mas outras vieram corporificadas em corpos físicos conforme a materialidade de seus planetas de origem.

      É interessante observar que: esses seres que vieram exilados para a Terra apresentavam, em comum, características humanoides, mas com aspectos muito diversos entre si. Os seres em corpo astral mantiveram as características de seus corpos físicos dos quais viviam em seus planetas.
      Vivendo no astral do planeta Terra tiveram que submeter-se às leis do magnetismo astral e físico terrestre.

      Apesar de todas as consciências, que vieram exiladas para a Terra, terem, de tempo em tempo, de se submeter ao esquecimento espiritual, por necessidade de estagiar no corpo físico, um certo grupo de consciências, os dragões, conseguiram manter-se fora do processo reencarnatório. Devido à grande capacidade mental e conhecimento das leis que regem as dimensões astrais, durante milênios resistiram ao magnetismo terrestre da reencarnação. Motivados por guardarem suas memórias cósmicas e com o desejo de domínio das outras consciências terrenas reinaram no submundo astral, influenciando na formação da civilização na dimensão física.
       
       Desde a chegada desses seres há mais ou menos 445.000 anos iniciou-se o processo de evolução na escola planetária terrena. Supervisionado pela consciência cósmica Jesus e seus assessores, os Guardiões Superiores da humanidade, e seguindo as diretrizes da justiça divina quanto ao livre-arbítrio e a lei de causa e efeito, o sistema de evolução espiritual terreno se desenvolveu, recebendo de tempo em tempo novos seres para se ajustarem aos “Princípios do Reino Celeste”, principalmente ao que refere à “Lei do Amor”.

     Como já vimos antes, nas obras do espírito Ângelo Inácio, quando chegou o tempo cósmico, traçado pela superconsciência que rege o destino da humanidade terrena, Jesus, ele próprio, para mostrar o caminho da redenção aos espíritos terrenos corporificou-se    na dimensão mais densa do planeta Terra.
      Iniciava-se ali o processo do Juízo Geral, onde se daria a oportunidade para as consciências terrenas de se posicionarem diante das "diretrizes de luz" trazidas por Jesus. Iniciou-se a interferência da justiça divina no reino das sombras que foi criado pelos dragões e seus seguidores.
    
Aviso de última chance de modificação


        Esses seres, os sete dragões, desenvolveram um sistema de poder onde cada um se tornou especialista em determinada área do sistema de vida planetário, tais como: política, religião, comunicações, ciência, tecnologia e guerras. Esse sistema de poder, que durante milênios comandou a humanidade, começou a ser abalado com o nascimento da consciência cósmica, que veio como Jesus. Essa derrota,  do reino das sombras  comandada pelo dragão número 1, é narrada por Ângelo Inácio no livro “A Marca da Besta”:
      
(...) Quando os dragões pensaram que haviam matado o Cordeiro, que sua morte extinguiria a chama da fé de seus seguidores, então notaram que a aparente derrota com a crucificação do homem de Nazaré se traduzira na maior expressão de vitória de sua política, de seu sistema de vida ou Reino, e, por conseguinte, a vitória do próprio Cordeiro. Naqueles momentos em que o representante máximo da política divina expirou no madeiro, ele próprio desceu às paragens infernais. Desceu vibratoriamente ao círculo de poder dos dragões e, investido de sua autoridade moral inquebrantável, enfrentou as feras do abismo, os espíritos em prisão, e lhes falou sobre o tempo que restava à sua semente na Terra. Na ocasião, aqueles que se julgavam os donos do poder foram expostos, e ficou patente para todos os povos do abismo, das regiões ínferas, que o Cordeiro era quem indubitavelmente comandava os destinos do planeta.
     Foi nesse momento que ouviram, mesmo sem querer, as palavras que saíram da boca do emissário divino.

- Trago-vos, meus filhos, a notícia de que tereis pouco tempo para vos inspirar nos exemplos que serão enviados ao mundo através dos meus representantes. Desde eras antigas, quando em vossa cegueira semeastes a destruição, a iniquidade e estabelecestes a revolta contra o Altíssimo, que vos tenho recebido em meus braços, aconchegando-vos num mundo novo para vos instigar à renovação dos vossos pensamentos.

Agora venho, mais uma vez, como já o fiz no início de vosso degredo, falar-vos aos corações. A morte foi tragada pela vitória; as trevas se diluíram na presença da luz. Venho dizer-vos que o tempo é chegado em que não mais sereis suportados nessas terras do exílio. Que a ampulheta do tempo já demarcou a hora e que esta hora é agora, em que sereis pesados na balança divina; em que sereis conduzidos ao justo Juiz e sereis novamente deportados, a fim de reiniciar vossa trajetória em novos mundos da imensidade.

Ainda outra vez pesam sobre vós os crimes perpetrados, os dramas milenares que desencadeastes neste mundo, as dores e aflições que impingistes aos povos da Terra.

