sábado, 10 de novembro de 2018

Quem é Jesus? Por que Ele Nasceu na Terra? Por que Ele retornará? - Parte 11

Continuando... a reflexão 10...

Por que Ele nasceu na Terra?

Manifestação de Jesus em desdobramento

     
     O conhecimento que temos sobre Jesus é graças aos registros que seus discípulos fizeram narrando os momentos vividos com ele.  Conforme já vimos antes, no livro “Boa Nova”, psicografado por Francisco Cândido Xavier, o primeiro discipulo de Jesus a registrar os seus ensinamentos foi Levi (Mateus); e depois, quando eles se estabeleceram em Jerusalém, no trabalho de assistência aos necessitados, é que outros discípulos fizeram seus registros.
      Esses registros mostram que o Autoevolucionário cósmico, enquanto corporificado junto aos seus discípulos e pessoas que o cercavam, ensinava sobre as verdades da política do “reino dos céus” através de uma linguagem em que as pessoas pudessem absorver, conforme seus costumes e tradições.
      Entretanto, Ângelo Inácio, no livro “Abduzidos”, trouxe revelações mostrando que Jesus
apesar de viver sua vida como um humano qualquer, a sua mente não se restringia às limitações do corpo físico; ele extrapolava as fronteiras do cérebro físico expandindo-se. Mesmo assim, ele se esforçava para parecer o mais comum possível.  Jesus, desde cedo, descobriu que para manter a coesão molecular e a integridade de seu corpo físico, sem que ele se desintegrasse, precisava submeter-se a jejuns prolongados; porque a capacidade de sua mente era superior ao cérebro físico, para que pudesse contê-la. Ele expandia a sua alma com frequência; momentos esses em que libertava-se do limite do corpo físico.
      Narra Ângelo Inácio que Jesus aos 17 anos, numa tarde em que se refugiou numa montanha, local que era conhecido somente por sua mãe, ao deitar-se numa saliência do rochedo, seu espírito se desprendeu do corpo físico. Desdobrado em corpo mental, como uma luz muito forte, aos poucos foi assumindo feição humana tendo agregado os fluídos espirituais, astrais e etéricos com a força de seu pensamento. Ao seu lado estavam dois seres elevados em roupagem fluídica de feição humanoide; era Miguel e Enoque. Enquanto seu corpo físico repousava e era protegido por seres guardiões superiores, ele iniciou o diálogo com os dois seres:
    (...) – Bem-aventurados, meus amigos! Sempre é bom saber que estão a postos, sobretudo agora que a política do Reino está prestes a ser inaugurada neste mundo. Para tanto, é fundamental o apoio das hostes celestes. (...)

Visita a outros recantos do planeta


    No diálogo, Miguel informou que trazia notícias de várias partes do planeta, nas quais, em diversas culturas, eles conseguiram localizar antigos iniciados que tinham vindo justamente para aquele momento histórico. Esses iniciados seriam úteis para que fosse estabelecido um novo pensamento evolutivo em várias partes do planeta; pois a mudança não se restringia somente ali na Judeia. Eles eram seres de outros sistemas solares, e que estavam corporificados no planeta com a finalidade de preparar as comunidades para o advento da nova era. Assim falou Jesus:
     (...) – Preciso visitá-los e também a outros, em variados lugares. Para isso, aproveitarei momentos como este a fim de deslocar minha consciência a outros recantos do mundo. Uma vez nesses ambientes, poderei materializar-me temporariamente e ser percebido pelos emissários do Reino encarnados em corpos humanos. (...)

     Jesus informou que antes de iniciar seu ministério precisava visitar as comunidades que no futuro breve receberiam a sua palavra, por intermédio dos agentes da política divina.
   Esse deslocamento para outras regiões não se daria somente em espírito num fenômeno de bilocação; ele precisava se utilizar de outro recurso: (...) terei de desmaterializar o corpo por completo e rematerializá-lo em outras latitudes do planeta, num fenômeno de transporte. O grande plano assim prevê, pois devo interagir mais diretamente com nossos parceiros em outros países do mundo. (...)
      Também, seus  futuros apóstolos eram preparados durante o sono físico para que pudessem iniciar a tarefa de ancoragem física da mensagem da Boa Nova no planeta Terra.

    
Abolição dos Sacrifícios

      No diálogo, também, Miguel mostrou sua preocupação em relação a entidade conhecida como Jeová. Ela estimulava a prática de sacrifícios nos templos através dos cultos estabelecidos pela casta sacerdotal.
      Para entendermos o que estava por trás de tudo isso é interessante observar quando Enoque dá a seguinte explicação: (...) – Devemos convir que essa deidade, adorada pela nação inteira, parece não se saciar após todos os séculos em que estimulou a matança de quantos não comungassem com o sistema por ela implantado nesta parte do mundo.
     - Mas não somente aqui, na Judeia, caro Enoque; o mesmo ser se faz passar por um demiurgo em outros lugares, empregando nomes diversos e sendo representado pelos próprios dragões e seus aliados, exigindo sacrifícios de animais e humanos. (...)
      Realmente, na história de diversas civilizações, temos visto culto a certas divindades onde se praticavam sacrifícios de animais e inclusive humanos. Eram os seres das sombras que tendo nomes diferentes no meio dos povos bárbaros estimulavam o sacrifício de animais e seres humanos.
      Mas qual era o objetivo desse incentivo de sacrifícios? O que isso proporcionava a eles? No trecho a seguir Ângelo Inácio narra uma passagem do diálogo que vai nos esclarecer isso.
      (...) A mensagem que trago é tão robusta e verdadeira que, no decurso de poucas décadas, será abolida por completo a ideia de sacrifícios na Judeia e, mais tarde, a mesma convicção se espalhará pelo globo. Apresentarei a verdadeira face de Deus, que é todo misericórdia, e, principalmente, das leis e dos princípios que regem o sistema de vida superior o qual denominamos Reino. Em breve, o mundo conhecerá uma ideia diferente a respeito do Criador, e o sistema antigo perecerá. Evidentemente, a libertação total consumirá alguns milênios. Se é inquestionável que a verdade liberta, somente o tempo para fazer a verdade bilhar em toda sua pujança.
      - A simples ideia de libertar esta humanidade da prática sistemática de sacrifícios tirará da entidade Yaveh sua principal fonte de alimentação, que são fluidos animalizados. (...)
      Estas revelações mostram que os dragões se fizeram passar pela entidade Yaveh; e que para se manterem com as energias de fluidos animalizados estimulavam a matança e os sacrifícios.
      Isto é mais detalhado na fala de Miguel: (...) a entidade já deu ordens diretas para perpetrar diversas matanças sob a inspiração do suposto Deus, emulando-o na figura do demiurgo Yaveh, isto é, passando-se pela verdadeira Inteligência Suprema. Suas ordens fizeram com que, na ignorância, os israelitas dizimassem comunidades inteiras durante o período do seu êxodo. (...)

      No Antigo testamento, em Números, no cap. 31, já desde o versículo 1 há a descrição dos massacres realizados em nome de Yaveh, o suposto Deus.

Êxodo 

Massacre das mulheres e purificação dos despojos de guerra
Moisés, Eleazar, o sacerdote, e todos os príncipes da comunidade saíram do acampamento ao encontro deles. Moisés indignou-se contra os comandantes das forças, chefes de milhares e chefes de centenas, que voltavam desta expedição guerreira. Disse-lhes: “Por que deixastes com vida todas essas mulheres? Foram elas que, por conselho de Balaão, se tornaram para os israelitas a causa de infidelidade a Iahweh, no caso de Fegor: daí a praga que veio sobre toda a comunidade de Iahweh. Matai, portanto, todas as crianças do sexo masculino. Matai também todas as mulheres que conheceram varão, coabitando com ele. Não conserveis com vida senão as meninas que ainda não coabitaram com homens e elas serão vossas.
Nm 31: 13-18
     
      Numa cultura de tradições religiosas tão antigas, onde estava estabelecido a ideia de um Deus vingativo, com leis severas e venerado com oferendas de sacrifícios, Jesus ia encontrar uma forte resistência para desconstruir os conceitos errados formados até então.
      Como ele disse: iria apresentar a verdadeira face de Deus que era todo misericórdia. E também ensinaria sobre as leis e os princípios do Reino de Deus que regem o sistema de vida superior. Para a época era uma grande revolução, mas que estava apenas no início.

