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domingo, 4 de novembro de 2018

Quem é Jesus? Por que ele nasceu na Terra? E por que ele retornará? - Parte 10

Continuando....a reflexão anterior...

Por que Jesus nasceu na Terra?...


Atuação dos dragões na Terra

Houve então uma batalha no céu: Miguel e seus Anjos guerrearam contra o Dragão. O Dragão batalhou, juntamente com seus Anjos, mas foi derrotado, e não se encontrou mais um lugar para ele no céu.  Foi expulso o grande Dragão, a antiga Serpente, o chamado Diabo ou Satanás, sedutor de toda a terra habitada – foi expulso para a terra, e seus Anjos foram expulsos com ele.
Apocalipse 12: 7-9

     
Sol
  Relembrando... Já vimos anteriormente que os seres exilados de Nibiru, os daimons, depois da fuga da nave que os transportavam no exílio, ao participarem da destruição do quinto planeta, hoje cinturão de asteroides, foram capturados por Miguel e seu exército e confinados no planeta Terra, dentro de um campo magnético do qual não puderam mais sair. Esse campo magnético que impede os dragões de saírem da terra é alimentado pela energia do Sol. Trata-se de uma tecnologia cósmica usada pela Justiça Divina, e tendo como executor o seu representante, Miguel; ela é desconhecida pela mente poderosa do daimon número um.

     Nesse processo de provas e expiações do sistema evolutivo da Terra, muitos exilados, após se redimirem, retornaram para suas pátrias de origem; tanto os anunnakis como os capelinos.
     
     No planeta Terra permaneceram os espíritos mais retrógrados compostos pela elite dos daimons, os sete maiorais, e seus seguidores juntamente com uma multidão de espíritos hipnotizados por eles. 
    Se não fosse pelas revelações atuais informando sobre a classe desses espíritos, talvez continuaríamos pensando que eles são somente espíritos presos nas regiões profundas sem muita ação sobre a humanidade. Pois a nossa interpretação estaria tão somente presa às revelações dos textos bíblicos, tais como o trecho do apocalipse de João citado acima.

      Entretanto, como já vimos em outra reflexão antes, o daimon número um criou um sistema hipnótico de domínio que usava como estratégia a ocultação de sua identidade. Dessa forma, ele controlava os outros seis seres, os quais recebiam ordens e cumpriam
     Os dragões são seres criminosos cósmicos pois destruíram milhares de vidas e planetas antes de terem sidos exilados na Terra. São inumanos, pois evoluíram em outro contexto psicológico de trilhas de pensamentos diferentes do humano terrestre que conhecemos. Suas características psicológicas é de megalomania de poder e de se acharem ser deuses. Possuem uma enorme revolta e ódio por terem sidos trazidos contra às suas vontades para a Terra. Também, desde o início do exílio, não admitiam de maneira nenhuma terem que nascer num corpo primitivo terreno.
     Esses seres estiveram por trás de toda a formação da humanidade. Nos acontecimentos do período do dilúvio, nas guerras, na formação de governos e na criação de religiões, entre os anunnakis encarnados. Desde a época da Lemúria, da Atlântida e Suméria esses seres foram  especializando-se cada um numa área da civilização, tais como: nas guerras, reinados, religiões, ciência e comunicações. Como estratégia de domínio, eles dividiram os homens em etnias, nações e criaram as línguas diferentes para que não se entendessem.

Prisão dos Dragões nas profundezas da Terra


     No livro “A Marca da Besta”, publicado em 2010, psicografado por Robson Pinheiro, o Espírito Ângelo Inácio descreve sobre a atuação dessa elite de sete daimons.
     Numa incursão que os Guardiões Superiores fizeram, onde os daimons estavam confinados, o número dois revelou sua atuação, desde o passado, na formação da humanidade.
     (...) Eu sou o número 2, o senhor da guerra. Ao longo das eras, aprofundei-me nas artimanhas da política, no conhecimento das táticas de guerra. Auxiliei de perto Cipião, o Africano; inspirei as empreitadas de Alexandre, o Grande; sou eu quem estive face a face com Moisés em alguns momentos de suas vitórias e suas derrotas. Fui eu quem agi entre o Tigre e o Eufrates, no Éden, e forjei ali a civilização que deu origem aos povos da atualidade. Minha é a Terra e todo o sistema político e econômico sobre o qual se assenta sua civilização. (...)
    (Realmente, com essas informações podemos entender melhor as narrações bíblicas quando descreve a história do povo hebreu. Ali há relatos de ordenação da divindade dos hebreus para invadirem terras e destruírem povos.)

     Os daimons formaram um grande império das sombras; eles controlavam os espectros, mas encontravam forte resistência dos magos da escuridão, que eram os seres que vieram do quinto planeta, juntamente com os espectros.
     Na época da Atlântida, após o grande conflito, que durou 100 anos, e que envolveu os capelinos em confronto com os magos da escuridão, após o afundamento daquele continente, esses seres começaram a perder gradativamente a forma de seus corpos.  Devido a tanto tempo resistindo ao processo de encarnação (corporificação), seus corpos começaram a deteriorar-se e a caminhar para o processo de ovoidização. Devido a isso, eles resolveram então se submeterem a reencarnação; mas algo impedia que eles conseguissem realizá-la. Depois de várias tentativas   descobriram que os magos da escuridão também não conseguiam tomar novos corpos físicos.
      Então, Os daimons se juntaram   aos magos da escuridão para promover uma guerra contra o povo que pretendia receber o representante do governo espiritual da terra.



A visita dos magos
Tendo Jesus nascido em Belém da Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que vieram magos do Oriente a Jerusalém, perguntando: "Onde está o rei dos judeus recém-nascido? Com efeito, vimos sua estrela no céu surgir e viemos homenageá-lo". Ouvindo isso, o rei Herodes ficou alarmado e com ele toda a Jerusalém. E, convocando todos os chefes dos sacerdotes e os escribas do povo, procurou saber deles onde havia de nascer o Cristo. Eles responderem: "Em Belém da Judeia, pois é isto que foi escrito pelo profeta:
    E tu, Belém, terra de Judá, 
    de modo algum és o menor entre os clãs de Judá,
    pois de ti sairá um chefe
    que apascentará Israel, o meu povo"
Então Herodes mandou chamar secretamente os magos e procurou certificar-se com eles a respeito do tempo em que a estrela tinha aparecido. E enviando-os a Belém, disse-lhes: "Ide e procurai obter informações exatas a respeito do menino e, ao encontrá-lo, avisai-me, para que também eu vá homenageá-lo". A essas palavras do rei, eles partiram. E eis que a estrela que tinham visto no céu surgir ia à frente deles até que parou sobre o lugar onde se encontrava o menino. Eles, revendo a estrela, alegraram-se imensamente. Ao entrar na casa, viram o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o homenagearam. Em seguida, abriram seus cofres e ofereceram-lhe presentes: ouro, incenso e mirra. Avisados em sonho que não voltassem a Herodes, regressaram por outro caminho para a sua região.