“Eis que venho para dar-vos a última chance de modificar-vos interiormente, de refletir sobre vossos crimes - que não são apenas hediondos, mas de uma escala cósmica muito dificilmente concebida pelos meus filhos que habitam este mundo. Quando chegar o momento propício, e o meu Pai assim o ordenar, recebereis a visita final, anunciando-vos definitivamente o veredito divino. E não mais podereis postergar a justiça, que se manifestará de forma ampla e inexorável, delimitando as vossas ações e pondo fim ao exílio, que tanto sofrimento causou aos povos desse planeta. Será então o joio separado do trigo; os cabritos das ovelhas; os bons, dos maus. Eis que vos trago as boas notícias de que eu venci a morte e o reino da escuridão, e desde já o Reino do meu Pai está em andamento nos corações humanos, de sorte que, muito em breve, encherá toda a Terra.” (...)

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V. lau

Referência de estudos:

"A Marca da Besta" - Ângelo Inácio (Espírito) ; [psicografado] por Robson Pinheiro. - Contagem, MG: Casa dos Espíritos Editora, 2010. (Trilogia O Reino das sombras: v. 3)

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"Os Nephilins" : a origem/ pelo Espírito Ângelo Inácio; [psicografado por] Robson Pinheiro. - 1. ed. - Contagem, MG: Casa dos Espíritos, 2014. - (Série Crônicas da Terra; v. 2)

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Paris, janeiro de 1868.

Allan Kardec

62. Ora, quando o Filho do Homem vier em sua majestade, acompanhado de todos os anjos, assentar-se-á no trono de sua glória; — e, reunidas à sua frente todas as nações, Ele separará uns dos outros, como um pastor separa dos bodes as ovelhas, e colocará à sua direita as ovelhas e à sua esquerda os bodes. — Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: “Vinde a mim, benditos de meu Pai [...].” (Mateus, 25: 31 a 46; O evangelho segundo o espiritismo, cap. XV.)

63. Tendo que reinar na Terra o bem, necessário é sejam dela excluídos os Espíritos endurecidos no mal e que possam acarretar-lhe perturbações. Deus permitiu que eles aí permanecessem o tempo de que precisavam para se melhorarem; mas, chegado o momento em que, pelo progresso moral de seus habitantes, o globo terráqueo tem de ascender na hierarquia dos mundos, interdito será ele, como morada, a encarnados e desencarnados que não hajam aproveitado os ensinamentos que uns e outros se achavam em condições de aí receber. Serão exilados para mundos inferiores, como o foram outrora para a Terra os da raça adâmica, vindo substituí-los Espíritos melhores. Essa separação, a que Jesus presidirá, é que se acha figurada por estas palavras sobre o juízo final: “Os bons passarão à minha direita e os maus à minha esquerda.” (Cap. XI, itens 31 e seguintes.)

 64. A doutrina de um juízo final, único e universal, pondo fim para sempre à humanidade, repugna à razão, por implicar a inatividade de Deus, durante a eternidade que precedeu à criação da Terra e durante a eternidade que se seguirá à sua destruição. Que utilidade teriam então o Sol, a Lua e as estrelas que, segundo a Gênese, foram feitos para iluminar o mundo? Causa espanto que tão imensa obra se haja produzido para tão pouco tempo e a benefício de seres votados de antemão, em sua maioria, aos suplícios eternos.

65. Materialmente, a ideia de um julgamento único seria, até certo ponto, admissível para os que não procuram a razão das coisas, quando se cria que a humanidade toda se achava concentrada na Terra e que para seus habitantes fora feito tudo o que o universo contém. É, porém, inadmissível, desde que se sabe que há milhares de milhares de mundos semelhantes, que perpetuam as humanidades pela eternidade a fora e entre os quais a Terra é dos menos consideráveis, simples ponto imperceptível. Vê-se, só por este fato, que Jesus tinha razão de declarar a seus discípulos: “Há muitas coisas que não vos posso dizer, porque não as compreenderíeis”, dado que o progresso das ciências era indispensável para uma interpretação legítima de algumas de suas palavras. Certamente, os apóstolos, Paulo e os primeiros discípulos teriam estabelecido de modo muito diverso alguns dogmas se tivessem os conhecimentos astronômicos, geológicos, físicos, químicos, fisiológicos e psicológicos que hoje possuímos. Daí vem o ter Jesus adiado a completação de seus ensinos e anunciado que todas as coisas haviam de ser restabelecidas.

“A Gênese” – Allan Kardec - Tradução Guilion Ribeiro da 5ª edição francesa. – Brasília: FEB, 2013.

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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Quem é Jesus? Por que ele nasceu na Terra? E por que ele retornará? - Parte 8

Continuando nossa reflexão anterior...