Distorção das palavras de Jesus
 
      Ângelo Inácio descreve também que Jesus, em seu diálogo com os outros seres, falava de sua preocupação, que era ainda maior, em relação ao futuro quanto a distorção de seus ensinamentos.
      (...) – Causa-me mais preocupação outro fator. É certo que minhas palavras serão modificadas, adulteradas, até, e aqueles que no futuro se apresentarão como apologistas da verdade serão os primeiros a desenvolver um sistema contrário à política superior que nos é tão cara. (...)
      (...) Por muito séculos, a mensagem será mal compreendida. Com um agravante: os maiores antagonistas do Evangelho, isto é, dos princípios que vim anunciar, serão os mesmos que alegarão defendê-lo. Mas até para existe uma solução esboçada, que entrará em vigor no momento oportuno. Nada ficou sem ser considerado no grande plano. Assegura-te de que teus soldados celestes, as hostes do Reino e do bem, estejam a postos, pois minha vinda não significa o fim do sistema antigo e contrário ao progresso neste mundo; antes, é o início do fim ou um novo início, uma batalha diária em que teremos de enfrentar as potestades, os principados e os representantes das trevas nas duas dimensões da vida. (...)
      Nessas informações, Jesus já sabia que no futuro muitas pessoas iriam modificar e adulterar os princípios que ele iria trazer. E realmente aconteceu e ainda acontece. Quantos na história da humanidade, no meio religioso, praticaram abominações em nome de Jesus? Disseram que eram representantes dele, mas praticavam o contrário do que ele veio ensinar. Na verdade, Muitos se colocaram como instrumentos dos dragões e dos seres das trevas organizados em potestades e principados.
      Jesus informou que as ideias que ele trazia levaria ao menos 2.000 anos para germinarem e se espalhar pelo mundo. Depois levaria mais 1.000 anos de reconstrução de trabalho intenso para consolidar os conceitos apresentados por ele. Isso devido à forte resistência da política dos homens e dos seres que os inspiravam.

Período de libertação do Mundo Primitivo

      Quando perguntado para Jesus de quanto tempo a humanidade se libertaria do comportamento que a mantinha em mundo primitivo, ele respondeu que tudo dependeria de como a humanidade iria reagir ao investimento que eles estavam fazendo. Para deixar de ser um mundo primitivo levaria 3.000 anos. Somente depois de grande tribulação, a humanidade entenderia a mensagem da política divina compreendendo que são todos irmãos.

MECANISMO DE CONTENÇÃO:

      Informou também que caso a humanidade não amadurecesse de forma suficiente entraria em ação alguns mecanismos para evitar a discórdia e a destruição.

Reação da Natureza

    
Terremoto e Tsunami 
 
Questionado sobre quais seriam esses mecanismos, ele respondeu: (...) – Poderá haver diversas interferências, à semelhança daqueles dispositivos que mencionei antes, caro amigo Enoque, desde a revolta do próprio planeta diante de seu sistema vivo, caso este não se dê conta de sua responsabilidade perante os sistemas de vida que o albergam, até outros casos ainda mais drásticos. (...)
      O que ele previu era a grande revolta em que a natureza  reagiria contra as ações dos homens na destruição do ecossistema.
      (Ainda somos um planeta primitivo. Nesses dois mil anos não houve um despertar para os valores da fraternidade em todo o planeta. Houve progresso industrial e tecnológico, mas o comportamento humano, perante a natureza e o respeito entre si mesma, ainda está em desequilíbrio. Vejamos: - As guerras que são motivadas por fanatismo religioso, por interesses econômicos e de supremacia. Elas têm alimentado uma atmosfera psíquica de ódio e sofrimento que alimenta os reinos das sombras. Têm causado dizimações de populações e provocado o grande surto de refugiados tentando sobreviverem em outros países. As guerras alimentam as industrias das armas que trazem mais malefícios do que benefícios para a humanidade.
       - As guerras urbanas têm geradas consequências nefastas através dos homicídios, do narcotráfico, dos assaltos, da intolerância religiosa e racial e da corrupção; tudo por falta de a humanidade, ainda, não ter despertado para os valores morais de espiritualidade.
       - As industrias, as fábricas, a agricultura e o comércio são movidos pela ganância do lucro, cada vez maior; provocando um consumismo exagerado e gerando com isso a poluição e a destruição da natureza. No ritmo que caminha a humanidade, usando fontes de energias poluidoras e contaminantes, estamos caminhando para um grande colapso.
        Por isso temos vistos cada vez mais, de forma intensa, a reação da natureza através de terremotos, tsunamis, maremotos, furacões e epidemias. São os mecanismos de contenção a que Jesus se referiu naquela época.)

Exílio Planetário
        Jesus, também naquele diálogo, informou que caso os espíritos albergados na Terra, com suas atitudes de brutalidade, sob o disfarce de civilidade, ameaçassem a vida de outras comunidades de outros planetas, ao perderem seus corpos terrenos teriam que irem para outros planetas corporificando-se em outros corpos dentro de um novo aprendizado
      Esse processo já está em andamento; conforme descreve Ângelo Inácio no livro "Fim da Escuridão" – Há 70 anos começou uma reurbanização extrafísica; primeiramente na Europa, e agora está sendo feita de forma global. A reurbanização extrafísica está sendo realizada pelos Guardiões Superiores sob o comando de Miguel. Está tendo um esvaziamento das regiões extrafísicas onde muitos espíritos já estão sendo retirados para uma base na Lua, para depois serem exilados; e muitos outros estão tendo a oportunidade de ainda reencarnarem como última oportunidade para se definirem.


Miscigenação de Raças
   
  Outro mecanismo de contenção que Jesus previu naquela época caso a humanidade não se harmonizasse era a miscigenação com outras raças siderais. Vejamos no diálogo a seguir:
     (...) Existe alguma alternativa caso o homem da Terra não se renove conforme o planejamento das instâncias superiores que coordenam a evolução do Sistema? (...)
    (...) Sim, existem alternativas. Sempre existem. Podemos optar por algo muito comum em mundos inferiores: promover uma nova miscigenação de raças no futuro. Caso o processo educativo e de implantação da política do Reino não surta os efeitos desejados, outro povo, outra raça de filhos das estrelas poderá vir até o terceiro planeta e fazer contato direto com seus habitantes, inaugurando uma nova etapa na história da civilização.
     
     Conforme o diálogo narrado pelo espírito Ângelo Inácio, naquela época, havia o planejamento feito por Jesus, mas o resultado dependeria do livre arbítrio da humanidade em assimilar as diretrizes da conduta ajustada à política do Reino de Deus.
    Passados os dois mil anos, a alternativa da miscigenação de raças já está ocorrendo na atualidade; primeiramente ela está ocorrendo de forma indireta através de abduções onde os seres do espaço estão formando seres híbridos com intervenção genética, para que os novos corpos físicos possam suportar a mudança das radiações solar. Também, a contribuição de novos conhecimentos na área da saúde e tecnologia poderá contribuir para a renovação da humanidade.
     Como, ainda, o contato direto pode provocar um colapso no sistema econômico e religioso, os seres do espaço, ligados aos Guardiões Superiores da humanidade, estão preparando a humanidade para o contato direto no futuro.