Fuga para Egito e massacre dos inocentes
Após sua partida, eis que o Anjo do Senhor manisfestou-se em sonho a José e lhe disse: "Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito. Fica lá até que eu te avise, porque Herodes procurará o menino para o matar". Ele se levantou, tomou o menino e sua mãe, durante a noite, e partiu para o Egito. Ali ficou até a morte de Herodes, para que se cumprisse o que dissera o Senhor por meio do profeta: Do Egito chamei o meu filho.
Então Herodes, percebendo que fora enganado pelos magos, ficou enfurecido e mandou matar, em Belém e em todo seu território, todos os meninos de dois anos para baixo, conforme o tempo de que havia se certificado com os magos. Então cumpriu-se o que fora dito pelo profeta Jeremias."
Ouviu-se uma voz em Ramá,
choro e grande lamentação:
Raquel chora seus filhos;
e não quer consolação,
porque eles já não existem.
Mateus 2: 1-18


    (Ângelo Inácio, no livro "Abduzidos", narra que os três reis magos, que eram de uma cultura diferente, do oriente, tinham conhecimento de que seguiam um carro voador, uma “Vimana”, segundo a cultura deles; pois uma estrela não poderia movimentar-se daquela forma. Baltazar, contou aos outros que durante o sono tinha sido visitado por um ser que o levou até o local do nascimento do menino num carro voador. O mensageiro das estrelas disse a ele que a criança seria de uma família pobre,  por isso era preciso que eles fossem os provedores para auxiliar na manutenção da família e da criança. Por isso eles levaram o ouro e incenso de presente, os quais poderiam ser trocados por mantimentos para a manutenção da família.)
    
              Para entendermos sobre a perseguição de Jesus, desde seu nascimento, pelos dragões, que estavam acorrentados magneticamente nas profundezas dos abismos da Terra, e utilizavam os magos negros e os reis e religiosos da época, vamos ver um trecho do livro “Senhores da Escuridão” onde Ângelo Inácio descreve este momento: (...) Não conseguíamos tomar novos corpos físicos, por mais que insistíssemos. Resolvemos, então, declarar guerra ao povo que pretendia receber em seu seio o representante do governo espiritual de seu mundo, como – estava claro em inúmeras profecias – iria ocorrer. A partir desse momento, os magos da escuridão ficaram definitivamente sob nosso comando, nesse ímpeto de confrontar o representante do sistema de forças contrário ao nosso. Armamos durante séculos um esquema que tinha por finalidade boicotar a vinda desse Messias ao planeta. Agimos diretamente na fonte, nos elementos genéticos daqueles que seriam seus antepassados. Nada foi possível ou teve êxito, afinal.
     - Mesmo assim não aprenderam que seria inútil qualquer tentativa de influenciar o nascimento do Cristo?
    - Quem pensa que somos para nos render a tão vil ideia? Continuamos nossa busca e, para efetivar os planos, determinamo-nos a influenciar os governos e povos. Quando a hora chegou, um dos nossos foi designado a assumir pessoalmente a frente de batalha. Algo ainda mais terrível aconteceu, no entanto. Nossa retina espiritual estava por demais sensível devido à deterioração da forma, que ocorria de maneira progressiva. Quando o enviado chegou, após diversas tentativas frustradas de impedirmos seu nascimento, todos fomos banidos da presença dos humanos. Vimo-nos acorrentados nas profundezas do abismo, de onde até os dias atuais dirigimos aqueles que correspondem a nossos ideais. Não mais poderíamos resistir aos reflexos da luz solar. Nossa retina espiritual estava definitivamente modificada, tanto pelos milênios de resistência à lei que nos arrastava para a reencarnação, quanto pela perda progressiva da feição espiritual. Não houve recurso. Tivemos de passar a controlar, das profundezas do abismo, os magos e demais seres que participam conosco de nosso sistema de poder. Criamos a milícia negra e o sistema que hoje impera no abismo.
      Uma coisa ficou clara: não era mais possível reencarnar em seu mundo. As portas do progresso e dos corpos físicos em seu planeta se fecharam definitivamente para nós, os dragões. Somente os magos da escuridão ainda poderiam entrar em contato com os seres de seu mundo. Em razão disso, desde então, oferecemos a eles nosso conhecimento arquivado durante milênios sem fim, em etapas graduais. (...)

     (Na época do nascimento de Jesus os dragões, através de um forte campo magnético, foram presos nas regiões do submundo astral, que vibratoriamente corresponde as regiões físicas abaixo da superfície terrena, em direção ao centro dela. Longe da ação direta da luz do Sol, na escuridão, sem poderem romper o campo magnético que os aprisionavam, começaram a atuarem de forma indireta através de suas marionetes. Das profundezas do abismo, através dos magos, começaram a manipular aqueles que ofereciam campo psicológico para serem instrumentos seus no boicote do nascimento de Jesus. Esses manipulados eram reis, governadores, líderes religiosos e todos aqueles que alimentavam interesses mesquinhos, sede de poder, arrogância e fanatismo religioso.
      Na Bíblia temos vários relatos de perseguição, desde o nascimento de Jesus até a sua crucificação. Por outro lado, também, temos o relatos dos seres que atuaram na proteção e orientação, para que se realizasse o grande projeto da corporificação do Autoevolucionário cósmico, Jesus).

V. Lau
Continua...

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Bibliografia:
- "Bíblia De Jerusalém" - Paulus, 2002.

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- "A Marca da Besta" - pelo Espírito Ângelo Inácio; [psicografado por] Robson Pinheiro. - Contagem, MG: Casa dos Espíritos,

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- "Os Abduzidos" - pelo Espírito Ângelo Inácio; [psicografado por] Robson Pinheiro. - Contagem, MG: Casa dos Espíritos, 2015. - (Série Crônicas da Terra: v. 4).