Por que ele nasceu na Terra?...
Chegada dos Capelinos
    
    
Francisco Cândido Xavier
Publicado em 1939, o livro “A Caminho da Luz”, ditado pelo Espírito Emmanuel e psicografado por Francisco Cândido Xavier, trouxe-nos uma revelação muito importante para conhecermos sobre a formação da humanidade terrena.
     O Espírito Emmanuel narrou que há muitos milênios atrás, no sistema de Capela, havia um planeta que possuía afinidades com a Terra; e lá havia milhões de Espíritos rebeldes que dificultavam o progresso geral da humanidade naquele recanto.
     Jesus acolheu esses espíritos no seu reino de amor e justiça; e incentivando-lhes à renovação da consciência através de novas provas, no desenvolvimento da solidariedade, num novo caminho, apresentou as lutas futuras que encontrariam no planeta Terra. Prometeu-lhes a sua orientação e a sua vinda no futuro.
     Aqueles seres vieram para a Terra num período que estava sendo aperfeiçoado os caracteres biológicos, e deram um impulso na genética da formação de corpos físicos mais elaborados; contribuíram para a origem das raças brancas. Emmanuel explica que: “Entre as raças negra e amarela, bem como entre os grandes agrupamentos primitivos da Lemúria, da Atlântida e de outras regiões que ficaram imprecisas no acervo de conhecimentos dos povos, os exilados da Capela trabalharam proficuamente, adquirindo a provisão de amor para suas consciências ressequidas.”
     Com o decorrer do tempo, depois de muitos sofrimentos expiatórios, grande porcentagem de Espíritos rebeldes retornaram para o seu planeta de origem, em Capela. Outros, ainda permanecem na Terra em provas e expiações.

     Complementando as revelações de Emmanuel com novas informações para o nosso entendimento, o Espírito Ângelo Inácio narra no livro “Os Nephilins”, publicado em 2014, que na época do evento do exílio dos capelinos, os guardiões do planeta Terra já tinham instalado na Lua a sua base. Foi ali que ocorreu uma reunião entre eles e os seres orientadores de Capela para prepararem a recepção dos seres que seriam exilados, e as providências necessárias para evitarem o confronto entre as duas raças, anunnakis e capelinos. Decidiram que, como os anunnakis se concentravam mais na região do Rio Eufrates, incentivariam o cientista anunnaki Enki, parceiro dos guardiões, a levarem alguns exemplares do novo homem criado para os continentes de Lêmur (Lemúria) e Axtlan (Atlântida), para ali iniciarem uma nova povoação a fim de receber os capelinos. Assim, evitariam desde o início um grande confronto entre as duas raças. Também, planejaram obter o auxílio de seres de outros planetas a fim de transportarem o grande número de exilados. Desses seres, a grande maioria viria em corpos espirituais, e outros em corpo físicos, mas com uma fisicalidade mais etérea, diferentes dos corpos físicos densos dos novos homens criados. As viagens interplanetárias se dariam através de trilhas energéticas que há no universo. O transporte ocorreria em várias etapas levando aproximadamente 10.000 anos terrestres. Esse tempo era necessário para haver uma adaptação dos primeiros seres trazidos de Capela.
     A medida que os novos seres capelinos foram sendo trazidos surgiu um grande impulso na cultura e tecnologia dos continentes de Lêmur e Axtlan, sendo até mais avançada do que a dos anunnakis que chegaram primeiro.

Característica dos Capelinos

    
Capela
No livro “Crepúsculo dos Deuses”, publicado em 2002, o Espírito Ângelo Inácio descreve que na constelação do Cocheiro, localizado a 42 anos-luz da Terra, há um sistema de vida composto por três planetas com dois sóis gêmeos. O planeta principal, chamado de Axtlan, possui aproximadamente 23.418 km de diâmetro. A sua massa é composta de uma materialidade quase etérica, em estado plasmático. Tem três continentes com grandes oceanos; e possui pradarias em predominância com enormes florestas e montanhas. Seus dois sóis possuem cor vermelha e isto faz com que o céu e o firmamento variam da cor azul escuro ao verde cintilante e do dourado ao alaranjado. Sua atmosfera é rica em hidrogênio. A duração do dia capelino corresponde a 38 horas terrena; e um ano lá é igual a 84 anos da Terra. O segundo planeta é chamado de Lemir e é um planeta agrícola e industrial. O terceiro é um centro industrial.
    Os seres humanos de capela possuem um corpo físico com materialidade diferente dos terrenos. Seus corpos são etéreos estruturado em matéria radiante.
    Durante longo tempo, na região astral do planeta, em determinada dimensão, foram-se reunindo os seres que se rebelaram contra as leis superiores. Formou-se um ambiente denso com as emanações das vibrações emocionais e mentais daqueles seres rebeldes. Nas cidadelas foram surgindo os seres de poder com desejo de domínio.