Último Mecanismo de Contenção...

Asteroide/Ilustração - Internet
 Segundo Jesus, revelou naquela época, a opção acima seria a última tentativa para iniciar o recomeço da civilização terrestre miscigenada com outras humanidades das estrelas.
       Caso isso ainda não surtisse o efeito esperado, entraria em ação um mecanismo de preservação energética que iria abalar as estruturas da humanidade. Tudo indica que Jesus se referia a um asteroide que passará próximo da Terra provocando uma nova estrutura física e energética no planeta
      (Esse asteroide, que será atraído, é consequência da Lei de Ação e Reação  que rege no Universo;  e a sua atração é devido a formação da atmosfera psicoenergética de nuvens densas e escuras que envolvem o planeta Terra. Essa psicosfera espiritual de carga densa é produzida pelo desequilíbrio das mentes humanas, nas duas dimensões da vida, a espiritual e física).
V. Lau

Continua....

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Referência de estudo:
- "Bíblia De Jerusalém" - Paulus, 2002.

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- "Os Abduzidos" - pelo Espírito Ângelo Inácio; [psicografado por] Robson Pinheiro. - Contagem, MG: Casa dos Espíritos, 2015. - (Série Crônicas da Terra: v. 4).

Contos Desta e doutra Vida” – pelo Espírito Irmão X; [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. – Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2008.

Pedro Leopoldo (MG), janeiro de 1964

Irmão X

      Servir mais
     Efraim bem Assef, caudilho de Israel contra o poderio romano, viera a Jerusalém para levantar as forças da resistência, e, informado de que Jesus, o profeta, fora recebido festivamente na cidade, resolveu procurá-lo, na casa de Obede, o guardador de cabras, a fim de ouvi-lo.
     - Mestre – falou o guerreiro -, não te procuro como quem desconhece a Justiça de Deus, que corrige os erros do mundo, todos os dias... Tenho necessidade de instrução para a minha conduta pessoal no auxílio do povo. Como   agir, quando o orgulho dos outros se agiganta e nos entrava o caminho?... quando a vaidade ostenta o poder e multiplica as lágrimas de quem chora?
     - É preciso ser mais humilde e servir mais - respondeu o Senhor, fixando nele o olhar translúcido.
     - Mas... e quando a maldade se ergue, espreitando-nos à porta? Que fazer, quando os ímpios nos caluniam à feição de verdugos?
     E Jesus:
     - É preciso mais amor e servir mais.
     - Senhor, e a palavra feroz? Que medidas tomar para coibi-la? Como proceder, quando a boca do ofensor cospe fogo de violência, qual nuvem de tempestade, arremessando raios de morte?
     - É preciso mais brandura e servir mais.
     - E diante dos golpes? Há criaturas que se esmeram na crueldade, ferindo-nos até o sangue... De que modo conduzir nosso passo, à frente dos que nos perseguem sem motivo e odeiam sem razão?
     -É preciso mais paciência e servir mais.
     - E a pilhagem, Senhor? Que diretrizes buscar, perante aqueles que furtam, desapiedados e poderosos, assegurando a própria impunidade à custa do ouro que ajuntam sobre o pranto dos semelhantes?
     - É preciso mais renúncia e servir mais.
     - E os assassinos? Que comportamento adotar, junto daqueles que incendeiam campos e lares, exterminando mulheres e crianças?
     - É preciso mais perdão e servir mais.
     Exasperado, por não encontrar alicerces ao revide político que aspirava a empreender em mais larga escala, indagou Efraim:
     - Mestre, que pretendes dizer por “servir mais”?
     Jesus afagou uma das crianças que o procuravam e replicou, sem afetação:
     - Convencidos de que a Justiça de Deus está regendo a vida, a nossa obrigação, no mundo íntimo, é viver retamente na prática do bem, com a certeza de que a Lei  cuidará de todos. Não temos, desse modo, outro caminho mais alto senão servir ao bem dos semelhantes, sempre mais...
    O chefe israelita, manifestando imenso desprezo, abandonou a pequena sala, sem despedir-se.
    Decorridos dois dias, quando os esbirros do Sinédrio chegaram, em companhia de Judas, para deter o Messias, Efraim bem Assef estava à frente. E, sorrindo, ao algemar-lhe o pulso, qual se prendesse temível salteador, perguntou, sarcástico:
     - Não reages, galileu?
     - Mas o Cristo pousou nele, de novo, o olhar tranquilo e disse apenas:

     - É preciso compreender e servir mais.

Contos Desta e doutra Vida” – pelo Espírito Irmão X; [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. – Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2008.



domingo, 4 de novembro de 2018

Quem é Jesus? Por que ele nasceu na Terra? E por que ele retornará? - Parte 10

Continuando....a reflexão anterior...

Por que Jesus nasceu na Terra?...


Atuação dos dragões na Terra

Houve então uma batalha no céu: Miguel e seus Anjos guerrearam contra o Dragão. O Dragão batalhou, juntamente com seus Anjos, mas foi derrotado, e não se encontrou mais um lugar para ele no céu.  Foi expulso o grande Dragão, a antiga Serpente, o chamado Diabo ou Satanás, sedutor de toda a terra habitada – foi expulso para a terra, e seus Anjos foram expulsos com ele.
Apocalipse 12: 7-9

     
Sol
  Relembrando... Já vimos anteriormente que os seres exilados de Nibiru, os daimons, depois da fuga da nave que os transportavam no exílio, ao participarem da destruição do quinto planeta, hoje cinturão de asteroides, foram capturados por Miguel e seu exército e confinados no planeta Terra, dentro de um campo magnético do qual não puderam mais sair. Esse campo magnético que impede os dragões de saírem da terra é alimentado pela energia do Sol. Trata-se de uma tecnologia cósmica usada pela Justiça Divina, e tendo como executor o seu representante, Miguel; ela é desconhecida pela mente poderosa do daimon número um.

     Nesse processo de provas e expiações do sistema evolutivo da Terra, muitos exilados, após se redimirem, retornaram para suas pátrias de origem; tanto os anunnakis como os capelinos.
     
     No planeta Terra permaneceram os espíritos mais retrógrados compostos pela elite dos daimons, os sete maiorais, e seus seguidores juntamente com uma multidão de espíritos hipnotizados por eles. 
    Se não fosse pelas revelações atuais informando sobre a classe desses espíritos, talvez continuaríamos pensando que eles são somente espíritos presos nas regiões profundas sem muita ação sobre a humanidade. Pois a nossa interpretação estaria tão somente presa às revelações dos textos bíblicos, tais como o trecho do apocalipse de João citado acima.

      Entretanto, como já vimos em outra reflexão antes, o daimon número um criou um sistema hipnótico de domínio que usava como estratégia a ocultação de sua identidade. Dessa forma, ele controlava os outros seis seres, os quais recebiam ordens e cumpriam
     Os dragões são seres criminosos cósmicos pois destruíram milhares de vidas e planetas antes de terem sidos exilados na Terra. São inumanos, pois evoluíram em outro contexto psicológico de trilhas de pensamentos diferentes do humano terrestre que conhecemos. Suas características psicológicas é de megalomania de poder e de se acharem ser deuses. Possuem uma enorme revolta e ódio por terem sidos trazidos contra às suas vontades para a Terra. Também, desde o início do exílio, não admitiam de maneira nenhuma terem que nascer num corpo primitivo terreno.
     Esses seres estiveram por trás de toda a formação da humanidade. Nos acontecimentos do período do dilúvio, nas guerras, na formação de governos e na criação de religiões, entre os anunnakis encarnados. Desde a época da Lemúria, da Atlântida e Suméria esses seres foram  especializando-se cada um numa área da civilização, tais como: nas guerras, reinados, religiões, ciência e comunicações. Como estratégia de domínio, eles dividiram os homens em etnias, nações e criaram as línguas diferentes para que não se entendessem.