Pontos e Contos” – Pelo Espírito Irmão X; [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. -  12. Ed. – 2ª reimpressão. – Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2010.

Pedro Leopoldo (MG), outubro de 1950.

Irmão X

       
       O Programa do Senhor

      À frente da turba faminta, Jesus multiplicou os pães e os peixes, atendendo à necessidade dos circunstantes.
     O fenômeno maravilhara.
     O povo jazia entre o êxtase e o júbilo intraduzíveis.
     Fora aquinhoado por um sinal do Céu, maior que o de Moisés e Josué.
     Frêmito de admiração e assombro dominava a massa compacta.
     Relacionavam-se, ali, pessoas procedentes das regiões mais diversas.
     Além dos peregrinos, em grande número, que se adensavam habitualmente em torno do Senhor, buscando consolação e cura, mercadores da Iduméia, negociantes da Síria, soldados romanos e cameleiros do deserto ali se congregavam em multidão, na qual se destacavam as exclamações das mulheres e o choro das criancinhas.
     O povo, convenientemente sentado na relva, recebia, com interjeições gratulatórias, o saboroso pão que resultara do milagre sublime.
     Água pura em grandes bilhas era servida, após o substancioso repasto, pelas mãos robustas e felizes dos apóstolos.
     E Jesus, após renovar as promessas do Reino de Deus, de semblante melancólico e sereno contemplava os seguidores, da eminência do monte.
     Semelhava-se, realmente, a um príncipe, materializado, de súbito, na Terra, pela suavidade que lhe transparecia da fronte excelsa, tocada pelo vento que soprava, de leve...
     Expressões de júbilo eram ouvidas, aqui e ali.
     Não fornecera Ele provas de inexcedível poder? Não era o maior de todos os profetas? Não seria o libertador da raça escolhida?
     Recolhiam os discípulos a sobra abundante do inesperado banquete, quando Malebel, espadaúdo assessor da Justiça em Jerusalém, acercou-se do Mestre e clamou para a multidão haver encontrado o restaurador de Israel. Esclareceu que conviria receber-lhe as determinações, desde aquela hora inesquecível, e os ouvintes reergueram-se, à pressa, engrossando fileiras ao redor do Messias Nazareno.
     Jesus, em silêncio, esperou que alguém lhe endereçasse a palavra e, efetivamente, Malebel não se fez de rogado.
     - Senhor – indagou, exultante -, és, em verdade, o arauto do novo Reino?
     - Sim – respondeu o Cristo, sem titubear.
     - Em que alicerces será estabelecida a nova ordem? – prosseguiu o oficial do Sinédrio, dilatando o diálogo.
     - Em obrigações de trabalho para todos.
     O interlocutor esfregou o sobrecenho com a mão direita, evidentemente inquieto, e continuou:
     - Instituir-se-á, porém, uma organização hierárquica?
     - Como não? – acentuou o Mestre, sorrindo.
     - Qual a função dos melhores?
     - Melhorar os piores.
     - E a ocupação dos mais inteligentes?
     - Instruir os ignorantes.
     - Senhor, e os bons? Que farão os homens bons, dentro do novo sistema?
     - Ajudarão aos maus, a fim de que estes se façam igualmente bons.
     - E o encargo dos ricos?
     - Amparar os mais pobres para que também se enriqueçam de recursos e conhecimentos.
     - Mestre – tornou Malebel, desapontado -, quem ditará semelhante normas?
     - O amor pelo sacrifício, que florescerá em obras de paz no caminho de todos.
     - E quem fiscalizará o funcionamento do novo regime?
     - A compreensão da responsabilidade em cada um de nós.
     - Senhor, como tudo isto é estranho! – considerou o noviço, alarmado. – Desejarás dizer que o Reino diferente prescindirá de palácios, exércitos, prisões, impostos e castigos?
     - Sim – aclarou Jesus, abertamente -, dispensará tudo isso e reclamará o espírito de renúncia, de serviço, de humildade, de paciência, de fraternidade, de sinceridade e, sobretudo, do amor de que somos credores, uns para com os outros, e a nossa vitória permanecerá muito mais na ação incessante do bem com o desprendimento da posse, na esfera de cada um, que nos próprios fundamentos da Justiça, até agora conhecidos no mundo.
     Nesse instante, justamente quando os doentes e os aleijados, os pobres e os aflitos desciam da colina tomados de intenso júbilo, Malebel, o destacado funcionário de Jerusalém, exibindo terrível máscara de sarcasmo na fisionomia dantes respeitosa, voltou as costas ao Senhor, e, acompanhado por algumas centenas de pessoas bem situadas na vida, deu-se pressa em retirar-se, proferindo frases de insulto e zombaria...
     O milagre dos pães fora rapidamente esquecido, dando a entender que a memória funciona dificilmente nos estômagos cheios, e, se Jesus não quis perder o contato com a multidão, naquela hora célebre, foi obrigado a descer também.
Livro: “Pontos e Contos” 
          

domingo, 28 de outubro de 2018

Quem é Jesus? Por que Ele Nasceu na Terra? Por que Ele retornará? - parte 9


Continuando... a nossa reflexão anterior (8) ....

Por que Ele nasceu na Terra?

Preparação para o Nascimento de Jesus

Via Láctea - nossa galáxia

   No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Tudo foi feito por meio dele e sem ele nada foi feito. O que foi feito nele era a vida, e a vida era a luz dos homens; e a luz brilha nas trevas, mas as trevas não a apreenderam.

Houve um homem enviado por Deus, Seu nome era João.
Este veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele.  Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz

Ele era a luz verdadeira que ilumina todo homem; ele vinha ao mundo. Ele estava no mundo e o mundo foi feito por meio dele, mas o mundo não o reconheceu.