     Em determinado tempo, nessa dimensão  houve um concílio entre os dirigentes das sombras, os capelinos que se rebelaram contra as leis superiores, as doze entidades tenebrosas. Estavam cientes de que os mundos de Capela entrariam numa nova etapa evolutiva onde reinaria a paz e a harmonia. Isso ameaçava-lhes os planos de domínio total das mentes capelinas. Eles tinham um projeto de criarem corpos mais perfeitos, com cérebros mais avançados para que pudessem nascer na dimensão mais física do planeta. Se achavam seres superiores e queriam ser tratados de forma especial.
     Para atrapalharem os planos dos dirigentes espirituais, o qual era o de deter os poderes deles, e de serem exilados, decidiram promover a guerra entre os capelinos. Resolveram que atacariam os dirigentes religiosos, o sistema politico e a economia.  Para isso utilizariam seus aliados corporificados promovendo o sensualismo, o orgulho e a discórdia.

     Em determinado momento reuniu-se em Centra, a capital do planeta Axtlan, os dirigentes planetários e seres de outro mundo, os vergs. Os Sábios do Conselho em conexão com Urias, consciência extrafísica representante do Auto Evolucionário, Yeshow, que também era o governador espiritual dos capelinos, estavam cientes da gravidade em que vivia o planeta. Detectaram um astro errante que caminhava em direção ao planeta de Capela. Concluíram que, apesar da grande maioria da humanidade ter se esforçado para estarem sintonizados com o bem, uma parcela representada pelo império dos dragões e os Amaleques (rebeldes) é que produziam emanações mentais densas na atmosfera psíquica do planeta a ponto de atraírem o astro errante. Os Amaleques, que dominavam as leis ocultas, formavam um grupo de magos que tentavam o domínio das consciências.
     Esses seres eram resistentes a reencarnação pois não queriam nascer nos corpos capelinos; preferiam manterem-se como consciências extrafísicas. Eles se achavam superiores.

     No passado do planeta, quando muitos espíritos permaneciam  na prática do mal impedindo o crescimento de todos, o governador espiritual daquela humanidade, Yeshow, nasceu na dimensão mais física do planeta de Capela e através de seus ensinamentos e de seus exemplos elevou o padrão de conduta dos capelinos trazendo um novo sentido de vida para aqueles seres.  Depois que retornou para a dimensão espiritual continuando dirigindo os povos de Capela houve um grande progresso. Apesar disso, muitos espíritos ficaram retardatários por não se sintonizarem com os ensinamentos de Yeshow. Eles receberam o nome de Amaleques, que significa “os rebeldes”. Na dimensão extrafísica permaneceram vários desses espíritos cristalizados no mal. Eram conhecidos como os dragões e criaram todo um reino de poder conseguindo influenciar muitos seres dentre os Amaleques que contribuíram para o sistema de domínio deles.
     Com o passar do tempo houve grande mudança no sistema de vida dos capelinos. Assim descreve Ângelo Inácio: (...) A ignorância só foi vencida quando os povos aceitaram as verdades universais trazidas por Yeshow. A partir de então, os Dragões foram perdendo o domínio, pois mais e mais seres eram conquistados pela força soberana da luz.
      Retraídos e acuados aos subplanos dimensionais, formaram lá a base de sua ofensiva às obras da humanidade capelina. (...)

Juízo Geral em Capela
     
Numa reunião em desdobramento, algumas consciências, chefes dos anciãos e sábios de Axtlan, encontraram-se com o chefe das legiões superiores, representante de Yeshow,  que estava ligado ao processo evolutivo dos seres de Capela.
      Ângelo Inácio escreve esse momento marcante na história dos capelinos assim: (...) “– Sou apenas um servidor e cumpro ordens do Alto, como vocês. Aproxima-se o tempo de redenção do povo de Capela. O Conselho dos Superiores definiu realizar uma obra de saneamento geral nos mundos do Cocheiro. As medidas, por serem drásticas, causarão tumulto ente as populações das diversas faixas vibratórias dos planetas envolvidos. Contudo, a situação atual torna-se insustentável, e é necessário que realizemos o juízo, com a aferição dos valores íntimos das consciências. Temos muito trabalho à frente e precisamos nos unir para estabelecer a paz definitiva nos mundos capelinos. Os párias serão deportados. Tanto os Amaleques quanto as consciências draconianas serão exilados de Capela. (...)
     (...) - Localizamos um mundo distante, em cujo solo abençoado viceja a vida sob outras formas, guardando, porém, certa semelhança com o nosso mundo. Esse novo planeta está sob a juridisção de Yeshow, o Bem-Aventurado, que também orienta os destinos da nação planetária nascente. Para lá serão banidas as legiões do Dragão e aqueles que se sintonizam com suas ideias. Capela não mais sofrerá a influência imediata dessas almas desajustadas, que, no novo ambiente para onde serão deportadas, sofrerão as provas dolorosas em razão de suas atitudes.  Entretanto, essa medida saneadora não se passará sem a intervenção da misericórdia de nosso Pai. Sem dúvida, se farão necessárias medidas enérgicas, que farão sofrer muitos do povo capelino. Todavia, essa comoção é inevitável, a fim de que os povos piedosos do Cocheiro não encontrem tanta resistência para empreender seu progresso consciencial.” (...)
     Assim, ficou determinado que após a redenção dessas consciências poderiam retornar para Capela. 