Prisão dos Dragões nas profundezas da Terra


     No livro “A Marca da Besta”, publicado em 2010, psicografado por Robson Pinheiro, o Espírito Ângelo Inácio descreve sobre a atuação dessa elite de sete daimons.
     Numa incursão que os Guardiões Superiores fizeram, onde os daimons estavam confinados, o número dois revelou sua atuação, desde o passado, na formação da humanidade.
     (...) Eu sou o número 2, o senhor da guerra. Ao longo das eras, aprofundei-me nas artimanhas da política, no conhecimento das táticas de guerra. Auxiliei de perto Cipião, o Africano; inspirei as empreitadas de Alexandre, o Grande; sou eu quem estive face a face com Moisés em alguns momentos de suas vitórias e suas derrotas. Fui eu quem agi entre o Tigre e o Eufrates, no Éden, e forjei ali a civilização que deu origem aos povos da atualidade. Minha é a Terra e todo o sistema político e econômico sobre o qual se assenta sua civilização. (...)
    (Realmente, com essas informações podemos entender melhor as narrações bíblicas quando descreve a história do povo hebreu. Ali há relatos de ordenação da divindade dos hebreus para invadirem terras e destruírem povos.)

     Os daimons formaram um grande império das sombras; eles controlavam os espectros, mas encontravam forte resistência dos magos da escuridão, que eram os seres que vieram do quinto planeta, juntamente com os espectros.
     Na época da Atlântida, após o grande conflito, que durou 100 anos, e que envolveu os capelinos em confronto com os magos da escuridão, após o afundamento daquele continente, esses seres começaram a perder gradativamente a forma de seus corpos.  Devido a tanto tempo resistindo ao processo de encarnação (corporificação), seus corpos começaram a deteriorar-se e a caminhar para o processo de ovoidização. Devido a isso, eles resolveram então se submeterem a reencarnação; mas algo impedia que eles conseguissem realizá-la. Depois de várias tentativas   descobriram que os magos da escuridão também não conseguiam tomar novos corpos físicos.
      Então, Os daimons se juntaram   aos magos da escuridão para promover uma guerra contra o povo que pretendia receber o representante do governo espiritual da terra.



A visita dos magos
Tendo Jesus nascido em Belém da Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que vieram magos do Oriente a Jerusalém, perguntando: "Onde está o rei dos judeus recém-nascido? Com efeito, vimos sua estrela no céu surgir e viemos homenageá-lo". Ouvindo isso, o rei Herodes ficou alarmado e com ele toda a Jerusalém. E, convocando todos os chefes dos sacerdotes e os escribas do povo, procurou saber deles onde havia de nascer o Cristo. Eles responderem: "Em Belém da Judeia, pois é isto que foi escrito pelo profeta:
    E tu, Belém, terra de Judá, 
    de modo algum és o menor entre os clãs de Judá,
    pois de ti sairá um chefe
    que apascentará Israel, o meu povo"
Então Herodes mandou chamar secretamente os magos e procurou certificar-se com eles a respeito do tempo em que a estrela tinha aparecido. E enviando-os a Belém, disse-lhes: "Ide e procurai obter informações exatas a respeito do menino e, ao encontrá-lo, avisai-me, para que também eu vá homenageá-lo". A essas palavras do rei, eles partiram. E eis que a estrela que tinham visto no céu surgir ia à frente deles até que parou sobre o lugar onde se encontrava o menino. Eles, revendo a estrela, alegraram-se imensamente. Ao entrar na casa, viram o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o homenagearam. Em seguida, abriram seus cofres e ofereceram-lhe presentes: ouro, incenso e mirra. Avisados em sonho que não voltassem a Herodes, regressaram por outro caminho para a sua região.



Fuga para Egito e massacre dos inocentes
Após sua partida, eis que o Anjo do Senhor manisfestou-se em sonho a José e lhe disse: "Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito. Fica lá até que eu te avise, porque Herodes procurará o menino para o matar". Ele se levantou, tomou o menino e sua mãe, durante a noite, e partiu para o Egito. Ali ficou até a morte de Herodes, para que se cumprisse o que dissera o Senhor por meio do profeta: Do Egito chamei o meu filho.
Então Herodes, percebendo que fora enganado pelos magos, ficou enfurecido e mandou matar, em Belém e em todo seu território, todos os meninos de dois anos para baixo, conforme o tempo de que havia se certificado com os magos. Então cumpriu-se o que fora dito pelo profeta Jeremias."
Ouviu-se uma voz em Ramá,
choro e grande lamentação:
Raquel chora seus filhos;
e não quer consolação,
porque eles já não existem.
Mateus 2: 1-18


    (Ângelo Inácio, no livro "Abduzidos", narra que os três reis magos, que eram de uma cultura diferente, do oriente, tinham conhecimento de que seguiam um carro voador, uma “Vimana”, segundo a cultura deles; pois uma estrela não poderia movimentar-se daquela forma. Baltazar, contou aos outros que durante o sono tinha sido visitado por um ser que o levou até o local do nascimento do menino num carro voador. O mensageiro das estrelas disse a ele que a criança seria de uma família pobre,  por isso era preciso que eles fossem os provedores para auxiliar na manutenção da família e da criança. Por isso eles levaram o ouro e incenso de presente, os quais poderiam ser trocados por mantimentos para a manutenção da família.)
    
              Para entendermos sobre a perseguição de Jesus, desde seu nascimento, pelos dragões, que estavam acorrentados magneticamente nas profundezas dos abismos da Terra, e utilizavam os magos negros e os reis e religiosos da época, vamos ver um trecho do livro “Senhores da Escuridão” onde Ângelo Inácio descreve este momento: (...) Não conseguíamos tomar novos corpos físicos, por mais que insistíssemos. Resolvemos, então, declarar guerra ao povo que pretendia receber em seu seio o representante do governo espiritual de seu mundo, como – estava claro em inúmeras profecias – iria ocorrer. A partir desse momento, os magos da escuridão ficaram definitivamente sob nosso comando, nesse ímpeto de confrontar o representante do sistema de forças contrário ao nosso. Armamos durante séculos um esquema que tinha por finalidade boicotar a vinda desse Messias ao planeta. Agimos diretamente na fonte, nos elementos genéticos daqueles que seriam seus antepassados. Nada foi possível ou teve êxito, afinal.
     - Mesmo assim não aprenderam que seria inútil qualquer tentativa de influenciar o nascimento do Cristo?
    - Quem pensa que somos para nos render a tão vil ideia? Continuamos nossa busca e, para efetivar os planos, determinamo-nos a influenciar os governos e povos. Quando a hora chegou, um dos nossos foi designado a assumir pessoalmente a frente de batalha. Algo ainda mais terrível aconteceu, no entanto. Nossa retina espiritual estava por demais sensível devido à deterioração da forma, que ocorria de maneira progressiva. Quando o enviado chegou, após diversas tentativas frustradas de impedirmos seu nascimento, todos fomos banidos da presença dos humanos. Vimo-nos acorrentados nas profundezas do abismo, de onde até os dias atuais dirigimos aqueles que correspondem a nossos ideais. Não mais poderíamos resistir aos reflexos da luz solar. Nossa retina espiritual estava definitivamente modificada, tanto pelos milênios de resistência à lei que nos arrastava para a reencarnação, quanto pela perda progressiva da feição espiritual. Não houve recurso. Tivemos de passar a controlar, das profundezas do abismo, os magos e demais seres que participam conosco de nosso sistema de poder. Criamos a milícia negra e o sistema que hoje impera no abismo.
      Uma coisa ficou clara: não era mais possível reencarnar em seu mundo. As portas do progresso e dos corpos físicos em seu planeta se fecharam definitivamente para nós, os dragões. Somente os magos da escuridão ainda poderiam entrar em contato com os seres de seu mundo. Em razão disso, desde então, oferecemos a eles nosso conhecimento arquivado durante milênios sem fim, em etapas graduais. (...)