Veio para o que era seu e os seus não o receberam.
Mas a todos que o receberam deu o poder de se tornarem filhos de Deus; aos que creem em seu nome, eles que não foram gerados nem do sangue, nem de uma vontade da carne, nem de uma vontade do homem, mas de Deus.
E o verbo se fez carne, e habitou entre nós; e nós vimos a sua glória, glória que ele tem junto ao Pai como Filho único, cheio de graça e de verdade.
João dá testemunho dele e clama: “Este é aquele de quem eu disse: o que vem depois de mim passou adiante de mim, porque existia antes de mim”

Pois de sua plenitude todos nós recebemos graça por graça. Porque a Lei foi dada por meio de Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. Ninguém jamais viu a Deus: o Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o deu a conhecer.
João 1:1-18
    
     Durante muito tempo ficamos a refletir sobre as palavras do apóstolo João a respeito da natureza de Jesus; e mesmo aceitando-as, sempre ficou uma vontade de querer compreendê-las com mais profundidade.  
     Como tudo foi feito através dele? Como o mundo foi feito através dele e depois ele nasceu nesse mundo? Para quê ele nasceu no mundo? Por que o verbo se fez carne e habitou entre nós?
     Hoje em plena era da “ciência do espírito” iniciada por Allan Kardec e desenvolvida de forma progressiva com as novas revelações, que acompanharam a ciência tecnológica, podemos compreender as revelações de João de forma mais aprofundada e sob uma visão cósmica.
      Se na época de Allan Kardec (1804 -1869) este tema não foi muito aprofundado, talvez foi porque faltasse conhecimento e uma linguagem científica mais abrangente em termos de astrofísica, astronomia e genética.
      Em 2015, com a publicação do livro “Os Abduzidos”, psicografado por Robson Pinheiro, o Espírito Ângelo Inácio nos trouxe novas revelações que ajudaram a compreendermos as palavras do apóstolo João a respeito da natureza divina de Jesus.

      Ângelo Inácio relata que Jesus é uma das cinco consciências cósmicas que vive no centro da nossa galáxia, em outra dimensão, a qual possui uma estrutura energética que vibra de forma diferente do mundo físico no qual vivemos e percebemos. É um universo paralelo onde existem sistemas estelares inteiros, com seus inúmeros planetas e civilizações com vida de frequência vibratória diferente do universo físico que conhecemos.  Nele, as distâncias não podem ser medidas como anos-luz; e as leis que regem lá são totalmente diferentes da dimensão física que conhecemos.
      Dentre esse grupo seleto de consciências, o Autoevolucionário Cósmico, Jesus, coordena a evolução de algumas humanidades na galáxia. Ele participou ativamente da formação do Sistema Solar com todos os seus planetas. Desde longa era, Jesus deixou de viver em mundos com formas materiais; ele vive em corpo mental, na dimensão mental . Ele nunca tinha vivido na Terra.  Ele a preparou para que aqui pudesse ser recebido bilhões de espíritos de diversas raças; seres esses que não acompanharam a evolução em seus mundos.

      (Como sabemos que a ciência atual admite que o tempo da formação do sistema solar é de 4,6 bilhões de anos terrestre. Então, surge os seguintes questionamentos: Jesus é mais antigo do que isto? Como isto é possível?
     A explicação que podemos por ora elaborar é que,  o tempo e o espaço nessas dimensões do universo paralelo são diferentes da nossa dimensão física, a perceptível. O que pode parecer muito tempo aqui, nessas outras dimensões não é. Pois, não se conta o tempo e mede-se o espaço como a realidade que percebemos.)


Reunião dos Seres que dirigem o Sistema Evolutivo Terreno

    No universo paralelo, em determinada dimensão, numa faixa vibratória correspondente a posição do Sol, houve uma reunião dos seres que dirigem o sistema de vida na Terra. (seres de Sirius, Órion, Antares, Aldebarã e Andromeda). Eles receberam a incumbência de preparar o nascimento de Jesus na dimensão mais densa, a física, do planeta Terra.
    Segundo Ângelo Inácio, eis o diálogo desses seres naquele tempo: (...) “– O renascimento de seres da categoria de consciências cósmicas deve obedecer a um planejamento detalhado; exige tremenda mobilização de recursos, providências de engenharia genética, bem como a seleção criteriosa de genes para compor o veículo físico. Tamanha antecedência se explica por não se tratar de um espírito comum, embora, na Terra, ele deva levar uma vida tão normal como a dos demais habitantes.” (...)
      (...) “– A materialização do ser que chamamos de Autoevolucionário no planeta Tiamat não foi algo decidido intempestivamente. Decerto foi difícil para as consciências que dirigem a galáxia tomar a decisão acerca da corporificação de um dos luminares que compõem o seleto grupo de consciências responsáveis pelo destino dos mundos. Com efeito, a corporificação desse avatar cósmico exigirá um tempo dilatado, segundo padrões humanos – já se falou em mais de mil anos a partir deste momento -, a fim de se aprimorar a genética e imprimir as informações necessárias no DNA do corpo em elaboração prévia.” (...)

     Segundo esses seres, a corporificação do Autoevolucinário cósmico estava planejada para acontecer no Egito, no tempo do faraó Akenaton; mas isso não foi possível. Então, planejaram para que ele nascesse na Palestina.
      Mil anos antes do nascimento de Jesus, esses seres começaram a fazer experiências genéticas com mais de 50 homens terrenos dentre os descendentes de Tutancâmon, herdeiro de Akenaton, e da descendência de Abraão. Também, foram feitas experiências com homens da Índia.
      Depois dessas diversas observações genéticas conseguiram fazer a escolha: (...) “- Davi: esse é o nome do patriarca por meio do qual se desenvolverá a linhagem que, no futuro, oferecerá o corpo adequado à corporificação do avatar, conquanto ainda tenhamos de trabalhar bastante sobre seu material genético. Durante pelo menos os próximos 20 anos do tempo terrestre, aproveitaremos seus momentos de sono para trazê-lo até nossa base. Serão inúmeras abduções ao longo dos anos. Somente assim conseguiremos aprimorar a carga genética que transmitirá a seus descendentes. Isso não eliminará, evidentemente, a necessidade de acompanharmos cada nova geração, fazendo correções no DNA, no limite que nos permitirão a ciência sideral e o estágio de progresso alcançado por nós”. (...)
     Assim, eles trabalharam as 14 gerações a partir de Davi até chegarem em José.