(Interessante observar que o que ocorreu aqui na Terra tem grande semelhança ao que houve lá nos mundos de Capela. Como dito acima que a Terra se encontra sob a mesma orientação de Yeshow, tudo indica que o ser que conhecemos como Jesus é o mesmo Yeshow, o dirigente cósmico que orientava os seres dos três planetas de Capela. Para impulsionar o progresso corporificou-se com um corpo mais denso e interagiu com os capelinos, deixando um código moral de conduta. Após essa sua missão orientadora, dando oportunidade para todos à uma mudança de comportamento, para que se ajustassem à ética cósmica, em determinado tempo cósmico, promoveu um Juízo geral para um saneamento no sistema de Capela.)

Exílio Planetário Capelino

     
Dois  Sol de Capela
No astral de Capela, Urias, o chefe supremo das consciências capelinas, o guardião da eternidade, representante do governador espiritual daquele mundo, Yeshow, desceu à região das trevas para informar a determinação do expurgo daquelas consciências rebeldes.
       Assim é descrito, por Ângelo Inácio, esse momento: (...) “-Irmãos do Cocheiro, que a grande presença de Yeshow, o sublime, possa iluminar as suas consciências. Desde longos milênios têm permanecido à margem dos progressos espirituais; têm desenvolvido ação intensa no sentido de nublar a evolução dos povos capelinos. Os apelos do Alto foram rejeitados, e sua ação na civilização dos nossos mundos tem sido de todo prejudicial aos propósitos dos seres superiores. Há necessidade de proceder a um expurgo coletivo. Serão deportados para outra pátria no seio do cosmo. Não poderão mais continuar detendo a evolução. Aproximam-se momentos dolorosos, e o império dos Dragões encontra sua derrocada final, ante os desígnios do Eterno.
      - Aproxima-se do sistema um astro, que irá atraí-los para sua aura magnética. Serão expatriados por longos milênios, até que suas consciências venham a integrar-se novamente à família universal pela vivência do amor. A 42 anos-luz de distância, foi localizado um mundo novo, primitivo, cuja população recentemente encontrou a luz da razão. Para lá serão transferidos, e os povos da constelação do Cocheiro serão liberados de sua presença para prosseguirem na jornada de aprendizado espiritual. Entre as lágrimas e as dores que certamente experimentarão no novo mundo, poderão lembrar as estações abençoadas do Cocheiro e contar aos seus filhos a história do degredo do paraíso.” (...)

    Convocando o chefe da legião dos dragões ofereceu-lhe a oportunidade de ele comandar o grande grupo de exilados. Seria para ele a oportunidade de começar a se redimir.
      Informou-lhe que o astro errante que se aproximava do sistema de Capela atrairia, pelo seu magnetismo primário, os seres rebeldes e os levariam em seu rastro magnético até o novo planeta. Os possíveis sobreviventes das catástrofes naturais que abalaria os planetas, durante a passagem do astro, seriam levados em comboios.
     Os seres rebeldes e o chefe daquela legião não tiveram como não aceitar aquela determinação.
   No tempo que se seguiu, diante das catástrofes e das crises que se instalaram em Capela, os espíritos das regiões trevosas procuraram inspirar pensamentos de revoltas nos que com eles se sintonizavam. Surgia a verdadeira face de cada um. Os crimes se alastraram e houve a subversão dos valores morais.  
     Também, com a aproximação do astro errante no sistema do Cocheiro houve uma grande mudança climática, terremotos e descongelamentos dos polos provocando enchentes e maremotos.              

       Com o decorrer do tempo foi sendo reunidos no satélite natural (como a lua) de Axtlan mais de 40 milhões de espíritos rebeldes entre Amaleques e Dragões.  O corpo celeste, com sua passagem na proximidade de Axtlan, atraiu em seu campo magnético aquela imensidão de espíritos e levou-os para o planeta Terra. Os Amaleques que sobreviveram às catástrofes na dimensão física foram transportados pelas naves esféricas dos vergs.