     (Na época do nascimento de Jesus os dragões, através de um forte campo magnético, foram presos nas regiões do submundo astral, que vibratoriamente corresponde as regiões físicas abaixo da superfície terrena, em direção ao centro dela. Longe da ação direta da luz do Sol, na escuridão, sem poderem romper o campo magnético que os aprisionavam, começaram a atuarem de forma indireta através de suas marionetes. Das profundezas do abismo, através dos magos, começaram a manipular aqueles que ofereciam campo psicológico para serem instrumentos seus no boicote do nascimento de Jesus. Esses manipulados eram reis, governadores, líderes religiosos e todos aqueles que alimentavam interesses mesquinhos, sede de poder, arrogância e fanatismo religioso.
      Na Bíblia temos vários relatos de perseguição, desde o nascimento de Jesus até a sua crucificação. Por outro lado, também, temos o relatos dos seres que atuaram na proteção e orientação, para que se realizasse o grande projeto da corporificação do Autoevolucionário cósmico, Jesus).

V. Lau
Continua...

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Bibliografia:
- "Bíblia De Jerusalém" - Paulus, 2002.

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- "A Marca da Besta" - pelo Espírito Ângelo Inácio; [psicografado por] Robson Pinheiro. - Contagem, MG: Casa dos Espíritos,

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- "Os Abduzidos" - pelo Espírito Ângelo Inácio; [psicografado por] Robson Pinheiro. - Contagem, MG: Casa dos Espíritos, 2015. - (Série Crônicas da Terra: v. 4).

Pontos e Contos” – Pelo Espírito Irmão X; [psicografado por] Francisco Cândido Xavier. -  12. Ed. – 2ª reimpressão. – Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2010.

Pedro Leopoldo (MG), outubro de 1950.

Irmão X

       
       O Programa do Senhor

      À frente da turba faminta, Jesus multiplicou os pães e os peixes, atendendo à necessidade dos circunstantes.
     O fenômeno maravilhara.
     O povo jazia entre o êxtase e o júbilo intraduzíveis.
     Fora aquinhoado por um sinal do Céu, maior que o de Moisés e Josué.
     Frêmito de admiração e assombro dominava a massa compacta.
     Relacionavam-se, ali, pessoas procedentes das regiões mais diversas.
     Além dos peregrinos, em grande número, que se adensavam habitualmente em torno do Senhor, buscando consolação e cura, mercadores da Iduméia, negociantes da Síria, soldados romanos e cameleiros do deserto ali se congregavam em multidão, na qual se destacavam as exclamações das mulheres e o choro das criancinhas.
     O povo, convenientemente sentado na relva, recebia, com interjeições gratulatórias, o saboroso pão que resultara do milagre sublime.
     Água pura em grandes bilhas era servida, após o substancioso repasto, pelas mãos robustas e felizes dos apóstolos.
     E Jesus, após renovar as promessas do Reino de Deus, de semblante melancólico e sereno contemplava os seguidores, da eminência do monte.
     Semelhava-se, realmente, a um príncipe, materializado, de súbito, na Terra, pela suavidade que lhe transparecia da fronte excelsa, tocada pelo vento que soprava, de leve...
     Expressões de júbilo eram ouvidas, aqui e ali.
     Não fornecera Ele provas de inexcedível poder? Não era o maior de todos os profetas? Não seria o libertador da raça escolhida?
     Recolhiam os discípulos a sobra abundante do inesperado banquete, quando Malebel, espadaúdo assessor da Justiça em Jerusalém, acercou-se do Mestre e clamou para a multidão haver encontrado o restaurador de Israel. Esclareceu que conviria receber-lhe as determinações, desde aquela hora inesquecível, e os ouvintes reergueram-se, à pressa, engrossando fileiras ao redor do Messias Nazareno.
     Jesus, em silêncio, esperou que alguém lhe endereçasse a palavra e, efetivamente, Malebel não se fez de rogado.
     - Senhor – indagou, exultante -, és, em verdade, o arauto do novo Reino?
     - Sim – respondeu o Cristo, sem titubear.
     - Em que alicerces será estabelecida a nova ordem? – prosseguiu o oficial do Sinédrio, dilatando o diálogo.
     - Em obrigações de trabalho para todos.
     O interlocutor esfregou o sobrecenho com a mão direita, evidentemente inquieto, e continuou:
     - Instituir-se-á, porém, uma organização hierárquica?
     - Como não? – acentuou o Mestre, sorrindo.
     - Qual a função dos melhores?
     - Melhorar os piores.
     - E a ocupação dos mais inteligentes?
     - Instruir os ignorantes.
     - Senhor, e os bons? Que farão os homens bons, dentro do novo sistema?
     - Ajudarão aos maus, a fim de que estes se façam igualmente bons.
     - E o encargo dos ricos?
     - Amparar os mais pobres para que também se enriqueçam de recursos e conhecimentos.
     - Mestre – tornou Malebel, desapontado -, quem ditará semelhante normas?
     - O amor pelo sacrifício, que florescerá em obras de paz no caminho de todos.
     - E quem fiscalizará o funcionamento do novo regime?
     - A compreensão da responsabilidade em cada um de nós.
     - Senhor, como tudo isto é estranho! – considerou o noviço, alarmado. – Desejarás dizer que o Reino diferente prescindirá de palácios, exércitos, prisões, impostos e castigos?
     - Sim – aclarou Jesus, abertamente -, dispensará tudo isso e reclamará o espírito de renúncia, de serviço, de humildade, de paciência, de fraternidade, de sinceridade e, sobretudo, do amor de que somos credores, uns para com os outros, e a nossa vitória permanecerá muito mais na ação incessante do bem com o desprendimento da posse, na esfera de cada um, que nos próprios fundamentos da Justiça, até agora conhecidos no mundo.
     Nesse instante, justamente quando os doentes e os aleijados, os pobres e os aflitos desciam da colina tomados de intenso júbilo, Malebel, o destacado funcionário de Jerusalém, exibindo terrível máscara de sarcasmo na fisionomia dantes respeitosa, voltou as costas ao Senhor, e, acompanhado por algumas centenas de pessoas bem situadas na vida, deu-se pressa em retirar-se, proferindo frases de insulto e zombaria...
     O milagre dos pães fora rapidamente esquecido, dando a entender que a memória funciona dificilmente nos estômagos cheios, e, se Jesus não quis perder o contato com a multidão, naquela hora célebre, foi obrigado a descer também.
Livro: “Pontos e Contos” 
          

domingo, 28 de outubro de 2018

Quem é Jesus? Por que Ele Nasceu na Terra? Por que Ele retornará? - parte 9


Continuando... a nossa reflexão anterior (8) ....

Por que Ele nasceu na Terra?

Preparação para o Nascimento de Jesus

Via Láctea - nossa galáxia

   No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Tudo foi feito por meio dele e sem ele nada foi feito. O que foi feito nele era a vida, e a vida era a luz dos homens; e a luz brilha nas trevas, mas as trevas não a apreenderam.

Houve um homem enviado por Deus, Seu nome era João.
Este veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele.  Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz

Ele era a luz verdadeira que ilumina todo homem; ele vinha ao mundo. Ele estava no mundo e o mundo foi feito por meio dele, mas o mundo não o reconheceu.