     (É interessante observar que esses seres responsáveis pela preparação do nascimento do Autoevolucionário cósmico eram compostos, também, por seres de outros planetas tais como: Sirius, Órion, Andrômeda e Aldebarã..., portanto, extraterrestres. Eles não estavam aqui na Terra simplesmente como espíritos, mas estavam com corpos físicos com materialidade de seus planetas. Esses corpos são mais sutis do que os do homem terreno. Muitos, talvez, projetados em corpos mentais. Eram cientistas e geneticistas. Ao escolherem Davi, que possuía o DNA da descendência dos antigos anunnakis, precisaram “arrebatá-lo” em corpo físico durante o sono físico; isto é, na linguagem moderna usa-se o termo “abduzido”, e levá-lo à uma base, para aprimorar a carga genética que ele ia transmitir. Os organizadores da corporificação de Jesus estavam trabalhando para fazê-la na dimensão mais densa do planeta, a matéria física que conhecemos. Esse processo era totalmente diferente da corporificação que Jesus  já tinha feito no sistema de Capela; em outra dimensão onde a fisicalidade é mais etérea. Também, temos que entender a interatividade dos seres participantes do projeto do nascimento do avatar , no que diz respeito à suas fisicalidades: Eram seres em corpo mental, seres em corpo astral, e seres de outros planetas corporificados em corpos físicos  de matéria mais etérea.)


Arrebatamento (abdução) de José
    
José assume a paternidade legal de Jesus –
A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, comprometida em casamento com José, antes que coabitassem, achou-se grávida pelo Espírito Santo. José, seu esposo, sendo justo e não querendo denunciá-la publicamente, resolveu repudiá-la em segredo. Enquanto assim decidia, eis que o Anjo do Senhor manifestou-se a ele em sonho, dizendo: “José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e tu o chamarás com o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos seus pecados”. Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor havia dito pelo profeta:
Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e o chamarão com o nome de Emanuel, o que traduzido significa: “Deus está conosco”.
José, ao despertar do sono, agiu conforme o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu em casa sua mulher. Mas não a conheceu até o dia em que ela deu à luz um filho. E ele o chamou com o nome de Jesus. (Mateus 1: 18-25)


     (Bom, em primeiro lugar para Mateus (Levi) ter registrado isso, ele deve ter ouvido a história por intermédio de José. Na explicação de Mateus o que nos tem sempre intrigado é a questão: Como Maria se achou grávida do Espírito Santo? Como isso foi possível? A luz do Espírito Santo desceu sobre ela e houve a concepção? Como foi esse fenômeno?
      Na explicação de alguém místico, talvez, a resposta seria: o Espirito Santo tem poder e pronto!... não se discute... e não se especula!... Assim, a fé fala mais alto, e como, nos registros bíblicos,  não há elementos especulando a forma que isso foi possível na época, pois o conhecimento científico em termos de eletricidade, eletromagnetismo, astronomia e genética, não permitia ainda, uma explicação mais aprofundada, ficou apenas o relato em forma de fé, mística, conforme as tradições judaicas)
    
     Entretanto, Ângelo Inácio nos trouxe uma revelação importante; porém, ela, para os “místicos religiosos”, se torna chocante e talvez inadmissível... Mas, ela nos traz uma explicação num formato de realidade científica, mais racional e não mística; em conformidade com os nossos padrões de conhecimentos atuais.
     Segundo ele, num entardecer, enquanto José descansava após o trabalho realizado, um disco iluminado aproximou-se do local onde cochilava. Dois seres desceram do estranho aparelho e aproximando-se de José aplicaram algo na fronte dele transformando seu sono num transe mais profundo. Depois, juntamente com esses seres, José elevou-se até ser absorvido pelo disco iluminado.
     (O que ocorreu foi que José foi “arrebatado”, abduzido, na linguagem moderna, fisicamente para dentro de uma nave que também era física.)

Ilustração/internet
    José acordou dentro na nave diante de um grupo de seres que eram cientistas, engenheiros geneticistas e especialistas em magnetismo.
     Eis o diálogo narrado: (...) - Homem da terra! -declarou uma voz.
      - Fale, meu Senhor! – respondeu o homem do século I.
      - Trazes em ti uma semente de vida de que precisamos para fecundar alguém muito especial. Para tanto, buscamos tua ajuda, pois a mulher que desposarás estará preenchida pela força de um ser especial, um espírito santo. Ela será fecundada diretamente por um poder superior, cuja grandeza, por ora, não és capaz de avaliar. Ele é um eloim, segundo a concepção do teu povo. E Maria veio especialmente para cumprir essa tarefa, que não pode ser efetuada por nenhuma outra mulher. (...)
      (...) Adormecerás, José, e, quando acordares, já teremos tua semente envolvida nas irradiações da própria luz sideral. Mais tarde, volveremos a ter contigo, mas, por ora, guarda em segredo este nosso encontro. Somente depois de muitos dias, quando estiveres vivendo com tua Maria, é que falarás com ela a esse respeito. Contamos com tua discrição e, sobretudo, com teu apoio, pois serás a referência terrena de que o menino precisará para se desenvolver e se envolver com a sociedade. Albergarás Maria e a tratarás de maneira especial, pois ela, assim como tu, foi escolhida para receber sob seus auspícios o espírito mais sublime que a Terra jamais conheceu.
      - Será Emanuel, o deus conosco? O próprio Javé que se fará carne e habitará em nosso meio?
     - Poderá ser chamado, sim, como um deus, pois sua posição corresponde à ideia que teu povo faz a respeito dos deuses, os eloins. O conceito de Deus para nós é muito diferente daquele que foi ensinado em tua cultura. Contudo, o espírito santo que nascerá não é filho de Javé, não compartilha com ele o mesmo sistema de vida e de política, e é superior àquele que considerais o deus do vosso povo. Somente bem mais tarde, em outra época, o poderás compreender. (...)
 
       (Os fatos registrados por Mateus foi de que tudo isso foi um sonho narrado por José e que partir desse sonho aceitou Maria e sua gravidez, que sabia ele não ter sido gerada por ele. Apesar dessa intervenção física feita esses seres procuraram respeitar a crença cultural de José, sem violentá-la. Até porque a linguagem e o conhecimento da época não era capaz de absorver tudo aquilo; nem tão pouco de se expressar de forma diferente. Portanto, tudo foi registrado de forma mística conforme os costumes religiosos daquela época.)

      (Entre os seres que administram a evolução na Terra há uma conduta ética de não intervenção direta, sempre respeitando o livre arbítrio, a cultura social e religiosa humana.
A intervenção, quando necessária, se dá de forma indireta. Assim também se dá com as revelações proféticas ou mediúnicas, que são indiretas e seguem um princípio de esperar que as mentes humanas amadureçam e despertem por si mesmas.)