(Como vimos, o processo de “Juízo Geral”, em Capela, foi um processo complexo de longo planejamento e execução. Os 40 milhões de espíritos que foram sendo reunidos e preparados no satélite de Axtlan, com a passagem do astro errante nas proximidades do planeta, foram trazidos para a Terra. Os seres que sobreviveram nas catástrofes naturais, principalmente pela passagem do astro nas proximidades do campo magnético de Axtran, foram transportados em naves etéricas dos vergs utilizando as trilhas energéticas do universo; pois os planetas de Capela estão a 42 anos-luz da Terra. Os corpos desses seres, como foi dito, eram de uma fisicalidade menos densa que a dos corpos dos humanoides terrenos da época; eles eram de uma energia radiante. Os seres foram transportados em comboios ao longo de 10.000 anos terrestres. Foram colocados na região da Lemúria e da Atlântida, continentes que estão afundados nos oceanos.  Os capelinos deram um grande impulso na civilização atlante. Também, com sua genética, fizeram uma miscigenação com os humanoides da época surgindo assim a raça branca)

Conflito entre os Dragões e os Magos de Capela e o Afundamento da Atlântida


Lemúria
  No livro “Legião”, editado em 2006, psicografado por Robson Pinheiro, Ângelo Inácio narra que a Atlântida e a Lemúria foram o berço dos magos, por ter recebido os espíritos exilados que possuíam grande bagagem científica e notável domínio mental sobre as forças da natureza. Esses magos se conduziam por um sistema ético moral da época e faziam incursões no plano astral com liberdade manejando com destreza inúmeras leis da natureza. Nessa época a atmosfera psíquica do planeta possuía poucos focos de contaminação fluídica (elementos mentais e emocionais) e isso facilitava aos magos exercerem a magia puramente mental, sem uso de rituais ou objetos condensadores. Também, mesmo os que já estavam encarnados, apesar da limitação do cérebro físico, conseguiam manifestar o saber trazido de Capela pela recordação com nitidez de inúmeras leis e métodos para empregarem a energia mental. Comparando com a atualidade, naquela época a população era pequena e a produção de pensamentos desordenados era menor; a emissão das formas mentais era feita por criaturas ainda instintivas, ignorantes e ingênuas.
     Com o regresso dos antigos exilados, já regenerados, para Capela, permaneceram apenas os retrógrados e aprendizes dos primeiros magos. Esses já sem a lucidez trazida de Capela formaram os colégios dos sábios e os templos iniciáticos.
     Com o decorrer dos milênios, surgiu os magos que começaram a se desviar dos objetivos traçados pelo colegiado “Conselho dos Bons”. Esses se autodenominaram como magos negros. Eles ignoravam que estavam sendo manipulados pelos chefes de legião dos dragões, os que vieram exilados antes, a 470.000 anos atrás.
      A medida que foi aumentado o número de reencarnações a atmosfera fluídica psíquica começou cada vez mais a se tornar densa e pesada, devido a ação dos pensamentos revoltosos e viciosos.

Atlântida 
     No livro “Os Nephilins”, Ângelo Inácio nos informa sobre a grande guerra que houve entre os anunnakis rebeldes e os capelinos exilados.
     Durante centenas de anos esses dois grupos se enfrentaram utilizando a magia mental com a manipulação dos seres vivos através do domínio emocional, mental e fluídico.
     Mesmo com ódio do planeta Terra, por terem sidos exilados para cá, os seres de Capela queriam estabelecer as bases de seus reinados naquela época. Eles utilizaram todo o seu conhecimento cientifico e técnico que possuíam temendo o esquecimento disso tudo durante o processo de reencarnação.  Um grupo seleto de magos, que tinha sido dominador em Capela, reuniu-se para formar uma frente a fim de combater os anunnakis. Eles se achavam superiores e queriam estabelecer seus reinados. Canalizaram forças mentais para manipular a população encarnada transformando-as em baterias energéticas vivas, produzindo com isso, correntes mentais inferiores.


 
Um cometa (apenas ilustração)
  Os anunnakis rebeldes que chegaram primeiro na Terra se achavam donos do planeta. Conheciam com profundidade o sistema de vida humano e já haviam feito um mapeamento de imensas regiões do mundo extrafísico, com domínio das energias mais densas. Os grandes colégios de magos entraram em conflito com os anunnakis e para isso foram empregadas as forças da natureza, os elementos e elementais naturais e artificiais.
    O resultado desse combate, ao longo de centenas de anos, fez com que quantidades enormes de energias de ódio, e do astral inferior se adensassem na atmosfera psíquica do planeta. O acumulo dessa massa de energia fluídica fez com que fosse atraído para o planeta Terra  uma enorme rocha que vagava no espaço. Esse grande asteroide caiu na Atlântida provocando o afundamento do continente. Grande quantidade de seres sobreviventes conseguiu imigrar para outros continentes formando novas civilizações.