Veio para o que era seu e os seus não o receberam.
Mas a todos que o receberam deu o poder de se tornarem filhos de Deus; aos que creem em seu nome, eles que não foram gerados nem do sangue, nem de uma vontade da carne, nem de uma vontade do homem, mas de Deus.
E o verbo se fez carne, e habitou entre nós; e nós vimos a sua glória, glória que ele tem junto ao Pai como Filho único, cheio de graça e de verdade.
João dá testemunho dele e clama: “Este é aquele de quem eu disse: o que vem depois de mim passou adiante de mim, porque existia antes de mim”

Pois de sua plenitude todos nós recebemos graça por graça. Porque a Lei foi dada por meio de Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. Ninguém jamais viu a Deus: o Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o deu a conhecer.
João 1:1-18
    
     Durante muito tempo ficamos a refletir sobre as palavras do apóstolo João a respeito da natureza de Jesus; e mesmo aceitando-as, sempre ficou uma vontade de querer compreendê-las com mais profundidade.  
     Como tudo foi feito através dele? Como o mundo foi feito através dele e depois ele nasceu nesse mundo? Para quê ele nasceu no mundo? Por que o verbo se fez carne e habitou entre nós?
     Hoje em plena era da “ciência do espírito” iniciada por Allan Kardec e desenvolvida de forma progressiva com as novas revelações, que acompanharam a ciência tecnológica, podemos compreender as revelações de João de forma mais aprofundada e sob uma visão cósmica.
      Se na época de Allan Kardec (1804 -1869) este tema não foi muito aprofundado, talvez foi porque faltasse conhecimento e uma linguagem científica mais abrangente em termos de astrofísica, astronomia e genética.
      Em 2015, com a publicação do livro “Os Abduzidos”, psicografado por Robson Pinheiro, o Espírito Ângelo Inácio nos trouxe novas revelações que ajudaram a compreendermos as palavras do apóstolo João a respeito da natureza divina de Jesus.

      Ângelo Inácio relata que Jesus é uma das cinco consciências cósmicas que vive no centro da nossa galáxia, em outra dimensão, a qual possui uma estrutura energética que vibra de forma diferente do mundo físico no qual vivemos e percebemos. É um universo paralelo onde existem sistemas estelares inteiros, com seus inúmeros planetas e civilizações com vida de frequência vibratória diferente do universo físico que conhecemos.  Nele, as distâncias não podem ser medidas como anos-luz; e as leis que regem lá são totalmente diferentes da dimensão física que conhecemos.
      Dentre esse grupo seleto de consciências, o Autoevolucionário Cósmico, Jesus, coordena a evolução de algumas humanidades na galáxia. Ele participou ativamente da formação do Sistema Solar com todos os seus planetas. Desde longa era, Jesus deixou de viver em mundos com formas materiais; ele vive em corpo mental, na dimensão mental . Ele nunca tinha vivido na Terra.  Ele a preparou para que aqui pudesse ser recebido bilhões de espíritos de diversas raças; seres esses que não acompanharam a evolução em seus mundos.

      (Como sabemos que a ciência atual admite que o tempo da formação do sistema solar é de 4,6 bilhões de anos terrestre. Então, surge os seguintes questionamentos: Jesus é mais antigo do que isto? Como isto é possível?
     A explicação que podemos por ora elaborar é que,  o tempo e o espaço nessas dimensões do universo paralelo são diferentes da nossa dimensão física, a perceptível. O que pode parecer muito tempo aqui, nessas outras dimensões não é. Pois, não se conta o tempo e mede-se o espaço como a realidade que percebemos.)


Reunião dos Seres que dirigem o Sistema Evolutivo Terreno

    No universo paralelo, em determinada dimensão, numa faixa vibratória correspondente a posição do Sol, houve uma reunião dos seres que dirigem o sistema de vida na Terra. (seres de Sirius, Órion, Antares, Aldebarã e Andromeda). Eles receberam a incumbência de preparar o nascimento de Jesus na dimensão mais densa, a física, do planeta Terra.
    Segundo Ângelo Inácio, eis o diálogo desses seres naquele tempo: (...) “– O renascimento de seres da categoria de consciências cósmicas deve obedecer a um planejamento detalhado; exige tremenda mobilização de recursos, providências de engenharia genética, bem como a seleção criteriosa de genes para compor o veículo físico. Tamanha antecedência se explica por não se tratar de um espírito comum, embora, na Terra, ele deva levar uma vida tão normal como a dos demais habitantes.” (...)
      (...) “– A materialização do ser que chamamos de Autoevolucionário no planeta Tiamat não foi algo decidido intempestivamente. Decerto foi difícil para as consciências que dirigem a galáxia tomar a decisão acerca da corporificação de um dos luminares que compõem o seleto grupo de consciências responsáveis pelo destino dos mundos. Com efeito, a corporificação desse avatar cósmico exigirá um tempo dilatado, segundo padrões humanos – já se falou em mais de mil anos a partir deste momento -, a fim de se aprimorar a genética e imprimir as informações necessárias no DNA do corpo em elaboração prévia.” (...)

     Segundo esses seres, a corporificação do Autoevolucinário cósmico estava planejada para acontecer no Egito, no tempo do faraó Akenaton; mas isso não foi possível. Então, planejaram para que ele nascesse na Palestina.
      Mil anos antes do nascimento de Jesus, esses seres começaram a fazer experiências genéticas com mais de 50 homens terrenos dentre os descendentes de Tutancâmon, herdeiro de Akenaton, e da descendência de Abraão. Também, foram feitas experiências com homens da Índia.
      Depois dessas diversas observações genéticas conseguiram fazer a escolha: (...) “- Davi: esse é o nome do patriarca por meio do qual se desenvolverá a linhagem que, no futuro, oferecerá o corpo adequado à corporificação do avatar, conquanto ainda tenhamos de trabalhar bastante sobre seu material genético. Durante pelo menos os próximos 20 anos do tempo terrestre, aproveitaremos seus momentos de sono para trazê-lo até nossa base. Serão inúmeras abduções ao longo dos anos. Somente assim conseguiremos aprimorar a carga genética que transmitirá a seus descendentes. Isso não eliminará, evidentemente, a necessidade de acompanharmos cada nova geração, fazendo correções no DNA, no limite que nos permitirão a ciência sideral e o estágio de progresso alcançado por nós”. (...)
     Assim, eles trabalharam as 14 gerações a partir de Davi até chegarem em José.

     (É interessante observar que esses seres responsáveis pela preparação do nascimento do Autoevolucionário cósmico eram compostos, também, por seres de outros planetas tais como: Sirius, Órion, Andrômeda e Aldebarã..., portanto, extraterrestres. Eles não estavam aqui na Terra simplesmente como espíritos, mas estavam com corpos físicos com materialidade de seus planetas. Esses corpos são mais sutis do que os do homem terreno. Muitos, talvez, projetados em corpos mentais. Eram cientistas e geneticistas. Ao escolherem Davi, que possuía o DNA da descendência dos antigos anunnakis, precisaram “arrebatá-lo” em corpo físico durante o sono físico; isto é, na linguagem moderna usa-se o termo “abduzido”, e levá-lo à uma base, para aprimorar a carga genética que ele ia transmitir. Os organizadores da corporificação de Jesus estavam trabalhando para fazê-la na dimensão mais densa do planeta, a matéria física que conhecemos. Esse processo era totalmente diferente da corporificação que Jesus  já tinha feito no sistema de Capela; em outra dimensão onde a fisicalidade é mais etérea. Também, temos que entender a interatividade dos seres participantes do projeto do nascimento do avatar , no que diz respeito à suas fisicalidades: Eram seres em corpo mental, seres em corpo astral, e seres de outros planetas corporificados em corpos físicos  de matéria mais etérea.)