     (Dessa forma, lidar com o abstrato, com o que não se percebe através da visão, favorece o surgimento de uma crença de forma mística. A crença mais racional surge quando há uma associação do conhecimento científico. No futuro, devido a necessidade, dentro do processo de transição planetária e do juízo geral que a Terra atravessa, será permitido aos seres atuarem de forma mais direta se mostrando de forma visível com suas naves. Mas para isso ocorrer, a humanidade terrena ainda está sendo preparada para que não sofra um grande choque emocional, que afete tanto o sistema cultural como o religioso.)

    (Uma prova viva física da atuação dos seres com suas naves naquela época é o que ficou registrado como a “estrela” que guiou os reis magos até o local do nascimento de Jesus. A “estrela”, na verdade, era uma das naves dos seres de outros mundos, e que participava da corporificação do Autoevolucionário cósmico, Jesus.
      Mas como poderiam ter  registrado tudo isso, de forma diferente, com outra linguagem, naquela época?...)

Atuação de Maria no nascimento do Autoevolucionário Cósmico, Jesus.

 
Maria de Nazaré/Imagem inspirada por Chico Xavier
       Ângelo Inácio explica que os seres que planejavam o nascimento do avatar cósmico estavam cientes de que os espíritos em evolução na Terra, os homens comuns, não estavam aptos a servirem de matriz biológica para a corporificação de espíritos tão elevados que são as consciências cósmicas que dirigem a evolução na galáxia.
       Era necessário a participação de um espírito de fora do sistema evolutivo terreno, no papel da gestação desse ser especial. Assim, dialogavam os seres das estrelas:  (...) “No desempenho dessa função, terá papel primordial o migrante de Sirius que servirá de mãe ao messias planetário; devemos trabalhar em sintonia. Trata-se de um dos mais legítimos representantes, que deverá vir para a região da Terra em breve, a fim de atualizar-se quanto ao sistema de vida terrícola e de lançar mão de suas habilidades no preparo da própria corporificação. Também será capaz, com a mente evolvida e o conhecimento de que dispõe, de forjar as modificações últimas, no momento em que absorver os gametas do pai e antes que seja fecundado o óvulo do corpo feminino que gerará o messias.” (...)

       (...) – Não podemos esquecer que o avatar também modelará o próprio corpo, conforme sua vontade, pois participará do processo durante os nove meses de gestação comuns aos habitantes da Terra. Se ele detém conhecimento a respeito de todas as formas de vida desenvolvidas no planeta, que dirá sobre o processo de corporificação. Conjuntamente com a mãe, executará os últimos ajustes, segundo as necessidades que perceber. Essa não é uma tarefa de corporificação qualquer, e, no limite, qualquer trabalho que fizermos será passível de aprimoramento; afinal, a perfeição não pertence à realidade terrena atual.  Além do mais, o espírito a ser incorporado à humanidade por meio de processo tão material não procede da terra. Ele próprio participa ativamente de tudo quanto planejamos e, se o fazemos dessa forma, é porque nos requereu o auxílio de acordo com nossa especialidade. (...)

      Os seres, através da abdução de José, com seus recursos tecnológicos, colheram os espermatozoides de José, que já era um material genético aprimorado durante várias gerações, e imprimiram neles as informações necessárias que desejavam. Depois, por meio das propriedades da luz transportaram os gametas diretamente ao ventre de Maria.
     
      Vejamos sua explicação: (...) O próprio avatar cósmico travou contato diversas vezes com Maria-espírito, a fim de se entrosarem a respeito da descida vibratória dele à medida que se aproximava o grande evento. Ela ofereceria a matriz uterina, que funcionaria como uma câmara de materialização pessoalmente administrada, controlada até os pormenores pela força do espírito maternal, consciente da envergadura do trabalho que lhe fora confiado. Simultaneamente, receberia a influência do avatar das estrelas, que se corporificaria, egresso de um universo em tudo superior. (...)
      


       Ângelo Inácio narra que foram mais de mil anos de adaptação e preparação para receber o espírito de vibrações tão elevadas. Nesse processo, Ele apenas reduziu sua vibração para que somente  uma pequena parcela de seu ser fosse necessária para fecundar a semente de vida.
      Como a aura do avatar cósmico, no plano mental,  abrangia o tamanho do sistema solar foi necessário um grande esforço para ele se adequar a um embrião do ambiente terrestre. Por ter sido o organizador da vida e do sistema evolutivo no Sistema Solar ficou estabelecido na época que Maria era a mãe de Deus. 
     O Avatar cósmico, orientador evolutivo de bilhões de consciências trazidas para o sistema de vida da Terra, reduziu sua vibração espiritual, e vivendo como um ser comum no meio de nós, veio mostrar-nos o caminho da redenção... para que possamos viver o "reino dos céus" em nossos corações.

V. Lau

Continua...

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Referência de estudo:
- "Bíblia De Jerusalém" - Paulus, 2002.
- "O Evangelho Segundo o Espiritismo"Allan Kardec; tradução de Salvador Gentile, revisão de Elias Barbosa. Araras, SP, IDE, 309ª edição, 2005.

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- "Os Abduzidos" - pelo Espírito Ângelo Inácio; [psicografado por] Robson Pinheiro. - Contagem, MG: Casa dos Espíritos,  2015. - (Série Crônicas da Terra: v. 4).


Paris,1864.

Allan Kardec

Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; eu não vim destruí-los, mas dar-lhes cumprimento; porque eu vos digo em verdade que o céu e a Terra não passarão antes que tudo o que está na lei não seja cumprido perfeitamente, até um único jota e um só ponto.
Mateus 5:17,18

Cristo 
3. Jesus não veio destruir a lei, quer dizer, a lei de Deus; ele veio cumpri-la, quer dizer, desenvolvê-la, dar-lhe seu verdadeiro sentido, e apropriá-la ao grau de adiantamento dos homens; por isso, se encontra nessa lei o princípio dos deveres para com Deus e para com o próximo, que constituem a base de sua doutrina. Quanto às leis de Moisés, propriamente ditas, ao contrário, ele as modificou profundamente, seja no fundo, seja na forma; combateu constantemente o abuso das práticas exteriores e as falsas interpretações, e não poderia fazê-las sofrer uma reforma mais radical do que as reduzindo a estas palavras: “Amar a Deus acima de todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo”, e dizendo: está aí toda a lei e os profetas.
       Por testas palavras: “O céu e a terra não passarão antes que tudo seja cumprido até um único jota”, Jesus quis dizer que seria preciso que a Leis de Deus recebesse seu cumprimento, quer dizer, fosse praticada sobre a Terra, em toda a sua pureza, com todos os seus desenvolvimentos e todas as suas consequências; porque de que serviria ter estabelecido essa lei, se ela devesse permanecer privilégio de alguns homens ou mesmo de um único povo? Todos os homens, sendo filhos de Deus, são, sem distinção, o objeto da mesma solicitude.