     A partir desse acontecimento, foram chegando novos seres do espaço que passaram a fazer parte dessas novas civilizações. Assim descreve Ângelo Inácio: (...) “A partir daí novos seres do espaço vieram integrar a enorme falange de seres que recomeçaria, nas terras do novo mundo, sua trajetória evolutiva. Com a permissão dos governadores solares, os céus do planeta foram marcados por luzes do espaço, barcos celestiais, trazendo seres de Órion, Sirius, Antares e da longínqua Andrômeda, entre outras terras do espaço. Alheio à vontade das inteligências sombrias, o mundo recebeu em seu seio mais de 20 tipos humanos distintos, de seres das estrelas redivivos nos corpos físicos dos povos do planeta ou, então, entre os habitantes invisíveis. Miscigenaram-se, conforme o objetivo superior, integrando-se numa única raça. No momento oportuno, quando a ampulheta do tempo escoar-se totalmente, os redimidos retornarão a seus mundos de origem ou, quem sabe, serão novamente redirecionados, deportados e alocados em novas terras do espaço, onde, um dia, contarão a história do paraíso perdido e da morada de deuses e homens.” (...)

     (As diferenças que há nos traços da raças humanas terrenas da atualidade é resultado dessa miscigenação, onde os seres das estrelas contribuíram  com suas caraterísticas genéticas)
V. Lau

Continua...

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Bibliografia:
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A Caminho da Luz”, ditado pelo Espírito Emmanuel e psicografado por Francisco Cândido Xavier-

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Crepúsculo dos Deuses” – pelo Espírito Ângelo Inácio; [psicografado por] Robson Pinheiro – Contagem: Casa dos Espíritos, 2002.

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Legião – Um Olhar sobre o Reino das Sombras” – pelo Espírito Ângelo Inácio; [psicografado por] Robson Pinheiro – Contagem: Casa dos Espíritos, 2006.

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Os Nephilins – A Origem” - pelo Espírito Ângelo Inácio; [psicografado por] Robson Pinheiro – Contagem: Casa dos Espíritos, 2014.

Paris, 1858

Allan kardec

      Não tão longe da Terra....
    Na revista Espírita de março de 1958, no tema “pluralidade dos mundos”, Allan Kardec descreve a vida em Júpiter; assim poderemos entender melhor que a vida em outros planetas, em termos de corpos físicos, não é tão densa como a da Terra. Com isso, poderemos entender melhor os corpos etéreos dos primeiros anunnakis e os capelinos que vieram para a Terra.

     (...) A conformação do corpo é mais ou menos a mesma daqui, porém é menos material, menos denso e de uma maior leveza específica. Enquanto rastejamos penosamente na Terra, o habitante de Júpiter transporta-se de um a outro lugar, deslizando sobre a superfície do solo, quase sem fadiga, como o pássaro no ar ou o peixe na água. Sendo mais depurada a matéria de que é formado o corpo, dispersa-se após a morte sem ser submetida à decomposição pútrida. Ali não se conhece a maioria das moléstias que nos afligem, sobretudo as que se originam dos excessos de todo gênero e da devastação das paixões. A alimentação está em relação com essa organização etérea; não seria suficientemente substancial para os nossos estômagos grosseiros, sendo a nossa por demais pesada para ele; compõe-se de frutos e plantas; de alguma sorte, aliás, a maior parte eles a haurem no meio ambiente, cujas emanações nutritivas aspiram. A duração da vida é, proporcionalmente, muito maior que na Terra; a média equivale a cerca de cinco dos nossos séculos; o desenvolvimento é também muito mais rápido e a infância dura apenas alguns de nossos meses.
      Sob esse leve envoltório, os Espíritos se desprendem facilmente e entram em comunicação recíproca apenas pelo pensamento, sem, todavia, excluir a linguagem articulada; para a maior parte deles, também, a segunda vista é uma faculdade permanente; se estado normal pode ser comparado ao de nossos sonâmbulos lúcidos; eis por que se nos manifestam mais facilmente do que os encarnados nos mundos mais grosseiros e mais materiais. A intuição que têm do seu futuro, a segurança dada por uma consciência isenta de remorsos faz que a morte não lhes cause nenhuma apreensão; veem-na chegar sem temor e como simples transformação.

Revista Espírita – ano primeiro – 1858. FEB- Federação Espírita Brasileira.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

A Missão do Esperanto


 
Curitiba (PR), 23 de junho de 1958

Ramatís (Espírito)

PERGUNTA: - E sob o vosso entendimento espiritual, como considerais o Esperanto em relação ao nosso progresso moral, científico e espiritual?