Arrebatamento (abdução) de José
    
José assume a paternidade legal de Jesus –
A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, comprometida em casamento com José, antes que coabitassem, achou-se grávida pelo Espírito Santo. José, seu esposo, sendo justo e não querendo denunciá-la publicamente, resolveu repudiá-la em segredo. Enquanto assim decidia, eis que o Anjo do Senhor manifestou-se a ele em sonho, dizendo: “José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e tu o chamarás com o nome de Jesus, pois ele salvará o seu povo dos seus pecados”. Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor havia dito pelo profeta:
Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e o chamarão com o nome de Emanuel, o que traduzido significa: “Deus está conosco”.
José, ao despertar do sono, agiu conforme o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu em casa sua mulher. Mas não a conheceu até o dia em que ela deu à luz um filho. E ele o chamou com o nome de Jesus. (Mateus 1: 18-25)


     (Bom, em primeiro lugar para Mateus (Levi) ter registrado isso, ele deve ter ouvido a história por intermédio de José. Na explicação de Mateus o que nos tem sempre intrigado é a questão: Como Maria se achou grávida do Espírito Santo? Como isso foi possível? A luz do Espírito Santo desceu sobre ela e houve a concepção? Como foi esse fenômeno?
      Na explicação de alguém místico, talvez, a resposta seria: o Espirito Santo tem poder e pronto!... não se discute... e não se especula!... Assim, a fé fala mais alto, e como, nos registros bíblicos,  não há elementos especulando a forma que isso foi possível na época, pois o conhecimento científico em termos de eletricidade, eletromagnetismo, astronomia e genética, não permitia ainda, uma explicação mais aprofundada, ficou apenas o relato em forma de fé, mística, conforme as tradições judaicas)
    
     Entretanto, Ângelo Inácio nos trouxe uma revelação importante; porém, ela, para os “místicos religiosos”, se torna chocante e talvez inadmissível... Mas, ela nos traz uma explicação num formato de realidade científica, mais racional e não mística; em conformidade com os nossos padrões de conhecimentos atuais.
     Segundo ele, num entardecer, enquanto José descansava após o trabalho realizado, um disco iluminado aproximou-se do local onde cochilava. Dois seres desceram do estranho aparelho e aproximando-se de José aplicaram algo na fronte dele transformando seu sono num transe mais profundo. Depois, juntamente com esses seres, José elevou-se até ser absorvido pelo disco iluminado.
     (O que ocorreu foi que José foi “arrebatado”, abduzido, na linguagem moderna, fisicamente para dentro de uma nave que também era física.)

Ilustração/internet
    José acordou dentro na nave diante de um grupo de seres que eram cientistas, engenheiros geneticistas e especialistas em magnetismo.
     Eis o diálogo narrado: (...) - Homem da terra! -declarou uma voz.
      - Fale, meu Senhor! – respondeu o homem do século I.
      - Trazes em ti uma semente de vida de que precisamos para fecundar alguém muito especial. Para tanto, buscamos tua ajuda, pois a mulher que desposarás estará preenchida pela força de um ser especial, um espírito santo. Ela será fecundada diretamente por um poder superior, cuja grandeza, por ora, não és capaz de avaliar. Ele é um eloim, segundo a concepção do teu povo. E Maria veio especialmente para cumprir essa tarefa, que não pode ser efetuada por nenhuma outra mulher. (...)
      (...) Adormecerás, José, e, quando acordares, já teremos tua semente envolvida nas irradiações da própria luz sideral. Mais tarde, volveremos a ter contigo, mas, por ora, guarda em segredo este nosso encontro. Somente depois de muitos dias, quando estiveres vivendo com tua Maria, é que falarás com ela a esse respeito. Contamos com tua discrição e, sobretudo, com teu apoio, pois serás a referência terrena de que o menino precisará para se desenvolver e se envolver com a sociedade. Albergarás Maria e a tratarás de maneira especial, pois ela, assim como tu, foi escolhida para receber sob seus auspícios o espírito mais sublime que a Terra jamais conheceu.
      - Será Emanuel, o deus conosco? O próprio Javé que se fará carne e habitará em nosso meio?
     - Poderá ser chamado, sim, como um deus, pois sua posição corresponde à ideia que teu povo faz a respeito dos deuses, os eloins. O conceito de Deus para nós é muito diferente daquele que foi ensinado em tua cultura. Contudo, o espírito santo que nascerá não é filho de Javé, não compartilha com ele o mesmo sistema de vida e de política, e é superior àquele que considerais o deus do vosso povo. Somente bem mais tarde, em outra época, o poderás compreender. (...)
 
       (Os fatos registrados por Mateus foi de que tudo isso foi um sonho narrado por José e que partir desse sonho aceitou Maria e sua gravidez, que sabia ele não ter sido gerada por ele. Apesar dessa intervenção física feita esses seres procuraram respeitar a crença cultural de José, sem violentá-la. Até porque a linguagem e o conhecimento da época não era capaz de absorver tudo aquilo; nem tão pouco de se expressar de forma diferente. Portanto, tudo foi registrado de forma mística conforme os costumes religiosos daquela época.)

      (Entre os seres que administram a evolução na Terra há uma conduta ética de não intervenção direta, sempre respeitando o livre arbítrio, a cultura social e religiosa humana.
A intervenção, quando necessária, se dá de forma indireta. Assim também se dá com as revelações proféticas ou mediúnicas, que são indiretas e seguem um princípio de esperar que as mentes humanas amadureçam e despertem por si mesmas.)

     (Dessa forma, lidar com o abstrato, com o que não se percebe através da visão, favorece o surgimento de uma crença de forma mística. A crença mais racional surge quando há uma associação do conhecimento científico. No futuro, devido a necessidade, dentro do processo de transição planetária e do juízo geral que a Terra atravessa, será permitido aos seres atuarem de forma mais direta se mostrando de forma visível com suas naves. Mas para isso ocorrer, a humanidade terrena ainda está sendo preparada para que não sofra um grande choque emocional, que afete tanto o sistema cultural como o religioso.)

    (Uma prova viva física da atuação dos seres com suas naves naquela época é o que ficou registrado como a “estrela” que guiou os reis magos até o local do nascimento de Jesus. A “estrela”, na verdade, era uma das naves dos seres de outros mundos, e que participava da corporificação do Autoevolucionário cósmico, Jesus.
      Mas como poderiam ter  registrado tudo isso, de forma diferente, com outra linguagem, naquela época?...)

Atuação de Maria no nascimento do Autoevolucionário Cósmico, Jesus.

 
Maria de Nazaré/Imagem inspirada por Chico Xavier
       Ângelo Inácio explica que os seres que planejavam o nascimento do avatar cósmico estavam cientes de que os espíritos em evolução na Terra, os homens comuns, não estavam aptos a servirem de matriz biológica para a corporificação de espíritos tão elevados que são as consciências cósmicas que dirigem a evolução na galáxia.
       Era necessário a participação de um espírito de fora do sistema evolutivo terreno, no papel da gestação desse ser especial. Assim, dialogavam os seres das estrelas:  (...) “No desempenho dessa função, terá papel primordial o migrante de Sirius que servirá de mãe ao messias planetário; devemos trabalhar em sintonia. Trata-se de um dos mais legítimos representantes, que deverá vir para a região da Terra em breve, a fim de atualizar-se quanto ao sistema de vida terrícola e de lançar mão de suas habilidades no preparo da própria corporificação. Também será capaz, com a mente evolvida e o conhecimento de que dispõe, de forjar as modificações últimas, no momento em que absorver os gametas do pai e antes que seja fecundado o óvulo do corpo feminino que gerará o messias.” (...)

       (...) – Não podemos esquecer que o avatar também modelará o próprio corpo, conforme sua vontade, pois participará do processo durante os nove meses de gestação comuns aos habitantes da Terra. Se ele detém conhecimento a respeito de todas as formas de vida desenvolvidas no planeta, que dirá sobre o processo de corporificação. Conjuntamente com a mãe, executará os últimos ajustes, segundo as necessidades que perceber. Essa não é uma tarefa de corporificação qualquer, e, no limite, qualquer trabalho que fizermos será passível de aprimoramento; afinal, a perfeição não pertence à realidade terrena atual.  Além do mais, o espírito a ser incorporado à humanidade por meio de processo tão material não procede da terra. Ele próprio participa ativamente de tudo quanto planejamos e, se o fazemos dessa forma, é porque nos requereu o auxílio de acordo com nossa especialidade. (...)