4. Mas o papel de Jesus não foi simplesmente o de um legislador moralista, sem outra autoridade que a sua palavra; ele veio cumprir as profecias que haviam anunciado sua vinda; sua autoridade decorria da natureza excepcional de seu Espírito e de sua missão divina; veio ensinar aos homens que a verdadeira vida não está sobre a Terra, mas no reino dos céus; ensinar-lhes o caminho que para lá conduz , os meios de se reconciliar com Deus, e os prevenir sobre a marcha das coisas futuras para o cumprimento dos destinos humanos. Entretanto, não disse tudo, e sobre muitos pontos se limitou a depositar o germe de verdades que ele próprio declara não poderem ser ainda compreendidas; falou de tudo, mas em termos mais ou menos explícitos; para compreender o sentido oculto de certas palavras, seria  preciso que novas ideias e novos conhecimentos viessem dar-lhes a chave, e essas ideias não poderiam vir antes de um certo grau de maturidade do espírito humano. A ciência deveria contribuir poderosamente para a eclosão e o desenvolvimento das ideias; seria preciso, pois, dar à Ciência o tempo de progredir.

ALIANÇA DA CIÊNCIA E DA RELIGIÃO

8. A Ciência e a Religião são as duas alavancas da inteligência humana; uma revela as leis do mundo material e a outra as leis do mundo moral; mas umas e outras, tendo o mesmo princípio que é Deus, não podem se contradizer; se elas são a negação uma da outra, uma necessariamente é errada e a outra certa, porque Deus não pode querer destruir sua própria obra. A incompatibilidade que se acreditava ver entre essas duas ordens de ideias prende-se a um defeito de observação e a muito de exclusivismo de uma parte e da outra; daí um conflito de onde nasceram a incredulidade e a intolerância.
      Os tempos são chegados em que os ensinamentos do Cristo devem receber seu complemento; em que o véu, lançado propositadamente sobre algumas partes desse ensinamento, deve ser levantado; em que a Ciência, deixando de ser exclusivamente materialista, deve inteirar-se do elemento espiritual, e em que a Religião, cessando de menosprezar as leis orgânicas e imutáveis da matéria, essas duas forças, apoiando-se uma sobre a outra, e andando juntas, se prestarão um mútuo apoio. Então a Religião, não recebendo mais o desmentido da Ciência, adquirirá uma força inabalável, porque estará de acordo com a razão, e não se lhe poderá opor a irresistível lógica dos fatos.
     A ciência e a Religião não puderam se entender até hoje, porque, cada uma examinando as coisas sob seu ponto de vista exclusivo, se repeliam mutuamente. Seria preciso alguma coisa para preencher o vazio que as separava, um traço de união que as aproximasse; esse traço de união está no conhecimento das leis que regem o mundo espiritual e suas relações com o mundo corporal, leis tão imutáveis como as que regem o movimento dos astros e a existência dos seres. Essas relações, uma vez constatadas pela experiência, uma luz nova se fez: a fé se dirigiu à razão, a razão não encontrou nada de ilógico na fé, e o materialismo foi vencido. Mas nisso, como em todas as coisas, há pessoas que permanecem para trás, até que sejam arrastadas pelo movimento geral que as esmagará se quiserem resistir-lhe em lugar de a ele se abandonarem. É toda uma revolução moral que se opera neste momento e trabalha os espíritos; depois de elaborada durante mais de dezoito séculos, ela se aproxima do seu cumprimento, e vai marcar uma era nova na Humanidade. As consequências dessa revolução são fáceis de prever; deve trazer, nas relações sociais, inevitáveis modificações, às quais não está no poder de ninguém se opor, porque estão nos desígnios de Deus e resultam da lei do progresso, que é uma lei de Deus.

Livro: “O Evangelho Segundo o Espiritismo

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Os Magos Procuram Jesus

     Nos relatos históricos bíblicos não há o detalhamento sobre alguns momentos que envolveram o nascimento de Jesus. Talvez, isso não fosse o foco principal do narrador que se prendeu mais ao lado religioso. Mas agora vamos fazer uma reflexão buscando novos ângulos para enriquecer mais o nosso conhecimento a respeito daquele momento importante, na história da humanidade terrena.


Mapa com adaptações - fonte:Google Earth
MATEUS
2 – A visita dos magos – Tendo Jesus nascido em Belém da Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que vieram magos do Oriente a Jerusalém, perguntando: “Onde está o rei dos judeus recém-nascido? Com efeito, vimos sua estrela no seu surgir e viemos homenageá-lo. Ouvindo todos os chefes dos sacerdotes e os escribas do povo, procurou saber deles onde havia de nascer o Cristo. Eles responderam: “Em Belém da Judeia, pois é isto que foi escrito pelo profeta:
E tu, Belém, terra de Judá,
De modo algum és o menor entre os clãs de Judá, Pois de ti sairá um chefe
Que apascentará Israel, o meu povo”. 
Então Herodes mandou chamar secretamente os magos e procurou certificar-se com eles a respeito do tempo em que a estrela tinha aparecido. E, enviando-os a Belém, disse-lhes: “Ide e procurai obter informações exatas a respeito do menino e, ao encontrá-lo, avisai-me, para que também eu vá homenageá-lo”. A essas palavras do rei, eles partiram. E eis que a estrela que tinham visto no céu surgir ia à frente deles até que parou sobre o lugar onde se encontrava o menino. Eles, revendo a estrela, alegraram-se imensamente.
Ao entrar em casa, viram o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o homenagearam. Em seguida, abriram seus cofres e ofereceram-lhe presentes: ouro, incenso e mirra. Avisados em sonho que não voltassem a Herodes, regressaram por outro caminho para a sua região. (Bíblia de Jerusalém - Paulus)


     Na narrativa de Mateus percebe-se a ideia de que com a presença dos magos do Oriente, seguindo uma estrela especial, testificava que ali, naquela região, nascia um ser especial. Eles vieram para testemunhar o nascimento do cristo profetizado pelos profetas.