RAMATÍS: - Só agora o Esperanto atinge a sua fase mais importante e, também, a mais promissora. Nenhum outro idioma poderá substituí-lo e nenhum esforço futuro poderá superá-lo no seu mecanismo genial, pois foi elaborado cientificamente por alma experimentadíssima no gênero linguístico, como é o espírito de Luiz Lázaro Zamenhof. Ele foi sempre um dos mais avançados linguistas que se encarnaram no vosso orbe e já havia tido oportunidade de estagiar em outros mundos mais evoluídos, onde estudou as bases fundamentais e definitivas para o êxito de um idioma de ordem universal, na Terra. Em encarnações anteriores, ele viveu na Hebréia, na Grécia e no vale do Tibre, na Itália, a fim de concatenar pouco a pouco os elementos fundamentais e descobrir a terminologia necessária que mais tarde serviria para o estabelecimento definitivo do Esperanto.
     Em face do acatamento que tem tido o Esperanto por parte dos cientistas do século XX, da sua sobrevivência do tempo e da incessante adesão de novos e entusiastas adeptos ao seu admirável mecanismo lógico e sensato, está visto que se trata de uma nobre realização superior, pois já triunfou no tremendo impacto da lógica e da razão superdesenvolvida da era atômica. E, além de ter resistido às mais implacáveis exigências modernas – que já têm destruído os mais sólidos tabus dogmas e crenças tradicionais dos séculos- o idioma esperantista progride e se dissemina pelo mundo terráqueo, estendendo o seu fraternal vocabulário a todos os povos e impondo-se pela grandeza de seus postulados inalteráveis!

PERGUNTA: - Conforme já vos expliquei em obra anterior a esta, a próxima verticalização do eixo da Terra provocará várias modificações de ordem geológica e geográfica na crosta terrena, ocasionando movimentação das águas dos oceanos, que pouco a pouco invadirão certas faixas litorâneas, destruindo praias tradicionais, ao mesmo tempo que emergirão do fundo dos mares algumas ruínas de velhas civilizações da Atlântida e de outros povos desconhecidos até de vossa História comum.
     Esses acontecimentos coincidirão exatamente com a era da “Besta do Apocalipse”, símbolo do grande desregramento humano, e com a profetizada rebeldia satânica dos espíritos trevosos, que envidarão hercúleos esforços para destruir as edificações do Bem. Devido, porém, ao excessivo sofrimento e à perturbação que há de acometer toda a humanidade, os homens terão que se unir entre si, de modo incondicional, a fim de sobreviverem e suportarem os efeitos da grande catástrofe. O clamor, o arrependimento e o remorso farão coro entre as criaturas, que terão então de sofrer as consequências dessa modificação física do orbe e do caráter do homem. A confraternização e a afetividade, que nascerão então entre as criaturas sobreviventes, hão de eliminar muitas das fronteiras nacionalistas e seitas  religiosas separativistas, favorecendo a efusão espiritual tão desejada e proporcionando, então, o clima psicológico destinado a concretizar a divulgação e o sucesso completo do Esperanto entre todos os seres terrenos.
     É claro que o advento completo do Esperanto ainda exige muitas etapas, que vão se estabelecendo lentamente mas, independente disso, e em face dos acontecimentos trágicos do fim deste século, forçosamente há de se produzir um clima psicológico favorabilíssimo para a mais ampla divulgação do idioma esperantista. Os continentes europeus remanescentes das próximas catástrofes fundir-se-ão em uma área mais extensa, por cujo motivo também se concentrará maior quantidade de criaturas em um só bloco homogêneo, formando menor número de raças e de idiomas, e isso dará oportunidade ao uso mais intenso de uma língua neutra e internacional. Essa aproximação entre as civilizações sobreviventes do “fim dos tempos”, ou do profético “juízo final”, há de extinguir muitos dialetos e línguas menores, obrigando-as a se fundirem em um só idioma capaz de atender às relações e ao senso psicológico resultante desses grupos agregados pelos mesmos acontecimentos dolorosos.
     Desnecessário é dizer que, à medida que for se extinguindo no mundo a quantidade de idiomas heterogêneos, tornar-se-á mais fácil a criação de clima simpático para a difusão e o êxito completo do Esperanto. Como as línguas também nascem, crescem e morrem, fundindo-se com as mais predominantes na época, hão de se reduzir também as barreiras criadas pelas nações orgulhosas, evidenciando-se o Esperanto como um recurso mais inteligente, sensato e lógico, para todos se entenderem melhor no campo das idéias.
     Eis por que o Esperanto também significa um dos sinais dos tempos, pois o seu advento ocorre justamente no limiar dos acontecimentos profetizados por Jesus e por todos os profetas bíblicos, e que os sensitivos já podem perceber em desdobramento, no correr dos vossos dias. É um idioma destinado a uma raça superior, mais perto do coração e mais alheio às complicações do intelecto; o seu conteúdo guarda profunda similitude com a mensagem evangélica de Jesus, uma vez que é também linguagem descida dos céus, convidando todas as raças a vestirem os seus pensamentos e os seus sentimentos com o mesmo traje verbal fraterno.
Ramatís (Espírito) – “A Sobrevivência do Espírito” – psicografado por Hercílio Maes.