      Os seres, através da abdução de José, com seus recursos tecnológicos, colheram os espermatozoides de José, que já era um material genético aprimorado durante várias gerações, e imprimiram neles as informações necessárias que desejavam. Depois, por meio das propriedades da luz transportaram os gametas diretamente ao ventre de Maria.
     
      Vejamos sua explicação: (...) O próprio avatar cósmico travou contato diversas vezes com Maria-espírito, a fim de se entrosarem a respeito da descida vibratória dele à medida que se aproximava o grande evento. Ela ofereceria a matriz uterina, que funcionaria como uma câmara de materialização pessoalmente administrada, controlada até os pormenores pela força do espírito maternal, consciente da envergadura do trabalho que lhe fora confiado. Simultaneamente, receberia a influência do avatar das estrelas, que se corporificaria, egresso de um universo em tudo superior. (...)
      


       Ângelo Inácio narra que foram mais de mil anos de adaptação e preparação para receber o espírito de vibrações tão elevadas. Nesse processo, Ele apenas reduziu sua vibração para que somente  uma pequena parcela de seu ser fosse necessária para fecundar a semente de vida.
      Como a aura do avatar cósmico, no plano mental,  abrangia o tamanho do sistema solar foi necessário um grande esforço para ele se adequar a um embrião do ambiente terrestre. Por ter sido o organizador da vida e do sistema evolutivo no Sistema Solar ficou estabelecido na época que Maria era a mãe de Deus. 
     O Avatar cósmico, orientador evolutivo de bilhões de consciências trazidas para o sistema de vida da Terra, reduziu sua vibração espiritual, e vivendo como um ser comum no meio de nós, veio mostrar-nos o caminho da redenção... para que possamos viver o "reino dos céus" em nossos corações.

V. Lau

Continua...

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Referência de estudo:
- "Bíblia De Jerusalém" - Paulus, 2002.
- "O Evangelho Segundo o Espiritismo"Allan Kardec; tradução de Salvador Gentile, revisão de Elias Barbosa. Araras, SP, IDE, 309ª edição, 2005.

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- "Os Abduzidos" - pelo Espírito Ângelo Inácio; [psicografado por] Robson Pinheiro. - Contagem, MG: Casa dos Espíritos,  2015. - (Série Crônicas da Terra: v. 4).


Paris,1864.

Allan Kardec

Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; eu não vim destruí-los, mas dar-lhes cumprimento; porque eu vos digo em verdade que o céu e a Terra não passarão antes que tudo o que está na lei não seja cumprido perfeitamente, até um único jota e um só ponto.
Mateus 5:17,18

Cristo 
3. Jesus não veio destruir a lei, quer dizer, a lei de Deus; ele veio cumpri-la, quer dizer, desenvolvê-la, dar-lhe seu verdadeiro sentido, e apropriá-la ao grau de adiantamento dos homens; por isso, se encontra nessa lei o princípio dos deveres para com Deus e para com o próximo, que constituem a base de sua doutrina. Quanto às leis de Moisés, propriamente ditas, ao contrário, ele as modificou profundamente, seja no fundo, seja na forma; combateu constantemente o abuso das práticas exteriores e as falsas interpretações, e não poderia fazê-las sofrer uma reforma mais radical do que as reduzindo a estas palavras: “Amar a Deus acima de todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo”, e dizendo: está aí toda a lei e os profetas.
       Por testas palavras: “O céu e a terra não passarão antes que tudo seja cumprido até um único jota”, Jesus quis dizer que seria preciso que a Leis de Deus recebesse seu cumprimento, quer dizer, fosse praticada sobre a Terra, em toda a sua pureza, com todos os seus desenvolvimentos e todas as suas consequências; porque de que serviria ter estabelecido essa lei, se ela devesse permanecer privilégio de alguns homens ou mesmo de um único povo? Todos os homens, sendo filhos de Deus, são, sem distinção, o objeto da mesma solicitude.

4. Mas o papel de Jesus não foi simplesmente o de um legislador moralista, sem outra autoridade que a sua palavra; ele veio cumprir as profecias que haviam anunciado sua vinda; sua autoridade decorria da natureza excepcional de seu Espírito e de sua missão divina; veio ensinar aos homens que a verdadeira vida não está sobre a Terra, mas no reino dos céus; ensinar-lhes o caminho que para lá conduz , os meios de se reconciliar com Deus, e os prevenir sobre a marcha das coisas futuras para o cumprimento dos destinos humanos. Entretanto, não disse tudo, e sobre muitos pontos se limitou a depositar o germe de verdades que ele próprio declara não poderem ser ainda compreendidas; falou de tudo, mas em termos mais ou menos explícitos; para compreender o sentido oculto de certas palavras, seria  preciso que novas ideias e novos conhecimentos viessem dar-lhes a chave, e essas ideias não poderiam vir antes de um certo grau de maturidade do espírito humano. A ciência deveria contribuir poderosamente para a eclosão e o desenvolvimento das ideias; seria preciso, pois, dar à Ciência o tempo de progredir.

ALIANÇA DA CIÊNCIA E DA RELIGIÃO

8. A Ciência e a Religião são as duas alavancas da inteligência humana; uma revela as leis do mundo material e a outra as leis do mundo moral; mas umas e outras, tendo o mesmo princípio que é Deus, não podem se contradizer; se elas são a negação uma da outra, uma necessariamente é errada e a outra certa, porque Deus não pode querer destruir sua própria obra. A incompatibilidade que se acreditava ver entre essas duas ordens de ideias prende-se a um defeito de observação e a muito de exclusivismo de uma parte e da outra; daí um conflito de onde nasceram a incredulidade e a intolerância.
      Os tempos são chegados em que os ensinamentos do Cristo devem receber seu complemento; em que o véu, lançado propositadamente sobre algumas partes desse ensinamento, deve ser levantado; em que a Ciência, deixando de ser exclusivamente materialista, deve inteirar-se do elemento espiritual, e em que a Religião, cessando de menosprezar as leis orgânicas e imutáveis da matéria, essas duas forças, apoiando-se uma sobre a outra, e andando juntas, se prestarão um mútuo apoio. Então a Religião, não recebendo mais o desmentido da Ciência, adquirirá uma força inabalável, porque estará de acordo com a razão, e não se lhe poderá opor a irresistível lógica dos fatos.
     A ciência e a Religião não puderam se entender até hoje, porque, cada uma examinando as coisas sob seu ponto de vista exclusivo, se repeliam mutuamente. Seria preciso alguma coisa para preencher o vazio que as separava, um traço de união que as aproximasse; esse traço de união está no conhecimento das leis que regem o mundo espiritual e suas relações com o mundo corporal, leis tão imutáveis como as que regem o movimento dos astros e a existência dos seres. Essas relações, uma vez constatadas pela experiência, uma luz nova se fez: a fé se dirigiu à razão, a razão não encontrou nada de ilógico na fé, e o materialismo foi vencido. Mas nisso, como em todas as coisas, há pessoas que permanecem para trás, até que sejam arrastadas pelo movimento geral que as esmagará se quiserem resistir-lhe em lugar de a ele se abandonarem. É toda uma revolução moral que se opera neste momento e trabalha os espíritos; depois de elaborada durante mais de dezoito séculos, ela se aproxima do seu cumprimento, e vai marcar uma era nova na Humanidade. As consequências dessa revolução são fáceis de prever; deve trazer, nas relações sociais, inevitáveis modificações, às quais não está no poder de ninguém se opor, porque estão nos desígnios de Deus e resultam da lei do progresso, que é uma lei de Deus.

Livro: “O Evangelho Segundo o Espiritismo