   Para uma compreensão mais aprofundada desse momento tão especial e significativo para a humanidade vamos começar a questionar o seguinte:
     Como os magos souberam do nascimento de um ser especial em outra terra estrangeira? Por que eles tiveram a ideia de levar presentes? Era costume? Como narrado, já que eles eram magos, será que eles tinham algum dom especial? Eram sensitivos, paranormais ou médiuns? Por que eles eram magos?
     Ainda mais, como era possível uma estrela ir à frente deles mostrando o caminho? Era realmente uma estrela, um objeto ou algo luminoso?


     Como vimos anteriormente em outra reflexão foram mil  anos de preparação para a corporificação do Autoevolucionário Cósmico na dimensão física terrena.  Durante esse tempo surgiram os profetas anunciando a vinda do Cristo, e na época de seu nascimento foram colocados, naquele ambiente, os seres pré-selecionados necessários para o grande empreendimento celeste. Portanto o papel dos magos do Oriente também teve uma finalidade necessária.
     No livro “Abduzidos”, psicografado por Robson Pinheiro, Ângelo Inácio nos revela algumas informações que esclarecerá o contexto espiritual dessa preparação.
    Segundo ele, os seres que coordenavam o nascimento do Autoevolucionário precisavam garantir a sua proteção e de seus pais, por isso fizeram uma higienização de energias inferiores no ambiente em que nascera Jesus. Para isso foram utilizadas naves cósmicas que possuíam suas fisicalidades  materiais, e outras etéricas.
     Também, precisavam providenciar recursos para a sobrevivência de Jesus, nos primeiros dias após o seu nascimento. Então, eles procuraram e identificaram três estudiosos da ciência astronômica. Gaspar, Baltazar e Belchior, os três reis magos de terras distantes, pesquisavam as estrelas há mais de 20 anos. Baltazar contou que enquanto dormia foi visitado por um dos deuses, segundo sua crença, e foi levado em espírito dentro de um carro voador, uma Vimana, até o local do nascimento do menino. O ser iluminado explicou que a criança seria de uma família pobre e a eles foi dada a missão de serem os provedores para auxiliar a família naquele primeiro momento.

Ilustração: Internet
   Por serem estudiosos das estrelas os reis sabiam que a estrelas não se moviam daquela maneira e achavam que se tratava de uma Vimana. Realmente, conforme narra Ângelo Inácio, o que ocorreu foi: “- A fim de que dê certo, duas naves se deslocarão até o Oriente e de lá partirão em velocidade reduzida, de modo que os homens acompanhem seu percurso até o local onde o avatar estará sob os cuidados de Maria. Um grupo de representantes de Antares, Sirius, Aldebarã e Órion, além da região centrogaláctica, uniu-se para traçar o percurso do Extremo Oriente à Palestina, pensando em conduzir recursos para a manutenção da família que alberga a criança cósmica. ”
Assim, os reis estrangeiros levaram ouro, incenso e mirra os quais poderiam ser trocados por mantimentos.
     
      As informações acima nos fazem analisar os registros históricos sob uma nova ótica. A narrativa desses fatos, que ocorreram no passado, nos faz compreender sobre como os reis magos souberam do nascimento de Jesus, o que era aquela estrela que eles seguiram, e a importância da participação deles naquele momento tão importante da corporificação de Jesus.
      Entretanto, para nós o que ainda é difícil de entendermos é em relação a existência das naves que atuaram naquela época. Como foi dito haviam as naves de materialidade física e as etéricas, que não eram tão densas a ponto de serem percebidas pelos sentidos comuns. Porque elas não foram avistadas mais, depois? Porque elas não foram descritas, pelos evangelistas, de outra forma?
      Como resposta, Ângelo Inácio narra que: “A atuação desses seres iluminados, em corpos que diferiam da materialidade dos corpos terrenos, não visava transmitir ensinamento científico, para o qual os povos da Terra ainda não estavam prontos; com efeito, visava assegurar uma infraestrutura social, energética e espiritual para a chegada do grande missionário das estrelas. ”
      Se nós, na atualidade, apesar do nosso conhecimento científico, temos dificuldade para entender sobre isso, não poderia ser de outra forma o registro histórico feito por Mateus.
      Já, os povos antigos da Índia fizeram uma descrição mais realista dessas naves, como consta em seus textos sagrados, os Vedas. Descrevem elas com o nome de Vimana – carros voadores de várias formas e tamanhos que podiam voar na atmosfera, sob a água e pelo espaço.

Belo horizonte (MG), agosto de 2015.

Ângelo Inácio
(...) - Vejam! Uma estrela parece nos guiar o caminho. Ela transita lentamente nos céus, parecendo aguardar que a sigamos.
- Mas estrelas não se deslocam, Gaspar; sabemos disso. Se essa observação viesse de um leigo, até poderia admitir, mas, vinda de você, meu amigo real?
- Sei disso, nobre Baltazar, uma vez que estudamos os astros há mais de 20 anos. Estrelas realmente não caminham, voam ou se deslocam nos céus. E os astros que caem à Terra fazem um percurso, digamos, de cima para baixo, nunca de um lado para outro, demonstrando inequivocamente, nesse caso, uma condução inteligente. Além do mais, o veículo iluminado comporta-se de forma que parece estar sendo guiado, indo em uma direção precisa. Astros decerto não se comportam dessa maneira.
- Já ouviram falar nos carros voadores de nossas tradições, isto é, os vimanas dos deuses? Presumo que sim. – Interveio o terceiro dos reis.
- Convém ter o cuidado em não falar a palavra deuses na terra aonde iremos visitar a criança. Lá não entendem que, em nossa cultura, a palavra deuses adquire uma conotação diferente da que tem para eles. Segundo me informei, são uma nação governada pelos sacerdotes, ou seja, trata-se de um governo essencialmente religioso. Por isso, tenhamos cuidado com as palavras que lá ganham outro significado.
     Pensando sobre a observação do governante do país vizinho, Baltazar continuou, após as devidas reflexões:
- Para mim, a estrela que nos guia mais parece os lendários veículos com os quais os deuses cruzam os céus, mas que, de alguma maneira, assinalam a nós o caminho que nos conduz à criança, ao Messias, que deve estar prestes a nascer. (...)

Os Abduzidos” – pelo espírito Ângelo Inácio; psicografado por Robson Pinheiro. 1[ ed. – Contagem, MG: Casa dos Espíritos, 2015 (série Crônicas da Terra, vol. 4)